Batman vs Superman: Dawn of Justice é o filme típico de super-heróis, mas um bocadinho melhor que o habitual. Mas tenho que dizer que, apesar de ser previsível (pelo próprio título), não gostei do engodo: Batman vs Superman - Dawn of Justice?!? A sério? É óbvio que o Batman nunca iria estar contra o Super-Homem, e mesmo que o fizesse, o Batman nunca teria hipótese, assim como ninguém teria. Afinal, o Super-Homem é um deus imortal extraterrestre, certo? Percebia-se logo que era um prólogo para o novo filme da Liga da Justiça (na tentativa de replicar o gigantesco êxito de bilheteira dos Avengers da Marvel), que estaria algures em "ebulição"... (E também acabaria por ser uma introdução para uma agradável surpresa posterior chamada Wonder Woman...) Há que fazer "render o peixe", não é verdade? Não se vai logo fazer um filme assim do pé para a mão... Há bilhetes e muito merchandising para vender, então?
Mas tirando este pré-condicionante negativo, por acaso, até nem é tão mau como é normal neste tipo de filmes-pipoca. Digam o que disserem, Zack Snyder é um mestre em dar valor a estas coisas. Este gajo tem um dom. É o melhor realizador deste género, disso não tenho dúvidas. Também ajuda bastante ter um casting muito bem feito e com muito bons actores (Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams e ainda Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne e Jeremy Irons).
Em termos de história, lá conseguiram encaixar o imprescindível Lex Luthor e a BD emblemática do embate do Super-Homem com o Doomsday (mas se lembro bem, na versão portuguesa/brasileira da BD, o "monstro" chama-se Apocalypse), que é para mim, uma das melhores BD's dos últimos anos e que por acaso até possuo e guardo religiosamente. Nesse aspecto, é um guião exemplar. Tudo feito a regra e esquadro, com boas deixas e muito bem escrito, sempre a pensar na planeada sequela.
Apesar de não terem a matéria prima infindável da Marvel, este pessoal da DC Comics vende cara a "derrota".Como se comprova aqui, é bem possível fazer um filme-pipoca, sem ser totalmente estúpido, linear e vazio. Batman vs Superman: Dawn of Justice é melhor que o "normal" e catita de se ver. ●●○○○
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O tema do Super-Homem é infindável e já foi abordado milhentas vezes, sobre os mais variados aspectos e até noutros filmes, como naquele excepcional monólogo no final do Kill Bill 2. É simplesmente o melhor super-herói de sempre, o que lhe traz um problema inerente: não tem um super-vilão equivalente. É tão simples quanto isso. E isso repercute-se nos próprios filmes, tornando-os de certa forma desinteressantes, porque um gajo sabe que o Super-Homem, no final, vai sempre ganhar a contenda. Não há aquela dúvida "normal" se o herói se vai safar ou não.
Por isso mesmo, dou os parabéns ao Zack Snyder, por conseguir "rebootar" a história pela enésima vez e ainda assim, conseguir dar-lhe alguns pontos de interesse. Também ajuda bastante ter um elenco muito bom. Em destaque óbvio, o Henry Cavill. Tem um look e passa um tipo de personalidade no ecrã, que encaixa perfeitamente como Homem de Aço. É difícil bater a prestação icónica do Christopher Reeve como Super-Homem. O filme "original" foi tão marcante que, de certa forma, uma pessoa imediatamente associa a cara do Christopher Reeve à do Super-Homem. (Já alguém imaginou outra cara para o Indiana Jones que não fosse a do Harrison Ford?!) Isto faz com que o actor que venha "a seguir" seja sempre uma cara "estranha" no papel. Mas neste caso, Henry Cavill foi uma excelente escolha. Fez-me todo o sentido. Tem o equilíbrio perfeito entre o "frágil" e humano Clark Kent e o "deus" imortal Kal-El. O resto do elenco (Amy Adams, Russell Crowe, Michael Shannon (excelente, mais uma vez), Diane Lane, Kevin Costner e Laurence Fishburne) são todos excelentes, o que ajuda sempre.
A história está muito bem engendrada, muito bem escrita e vira para modernidade, digamos assim, ao assumir o que já era evidente: o Super-Homem é efectivamente um extra-terrestre, e mais grave que isso, os seus super-poderes tornam-no numa possível ameaça para a Humanidade, o que irá sempre dividir as opiniões. Nesse aspecto, foi muito bem escrito e mais importante ainda, foi muito bem pensado.
Apesar de tudo o que tem de bom, Man of Steel, não deixa de ser mais um filme do Super-Homem, mais uma remake/reboot, numa história que já começa a ser de tal forma incontornável, que se torna banal. Por muito que eu goste do Super-Homem (e talvez seja mesmo o meu super-herói favorito [sempre num renhido ex-aequo com o Batman, claro está...]) não vou suportar remakes/reboots para sempre. Neste caso, só mesmo o tratamento exemplar de Zack Snyder é que o torna aceitável e até bom de ser ver. Surpreendeu-me pela positiva. ●●●○○
Por isso mesmo, dou os parabéns ao Zack Snyder, por conseguir "rebootar" a história pela enésima vez e ainda assim, conseguir dar-lhe alguns pontos de interesse. Também ajuda bastante ter um elenco muito bom. Em destaque óbvio, o Henry Cavill. Tem um look e passa um tipo de personalidade no ecrã, que encaixa perfeitamente como Homem de Aço. É difícil bater a prestação icónica do Christopher Reeve como Super-Homem. O filme "original" foi tão marcante que, de certa forma, uma pessoa imediatamente associa a cara do Christopher Reeve à do Super-Homem. (Já alguém imaginou outra cara para o Indiana Jones que não fosse a do Harrison Ford?!) Isto faz com que o actor que venha "a seguir" seja sempre uma cara "estranha" no papel. Mas neste caso, Henry Cavill foi uma excelente escolha. Fez-me todo o sentido. Tem o equilíbrio perfeito entre o "frágil" e humano Clark Kent e o "deus" imortal Kal-El. O resto do elenco (Amy Adams, Russell Crowe, Michael Shannon (excelente, mais uma vez), Diane Lane, Kevin Costner e Laurence Fishburne) são todos excelentes, o que ajuda sempre.
A história está muito bem engendrada, muito bem escrita e vira para modernidade, digamos assim, ao assumir o que já era evidente: o Super-Homem é efectivamente um extra-terrestre, e mais grave que isso, os seus super-poderes tornam-no numa possível ameaça para a Humanidade, o que irá sempre dividir as opiniões. Nesse aspecto, foi muito bem escrito e mais importante ainda, foi muito bem pensado.
Apesar de tudo o que tem de bom, Man of Steel, não deixa de ser mais um filme do Super-Homem, mais uma remake/reboot, numa história que já começa a ser de tal forma incontornável, que se torna banal. Por muito que eu goste do Super-Homem (e talvez seja mesmo o meu super-herói favorito [sempre num renhido ex-aequo com o Batman, claro está...]) não vou suportar remakes/reboots para sempre. Neste caso, só mesmo o tratamento exemplar de Zack Snyder é que o torna aceitável e até bom de ser ver. Surpreendeu-me pela positiva. ●●●○○

