Pergunto-me quantas vezes mais vão pegar na história do herói com amnésia e que depois de recuperar a memória vai se vingar do fulano que lhe fez mal... É que já chateia ver sempre as mesmas histórias. Mesmo que o guião seja da autoria do James Cameron e a realização seja do Robert Rodriguez, a sensação que fica é de um enorme deja vu.
Rosa Salazar, Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali e um dos meus actores preferidos da actualidade, Jackie Earle Haley andam por aqui, esforçam-se imenso para ter "tempo de antena" de qualidade, mas não faz muita diferença. O filme é flat em termos de história porque todo o foco de atenção foi nitidamente virado para os espectaculares efeitos especiais que dão vida à cyborg Alita e aos seus movimentos. Os cenários futuristas estão muito pouco desenvolvidos e explorados e tudo se resume a cyborgs ou pessosa com implantes cibernéticos em CGI. Muito fraquinho. É um reflexo moderno do poderio do CGI: parece que quanto mais fácil é fazer efeitos especiais, mais difícil é construir uma história de jeito para os suportar... Alita: Battle Angel é visível, mas demasiado previsível. Até no pormenor do final em aberto para a sequela e respectiva franchise. Havia aqui muita acção para explorar e muitas histórias para desenvolver. Ficou um pouco da acção e foi-se a história. Tornou-se assim apenas mais um filme banal de entretenimento... Parece quase um filme de "desenhos animados". Um desperdício total. ●○○○○
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Em Star Trek: First Contact as ideias começaram a faltar e então entram novamente em cena as viagens no tempo. Neste caso, Picard e a tripulação da USS Enterprise regressam ao século XXI para salvar o futuro depois dos Borg terem conquistado a Terra e alterado a linha do tempo. James Cromwell faz um papel de cientista bêbado e Alice Krige por acaso até faz muito bem de Borg Queen, provavelmente a melhor coisa deste filme. De resto, este novo episódio é mesmo só material para fãs. Esta nova série com os Borg teve o mérito de cunhar um novo e icónico chavão: "Resistance is futile". Parabéns por isto. É pena o resto do filme... ●○○○○
Por vezes dá-me para ver filmes ostensivamente maus. Nomeadamente os mais antigos. Filmes que vi quando era miúdo e que na altura ficava maravilhado. É o que dá ter 15 anos (ou menos) e ainda não ter visto nenhumas das obras primas do mundo do cinema. Tenho um gosto especial em rever velharias e perceber como eu próprio evoluí em termos de gosto e apreciação cinematográfica.
Um canal de cinema por cabo fez uma retrospectiva do mítico John Carpenter. Por isso, tive a oportunidade de (re)ver alguns dos clássicos do suspense. Um dos filmes foi o Assalto à 13.ª Esquadra. Tenho de admitir que quando o vi pela primeira vez - há décadas atrás - pareceu-me muito melhor. Francamente, agora parece-me um filme amador. Se este filme ainda tem algum valor, ele vem directamente daquele sítio estranho chamado nostalgia. Mas apesar de tudo, o esqueleto do filme é bom. Tem uma história tão simples que acaba por funcionar, e pouco mais que alguns pormenores interessantes de realização. Por isso mesmo, não é de estranhar que Hollywood tenha pegado no esqueleto e tenha feito um remake com nova carne e actores conhecidos que levem pessoas aos cinemas. Ainda não vi este remake, mas desconfio que será muito difícil piorar o original do Carpenter.
Curiosamente, revi mais ou menos na mesma altura outro "clássico" de série B, que nada tem que ver com este: Cyborg, com Jean-Claude Van Damme. É o filme típico de artes marciais que precisa de uma história de vingança que "segure" o máximo possível de proezas de pancadaria. Este, em particular, mistura vingança, ficção científica (futuro apocalíptico derivado dum vírus incontrolável e um cyborg com a cura) e obviamente altas doses de porrada. Apesar do filme ser também muito mau e não passar duma enorme colagem de clichés dos "filmes de porrada e explosões" custa-me a perceber porque é que ainda ninguém se lembrou de fazer o "obrigatório" remake. Com um ou dois actores de renome e a disponibilidade dos efeitos digitais de hoje em dia, este seria mais um blockbuster.
Em termos de filmes, acredito que todos têm algo de bom. Nem que seja para aproveitar a história e lhe dar um novo fôlego. No pior dos casos, uma pessoa pode ser aprender o que não se deve fazer num filme...
Um canal de cinema por cabo fez uma retrospectiva do mítico John Carpenter. Por isso, tive a oportunidade de (re)ver alguns dos clássicos do suspense. Um dos filmes foi o Assalto à 13.ª Esquadra. Tenho de admitir que quando o vi pela primeira vez - há décadas atrás - pareceu-me muito melhor. Francamente, agora parece-me um filme amador. Se este filme ainda tem algum valor, ele vem directamente daquele sítio estranho chamado nostalgia. Mas apesar de tudo, o esqueleto do filme é bom. Tem uma história tão simples que acaba por funcionar, e pouco mais que alguns pormenores interessantes de realização. Por isso mesmo, não é de estranhar que Hollywood tenha pegado no esqueleto e tenha feito um remake com nova carne e actores conhecidos que levem pessoas aos cinemas. Ainda não vi este remake, mas desconfio que será muito difícil piorar o original do Carpenter.
Curiosamente, revi mais ou menos na mesma altura outro "clássico" de série B, que nada tem que ver com este: Cyborg, com Jean-Claude Van Damme. É o filme típico de artes marciais que precisa de uma história de vingança que "segure" o máximo possível de proezas de pancadaria. Este, em particular, mistura vingança, ficção científica (futuro apocalíptico derivado dum vírus incontrolável e um cyborg com a cura) e obviamente altas doses de porrada. Apesar do filme ser também muito mau e não passar duma enorme colagem de clichés dos "filmes de porrada e explosões" custa-me a perceber porque é que ainda ninguém se lembrou de fazer o "obrigatório" remake. Com um ou dois actores de renome e a disponibilidade dos efeitos digitais de hoje em dia, este seria mais um blockbuster.
Em termos de filmes, acredito que todos têm algo de bom. Nem que seja para aproveitar a história e lhe dar um novo fôlego. No pior dos casos, uma pessoa pode ser aprender o que não se deve fazer num filme...
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