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Depois da vergonha que foi Highlander II: The Quickening, os estúdios quiseram fazer as pazes com o crescente número de fãs da história imortal de Connor MacLeod, e para isso lançaram Highlander III: The Sorcerer, que basicamente ignora (e bem) o filme anterior. Foi um bocado como dar a mão à palmatória. O problema é que o filme continua a ser mau. Melhor que a porcaria do 2, mas mesmo assim é irrelevante. Uma típica sequela.
A história regressa ao filme original, na parte em que ele perde a primeira mulher. Depois disso ele vagueia pelo planeta até chegar ao Japão dos samurais e aí conhece um feiticeiro que também é imortal. Mas um inimigo novo aparece e mata o velho mestre. O mauzão fica aprisionado numa cave e séculos depois, na actualidade, consegue fugir para finalmente se vingar de MacLeod... O resto já se me varreu da mente. É mais ou menos isto. É ridículo... É tentar inventar uma nova história quando a história original já estava fechada.
Não sendo um insulto à inteligência dos espectadores como foi o segundo filme, esta nova sequela... é uma sequela. Já tem mais algum nexo em termos de narrativa, mas também era totalmente desnecessária.
Christopher Lambert regressa e está um bocadinho melhor na pele da personagem. Mario Van Peebles é o vilão de serviço e apesar de ser um actor caído no esquecimento, na altura era muito requisitado, vá-se lá perceber porquê. Ainda há Deborah Kara Unger, uma actriz que sempre gostei mas que por qualquer motivo nunca colou no mainstream. E por fim há Mako, um "senhor" com milhentos filmes no currículo mas que também nunca passou de secundário.
Highlander III: The Sorcerer não foi o final da saga. Ainda deu mais uns dois filmes (que nunca vi) e uma série de TV bastante popular com outro actor (Adrian Paul). No máximo poderiam ter expandido este "universo" na série, mas de um ponto de visto lógico, esta história deveria ter ficado pelo primeiro filme. ○○○



PS: É favor não estranhar a diferença do título original em relação ao poster promocional, porque para além do título Highlander III: The Sorcerer, o filme também é foi distribuído com o nome de Highlander III: The Magician, Highlander III: The Final Dimension e Highlander III: The Final Conflict. É só para se ter uma noção de como a confusão estava instalada nestas sequelas...
Ronin é um samurai sem amo. Fiquei a saber isto ao ver o 47 Ronin. Pensava que ronin significava que um samurai se tinha revoltado contra o seu amo, mas pensando bem isso seria quase impossível visto os samurais se regerem por um código de honra bastante rígido. Quer dizer, isto é o que aparece sempre nos filmes. Presumo que tenha uma base de verdade. Seja com for, faz sentido. Aliás, esse código é a base da história deste 47 Ronin. Depois do seu amo ser morto traiçoeiramente, os samurais quebram a lei, revoltam-se e procuram vingança, mesmo sabendo que o seu destino está tragicamente traçado.
Apesar de ser uma novidade para mim, já é a sétima vez que esta história dos 47 Ronin chega às salas de cinema. Esteve sempre nas "mãos japonesas", daí que dificilmente um gajo "normal" consiga ver estes filmes... E lá está: nunca os consegui ver. No entanto, esta é apenas a primeira vez que Hollywood pega no tema. Dá que pensar.
Honra, lutas de espada, traição, vingança e o Keanu Reeves a destacar-se demasiado num casting totalmente oriental (Hiroyuki Sanada, Ko Shibasaki, Tadanobu Asano, Min Tanaka), são os condimentos principais. É um bom filmito, ainda por cima baseado numa história real. Bem escrito, medianamente bem realizado (Carl Rinsch) e com ação q.b, polvilhado por dispensáveis criaturas digitais como é obrigatório em qualquer filme aspirante a blockbuster. Apesar da pouca chama, 47 Ronin é um filme simpático... dentro do género. ●●○○○


The Last Samurai, filme de Edward Zwick, com Ken Watanabe e a super-estrela Tom Cruise... Hum... Já vi este filme há tanto tempo que quase não lembro dele. Lembro-me mesmo vagamente. Não deve ter sido muito bom, senão lembrava-me bem. É isso que distingue uns filmes de outros, não é? Aqueles filmes mesmo bons, uma pessoa nunca esquece, pois não? Mas lembro-me de ser relativamente jeitoso, com boas cenas de acção de guerra e com um argumento sólido e muito bem escrito. Lembro-me de ter ficado com uma boa ideia quando o vi. Parece que tenho de o rever. ●●○○○

 
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