Mostrar mensagens com a etiqueta Pilou Asbæk. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pilou Asbæk. Mostrar todas as mensagens
Game of Thrones: The Last Watch é um documentário que incide essencialmente sobre a última temporada da série Game of Thrones, que diga-se, poderia facilmente ser uma das melhores de sempre, não fosse aquela última temporada apressada e anedótica. Infelizmente a disneyficação dos argumentos deu nisto... E, não sei porquê, mas aposto que o pessoal mais técnico (argumentistas, realizadores e afins) que trabalhou na série, não tarda nada vai aparecer por aí ligado a um qualquer mega-hit da Disney. É um feeling que tenho... Adiante.
Como documentário, The Last Watch é algo que se vê e facilmente se esquece. Se ainda estivéssemos no mundo dos DVDs, isto seria um daqueles extras no segundo CD que nunca ninguém punha a rodar. Acaba por ser medianamente bom, apenas porque dá uma visão atrás das câmaras que pessoalmente gosto sempre de ver. Tirando isso, nada de novo. É apenas um paliativo para aqueles fãs mesmo viciados em Game of Thrones e que após o final da série começaram imediatamente a entrar na fase da ressaca. Mas não vale a pena entrar em loucuras. Vivemos no séculos XXI e presos num aparente eterno loop de sucessos por isso acredito que uma nova série (ou como se chamam agora, um spin-off) deve estar por aí a bater, e garantidamente com imenso sucesso. Mas o que fica é isto: depois do final atabalhoado e sem nexo que engendraram para tentar apanhar as pontas soltas deixadas nas temporadas anteriores, este documentário seria uma oportunidade de ouro para fechar impecavelmente a série. Mas nem isso aconteceu. Foi verdadeiramente um final inglório - e vou-me repetir - para uma das melhores séries de sempre. É mesmo triste estragar assim uma coisa.
Depois de estar 2 horas a ver todo o elenco e toda a equipa de produção a queixar-se do quão difícil, complicado e duro era fazer a série, a lamentarem-se do frio, das viagens, da logística e mais não sei o quê, a sensação com que fiquei é que este documentário é quase um pedido de desculpas dissimulado por terem feito aquele final de temporada merdoso e que assassinou anos de esforço para criarem aquela que - digo-o novamente - facilmente poderia ter sido uma das melhores séries de sempre. Fiquei tão desgostoso que considero quase um crime o que fizeram. Uma pena. ●○○○○

Nazis e zombies são uma combinação explosiva desde os tempos do Wolfenstein 3D, que para quem não conhece é um jogo de computador tão antigo que o 3D ainda era em 2D... E, tirando a questão da antiguidade, pouco difere deste Overlord (realizado por Julius Avery). Sangue, gore, tiros, explosões e um casting (Jovan Adepo, Wyatt Russell, Mathilde Ollivier, Pilou Asbæk) que é tantas vezes lançado ao ar pelas ubíquas explosões que é raro vê-los com os pés no chão... Mais uma chachada sem grande sentido que apenas viu a luz do dia porque tinha a chancela mágica (que é como quem diz... $$$!) do J.J. Abrams... ●○○○○

Vamos por partes. Primeiro, o Ghost in the Shell - filme de animação original de 1995 baseado na manga de Shirow Masamune  - está no meu top de filmes de ficção científica e na minha lista de filmes favoritos de sempre. É algo tão à frente do seu tempo, tão complexo, tão realista e tão bem feito que não podia ser de outra forma. Segundo, quando soube que iam fazer um remake do Ghost in the Shell em "live-action", comecei imediatamente a ficar preocupado, porque quando fazem isto, normalmente sai bosta. Neste caso, a minha preocupação era ainda mais gritante porque não há nada para actualizar em relação ao filme original.
Recentemente vi esta "nova versão" e não me desiludiu porque nem é tão mau quanto estava à espera, nem é muito diferente do original. Nem podia ser. Lá está: não há nada para actualizar, nem sequer renovar. Apesar de também ser escrito pelo Masamune, apenas tem umas pequenas nuances em relação à história original (tirando alguns elementos que foram transpostos da sequela original, Ghost in the Shell 2: Innocence), e incide mais na parte de como a Major Kusanagi ficou a ser como é, mas é mesmo só para não copiar o filme original na íntegra e poder dizer que é "novo".
Mais que um remake, incluiria este filme numa espécie de cover, como acontece na música. É a mesma coisa, mas tem um bocadinho de letra nova e tem um ritmo diferente...
Mas apesar de não ser um mau filme, continuo a bater na mesma tecla: Porquê? Porquê fazer de novo? Porque não tentar fazer um novo filme, sim, mas totalmente original? Não percebo esta cena dos remakes constantes e intermináveis. O que foi? Acabou-se a inspiração? Os estúdios não apostam em coisas novas e só gastam dinheiro em filmes que sabem de antemão que vão receber o dinheiro empatado na produção? É que se isto continua assim, simplesmente deixam de existir novos filmes. Neste "novo" filme há cenas inteiras copiadas na íntegra do original, quase frame a frame. Qual é intenção disto? Chamar-lhe "homenagem"? É isso? Isto parece reciclagem em cima de reciclagem. Há uma geração inteira que apenas vai conseguir ver novas versões dos filmes que já conhecem.
Leva duas "bolas" porque visualmente está perfeito (no seguimento do brilhante filme original), porque escolheram perfeitamente a Scarlett Johansson (nem consigo imaginar outra actriz "ocidental" neste papel [e já agora, uma referência também para o Takeshi Kitano e o Michael Wincott, dois gajos que curto bastante]) e porque escolheram como base uma das melhores histórias e um dos melhores filmes de sempre da ficção científica. Mas aconselhava o pessoal dos estúdios a irem ler uns guiões diferentes e tentar fazer algo de novo... ●●○○○

 
Copyright © 2015 todos os filmes que vi
Distributed By Gooyaabi Templates