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Pergunto-me quantas vezes mais vão pegar na história do herói com amnésia e que depois de recuperar a memória vai se vingar do fulano que lhe fez mal... É que já chateia ver sempre as mesmas histórias. Mesmo que o guião seja da autoria do James Cameron e a realização seja do Robert Rodriguez, a sensação que fica é de um enorme deja vu.
Rosa Salazar, Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali e um dos meus actores preferidos da actualidade, Jackie Earle Haley andam por aqui, esforçam-se imenso para ter "tempo de antena" de qualidade, mas não faz muita diferença. O filme é flat em termos de história porque todo o foco de atenção foi nitidamente virado para os espectaculares efeitos especiais que dão vida à cyborg Alita e aos seus movimentos. Os cenários futuristas estão muito pouco desenvolvidos e explorados e tudo se resume a cyborgs ou pessosa com implantes cibernéticos em CGI. Muito fraquinho. É um reflexo moderno do poderio do CGI: parece que quanto mais fácil é fazer efeitos especiais, mais difícil é construir uma história de jeito para os suportar... Alita: Battle Angel é visível, mas demasiado previsível. Até no pormenor do final em aberto para a sequela e respectiva franchise. Havia aqui muita acção para explorar e muitas histórias para desenvolver. Ficou um pouco da acção e foi-se a história. Tornou-se assim apenas mais um filme banal de entretenimento... Parece quase um filme de "desenhos animados". Um desperdício total. ○○

É véspera de Ano Novo e o primeiro dia de trabalho no Hotel Mon Signor para o paquete Ted (também conhecido como Ted, the Bellhop [para mim será sempre o Ted, the Bellboy]). Sozinho no trabalho, Ted vai-se cruzar com a gente mais estranha que se pode imaginar.
Four Rooms é uma rara colaboração de quatro realizadores que dão quatro histórias (muito) diferentes com a excepcional personagem de Ted (Tim Roth) a servir de continuidade. Allison Anders realizou "The Missing Ingredient", Alexandre Rockwell realizou "The Wrong Man", Robert Rodriguez realizou "The Misbehavers" e Quentin Tarantino realizou "The Man from Hollywood"
Podia ter saído um bom filme, mas não foi o caso. De relevo só mesmo a parte do Tarantino. O resto é dispensável. O filme do Rodriguez ainda escapa, mas os dois primeiros deviam ter ficado no chão da sala de montagem.
A parte do Tarantino é um livro de estilo e um exemplo de como fazer um bom filme usando apenas os actores e a história. Hoje em dia, parece que se esqueceu que é assim que se fazem filmes. É de nota 5.
Os actores são muitos e variados: Valeria Golino, Madonna, Jennifer Beals, Antonio Banderas, Quentin Tarantino, Marisa Tomei e Bruce Willis só para mencionar os mais conhecidos. Mas tudo fica em segundo plano comparado com a verdadeira estrela deste filme: Tim Roth. Nunca percebi porque é que não pegaram na personagem e a "expandiram" para uma verdadeira longa metragem. É uma personagem tão única, excêntrica e cómica que merecia muito mais "tempo de antena". É uma pena.
Como o Tarantino é grande adepto das antiguidades, faço figas para que um dia, quando se chatear dos westerns, volte a ligar o VHS (aposto que ele usa VHS e não Beta [desculpa Sony!]), meta lá as cassetes de filmes dos anos 90 e volte à carga com o Ted, the Bellhop. ●●○○○


From Dusk Till Dawn é um filme bónus, tipo 2 em 1: é meio filme tipo Tarantino, com gangsters marados em fuga da polícia, mais meio filme de terror/vampiros tipo... Robert Rodriguez?!... Bem, o R. Rodriguez sempre foi sanguinário, mas não me lembro de vampiros... Não interessa.
Este é um filme esquizoide. Tem uma primeira parte muito boa, onde nitidamente o Quentin Tarantino teve muito trabalho, apesar de supostamente só ter escrito o argumento. Depois passa inesperadamente para um filme de vampiros tipo série B. É estranho.
Vi-o praticamente quando estreou e não sabia que era com vampiros. Foi esquisito, mas acima de tudo foi uma grande surpresa. Hoje em dia é praticamente impossível que isto aconteça porque anos antes de um filme estrear, já meio mundo sabe tudo o que vai acontecer. Tenho pena. A surpresa era um factor importante do cinema. O efeito surpresa nos filmes parece que morreu... Pode ser que um dia ainda volte, tipo vampiro...
Os efeitos são do melhor que havia em 1996, mas isso não interessa para nada num série B. O elenco é excelente. Dificilmente se consegue juntar tanto e tão bom pessoal num só filme: George Clooney, Quentin Tarantino, Harvey Keitel, Juliette Lewis, Salma Hayek, os "típicos mexicanos" Cheech Marin e Danny Trejo (apesar de serem americanos de gema...), os "velhadas" Fred Williamson e John Saxon (Tarantino e Rodriguez nunca perdem a oportunidade de homenagear o pessoal que os inspirou) e até um outro realizador/gajo dos efeitos especiais, o quase lendário Tom Savini. ●●○○○

 
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