Cube é um filme de ficção científica/terror com origem no Canadá. Filmado num único cenário cúbico e iluminado com painéis de cores diferentes para dar a impressão que são vários cenários, é um dos exemplos máximos que mostra cabalmente que não são precisos grandes orçamentos para se fazer um filme catita. Basta uma boa história com toques de "Twilight Zone", um guião relativamente consistente e meia dúzia de actores medianos. Acho que isto resume bastante bem o Cube.
Cube não é um grande filme, mas tem o suficiente para ser aceitável e até tem alguns bons pormenores como por exemplo todas as personagens terem nomes de prisões. Faz sentido... Os actores são medianos (Maurice Dean Wint, Nicole de Boer, Nicky Guadagni, David Hewlett, Wayne Robson, Julian Richings e Andrew Miller [e sim, são mesmo só estes actores!]) mas têm uma prestação suficientemente boa para aguentar a história.
Mas sem dúvida, o grande mastermind por trás de Cube é Vincenzo Natali que consegue filmar um cubo e seis actores de mil e uma maneiras diferentes sem ser repetitivo, ao mesmo tempo que mantém o espectador em constante expectativa. Expectativa e stress.
Em 1997 foi um sucesso enorme. É tão simples que "partiu a cabeça" de toda a gente. Fez-me lembrar aquela velha história da "bolinha amarela", em que a resposta à pergunta do que tinha acontecido à "bolinha amarela", vinha logo a seguir à próxima... "bolinha amarela". Por mais irritado que uma pessoa se possa sentir enquanto vê o filme, não se consegue deixar de ver. O que é o cubo e para que serve? Será que eles conseguem sair do cubo? Quem construiu o cubo? O cubo está na Terra ou será obra de extraterrestres? O que há no próximo cubo? O que há para além do cubo? E a resposta é... tem de se ver o filme. ●●●○○
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Há filmes que nos surpreendem sem deslumbrar. Cypher é um desses filmes. É um thriller de ficção científica muito kafkiano (é mais fácil de escrever do que "Philip K. Dickiano"...) sobre espionagem industrial/tecnológica que acaba por descambar numa espécie de lavagens cerebrais em que a dúvida se instala, as motivações verdadeiras das personagens estão constantemente a serem alteradas, sobre quem é, de facto, quem diz ser. Muita paranóia, desconfiança, mas também muito bem escrito e realizado.
Vindo de Vincenzo Natali, o realizador do megaconhecido sucesso Cube, não é de estranhar. E nota-se que parte da mesma mente criativa. Com os semi-desconhecidos Jeremy Northam, Nigel Bennett e Lucy Liu em início de carreira no cinema. É mais uma produção pequena (mínuscula, comparando aos dias de hoje), mas bem conseguida. Vê-se bem. ●●○○○
Vindo de Vincenzo Natali, o realizador do megaconhecido sucesso Cube, não é de estranhar. E nota-se que parte da mesma mente criativa. Com os semi-desconhecidos Jeremy Northam, Nigel Bennett e Lucy Liu em início de carreira no cinema. É mais uma produção pequena (mínuscula, comparando aos dias de hoje), mas bem conseguida. Vê-se bem. ●●○○○
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