Ronin é um samurai sem amo. Fiquei a saber isto ao ver o 47 Ronin. Pensava que ronin significava que um samurai se tinha revoltado contra o seu amo, mas pensando bem isso seria quase impossível visto os samurais se regerem por um código de honra bastante rígido. Quer dizer, isto é o que aparece sempre nos filmes. Presumo que tenha uma base de verdade. Seja com for, faz sentido. Aliás, esse código é a base da história deste 47 Ronin. Depois do seu amo ser morto traiçoeiramente, os samurais quebram a lei, revoltam-se e procuram vingança, mesmo sabendo que o seu destino está tragicamente traçado.
Apesar de ser uma novidade para mim, já é a sétima vez que esta história dos 47 Ronin chega às salas de cinema. Esteve sempre nas "mãos japonesas", daí que dificilmente um gajo "normal" consiga ver estes filmes... E lá está: nunca os consegui ver. No entanto, esta é apenas a primeira vez que Hollywood pega no tema. Dá que pensar.
Honra, lutas de espada, traição, vingança e o Keanu Reeves a destacar-se demasiado num casting totalmente oriental (Hiroyuki Sanada, Ko Shibasaki, Tadanobu Asano, Min Tanaka), são os condimentos principais. É um bom filmito, ainda por cima baseado numa história real. Bem escrito, medianamente bem realizado (Carl Rinsch) e com ação q.b, polvilhado por dispensáveis criaturas digitais como é obrigatório em qualquer filme aspirante a blockbuster. Apesar da pouca chama, 47 Ronin é um filme simpático... dentro do género. ●●○○○
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O ano é o longínquo 2057. Um grupo internacional de astronautas segue na nave Icarus em direcção ao Sol. A sua missão: detonar uma arma nuclear para reactivar o Sol que entretanto entrou num estado de latência, ameaçando a vida na Terra. Icarus falha e é então enviada uma nova vaga de astronautas para terminar a missão anterior. Mas nem tudo corre como planeado.
Sunshine até nem é um mau filme, mas fico com a sensação que é... apressado. É isso, apressado. Parece que o Danny Boyle (gajo muitíssimo bom atrás da câmara e que aprecio bastante) quis sair da sua zona de conforto e fazer um filme de ficção cientifica, mas lá para o meio chateou-se, percebeu que aquele não era o tipo de filme que gosta de fazer e então decidiu apressar o final do filme. Mas no geral é um bom filmito de ficção científica. Toca em muitos pontos interessantes: as conotações religiosas; o poder enigmático, magnético, hipnótico e quase surreal do sol está muito bem conseguido; as relações de demasiada proximidade (e intimidade) de um grupo de pessoas restrito e fechado tanto tempo no mesmo sítio é exemplar.
Sunshine tem um bom grupo de actores (Mark Strong, Cillian Murphy, Michelle Yeoh, Hiroyuki Sanada, Chris Evans), uma excelente fotografia e especialmente, tem pés e cabeça. É uma história cientificamente credível que sustenta todo o filme. E tem também aquele toquezinho de Solaris que fica sempre bem. É um bom filme, mas a sensação que fica é de que Danny Boyle esteve desconfortável fora do seu meio habitual. É pena, porque fora essa sensação latente e estranha que ficou entranhada, é um filme que se vê muito bem. Podia ser melhor, mas é o que é... ●●○○○
Sunshine até nem é um mau filme, mas fico com a sensação que é... apressado. É isso, apressado. Parece que o Danny Boyle (gajo muitíssimo bom atrás da câmara e que aprecio bastante) quis sair da sua zona de conforto e fazer um filme de ficção cientifica, mas lá para o meio chateou-se, percebeu que aquele não era o tipo de filme que gosta de fazer e então decidiu apressar o final do filme. Mas no geral é um bom filmito de ficção científica. Toca em muitos pontos interessantes: as conotações religiosas; o poder enigmático, magnético, hipnótico e quase surreal do sol está muito bem conseguido; as relações de demasiada proximidade (e intimidade) de um grupo de pessoas restrito e fechado tanto tempo no mesmo sítio é exemplar.
Sunshine tem um bom grupo de actores (Mark Strong, Cillian Murphy, Michelle Yeoh, Hiroyuki Sanada, Chris Evans), uma excelente fotografia e especialmente, tem pés e cabeça. É uma história cientificamente credível que sustenta todo o filme. E tem também aquele toquezinho de Solaris que fica sempre bem. É um bom filme, mas a sensação que fica é de que Danny Boyle esteve desconfortável fora do seu meio habitual. É pena, porque fora essa sensação latente e estranha que ficou entranhada, é um filme que se vê muito bem. Podia ser melhor, mas é o que é... ●●○○○
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