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Estou a fazer um exercício de memória e a tentar lembrar-me de filmes bons para confinamento obrigatório. Não sei explicar porquê, mas veio-me à cabeça este: The Second Best Exotic Marigold Hotel. É um daqueles filmes que tem uma sensação de conforto igual a um bom cobertor polar. É um filme óptimo para se desfrutar no sofá com uma chávena de chá de menta a fumegar...
Espera... Estou a ter um fortíssimo sentimento de déjà vu... Não. É uma sequela...
The Second Best Exotic Marigold Hotel é sobre o grupo de velhotes ingleses que ficaram para trás, fizeram a viagem espiritual e agora vivem no hotel do primeiro filme. John Madden volta a dirigir o anterior elenco de luxo: Judi Dench, Bill Nighy, Maggie Smith e David Strathairn. Os produtores tentaram contratar um nome de peso para esta sequela, mas após o sucesso estrondoso de Eat Pray Love, Julia Roberts decidiu fazer toda a viagem espiritual a pé e portanto ainda não estava disponível. Tiveram de se contentar com Richard Gere. O papel do vilão (re)caiu novamente em Dev Patel. Estava a brincar. Dev Patel é um gajo tão agradável e dança tão bem que nunca poderia fazer de vilão. Aliás, ele merece ter um segundo hotel...
The Second Best Exotic Marigold Hotel oferece todos os condimentos do primeiro e ainda tem o bónus Richard Gere. Devido ao sucesso do primeiro filme, suspeito que este filme foi feito pela Associação da Hotelaria e Turismo da Índia... ●○○○○

Não aguento comédias românticas... entediam-me e adormeço. Ou então disperso mentalmente e começo a ler qualquer coisa. Não suporto. No entanto, vejo tudo que tenha uma ponta de interesse e por isso, já no longínquo ano de 1990, quando era uma pessoa totalmente diferente da que sou hoje, vi este Pretty Woman, em que um rico magnata contrata uma prostituta e depois se apaixona por ela. É a fórmula Disney para adultos e nunca falha. Basta transformar a personagem de Julia Roberts (que é "nitidamente" uma prostituta porque usa saias muito curtinhas e botas altas!!!... [em 1990 as coisas eram tratadas assim um pouco para o lado irrealista, mas tudo bem, até gosto desta inocência distante]) numa empregada de limpeza pobre e passar tudo a desenhos animados, juntar-lhe uma musiquinha da treta no genérico (ou numa cena musical - obrigatório) e está feito o novo mega-sucesso da Disney. Aqui, a "potência" dos dois actores principais (Richard Gere e Julia Roberts) segura o filme e torna-o suportável, apesar de toda a previsibilidade deste mundo. Nesta altura, acho que o Richard Gere era o sex-symbol em vigência. Não me lembro bem. Também não interessa... É tudo muito confuso. Já vi o Richard Gere fazer tantas vezes este galã de homem maduro extremamente sensual que vai buscar a "menosprezada amada à fábrica" que já confundo tudo. Mas lá está, não interessa... Garry Marshall fez um mega-sucesso comercial desta moderna La Traviata (que por acaso até aparece no filme) e cristalizou a presença de Roberts (na altura apenas com 22 anos) nos ecrãs de cinema. Dois destaques finais: um para o cartaz oficial que por qualquer razão inexplicável acabou por se tornar icónico com o tempo (lá está: aposto na mini-saia e nas botas altas); e o outro destaque vai para a excelente música de Roy Orbison que dá nome ao filme e torna qualquer trailer numa coisa agradável de se ver. ●●○○○

Lee Gates (George Clooney) é um conceituado e experiente apresentador de um programa financeiro e Patty (Julia Roberts) é a sua fiel, mas crispada produtora do programa. Tudo corria como normal até que irrompe pelo estúdio um investidor furioso (Jack O'Connell), armado e com um colete de explosivos, toma-os como refém, em directo e perante todo o mundo. Quando tudo parecia já demasiado complicado, eis que surge uma teoria da conspiração envolvendo os mercados financeiros, a Bolsa de Valores, alta tecnologia e as suas constantes subidas e descidas...
Money Monster é totalmente aceitável. É um filme "normal", sem grandes pretensões (se bem que traz ao grande público um pouco dos bastidores "podres" do mercado bolsista) e muito bem escrito, muito consistente. Acaba por ter sempre um "abanão" inesperado, levando a história noutra direcção totalmente diferente da que parecia estar a levar. De positivo, há a destacar a muito boa realização de Jodie Foster, muito madura e experiente, e os belíssimos actores "secundários". Do lado verdadeiramente mau há apenas a apontar um actor principal sem carisma e que não "colando" com a personagem, acaba por prejudicar o filme no seu todo. Nitidamente um erro de casting... Ainda assim, vê-se bem. ●●●○○


Alguém sabe o que acontece depois da morte? Todas as pessoas têm a sua própria teoria. Eu não sei. Acho que não há mais nada. Simplesmente a não-existência. Mas também me parece lógico que haja alguma coisa. O corpo definitivamente morr,e mas a consciência pode perdurar. Sem os inputs sensoriais se calhar a consciência sobrevive numa espécie de stand-by... Sabe-se lá?
Em Flatliners, Joel Schumacher imagina que depois da morte, uma pessoa luta com os seus medos e os seus demónios para poder atingir a calma e a paz. É válido. Mas Flatliners que tenta ser um filme de suspense/thriller poderia ser melhor. Compreende-se. É uma premissa demasiado poderosa, profunda e filosófica para se pegar. Destaque para a parada de estrelas ainda jovens e em ascensão: Kiefer Sutherland, Julia Roberts, Kevin Bacon, William Baldwin e Oliver Platt. Vê-se. ●●○○○

 
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