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Godzilla 2, aka Godzilla: King of the Monsters de Michael Dougherty é mais uma patacoada de efeitos especiais para a cabeça. Uma história para quem gosta de monstros gigantes em CGI. Não tem nexo absolutamente nenhum, está cheio de "chouriços" (muitos repetidos - só a cena em que o artista está mesmo para morrer e acaba salvo pelo Godzilla nos últimos momentos acontece pelo menos umas 3 vezes) e actores (Kyle Chandler, Vera Farmiga, Millie Bobby Brown (apenas para aproveitar o hype "Stranger Things"), Ken Watanabe e o "grande" Charles Dance) quase a pedirem para os "matarem" para não terem de sofrer mais na sequela...
Ia incluir aqui uma parte em que dizia qual era a história do filme, mas já se me varreu da memória. Só ficaram os monstros gigantescos que quase não cabem no ecrã, os raios laser e os seus sons graves e profundos.
Mas pronto... Já vi e já passou... Se bem que já li algures que o Godzilla vai ter um novo filme em que luta com o King Kong... e que tudo isto pode ser o inicio de um franchise exclusivo de grandes monstros... Medo. Muito medo. ●○

Pergunto-me quantas vezes mais vão pegar na história do herói com amnésia e que depois de recuperar a memória vai se vingar do fulano que lhe fez mal... É que já chateia ver sempre as mesmas histórias. Mesmo que o guião seja da autoria do James Cameron e a realização seja do Robert Rodriguez, a sensação que fica é de um enorme deja vu.
Rosa Salazar, Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali e um dos meus actores preferidos da actualidade, Jackie Earle Haley andam por aqui, esforçam-se imenso para ter "tempo de antena" de qualidade, mas não faz muita diferença. O filme é flat em termos de história porque todo o foco de atenção foi nitidamente virado para os espectaculares efeitos especiais que dão vida à cyborg Alita e aos seus movimentos. Os cenários futuristas estão muito pouco desenvolvidos e explorados e tudo se resume a cyborgs ou pessosa com implantes cibernéticos em CGI. Muito fraquinho. É um reflexo moderno do poderio do CGI: parece que quanto mais fácil é fazer efeitos especiais, mais difícil é construir uma história de jeito para os suportar... Alita: Battle Angel é visível, mas demasiado previsível. Até no pormenor do final em aberto para a sequela e respectiva franchise. Havia aqui muita acção para explorar e muitas histórias para desenvolver. Ficou um pouco da acção e foi-se a história. Tornou-se assim apenas mais um filme banal de entretenimento... Parece quase um filme de "desenhos animados". Um desperdício total. ○○

 
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