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Alfred Borden e a usa mulher são assistentes de Robert Angier, um mágico em ascensão de carreira. Depois de um trágico acidente em que a mulher dele morre, os dois tornam-se inimigos. Com o tempo, tornam-se os dois famosos e disputam o melhor truque de magia, chegando ao ponto de sabotar os truques um do outro. Quando Alfred concebe um truque de magia fantástico, Robert fica obcecado em tentar descobrir o segredo por detrás do truque. Esta obsessão resultará em pesadas e trágicas consequências.
The Prestige é capaz de ser o filme menos conhecido dos irmãos Nolan, mas é um dos meus favoritos. Jonathan Nolan, novamente, escreve um guião fantástico. É um verdadeiro génio na sombra. Christopher Nolan mostra todo o potencial, desta vez, num filme sem grandes efeitos especiais, sem correrias e que no entanto tem tanta acção quanto um filme de super-heróis. Assim, de repente, criaram um clássico instantâneo. Faz-me sempre lembrar aqueles filmes antigos dos anos 20 e 30, com monstros, cientistas loucos e mistério.
Nos papéis principais, um casting de peso: Hugh Jackman, Christian Bale, Andy Serkis, Michael Caine e Scarlett Johansson. Mas o destaque tem de ir para o David Bowie no papel do misterioso Tesla. Para além da carreira na música, Bowie também teve alguns papéis de relevo no mundo do cinema. Não porque fosse um grande actor, mas porque encarnou sempre personagens um pouco à sua imagem: estranhos e misteriosos. Um pequeno à parte sobre a personagem do Nikola Tesla. Um nome agora tão em voga por causa dos carros eléctricos, em 2006 era um perfeito desconhecido. Foi graças a este filme que conheci a figura do mítico cientista e não acreditei que era verdadeira. Era uma figura tão obscura, com tão pouca informação disponível e tão revolucionária no pensamento que pensei que era uma personagem inventada.
The Prestige é uma pequena jóia, já perdida no tempo. Uma mistura improvável de drama, mistério e ficção cientifica, que de certa forma apontou o caminho futuro do melhor realizador do momento que é sem dúvida o Christopher Nolan. O gajo não falha uma. Não me lembro de ver um filme que não tivesse gostado. E isso não é nada fácil. The Prestige é um dos meus filmes preferidos. ●●●

Vamos por partes. Primeiro, o Ghost in the Shell - filme de animação original de 1995 baseado na manga de Shirow Masamune  - está no meu top de filmes de ficção científica e na minha lista de filmes favoritos de sempre. É algo tão à frente do seu tempo, tão complexo, tão realista e tão bem feito que não podia ser de outra forma. Segundo, quando soube que iam fazer um remake do Ghost in the Shell em "live-action", comecei imediatamente a ficar preocupado, porque quando fazem isto, normalmente sai bosta. Neste caso, a minha preocupação era ainda mais gritante porque não há nada para actualizar em relação ao filme original.
Recentemente vi esta "nova versão" e não me desiludiu porque nem é tão mau quanto estava à espera, nem é muito diferente do original. Nem podia ser. Lá está: não há nada para actualizar, nem sequer renovar. Apesar de também ser escrito pelo Masamune, apenas tem umas pequenas nuances em relação à história original (tirando alguns elementos que foram transpostos da sequela original, Ghost in the Shell 2: Innocence), e incide mais na parte de como a Major Kusanagi ficou a ser como é, mas é mesmo só para não copiar o filme original na íntegra e poder dizer que é "novo".
Mais que um remake, incluiria este filme numa espécie de cover, como acontece na música. É a mesma coisa, mas tem um bocadinho de letra nova e tem um ritmo diferente...
Mas apesar de não ser um mau filme, continuo a bater na mesma tecla: Porquê? Porquê fazer de novo? Porque não tentar fazer um novo filme, sim, mas totalmente original? Não percebo esta cena dos remakes constantes e intermináveis. O que foi? Acabou-se a inspiração? Os estúdios não apostam em coisas novas e só gastam dinheiro em filmes que sabem de antemão que vão receber o dinheiro empatado na produção? É que se isto continua assim, simplesmente deixam de existir novos filmes. Neste "novo" filme há cenas inteiras copiadas na íntegra do original, quase frame a frame. Qual é intenção disto? Chamar-lhe "homenagem"? É isso? Isto parece reciclagem em cima de reciclagem. Há uma geração inteira que apenas vai conseguir ver novas versões dos filmes que já conhecem.
Leva duas "bolas" porque visualmente está perfeito (no seguimento do brilhante filme original), porque escolheram perfeitamente a Scarlett Johansson (nem consigo imaginar outra actriz "ocidental" neste papel [e já agora, uma referência também para o Takeshi Kitano e o Michael Wincott, dois gajos que curto bastante]) e porque escolheram como base uma das melhores histórias e um dos melhores filmes de sempre da ficção científica. Mas aconselhava o pessoal dos estúdios a irem ler uns guiões diferentes e tentar fazer algo de novo... ●●○○○

Hitchcock não é um biopic de Alfred Hitchcock. É sobre a vida de Hitchcock enquanto filmava o clássico de terror Psycho, uma adaptação do livro de Robert Bloch, que por sua vez era baseado no serial-killer verdadeiro, Ed Gein. Só por curiosidade: Gein, além de ser a inspiração para a personagem de Norman Bates, também o foi para outras personagens sinistras como o Leatherface do ínfame Texas Chainsaw Massacre e o Buffalo Bill do Silence of the Lambs... que nesse filme, por acaso, tinha uma personagem muito conhecida, chamada Hannibal Lecter, que foi interpretada por... Anthony Hopkins. Curioso, não é? Realmente, as coisas acabam por dar a volta...
Alfred Hitchcock tinha acabado de estrear North by Northwest e era considerado o maior realizador da altura.  Mas como já estava um bocado farto de intrigas internacionais e espiões em apuros, decide procurar inspiração noutros campos mais negros e é aí que entra o livro Psycho de Robert Bloch. Contra tudo e contra todos, Hitchcock decide mergulhar no mundo do terror pela primeira vez e causa um turbilhão nos estúdios e no seu casamento.
Mesmo não estando 100% correcto historicamente (e pensando bem, também o que é que está?) é sempre bom perceber o que se passa durante a rodagem dos filmes. E no caso de um dos melhores filmes de sempre, então ainda melhor.
Hitchcock é um filme que se mantém equilibrado nas emoções: tem um bom "mood" (o que não será alheio o sentido de humor muito próprio de Hitchcock) e não é excessivamente dramático. O que traduzido quer dizer que não esteve a tentar "tirar um prémio de óscar" para figurar na capa do DVD ou no cartaz de cinema. (Nem o verdadeiro Alfred Hitchcock conseguiu ganhar um Óscar, o que demonstra bem a capacidade de avaliação de Hollywood)
O casting é muito bom. Anthony Hopkins é um grande, grande actor. As parecenças físicas com Hitchcock não são muitas por isso teve de levar com toneladas de make-up para ficar mais parecido. Mas os maneirismos e a forma de falar é excepcional. Por vezes até me esqueci que não era o Anthony Hopkins que ali estava. Se bem que por vezes também me pareceu uma mistura de Alfred Hitchcock com Hannibal Lecter. (há coisas nas personagens que parece que ficam "coladas" nos actores) Ainda assim, muito bom. Helen Mirren no papel da mulher, Alma Reville, está muito... A Helen Mirren está sempre excelente seja em que filme for. É a septuagenária mais sexy do mundo.
Ainda tem Scarlett Johansson como Janet Leigh, Michael Wincott como Ed Gein e um James D'Arcy arrepiantemente parecido com o Anthony Perkins. E ainda há uma legião de secundários muito bons como Danny Huston, Toni Collette, Jessica Biel e Kurtwood Smith. Um destaque para a música bem encaixada de Danny Elfman.
Filmado em apenas 35 dias (!) e realizado pelo estreante Sasha Gervasi, Hitchcock é um filme muito competente, como se costuma dizer na crítica profissional. Gostei. ●●●○○

Lost in Translation tem algo que o transcende como filme. Tal como Trainspotting uns anos antes, é mais que um filme, é uma marca geracional. Não é pela história de amor estranha e diferente, não é pela cultura e modo de vida japonês tão próprio, não é pelo contexto de deslocamento, nem é por nada em especial. É por conseguir identificar-se com toda uma geração que nessa altura (2003) também parecia que estava deslocada do seu habitat natural, que estava desiludida com o que tinha à mão deixado por uma incompreensível geração anterior, um futuro incerto sem caminho delineado, a querer o que não podia ter, à espera de algo que nunca chega.
Nos anos 90, Douglas Coupland popularizou o termo Geração X, para identificar um grupo de jovens que estava meio perdido num mundo em mudança acelerada e que queria lutar contra qualquer coisa que não sabia muito bem o que era. Mas nunca fui adepto destas classificações porque são muito estanques, e esta coisa das gerações é muito subjectiva. Mas para mim, Lost in Translation tem um significado especial, porque fecha o ciclo duma geração que tinha visto o mundo mudar radicalmente desde os anos 90. Era altura de deixar de "lutar" contra a desilusão e aceitar a realidade o melhor possível. Lost in Translation também tem qualquer coisa disto à mistura... Estou a divagar...
O mérito vai todo para o génio de Sofia Coppola que conseguiu capturar os pormenores, mais que o the big picture. Muitas vezes ouço dizer que o mais importante é ver o contexto geral, mais isso faz com que estejamos todos muitos distantes, não é verdade? E assim acabamos por não conseguir ver nenhum dos pormenores, que por vezes são muito mais importantes e belos que a imagem no seu todo... E estou a divagar novamente...
Lost in Translation é um filme sem falhas mas de difícil catalogação: é um drama, um romance, uma comédia? Não consigo definir. A história de Coppola é envolvente, humana, dramática, tocante, divertida, romântica e bipolar, tal como a vida é. Tem dois excepcionais actores, Bill Murray e Scarlett Johansson, que são totalmente a "alma" do filme. Fazem o par mais romântico, mas também mais improvável dos últimos anos. São imensamente diferentes um do outro, mas nota-se uma química genuína. Tem uma fotografia lindíssima que dá logo vontade de viajar até Tóquio para cantar karaoke e tem uma banda sonora alternativa (que guardo religiosamente) ainda melhor. Está perfeitamente escrito e realizado por Sofia Coppola. Um clássico instantâneo. Não tenho nada a apontar... Para ver sempre que possível. ●●●●●


Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) vive numa comunidade altamente tecnológica liderada pelo dúbio Dr. Bernard Merrick (Sean Bean). Como todos os outros, Lincoln vive isolado do perigoso mundo exterior. A única saída reside numa espécie de lotaria em que o prémio é ir viver para a paradisíaca "Ilha". Mas algo não bate certo. Certo de que lhe estão a esconder alguma coisa, consegue escapar com a ajuda de outra residente (Scarlett Johansson) (e de Steve Buscemi). Uma vez cá fora terá de enfrentar perigosos assassinos contratados (Djimon Hounsou), envolver-se em perseguições a alta velocidade, mas principalmente terá de lidar com a dura verdade da sua existência...
Não sou fã do Michael Bay; faz filmes que são como fogo de artíficio: aquilo estoura, faz barulho e no fim não fica nada... E aqueles lens flare, que são já uma imagem de marca, para mim são uma azeiteirice totalmente dispensável. Gostos são gostos, não se discutem, mas eu não gosto. Há excepções que confirmam a regra e este The Island é uma dessas excepções. É uma boa história de ficção científica, tem cenas de acção espectaculares e tem bons actores, o que se traduz num bom filme. Provavelmente o melhor filme de Michael Bay. Vê-se bem. ●●●○○


A história de Avengers: Age of Ultron começa quando Tony Stark cria o Programa Ultron, baseado na Inteligência Artificial... Não... outra vez IA?! Já chega! É sempre a mesma história. Criaram o derradeiro poder e para o contrariar tiveram de criar outro poder ainda maior... só que dos bons. É o princípio do fim do cinema de super-heróis. Não há mais nada a acrescentar. Tirando viagens no tempo... Isto é como uma bolha nas bolsas. Está prestes a rebentar e mais cedo ou mais tarde terá de se reiniciar o processo. Espero que da próxima vez seja mais simples e menos espalhafatoso.
Avengers: Age of Ultron conta com o bom pessoal do costume - Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, James Spader, Samuel L. Jackson e Don Cheadle -  o que safa totalmente estes filmes, e com o portento técnico dos efeitos especiais que são muito bons. Apesar da história ser mais do mesmo, até está bem escrita e equilibrada. Bom para um domingo chuvoso ●○○○○



Classificar Under the Skin como um filme de ficção científica que envolve extraterrestres é demasiado redutor. Aliás, acho que é quase impossível classificar Under the Skin, pois é o filme mais marado que vi nos últimos anos. É essa a palavra mais correcta: marado. Mas marado, no bom sentido.
É como se Kubrick, Malick e Cronenberg se tivessem fundido numa única entidade e realizassem um filme através de um criatura de luz negra extraterrestre... ok... excedi-me um pouco.
Under the Skin é único, esotérico, místico, assustador, inspirador, estranho e diferente de tudo o que já vi, e dificilmente se esquece tão cedo.É tudo o que acho que um filme deve ser. Especialmente, que fique gravado na memória de longa duração.
Em muitas alturas é uma obra de arte cinematográfica, quase a roçar o conceptual. Portanto prevejo que qualquer crítico profissional lhe dê valor máximo enquanto que o público "normal" o considere uma patetice.
Acho que ser demasiado conceptual é a única falha do filme. Por vezes o ritmo do filme quebra. A continuidade da história, especialmente, sofre imenso com o excesso de protagonismo das imagens. E já agora, também com as longas ausências de falas. Mas não só. Há uma clivagem imensa entre as imagens conceptualmente geniais e o estilo quase amador das restantes filmagens, que segundo li foram totalmente feitas sem recurso a guião e sem actores profissionais. São pessoas normais que aparecem ali e nem sabem que estavam a entrar num filme.
Quando a fêmea atrai homens para o interior da sua armadilha negra (e viscosa) parecia que estava a ver uma dimensão alternativa da realidade. É tudo tão minimal e polido que é simplesmente espectacular. Mas quando a fêmea anda a deambular de carrinha branca (?) pela cidade à procura de homens, parece que estava a ver um documentário de rua. Esta inconsistência visual, para mim, é o único pormenor negativo que posso apontar. Tudo o resto é puramente genial. Começando pela Scarlett Johansson, que está tão estranha, tão diferente e ao mesmo tempo, tão normal, que nem parece a mesma, e acabando numa banda sonora original que passados 8 dias ainda faz tabela nos meus neurónios. Tem qualquer coisa de primordial que fica gravado no cérebro.
As cenas escuras do interior da armadilha de homens (?) e a cena da pele no final é puro génio cinematográfico e do melhor que já vi. Não conhecia Jonathan Glazer, mas quando fiz uma pesquisa rápida e percebi que tinha sido o realizador do vídeoclip Karma Police dos Radiohead, tudo fez sentido. Jonathan Glazer é um realizador para ter debaixo de olho e estar atento ao próximo filme. Pode ser mais uma obra de arte.
Under The Skin é vagamente inspirado num livro de Michel Faber sobre extraterrestres que vêm para a Terra em busca de comida. Nunca li o livro, mas pelo que percebi, o filme nada tem a ver com livro. É mesmo muito vagamente inspirado. Mas Under the Skin não é um filme para comparar, é um filme para admirar. Não é um filme com respostas, é um filme que deixa perguntas no ar: o que é ser humano, afinal? É a capa estética que temos por fora ou algo negro inexplicável no nosso interior? Podemos aprender a ser humanos ou já nascemos assim? Para qualquer fã da ficção científica, mas especialmente para qualquer fã de cinema, Under the Skin é um filme obrigatório. ●●●●○


Se alguém estiver à procura de um filme de acção que não seja só uma mostra de efeitos especiais/explosões, e que tenha algum "miolo", Lucy (2014) é a resposta.
Luc Besson construiu um filme muito bem ritmado, com acção constante, incerteza no que vai acontecer a seguir, encaixado numa premissa muito interessante: se só usamos 10% da nossa capacidade cerebral, o que acontecerá se usarmos todo o nosso potencial? O que acontece é Lucy, um mulher vulgar apanhada no meio de um negócio de droga extravagante. Não se trata de uma droga qualquer, mas sim de CPh4 (uma enzima naturalmente encontrada no corpo humano durante a gravidez, que potencia as capacidades cerebrais), sintetizada em grandes quantidades para tráfico.
Um pequeno à parte do filme para referir a questão dos 10% de utilização do cérebro. Eu achava que esta questão já tinha sido desmistificada, mas percorrendo um pouco a internet parece que ainda tem raízes bem sólidas... Tomando a perspectiva da evolução, não faz grande nexo o ser humano ter evoluído, tornar-se a espécie dominante - precisamente devido às suas maiores capacidades cerebrais - mas depois só 10% do cérebro funcionar. Mais do que uma questão em aberto, é uma questão que gera muito mais questões que respostas. O que é que aconteceu? O cérebro percebeu que tinha capacidade a mais e decidiu que só seria necessário usar os tais 10%? E como é que se detectou que só usamos 10%? Para isso não seria necessário identificar os restantes 90% não utilizados? Como só estudo as neurociências ao fim-de-semana, tenho pouca base para responder a estas questões. Mas se nós somos a derradeira máquina, presumo que funcione da mesma forma: para uma parte funcionar - os 10% - se calhar, os outros 90% estão em stand-by. Se calhar, só mesmo 10% funcionam de cada vez, do género, para não queimar... Com tantos estudos sobre o funcionamente humano e o desenvolvimento imparável da tecnologia, presumo que daqui a uns anos já teremos a resposta. Mas isto são questões que nada têm a ver com  filme. Mas é sempre bom quando um filme nos põe a pensar sobre outra coisa que não o próprio filme...
Voltando ao filme. Lucy é recrutada como correio de droga involuntário, mas acaba por "consumir" a tal CPh4 por acidente. Isso faz com que todas as suas capacidades cerebrais adormecidas ganhem vida e ela ganhe quase super-poderes. E então ela decide contra-atacar.
Apesar de tudo isto se passar no campo hipotético, Luc Besson apresenta a história como (mais ou menos) verosímil e ainda melhor encaixada no desenrolar da acção. Notam-se muitos elementos de manga, o que para mim, é óptimo, pois sou fã incondicional e acho que mais ninguém tem tão boas ideias como os criadores deste género peculiar. Não é inocente o facto dos criminosos serem asiáticos, sendo que o destaque óbvio vai para o alucinado personagem de Min-sik Choi... Parece saído do Oldboy. Se calhar ele é mesmo assim. É assustador.
O filme é tão envolvente em termos de história e narrativa que "abafa" um pouco a actuação de Scarlett Johansson e Morgan Freeman (que aparenta já só aparecer para dar credibilidade ao enredo), mas Besson compensa com uma grande realização, especialmente no início, com a inclusão de stock footage. Apesar de se ir desenrolando em tom decrescente, e ter um final repentino demais, continua a ser um bom filme e que vale a pena ver, quanto mais não seja, porque é realmente inovador, o que traduzido quer dizer que foge totalmente à "chapa 4" do cinema de acção de Hollywood. ●●●○○

 
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