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Uns teenagers tekkies estão a fazer coisas de teenagers tekkies quando são surpreendidos por uma invasão alienígena. Como os extra-terrestres estão relacionados com a manipulação da energia eléctrica (ou algo semelhante?!?), os miúdos transformam-se nos rambos-sobreviventes-heróis do filme, porque que são todos "tecnológicos" e sabem imenso do assunto, o que diga-se é uma sorte do caraças. Ainda dizem que aquelas aulas de electrotecnia não serviam para nada... Obviamente que vão morrendo conforme o grau de hierarquia, do mais secundário até quase ao personagem principal, mas tudo bem...
The Darkest Hour é um autêntico filme sy-fy mesmo antes de existir o termo "filme sy-fy". Por favor não confundir com o outro filme também chamado Darkest Hour, protagonizado pelo Gary Oldman; este tem um "The" antes do título... Portanto, THE Darkest Hour é um filme de ficção científica de baixo orçamento filmado na Rússia, mas que assenta no mesmo modelo de história e desenvolvimento dos restantes colegas das grandes produções americanas. Aqui o que muda é para pior, no realizador tarefeiro de estúdio (Chris Gorak), na qualidade do actores (Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Max Minghella, Rachael Taylor) e especialmente na qualidade dos efeitos especiais. Estou a ser mauzinho... Os efeitos até nem são assim tão maus. O filme no geral é que é, mas vai tudo no mesmo "pacote"... Tal como os irmãos mais "ricos" e apesar de não ser completamente horrível, é filme que se vê e se esquece rapidamente. E foi exactamente o que aconteceu... Ha!! Já me esquecia de uma coisa importante! É em 3D. Muito importante este pormenor. ●○




PS: Para quem desconhece o termo (criei-o há muito pouco tempo), tekkie é uma pessoa cuja filosofia e modo de vida, assim como a religião, se resume à mais recente tecnologia, relegando tudo o resto para um plano secundário e inferior. Este é um conceito novo e ainda pouco desenvolvido (foi mesmo agora) mas voltarei a ele mais tarde ou quando for oportuno...
John Wick é um daqueles filmitos de acção que é um clássico instantâneo. Depois de se retirar, um hitman é obrigado a voltar ao serviço para se vingar de gangsters que lhe mataram o cão e roubaram o carro. Grande e pesada banda sonora a servir de suporte para excelentes coreografias de porrada. É um pouco à semelhança do Payback com Mel Gibson, mas John Wick tem os seus méritos próprios. É um bom filme de pancada e acção, com bons actores (Keanu Reeves, Michael Nyqvist, Alfie "Greyjoy" Allen e Willem Dafoe) e muito bem dirigido por Chad Stahelski, que curiosamente foi o duplo de Reeves no Matrix. Vale a pena ver porque não é totalmente desmiolado, como é normal neste género de filmes. Gostei. Terá obrigatoriamente uma sequela. ●●●○○

Estava no sofá a ver um canal de cabo e começa a dar um filme com um look verdadeiramente estranho. Ainda por cima, na descrição do filme dizia que era sobre um rapaz que encontra um carro que consegue voar. Fiquei confuso. Pensei que era um erro da programação. Mas não. Era mesmo verdade! Era Chernaya Molniya, um filme russo de super-heróis (!?) traduzido como "A Super Máquina Russa". Pelo que se vê nos filmes ocidentais, a Rússia tem um enorme problema com filas de trânsito intermináveis e trânsito caótico, por isso um super-herói só podia ser mesmo um carro voador... Não consegui resistir a ver o desenvolvimento da coisa...
Para perceber este filme é preciso imaginar que estamos numa realidade alternativa e que a Rússia é o centro do Mundo. E que o centro do mundo do cinema é um sítio chamado "Hollywooduska". Só assim este filme da dupla Dmitriy Kiselev, Aleksandr Voytinskiy faz sentido.
Tem todo o aspecto, mecânica e defeitos do clássico filme de super-heróis, mas aqui, quem tem os super-poderes é um Volga, um carro dos "clássicos". É ver para crer. Por vezes tinha a impressão que estava a ver uma versão alternativa russa do Spider-Man mas com carros. Ainda mais entranho é que às vezes parecia que estava a ver um filme live-action da Disney, mas falado em russo. É muito estranho.
Tudo em Chernaya Molniya é "chapa 4" de Hollywood, tirando obviamente o orçamento e a realidade russa que é muito, muito, muito diferente e... é outro mundo totalmente novo.
Por muito que digam que estamos todos mais ligados, uma pessoa não está habituada a ter contacto com outras culturas que não a americana e a mais ocidental que até está cada vez mais americanizada. Pelos vistos, e pelo que é dado a mostrar pela "super máquina russa", apesar de todas as estranhas diferenças sociais, económicas e culturais, não deixa de ser curioso que até a cinzenta, enrugada e orgulhosa sociedade russa se está a americanizar...
Os efeitos especiais não ficam nada a dever aos dos filmes de Hollywood e são muito aceitáveis. A história, apesar de totalmente previsível, tem algum nexo... para o tipo de filme que é. O actor principal, Grigoriy Dobrygin, até nem pareceu mau, só que para ajudar ainda mais à confusão, é super parecido com o Hayden Christensen. Nada neste filme parece ser normal....
Chernaya Molniya é um filme estranho para olhos ocidentais, que se vê mais por curiosidade do que por razão qualquer... ●●○○○

 
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