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Estou a fazer um exercício de memória e a tentar lembrar-me de filmes bons para confinamento obrigatório. Não sei explicar porquê, mas veio-me à cabeça este: The Second Best Exotic Marigold Hotel. É um daqueles filmes que tem uma sensação de conforto igual a um bom cobertor polar. É um filme óptimo para se desfrutar no sofá com uma chávena de chá de menta a fumegar...
Espera... Estou a ter um fortíssimo sentimento de déjà vu... Não. É uma sequela...
The Second Best Exotic Marigold Hotel é sobre o grupo de velhotes ingleses que ficaram para trás, fizeram a viagem espiritual e agora vivem no hotel do primeiro filme. John Madden volta a dirigir o anterior elenco de luxo: Judi Dench, Bill Nighy, Maggie Smith e David Strathairn. Os produtores tentaram contratar um nome de peso para esta sequela, mas após o sucesso estrondoso de Eat Pray Love, Julia Roberts decidiu fazer toda a viagem espiritual a pé e portanto ainda não estava disponível. Tiveram de se contentar com Richard Gere. O papel do vilão (re)caiu novamente em Dev Patel. Estava a brincar. Dev Patel é um gajo tão agradável e dança tão bem que nunca poderia fazer de vilão. Aliás, ele merece ter um segundo hotel...
The Second Best Exotic Marigold Hotel oferece todos os condimentos do primeiro e ainda tem o bónus Richard Gere. Devido ao sucesso do primeiro filme, suspeito que este filme foi feito pela Associação da Hotelaria e Turismo da Índia... ●○○○○

Estou a fazer um exercício de memória e a tentar lembrar-me de filmes bons para confinamento obrigatório. Não sei explicar porquê, mas veio-me à cabeça este: The Best Exotic Marigold Hotel. É um daqueles filmes que tem uma sensação de conforto igual a um bom cobertor polar. É um filme óptimo para se desfrutar no sofá com uma chávena de chá de menta a fumegar...
The Best Exotic Marigold Hotel é sobre um grupo de velhotes ingleses que para se esquecerem ou superarem dos seus problemas mundanos, vão de férias para a Índia (ou vão-se reformar-se?!? Já não me lembro bem...) Logo após a chegada, a comitiva começa a questionar a qualidade do resort onde ficarão alojados, o que resulta em cenas britanicamente divertidas. No entanto, e como é um sintoma comum a todas as pessoas que visitam a Índia, lentamente, os protagonistas largam as vicissitudes da vida quotidiana e começam uma viagem de amor e auto-descoberta.
John Madden dirige um elenco de luxo que inclui nomes conceituados como Judi Dench, Tom Wilkinson, Bill Nighy e Maggie Smith, que estão tão à vontade que parece que estão de férias. O papel do vilão cai que nem uma luva a Dev Patel. Estava a brincar. Patel é o empregado/dono do hotel foleiro que, por qualquer motivo sobrenatural, faz com que as pessoas embarquem numa viagem espiritual.
Amor em idades avançadas, frases feitas tiradas de posters auto-motivacionais espalhados pela net, todos os clichés do mundo do cinema, um bocadinho de drama para não ser tão cor-de-rosa e a celebração da vida e das cores. É por isto que Love Actually é um filme super-fofo e comovente que no final, deixa uma sensação de bem-estar e conforto. Perdão... É por isto que The Best Exotic Marigold Hotel é um filme super-fofo e comovente que no final, deixa uma sensação de bem-estar e conforto. Suspeito que este filme foi feito pela British Airways para entreter o pessoal até chegar à Índia... ●○○○○

Como o primeiro filme foi um relativo sucesso de bilheteira era inevitável uma sequela. Daí a existência de Wrath of the Titans. Não é uma continuação da história anterior mas mais uma série de histórias mitológicas envolvendo a personagem principal, Perseu. É o que tem de bom a mitologia clássica: tem histórias para dar e vender e todas são muito boas, sempre recheados de monstros e super-vilões, exactamente o ponto onde falham as cópias, as "mitologias modernas" de super-heróis da BD. Incrivelmente, estas histórias antigas não colam no público actual. Para mim é um mistério. Por exemplo, este Wrath of the Titans foi um falhanço de bilheteira. Porquê? Não tem acção explosiva? Tem. Não tem monstros espectaculares e gigantes em CGI? Tem. Não tem supervilões super-maus que querem destruir o mundo dos humanos? Tem. Não acaba tudo bem, com os bons felizes e os maus a serem castigados no final? Obviamente. Então porque é que o grande público não adere em massa como acontece nas tretas com a chancela Marvel/DC? Não sei dizer. Aos meus olhos, a diferença é mínima. Ver isto ou ver o Doctor Strange é exactamente a mesma coisa. Um entretenimento momentâneo e facilmente esquecível.
Do primeiro para este filme, mudou o realizador (Jonathan Liebesman) e o cast mudou apenas nas personagens mais secundárias (Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Rosamund Pike, Bill Nighy, Danny Huston). Os monstros e o CGI também aumentaram ligeiramente, mas de resto é tudo mais ou menos igual ao anterior. Gosto muito destas histórias da mitologia e que já me acompanham desde muito novo. Por isso nem me importava de ver um terceiro filme deste género, mesmo sabendo que a história é apenas um suporte para as cenas de acção e para os efeitos especiais. Mas como a mitologia clássica (ainda) não foi comprada pela Disney e por isso não tem fãs activos, não há mais nada para ninguém. É pena. ●●○○

A história de Frankenstein é daquelas tão fantasticamente boas que irão andar sempre por aí. Não vale a pena contornar o assunto. Remake, remake, remake. Os estúdios são empresas que vendem cinema e precisam de fazer dinheiro e ter lucros. Isto quer dizer que inevitavelmente irão aparecer versões de filmes repetidamente, que não são mais do que acessórios de bilheteira. São pensados para única e exclusivamente venderem bilhetes, naquela altura específica, para aquele público específico. Compreendo perfeitamente este esquema. Deixa de ser cinema para ser um produto de consumo, como as pipocas. E este é o caso de I, Frankenstein. Uma grande produção de efeitos especiais, explosões e "super-heróis"... Sim, porque hoje em dia, se um filme de acção não tiver super-heróis, quem é que vai vê-lo? Como o modelo de vampiros contra lobisomens já estava um pouco esgotado na altura, aqui o "novo" modelo é ter demónios contra gárgulas... É verdade... Gárgulas. E pelo meio deles, no meio da confusão e dos estilhaços digitais, anda um sexy e musculado Frankenstein que para além de ser um super-herói, também é mestre em artes marciais. Stuart Beattie realiza, Bill Nighy intrepreta bem como sempre, e Aaron Eckhart dá alguma credibilidade à cena. E está tudo dito... Fico à espera de uma nova versão da brilhante, mas regularmente desprezada e maltratada história de Frankenstein. Isto é um produto já de 2014, portanto não deve falta muito para aparecer outra versão... ●○○○○

 
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