Vamos lá directos ao assunto. Depois de Suicide Squad descambar em sucesso de bilheteira (WTF?!! Como é que isso foi possível?!?), decidiram fazer um spin-off e pegar na única personagem que tinha alguma lógica. E assim chega aos ecrãs Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of one Harley Quinn. Para além de ter o título mais parvo dos últimos anos, é também o filme mais idiota que vi nos últimos tempos. Tem cenas de porrada em câmara lenta e uma história levezinha para permitir que as personagens progridam pelas várias cenas de porrada até ao final do filme. Para piorar ainda mais a coisa, há uma narrativa hiperactiva, cheia de flashbacks, flashfowards e flashcoisos, a tentar imitar os primeiros filmes de Tarantino, para parecer que é uma coisa super-inteligente. Só que não. É isto: porrada e um vislumbre de uma narrativa como se ele estivesse a formar-se na cabeça de um viciado de crack... Isto é mais uma chachada igual a tantas outras, com a agravante de ser bastante pior. A principal diferença é que é tudo copiado. É uma espécie de Deadpool mas sem piada É uma espécie de Jack Sparrow mas sem estilo. Tudo bem. Nada de novo no panorama cinematográfico actual.
Ok. Mas há algo mais para dizer. Vamos lá a falar do elefante na sala.
Realizado por Cathy Yan e escrito por Christina Hodson, Birds of Prey é uma obra de propaganda girl power. Mais. No mínimo isto é propaganda feminista, no máximo é uma obra misandrista. Tive de ir pesquisar para ver se existia um termo contrário a misógino. Porque é mesmo isso que é este Birds of Prey. São demasiadas evidências, são demasiados pormenores, são demasiadas referências. Quem quiser que veja o que quiser. E isto foi o que eu vi. Aqui, qualquer velhinha de 98 anos consegue derrotar a soco um calmeirão musculado de 2 metros de altura. Aqui o animal de estimação da Harley é uma hiena, pormaior de relevância visto que as hienas são socialmente matriarcais... e um dos animais mais agressivos do mundo selvagem. Mas isto é apenas um pormenor, porque o filme é todo assim. Ewan McGregor e o seu fiel companheiro, Chris Messina estão lá apenas para fazerem de misóginos nojentos. Como qualquer homem do filme, são sádicos, vis e gostam de maltratar e humilhar as mulheres. As pinturas no quarto dele são ofensivamente violentas, ele está constantemente a humilhar e, mais uma vez o pormenor, ele é o líder de uma série de gajos sujos e violentos que andam sempre de máscaras a esconder a cara... É um bocadinho demais, não é? Eu acho ridículo...
Eu compreendo esta nova aproximação feminista no cinema, porque durante muitos anos foram relegadas para segundo plano. Seria justo que tivessem tanto protagonismo como os homens. Acho isso muito bem. Mas quando um filme apresenta os homens como sendo a escória do mundo, acho que a coisa já passa o limite do razoável. #notmetoo. Já chega disto...
Margot Robbie, Rosie Perez, Mary Elizabeth Winstead, Jurnee Smollett-Bell, Dinah Lance e Ella Jay Basco são mulheres invencíveis e como autênticos super-heróis, à porrada, fazem em picadinho qualquer gajo que encontrem pelo caminho, mesmo que sejam às centenas e estejam armados até aos dentes. E não há mais nada para dizer... Quem quiser que tire as suas ilações. A mim já chateia esta coisa do girl power e da emancipação. Tudo o que é demais é erro...
Se a intenção era mostrar que as mulheres podem ser mais fortes que os homens, e neste caso da ficção, queriam criar uma heroína forte e carismática, acho que a intenção saiu totalmente ao lado. O melhor que a dupla Cathy Yan/Christina Hodson deveria fazer era ver umas 12 vezes seguidas o Wonder Woman da Patty Jenkins e da Gal Gadot, e tentar aprender umas coisas. Aí sim, tinham a planta perfeita para um bom filmito de acção com uma excelente heroína que não fica atrás de nenhum homem. Em última análise, o que este filme prova, é que existe uma igualdade muito nivelada, porque tanto homens como mulheres, conseguem fazer filmes de merda. Só me chateia a Margot Robbie que merecia uma coisinha melhor. ○○○○○
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A DC Comics não tem matéria prima suficiente para fazer filmes em condições. Esta é a dura realidade. Tem os dois melhores super-heróis de toda a banda desenhada (Superman e Batman), mas depois, tirando alguns vilões (tipo o Joker...) não tem mais nada que se aproveite. Daí que tenha que o pessoal da DC tenha que queimar os neurónios para tentar reunir personagens com alguma força para fazer uns filmitos e conseguir rivalizar com o gigantesco universo da Marvel.
O problema é que a DC Comics está sempre a dar tiros nos pés. Desta vez tentaram sacar um coelho da cartola... e o desfecho foi terem matado o coelho... e queimado gravemente os neurónios... O resultado é este Suicide Squad (realizado por David Ayer) que é simplesmente um insulto à inteligência. Não consigo ser mais simpático que isto. Não tem nada que se aproveite. Tirando a personagem da Harley Quinn (e é por causa da performance da Margot Robbie e não pela personagem em si), tudo é uma infantilidade que nem consigo exprimir-me correctamente. É que nem a figura do Joker se safa, e isso é mesmo difícil de conseguir... É muito mau...
Este filme deveria ser estudado nas universidades de tão mau que é. O argumento é infantil. Depois de apresentar as personagens, o resto do filme é um enorme corredor de porrada atá à cena final com o boss. É ridículo. Vamos lá a ver. O vilão é uma bruxa imortal (Cara Delevingne) com feitiços poderosos e que consegue desaparecer em fumo e efeitos especiais digitais. Também tem um irmão imortal que é um deus vivo que ninguém consegue derrotar. Nem com bazucas, nem com helicópteros, nem com tanques, nem com nada. Juntos querem-se vingar da humanidade por já não os adorarem como antigamente e decidem então criar uma máquina complexa que vai dizimar o planeta. Ninguém, nem nenhuma arma os consegue parar. Qual é então a solução da DC Comics? Ir buscar uns presos com particularidades de super-heróis... ou quase. Vejamos. Deadshot (Will Smith) adora armas e não falha um tiro. Harley Quinn (Margot Robbie) usa um bastão de madeira e roupas curtas. Killer Croc (Adewale Akinnuoye-Agbaje) é uma espécie de... crocodilo?? Captain Boomerang (Jai Courtney) tem umas faquinhas tipo boomerang?... e um unicórnio cor de rosa??? Katana (Karen Fukuhara) usa uma catana? e Diablo (Jay Hernandez) tem o poder do fogo. Tirando este último gajo, o único com super-poderes, o que raios poderia esta gente fazer contra o poderio dos super-vilões? É um pouco estranho estar a discutir lógica num filme de super-heróis, mas tem de haver uma racionalidade mínima, senão para a próxima desencantam um bebé transparente com poderes de parar o tempo e distorcer o espaço, ou outra treta estúpida qualquer... Até porque na cena final, mesmo com todos os poderes deste mundo, os super-vilões decidem andar ao soco e ao pontapé, vá-se lá perceber porquê... E depois até gozam com a inconsistência dos acontecimentos quando a senhora (Viola Davis) que os recruta, depois de estar com coisas no cérebro, numa cena metafísica qualquer, de repente já aprece normal depois dos vilões serem derrotado com uma bomba... É estúpido. E o Joker (Jared Leto)? Está aqui nesta história, porquê? Qual é a relação? Tinham posto a figura no poster promocional e depois não sabiam o que lhe fazer? Não faz sentido nenhum... Este filme é estúpido. Não faz sentido nenhum. Nem consigo pensar direito... São duas horas a ver uma história infantil, desmiolada e sem nexo nenhum. Fico de boca aberta a ver estas coisas... ○○○○○
O problema é que a DC Comics está sempre a dar tiros nos pés. Desta vez tentaram sacar um coelho da cartola... e o desfecho foi terem matado o coelho... e queimado gravemente os neurónios... O resultado é este Suicide Squad (realizado por David Ayer) que é simplesmente um insulto à inteligência. Não consigo ser mais simpático que isto. Não tem nada que se aproveite. Tirando a personagem da Harley Quinn (e é por causa da performance da Margot Robbie e não pela personagem em si), tudo é uma infantilidade que nem consigo exprimir-me correctamente. É que nem a figura do Joker se safa, e isso é mesmo difícil de conseguir... É muito mau...
Este filme deveria ser estudado nas universidades de tão mau que é. O argumento é infantil. Depois de apresentar as personagens, o resto do filme é um enorme corredor de porrada atá à cena final com o boss. É ridículo. Vamos lá a ver. O vilão é uma bruxa imortal (Cara Delevingne) com feitiços poderosos e que consegue desaparecer em fumo e efeitos especiais digitais. Também tem um irmão imortal que é um deus vivo que ninguém consegue derrotar. Nem com bazucas, nem com helicópteros, nem com tanques, nem com nada. Juntos querem-se vingar da humanidade por já não os adorarem como antigamente e decidem então criar uma máquina complexa que vai dizimar o planeta. Ninguém, nem nenhuma arma os consegue parar. Qual é então a solução da DC Comics? Ir buscar uns presos com particularidades de super-heróis... ou quase. Vejamos. Deadshot (Will Smith) adora armas e não falha um tiro. Harley Quinn (Margot Robbie) usa um bastão de madeira e roupas curtas. Killer Croc (Adewale Akinnuoye-Agbaje) é uma espécie de... crocodilo?? Captain Boomerang (Jai Courtney) tem umas faquinhas tipo boomerang?... e um unicórnio cor de rosa??? Katana (Karen Fukuhara) usa uma catana? e Diablo (Jay Hernandez) tem o poder do fogo. Tirando este último gajo, o único com super-poderes, o que raios poderia esta gente fazer contra o poderio dos super-vilões? É um pouco estranho estar a discutir lógica num filme de super-heróis, mas tem de haver uma racionalidade mínima, senão para a próxima desencantam um bebé transparente com poderes de parar o tempo e distorcer o espaço, ou outra treta estúpida qualquer... Até porque na cena final, mesmo com todos os poderes deste mundo, os super-vilões decidem andar ao soco e ao pontapé, vá-se lá perceber porquê... E depois até gozam com a inconsistência dos acontecimentos quando a senhora (Viola Davis) que os recruta, depois de estar com coisas no cérebro, numa cena metafísica qualquer, de repente já aprece normal depois dos vilões serem derrotado com uma bomba... É estúpido. E o Joker (Jared Leto)? Está aqui nesta história, porquê? Qual é a relação? Tinham posto a figura no poster promocional e depois não sabiam o que lhe fazer? Não faz sentido nenhum... Este filme é estúpido. Não faz sentido nenhum. Nem consigo pensar direito... São duas horas a ver uma história infantil, desmiolada e sem nexo nenhum. Fico de boca aberta a ver estas coisas... ○○○○○
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A Marvel tem muitos super-heróis. Tem uma panóplia aparentemente infindável de figuras que em princípio dá-lhes material para fazerem filmes para aí até ano de 2067. No entanto, este universo tem duas falhas primordiais que são propriedade dos seus arqui-inimigos da DC Comics.
A primeira é que não tem grande equilíbrio de poderes entre os super-vilões e os seus super-heróis. Têm sempre de inventar um ser qualquer vindo do espaço ou de outras dimensões, para pelo menos equivaler o poderio dos super-heróis. Logo à partida, isso é uma falha porque não há empatia possível, nem há hipótese de "dualizar" os super-vilões; são sempre seres vis que só querem a destruição total da humanidade. É um bocadinho infantil demais, até para coisas de super-heróis. Na mitologia clássica, as histórias perduram no tempo, porque mesmo os piores vilões têm algo que é humano, que permite algum tipo de empatia ou pelo menos de compreensão.
A outra grande falha do Universo Marvel é... não ter o Superman. O super-herói dos super-heróis. Tenho a certeza que se pudesse, a Marvel vendia três dúzias dos seus melhores heróis só para poder contar com o melhor, mais completo e mais complexo de todos os super-heróis que é o Superman. Como isso não é possível, a Marvel criou uma cópia. Neste caso, uma "Superman". Obviamente que nunca funcionou, não funciona e nunca irá funcionar porque... não é possível melhorar o original. O máximo que a Marvel se pode contentar é ficar os imensos lucros de fazer filmes com um sucedâneo. A DC Comics tem os melhores super-vilões e o melhor super-herói. A Marvel tem tudo o resto e a vantagem de ter uma equipa de produtores que conseguem fazer filmes (ligeiramente) melhores e mais rentáveis. Já não é mau. Não se pode ter tudo.
Dito isto, chega-se a Captain Marvel... que é mais um exemplo perfeito de um filme copy/paste da Marvel. O mesmo esquema narrativo, a mesma história de super-heróis, a mesma história de super-vilões... sempre tudo igual. É o que se costuma dizer: em equipa vencedora não se mexe. E também para quê? Afinal, os bolsos e os apetites dos fãs são infindáveis, não é verdade? Comem tudo o que lhes aparece à frente, portanto para quê mudar?...
Realizado pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck com os actores Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Jude Law, Annette Bening e Djimon Hounsou.
O que é que posso dizer mais, quando a única coisa que ecoa na minha cabeça é o som de pipocas a estalar?... Nada... ●○○○○
A primeira é que não tem grande equilíbrio de poderes entre os super-vilões e os seus super-heróis. Têm sempre de inventar um ser qualquer vindo do espaço ou de outras dimensões, para pelo menos equivaler o poderio dos super-heróis. Logo à partida, isso é uma falha porque não há empatia possível, nem há hipótese de "dualizar" os super-vilões; são sempre seres vis que só querem a destruição total da humanidade. É um bocadinho infantil demais, até para coisas de super-heróis. Na mitologia clássica, as histórias perduram no tempo, porque mesmo os piores vilões têm algo que é humano, que permite algum tipo de empatia ou pelo menos de compreensão.
A outra grande falha do Universo Marvel é... não ter o Superman. O super-herói dos super-heróis. Tenho a certeza que se pudesse, a Marvel vendia três dúzias dos seus melhores heróis só para poder contar com o melhor, mais completo e mais complexo de todos os super-heróis que é o Superman. Como isso não é possível, a Marvel criou uma cópia. Neste caso, uma "Superman". Obviamente que nunca funcionou, não funciona e nunca irá funcionar porque... não é possível melhorar o original. O máximo que a Marvel se pode contentar é ficar os imensos lucros de fazer filmes com um sucedâneo. A DC Comics tem os melhores super-vilões e o melhor super-herói. A Marvel tem tudo o resto e a vantagem de ter uma equipa de produtores que conseguem fazer filmes (ligeiramente) melhores e mais rentáveis. Já não é mau. Não se pode ter tudo.
Dito isto, chega-se a Captain Marvel... que é mais um exemplo perfeito de um filme copy/paste da Marvel. O mesmo esquema narrativo, a mesma história de super-heróis, a mesma história de super-vilões... sempre tudo igual. É o que se costuma dizer: em equipa vencedora não se mexe. E também para quê? Afinal, os bolsos e os apetites dos fãs são infindáveis, não é verdade? Comem tudo o que lhes aparece à frente, portanto para quê mudar?...
Realizado pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck com os actores Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Jude Law, Annette Bening e Djimon Hounsou.
O que é que posso dizer mais, quando a única coisa que ecoa na minha cabeça é o som de pipocas a estalar?... Nada... ●○○○○
Joker é um excelente filme e foi totalmente inesperado. Mas também é um filme perigoso. E é perigoso porque em traços muito gerais diz: matem os ricos. O dinheiro é a raiz de todos os males e os ricos, porque têm muito dinheiro, são as folhas que brotam da raiz do mal. Não é por nada que após a estreia do filme, venderam-se milhares de máscaras do Joker e elas apareceram misturadas em manifestações juntamente com a máscara também icónica do Guy Fawkes. De certo forma, elas representam a mesma coisa: a oposição à massa elitista e reinante que menospreza o "pequeno e anónimo cidadão", que não é mais que um "criado" destinado a servir o "amo". Joker tornou-se imediatamente num símbolo. Aquele look tornou-se numa máscara para representar os oprimidos... Pensando um bocado no estado do mundo, cheira-me que, mais cedo ou mais tarde, vamos ver muitas máscaras destas por aí...
Mas deixando as questões das desigualdades económicas e sociológicas para outra altura, a personagem do Joker é talvez o melhor vilão de sempre. Já é a terceira vez que faz aparições memoráveis. Jack Nicholson (como sempre a fazer dele próprio, que é como quem diz, excepcional), Heath Legder (sem dúvida nenhuma, o melhor de todos) e agora Joaquin Phoenix (noutro registo completamente diferente). Três grandes actores a darem corpo a uma personagem que tem lentamente evoluído para algo muito maior que simplesmente ser o "mau" que se opõe ao Batman. Como personagem, a vantagem de Joker em relação a outras personagens da BD é que ele não tem uma história de fundo. Não existe a históoria de como surgiu o Joker. Cada um pode imaginar o que quiser. É por isso que ao longo do tempo, e conforme o filme em questão, Joker tem vários nomes e nunca ninguém percebeu muito bem porque é que ele é assim, porque é que tem aquela aparência ou porque é que ele tem os impulsos maníacos que tem. É um vilão sem amarras e sem história. O que o torna no mais perigoso de todos.
Mas neste filme, o Joker é muito mais que um vilão. Aqui, nem sequer parece fazer parte do universo DC Comics e do mundo fantástico dos super-heróis e super-vilões. Aqui, Joker é um gajo "normal". Ele não quer dominar o mundo, tornar-se líder do sub-mundo do crime ou perseguir os bons da fita porque é o "vilão" e é isso que uma pessoa espera. Joker é simplesmente uma figura que tenta fazer pela vida, que quer ter uma vida normal, mas que é menosprezada, espancada, espezinhada e posta de parte da sociedade, porque é diferente dos restantes. E quando uma personagem destas se "passa" da cabeça e consegue ganhar algum protagonismo e poder, eventualmente, alguém vai pagá-las. Por isso é que eu disse que Joker é um filme perigoso. É que isto já não é ficção. Isto já não é um super-vilão. Isto já alcança a realidade do dia-a-dia e isto revê-se na actualidade. De certa forma, está implícito que ao virar de uma qualquer esquina pode aparecer o próximo Joker. E pode vir armado. Ou vir acompanhado com outros Jokers. Por isso, Joker não só é um filme perigoso, como é complexo na forma como vê e mostra a sociedade e por causa disso vai ser sempre polémico. Ultrapassa a ficcionalidade do cinema e ocupa as ruas.
Não deixa de ser curioso que seja um realizador de comédia a pegar no Joker desta forma. Faz todo o sentido. Não há nada pior que um palhaço frustrado e humilhado. Acho que Todd Phillips deu um salto épico em frente, na forma como pegou no tema. O filme é excepcional pela intensidade e pela tensão constante. Muito rapidamente uma pessoa se apercebe que está a ver um drama moderno e não um vulgar filme de super-vilões.
A ambiência do filme é do melhor que já tenho visto e isso em parte é devido à banda sonora original de Hildur Guðnadóttir que é excepcional. A música é tão importante neste filme porque ela foi criada à posteriori para que pudesse dar o tom certo às próprias filmagens. E mesmo a música que não foi composta para o filme foi espectacularmente bem escolhida. Aquele Joker completamente fora da realidade, a dançar a escadaria ao som daquela música imaginária que só passa na sua cabeça... Já é uma cena icónica do cinema. Não é todos os dias que se vê uma coisa dessas acontecer. É preciso ver muitos filmes para encontrar momentos únicos deste género. Mas os pontos positivos são muitos mais. A cinematografia e a estética visual tem óbvias influências dos filmes "violentos" de rua da Nova York dos anos 70, como o Death Wish, o The French Connection ou o Taxi Driver. Foi mais uma excelente escolha, porque cria um ambiente que é imediatamente reconhecível.
O casting é todo muito bom (Zazie Beetz, Frances Conroy, Brett Cullen e com Robert De Niro à cabeça porque já é uma lenda viva), mas como é óbvio todo o destaque tem de ir para Joaquin Phoenix, porque simplesmente rouba todo o show. É mais uma daquelas interpretações que vai ficar para a história. Não só pela questão física (Phoenix absolutamente esquelético e quase irreconhecível) mas principalmente pela carga psicológica que consegue transmitir e que passa para a tela. Genial. Acho que é mais uma performance que vai deixar marcas no actor. Nota-se que aquilo foi tão emotivo, tão visceralmente profundo, que Phoenix ficará marcado pelo Joker para sempre. Há alturas que eu noto que o "Método" leva o actores um pouco longe demais; vão tão para dentro das personagens, que quando saem, um pouco da personagem vem com eles: acho que este é mais um dos casos. Mas também o Joaquin Phoenix sempre teve aquele crazy eye característico... e sempre achei que vivia muito mais gente dentro daquela cabeça. Joaquin Phoenix é um gajo à maneira...
Nos últimos tempos, não me lembro de ter visto um filme que me enchesse tanto as medidas como este Joker. Brilhante. Surpreendente. Faltam-me adjectivos. Não estava nada à espera desta pancada. Pensei que ia ver um filme normal e sem dúvida nenhuma, acabei por ver o melhor filme de 2019. We are all clowns. Obrigatório. ●●●●●
Mas deixando as questões das desigualdades económicas e sociológicas para outra altura, a personagem do Joker é talvez o melhor vilão de sempre. Já é a terceira vez que faz aparições memoráveis. Jack Nicholson (como sempre a fazer dele próprio, que é como quem diz, excepcional), Heath Legder (sem dúvida nenhuma, o melhor de todos) e agora Joaquin Phoenix (noutro registo completamente diferente). Três grandes actores a darem corpo a uma personagem que tem lentamente evoluído para algo muito maior que simplesmente ser o "mau" que se opõe ao Batman. Como personagem, a vantagem de Joker em relação a outras personagens da BD é que ele não tem uma história de fundo. Não existe a históoria de como surgiu o Joker. Cada um pode imaginar o que quiser. É por isso que ao longo do tempo, e conforme o filme em questão, Joker tem vários nomes e nunca ninguém percebeu muito bem porque é que ele é assim, porque é que tem aquela aparência ou porque é que ele tem os impulsos maníacos que tem. É um vilão sem amarras e sem história. O que o torna no mais perigoso de todos.
Mas neste filme, o Joker é muito mais que um vilão. Aqui, nem sequer parece fazer parte do universo DC Comics e do mundo fantástico dos super-heróis e super-vilões. Aqui, Joker é um gajo "normal". Ele não quer dominar o mundo, tornar-se líder do sub-mundo do crime ou perseguir os bons da fita porque é o "vilão" e é isso que uma pessoa espera. Joker é simplesmente uma figura que tenta fazer pela vida, que quer ter uma vida normal, mas que é menosprezada, espancada, espezinhada e posta de parte da sociedade, porque é diferente dos restantes. E quando uma personagem destas se "passa" da cabeça e consegue ganhar algum protagonismo e poder, eventualmente, alguém vai pagá-las. Por isso é que eu disse que Joker é um filme perigoso. É que isto já não é ficção. Isto já não é um super-vilão. Isto já alcança a realidade do dia-a-dia e isto revê-se na actualidade. De certa forma, está implícito que ao virar de uma qualquer esquina pode aparecer o próximo Joker. E pode vir armado. Ou vir acompanhado com outros Jokers. Por isso, Joker não só é um filme perigoso, como é complexo na forma como vê e mostra a sociedade e por causa disso vai ser sempre polémico. Ultrapassa a ficcionalidade do cinema e ocupa as ruas.
Não deixa de ser curioso que seja um realizador de comédia a pegar no Joker desta forma. Faz todo o sentido. Não há nada pior que um palhaço frustrado e humilhado. Acho que Todd Phillips deu um salto épico em frente, na forma como pegou no tema. O filme é excepcional pela intensidade e pela tensão constante. Muito rapidamente uma pessoa se apercebe que está a ver um drama moderno e não um vulgar filme de super-vilões.
A ambiência do filme é do melhor que já tenho visto e isso em parte é devido à banda sonora original de Hildur Guðnadóttir que é excepcional. A música é tão importante neste filme porque ela foi criada à posteriori para que pudesse dar o tom certo às próprias filmagens. E mesmo a música que não foi composta para o filme foi espectacularmente bem escolhida. Aquele Joker completamente fora da realidade, a dançar a escadaria ao som daquela música imaginária que só passa na sua cabeça... Já é uma cena icónica do cinema. Não é todos os dias que se vê uma coisa dessas acontecer. É preciso ver muitos filmes para encontrar momentos únicos deste género. Mas os pontos positivos são muitos mais. A cinematografia e a estética visual tem óbvias influências dos filmes "violentos" de rua da Nova York dos anos 70, como o Death Wish, o The French Connection ou o Taxi Driver. Foi mais uma excelente escolha, porque cria um ambiente que é imediatamente reconhecível.
O casting é todo muito bom (Zazie Beetz, Frances Conroy, Brett Cullen e com Robert De Niro à cabeça porque já é uma lenda viva), mas como é óbvio todo o destaque tem de ir para Joaquin Phoenix, porque simplesmente rouba todo o show. É mais uma daquelas interpretações que vai ficar para a história. Não só pela questão física (Phoenix absolutamente esquelético e quase irreconhecível) mas principalmente pela carga psicológica que consegue transmitir e que passa para a tela. Genial. Acho que é mais uma performance que vai deixar marcas no actor. Nota-se que aquilo foi tão emotivo, tão visceralmente profundo, que Phoenix ficará marcado pelo Joker para sempre. Há alturas que eu noto que o "Método" leva o actores um pouco longe demais; vão tão para dentro das personagens, que quando saem, um pouco da personagem vem com eles: acho que este é mais um dos casos. Mas também o Joaquin Phoenix sempre teve aquele crazy eye característico... e sempre achei que vivia muito mais gente dentro daquela cabeça. Joaquin Phoenix é um gajo à maneira...
Nos últimos tempos, não me lembro de ter visto um filme que me enchesse tanto as medidas como este Joker. Brilhante. Surpreendente. Faltam-me adjectivos. Não estava nada à espera desta pancada. Pensei que ia ver um filme normal e sem dúvida nenhuma, acabei por ver o melhor filme de 2019. We are all clowns. Obrigatório. ●●●●●
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O piloto Hal Jordan é um desordeiro natural e vai contra todas as ordens, como é normal na caracterização dos anti-heróis. Tal como acontece nos filmes de super-heróis, Hal faz um achado que o leva a ter super-poderes, neste caso um anel verde. Podiam ter sido raios gama, uma aranha atómica ou outra coisa qualquer. Não interessa. O que interessa é que o herói, tal como todos os guiões de filmes de super-heróis, segue o mesmo padrão até ao final: herói ganha poderes; herói aprende a dominar poderes; o mau aparece mas já com poderes dominados; o herói não quer os poderes: o mau magoa os amigos do herói: o herói finalmente usa os poderes para matar o mau. O agora super-herói fica com a rapariga. Depois do filme acabar, o mau mexe um músculo do dedo mindinho para mostrar que o super-herói vai regressar para a sequela. Bem, na realidade, esta parte do dedo mindinho não está no filme. Sou só eu a dramatizar, mas costuma ser prática comum.
Ryan Reynolds faz de Green Lantern e é obrigado a humilhar-se com aquela máscara ridícula. Não sei se foi por causa da máscara, mas Reynolds publicamente detestou e criticou o filme e isso nota-se. Nos dois Deadpool em que participou já são célebres as piadas auto-infligidas. Em termos dos outros actores, é um grande casting de bons nomes (Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Tim Robbins entre outros), mas como sempre acontece neste tipo de filmes, estão todos em serviços mínimos. O actor principal é a acção, os secundários são os efeitos especiais.
Na cadeira do realizador esteve Martin Campbell, um gajo que até admiro por ter feito, por exemplo, o Casino Royale (talvez um dos melhores James Bond...) Mas o que dizer aqui? Não sei responder. Não estava à vontade no género de filme de super-heróis? Terá sido o tal problema on set com o Ryan Reynolds? Interferência do estúdio no cut final? Faltou-lhe a inspiração? É uma dúvida que vai permanecer...
Green Lantern é igual a tudo o resto no mundo dos filmes de super-heróis. A história e o desfecho são iguais aos outros. Tudo é igual e previsível. É absolutamente maçador. ●○○○○
Ryan Reynolds faz de Green Lantern e é obrigado a humilhar-se com aquela máscara ridícula. Não sei se foi por causa da máscara, mas Reynolds publicamente detestou e criticou o filme e isso nota-se. Nos dois Deadpool em que participou já são célebres as piadas auto-infligidas. Em termos dos outros actores, é um grande casting de bons nomes (Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Tim Robbins entre outros), mas como sempre acontece neste tipo de filmes, estão todos em serviços mínimos. O actor principal é a acção, os secundários são os efeitos especiais.
Na cadeira do realizador esteve Martin Campbell, um gajo que até admiro por ter feito, por exemplo, o Casino Royale (talvez um dos melhores James Bond...) Mas o que dizer aqui? Não sei responder. Não estava à vontade no género de filme de super-heróis? Terá sido o tal problema on set com o Ryan Reynolds? Interferência do estúdio no cut final? Faltou-lhe a inspiração? É uma dúvida que vai permanecer...
Green Lantern é igual a tudo o resto no mundo dos filmes de super-heróis. A história e o desfecho são iguais aos outros. Tudo é igual e previsível. É absolutamente maçador. ●○○○○
Como o primeiro filme foi um relativo sucesso de bilheteira era inevitável uma sequela. Daí a existência de Wrath of the Titans. Não é uma continuação da história anterior mas mais uma série de histórias mitológicas envolvendo a personagem principal, Perseu. É o que tem de bom a mitologia clássica: tem histórias para dar e vender e todas são muito boas, sempre recheados de monstros e super-vilões, exactamente o ponto onde falham as cópias, as "mitologias modernas" de super-heróis da BD. Incrivelmente, estas histórias antigas não colam no público actual. Para mim é um mistério. Por exemplo, este Wrath of the Titans foi um falhanço de bilheteira. Porquê? Não tem acção explosiva? Tem. Não tem monstros espectaculares e gigantes em CGI? Tem. Não tem supervilões super-maus que querem destruir o mundo dos humanos? Tem. Não acaba tudo bem, com os bons felizes e os maus a serem castigados no final? Obviamente. Então porque é que o grande público não adere em massa como acontece nas tretas com a chancela Marvel/DC? Não sei dizer. Aos meus olhos, a diferença é mínima. Ver isto ou ver o Doctor Strange é exactamente a mesma coisa. Um entretenimento momentâneo e facilmente esquecível.
Do primeiro para este filme, mudou o realizador (Jonathan Liebesman) e o cast mudou apenas nas personagens mais secundárias (Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Rosamund Pike, Bill Nighy, Danny Huston). Os monstros e o CGI também aumentaram ligeiramente, mas de resto é tudo mais ou menos igual ao anterior. Gosto muito destas histórias da mitologia e que já me acompanham desde muito novo. Por isso nem me importava de ver um terceiro filme deste género, mesmo sabendo que a história é apenas um suporte para as cenas de acção e para os efeitos especiais. Mas como a mitologia clássica (ainda) não foi comprada pela Disney e por isso não tem fãs activos, não há mais nada para ninguém. É pena. ●●○○○
Do primeiro para este filme, mudou o realizador (Jonathan Liebesman) e o cast mudou apenas nas personagens mais secundárias (Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Rosamund Pike, Bill Nighy, Danny Huston). Os monstros e o CGI também aumentaram ligeiramente, mas de resto é tudo mais ou menos igual ao anterior. Gosto muito destas histórias da mitologia e que já me acompanham desde muito novo. Por isso nem me importava de ver um terceiro filme deste género, mesmo sabendo que a história é apenas um suporte para as cenas de acção e para os efeitos especiais. Mas como a mitologia clássica (ainda) não foi comprada pela Disney e por isso não tem fãs activos, não há mais nada para ninguém. É pena. ●●○○○
Um miúdo de 14 anos tem a habilidade de gritar uma palavra mágica e transforma-se no super-herói conhecido como Shazam! Assim que ouvi a premissa, pensei: "Isto existe mesmo?" "Há mesmo um super-herói assim?" "Isto deve ser tanga, não pode ser!". "Deve ser uma sátira ou algo semelhante". E por isso fui ver. Grande erro. É mesmo verdade! Pensei que era uma brincadeira, mas afinal é verdade. E muita estupidez. Já nem consigo sequer criticar estes filmes e as preferências do público por este tipo de "produtos". É simplesmente mau demais e estupidificante demais. Só falta mesmo um filme sobre o Bananaman...
Dirigido por David F. Sandberg, com Zachary Levi a fazer um papel ridículo, Mark Strong a envergonhar-se para ganhar umas massas e mais pessoal (Asher Angel, Djimon Hounsou) para encher os créditos.
Apesar de ser uma patetice pegada, até gostava de ter este super-poder de conseguir gritar "Shazam!" e mandar magicamente estes filmes da treta para o vazio do espaço... ●○○○○
Dirigido por David F. Sandberg, com Zachary Levi a fazer um papel ridículo, Mark Strong a envergonhar-se para ganhar umas massas e mais pessoal (Asher Angel, Djimon Hounsou) para encher os créditos.
Apesar de ser uma patetice pegada, até gostava de ter este super-poder de conseguir gritar "Shazam!" e mandar magicamente estes filmes da treta para o vazio do espaço... ●○○○○
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Pfiu, pfiu, squash, bum, pau, bang, taooosssshhhh, piada, explosão, soco, soco, dubstep, pfiu, pfiu, squash, super slow-motion, bum, bang, taooosssshhhh, piada, fim, the end... é isto. E não há mais nada a dizer. Aquaman é o típico filme do super-herói que descobre que é um super-herói mas que não quer ser até que lhe fazem mal a alguém da família e ele é obrigado a ser um super-herói. É óptimo para quando uma pessoa não quer ver realmente um filme, mas apenas distrair-se da realidade. James Wan realiza e Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Nicole Kidman e Dolph Lundgren dão corpo a personagens que enchem o tempo de antena para o pessoal dos efeitos especiais ter tempo de folga. Não sei se sou eu que estou farto destas cenas ou se os filmes de super-heróis estão a ficar cada vez piores, mas de certeza que deve ser uma das duas... ●○○○○
Sempre que vejo filmes de acção com super-heróis, tenho sempre presente uma pergunta que me acompanha desde o início do filme até ao final: "porque é eu vejo estes filmes?" Normalmente acabo por ver as imensas letrinhas dos créditos finais e enquanto ouço aquelas músicas para desocupar salas de cinema, aquela pergunta vai ecoando no meu cérebro, enquanto abano negativamente com a cabeça. Acho que já falei aqui desta sensação desconfortável e da sua resposta que é: inconscientemente, procuro pela excepção que confirma a regra.
Wonder Woman é essa excepção. É um bom filmito de acção e efeitos especiais. Muito bem feito e muito bem filmado. Tem grandes e espectaculares cenas de acção sem ser exagerado, como é costume neste tipo de filmes. E ainda bem que alguém se lembrou de mostrar algo sobre a 1.ª Guerra Mundial, que estranhamente é um tópico muito pouco explorado. Vá-se lá perceber...
Gal Gadot, como seria de esperar, tem todos os focos virados para si. É normal, até porque o papel assenta-lhe como uma luva. É daqueles castings perfeitos. Não consigo imaginar outra actriz neste papel. Também tem alguns actores de "segunda linha", mas que são muito bons como Chris Pine, Danny Huston, Connie Nielsen ou Ewen Bremner, o que ajuda sempre.
Apesar da realização "à super-herói" de Patty Jenkins é notória a influência de Zack Snyder. Por vezes, quase parece um mix do 300 com o Man of Steel. Mas achei isso totalmente normal. Afinal de contas, a Wonder Woman faz parte da Justice League... E a DC Comics deve tudo ao Zack Snyder, há que dizê-lo. Destaque para um pormenor que nos últimos anos tem sido menosprezado mas que era uma imagem de marca dos grandes filmes de acção e aventura do passado: o tema musical. Regressou em força em Wonder Woman.
Não é o melhor filme do mundo (como curiosamente ouvi alguém dizer...), mas dentro deste tipo de filmes-pipoca de super-heróis e efeitos especiais, é um dos mais equilibrados e dos melhores que já vi. ●●●○○
Wonder Woman é essa excepção. É um bom filmito de acção e efeitos especiais. Muito bem feito e muito bem filmado. Tem grandes e espectaculares cenas de acção sem ser exagerado, como é costume neste tipo de filmes. E ainda bem que alguém se lembrou de mostrar algo sobre a 1.ª Guerra Mundial, que estranhamente é um tópico muito pouco explorado. Vá-se lá perceber...
Gal Gadot, como seria de esperar, tem todos os focos virados para si. É normal, até porque o papel assenta-lhe como uma luva. É daqueles castings perfeitos. Não consigo imaginar outra actriz neste papel. Também tem alguns actores de "segunda linha", mas que são muito bons como Chris Pine, Danny Huston, Connie Nielsen ou Ewen Bremner, o que ajuda sempre.
Apesar da realização "à super-herói" de Patty Jenkins é notória a influência de Zack Snyder. Por vezes, quase parece um mix do 300 com o Man of Steel. Mas achei isso totalmente normal. Afinal de contas, a Wonder Woman faz parte da Justice League... E a DC Comics deve tudo ao Zack Snyder, há que dizê-lo. Destaque para um pormenor que nos últimos anos tem sido menosprezado mas que era uma imagem de marca dos grandes filmes de acção e aventura do passado: o tema musical. Regressou em força em Wonder Woman.
Não é o melhor filme do mundo (como curiosamente ouvi alguém dizer...), mas dentro deste tipo de filmes-pipoca de super-heróis e efeitos especiais, é um dos mais equilibrados e dos melhores que já vi. ●●●○○
Batman vs Superman: Dawn of Justice é o filme típico de super-heróis, mas um bocadinho melhor que o habitual. Mas tenho que dizer que, apesar de ser previsível (pelo próprio título), não gostei do engodo: Batman vs Superman - Dawn of Justice?!? A sério? É óbvio que o Batman nunca iria estar contra o Super-Homem, e mesmo que o fizesse, o Batman nunca teria hipótese, assim como ninguém teria. Afinal, o Super-Homem é um deus imortal extraterrestre, certo? Percebia-se logo que era um prólogo para o novo filme da Liga da Justiça (na tentativa de replicar o gigantesco êxito de bilheteira dos Avengers da Marvel), que estaria algures em "ebulição"... (E também acabaria por ser uma introdução para uma agradável surpresa posterior chamada Wonder Woman...) Há que fazer "render o peixe", não é verdade? Não se vai logo fazer um filme assim do pé para a mão... Há bilhetes e muito merchandising para vender, então?
Mas tirando este pré-condicionante negativo, por acaso, até nem é tão mau como é normal neste tipo de filmes-pipoca. Digam o que disserem, Zack Snyder é um mestre em dar valor a estas coisas. Este gajo tem um dom. É o melhor realizador deste género, disso não tenho dúvidas. Também ajuda bastante ter um casting muito bem feito e com muito bons actores (Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams e ainda Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne e Jeremy Irons).
Em termos de história, lá conseguiram encaixar o imprescindível Lex Luthor e a BD emblemática do embate do Super-Homem com o Doomsday (mas se lembro bem, na versão portuguesa/brasileira da BD, o "monstro" chama-se Apocalypse), que é para mim, uma das melhores BD's dos últimos anos e que por acaso até possuo e guardo religiosamente. Nesse aspecto, é um guião exemplar. Tudo feito a regra e esquadro, com boas deixas e muito bem escrito, sempre a pensar na planeada sequela.
Apesar de não terem a matéria prima infindável da Marvel, este pessoal da DC Comics vende cara a "derrota".Como se comprova aqui, é bem possível fazer um filme-pipoca, sem ser totalmente estúpido, linear e vazio. Batman vs Superman: Dawn of Justice é melhor que o "normal" e catita de se ver. ●●○○○
Mas tirando este pré-condicionante negativo, por acaso, até nem é tão mau como é normal neste tipo de filmes-pipoca. Digam o que disserem, Zack Snyder é um mestre em dar valor a estas coisas. Este gajo tem um dom. É o melhor realizador deste género, disso não tenho dúvidas. Também ajuda bastante ter um casting muito bem feito e com muito bons actores (Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams e ainda Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne e Jeremy Irons).
Em termos de história, lá conseguiram encaixar o imprescindível Lex Luthor e a BD emblemática do embate do Super-Homem com o Doomsday (mas se lembro bem, na versão portuguesa/brasileira da BD, o "monstro" chama-se Apocalypse), que é para mim, uma das melhores BD's dos últimos anos e que por acaso até possuo e guardo religiosamente. Nesse aspecto, é um guião exemplar. Tudo feito a regra e esquadro, com boas deixas e muito bem escrito, sempre a pensar na planeada sequela.
Apesar de não terem a matéria prima infindável da Marvel, este pessoal da DC Comics vende cara a "derrota".Como se comprova aqui, é bem possível fazer um filme-pipoca, sem ser totalmente estúpido, linear e vazio. Batman vs Superman: Dawn of Justice é melhor que o "normal" e catita de se ver. ●●○○○
Estava-me a preparar para escrever um extensíssimo texto sobre Watchmen, a intrincada história e as origens das personagens. Ia falar sobre o tom negro e sujo, sobre o odor nauseabundo que sobe da sarjeta, sobre as relações promíscuas, sobre a história alternativa dos acontecimentos, sobre as pessoas por detrás das máscaras e sobre a guerra mundial. Mas decidi que não o vou fazer. Quem gosta desta mítica comic já sabe tudo o que há para saber sobre os Minutmen e sobre os Watchmen. É uma BD do tamanho do mundo. Nunca vi nada melhor. Deste género de BD de super-herói, Watchmen é sem dúvida o topo. Não é o topo, é aquela parte de cima reluzente da cereja no topo do bolo. É tão simples quanto isso. Acho que foi por causa disso que demorou tanto tempo a alguém trazê-la para o cinema. Hoje em dia, já não há limitações técnicas (nem sequer financeiras), por isso a demora teve obviamente que estar relacionada com a reputação firmada da própria BD.
Watchmen é das melhores histórias que já li. Ainda que seja uma "normal" BD de super-heróis, tem uma voz muito crítica da sociedade, e apesar de ter um ser omnipotente nu, azul, brilhante, e anti-heróis mais mal dispostos que alguns vilões das outras BDs, todos mergulhados numa versão alternativa da realidade, tudo isto parece - de alguma forma muito estranha - totalmente verosímil. É muito bom. Aconselho a quem nunca a leu, que vá comprar. Eu tive a sorte de arranjar uma cópia há muitos anos, numa livraria verdadeira, daquelas que só vendiam mesmo livros. Mas isso é demasiado vintage. Adiante...
Na adaptação para cinema, há algumas alterações em relação ao original. Não é que a história precisasse, mas percebo a lógica da coisa e não sai da linha original. É uma adaptação fiel, com muita coisa a ser literalmente copiada a papel químico. Sinceramente, não vejo problema nenhum nisso. Já era espectacular só como desenho em papel, então com a imagem em movimento, ainda é mais fixe. Watchmen, acho que se pode dizer, é um filme de super-heróis para adultos. Tem um argumento mais "humano", assuntos da "actualidade", implicações pessoais, muitos palavrões, roupas e insinuações mais sexuais do que é normal neste tipo de filmes e... muitíssimo mais sexo.
Grandes personagens, interpretadas por excelentes actores, mas nenhum, curiosamente, é daquelas grandes estrelas de Hollywood, sendo que a excepção é Jeffrey Dean Morgan, que curiosamente é quase um secundário e que... bem é melhor não dizer mais nada para não estragar o filme. São mesmo só bons actores: Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Patrick Wilson, Carla Gugino. Para mim, o melhor de todos é o Jackie Earle Haley que tem a personagem central do Rorschach. "Eu não estou aqui preso com vocês; vocês é que estão aqui presos comigo", é uma das muitas frases emblemáticas de Rorschach que me ficou gravada...
Mas acho que culpa principal de Watchmen ser um bom filme de acção é do Zack Snyder. Sinceramente, gosto deste gajo. Não muda muito de tema, mas é muito bom no que faz. Principalmente porque consegue equilibrar a acção com o desenrolar da história, os efeitos especiais com o desenvolvimento das personagens, em vez de cair na facilidade do costume, que é bombardear uma pessoa com tantos efeitos e acção, ao ponto de um gajo chegar a ter um surto epiléptico. Parabéns pelo equilíbrio.
Todos os anos, a Marvel faz filmes como o caraças e suplanta (quase) sempre a DC Comics porque simplesmente tem muito mais material para explorar. E diga-se de passagem, que o próprio material também é melhor... Mas isso está sempre aberto à discussão. Mas Snyder conseguiu "meter" um dos seus filmes no topo desta classe. Acho que isto diz bem da sua qualidade. Só aquele genérico inicial, vale todo este elogio. É de mestre e é inesquecível. Provavelmente, o melhor filme de super-heróis de todos os tempos. Totalmente recomendado. Tanto o livro como o filme. Para ler e reler e ver e rever. ●●●●○
BONUS:
O impacto deste comic foi tão profundo que qualquer pessoa que use um computador pode literalmente vê-lo. Comic sans, a ínfame (e horrível) fonte do Windows foi inspirada neste comic... É verdade! E aparentemente, até o Alan Moore acha a fonte muito feia. Acho que esta é uma consideração transversal a todas as pessoas do mundo...
Watchmen é das melhores histórias que já li. Ainda que seja uma "normal" BD de super-heróis, tem uma voz muito crítica da sociedade, e apesar de ter um ser omnipotente nu, azul, brilhante, e anti-heróis mais mal dispostos que alguns vilões das outras BDs, todos mergulhados numa versão alternativa da realidade, tudo isto parece - de alguma forma muito estranha - totalmente verosímil. É muito bom. Aconselho a quem nunca a leu, que vá comprar. Eu tive a sorte de arranjar uma cópia há muitos anos, numa livraria verdadeira, daquelas que só vendiam mesmo livros. Mas isso é demasiado vintage. Adiante...
Na adaptação para cinema, há algumas alterações em relação ao original. Não é que a história precisasse, mas percebo a lógica da coisa e não sai da linha original. É uma adaptação fiel, com muita coisa a ser literalmente copiada a papel químico. Sinceramente, não vejo problema nenhum nisso. Já era espectacular só como desenho em papel, então com a imagem em movimento, ainda é mais fixe. Watchmen, acho que se pode dizer, é um filme de super-heróis para adultos. Tem um argumento mais "humano", assuntos da "actualidade", implicações pessoais, muitos palavrões, roupas e insinuações mais sexuais do que é normal neste tipo de filmes e... muitíssimo mais sexo.
Grandes personagens, interpretadas por excelentes actores, mas nenhum, curiosamente, é daquelas grandes estrelas de Hollywood, sendo que a excepção é Jeffrey Dean Morgan, que curiosamente é quase um secundário e que... bem é melhor não dizer mais nada para não estragar o filme. São mesmo só bons actores: Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Patrick Wilson, Carla Gugino. Para mim, o melhor de todos é o Jackie Earle Haley que tem a personagem central do Rorschach. "Eu não estou aqui preso com vocês; vocês é que estão aqui presos comigo", é uma das muitas frases emblemáticas de Rorschach que me ficou gravada...
Mas acho que culpa principal de Watchmen ser um bom filme de acção é do Zack Snyder. Sinceramente, gosto deste gajo. Não muda muito de tema, mas é muito bom no que faz. Principalmente porque consegue equilibrar a acção com o desenrolar da história, os efeitos especiais com o desenvolvimento das personagens, em vez de cair na facilidade do costume, que é bombardear uma pessoa com tantos efeitos e acção, ao ponto de um gajo chegar a ter um surto epiléptico. Parabéns pelo equilíbrio.
Todos os anos, a Marvel faz filmes como o caraças e suplanta (quase) sempre a DC Comics porque simplesmente tem muito mais material para explorar. E diga-se de passagem, que o próprio material também é melhor... Mas isso está sempre aberto à discussão. Mas Snyder conseguiu "meter" um dos seus filmes no topo desta classe. Acho que isto diz bem da sua qualidade. Só aquele genérico inicial, vale todo este elogio. É de mestre e é inesquecível. Provavelmente, o melhor filme de super-heróis de todos os tempos. Totalmente recomendado. Tanto o livro como o filme. Para ler e reler e ver e rever. ●●●●○
BONUS:
O impacto deste comic foi tão profundo que qualquer pessoa que use um computador pode literalmente vê-lo. Comic sans, a ínfame (e horrível) fonte do Windows foi inspirada neste comic... É verdade! E aparentemente, até o Alan Moore acha a fonte muito feia. Acho que esta é uma consideração transversal a todas as pessoas do mundo...
É possível estar cinco anos sem vender bilhetes? Impossível. A solução recorrente: o reboot. The Amazing Spider-Man é portanto um reboot da "série" Spider-Man que tinha terminado em 2007 com Spider-Man 3. Em termos de Hollywood, cinco anos sem um super-herói de bilheteira é uma eternidade, daí o regresso.
Como sempre, o regresso é ligeiramente diferente. Primeiro, não se chama Spider-Man, mas sim The Amazing Spider-Man. Depois, a história de como o vulgar adolescente (Andrew Garfield) se transforma num super-herói aracnídeo é ligeiramente diferente, o super-vilão (Rhys Ifans) é um que não foi utilizado nos outros filmes e a namorada (Emma Stone) segue o mesmo padrão. Também tem aquele truque "normal" dos reboots, que é mostrar um pouco mais de dramatismo (Sally Field), falar um pouco mais do background das personagens (Denis Leary) ou dar aquele tom mais "negro" (Martin Sheen) para dizer que é diferente, um pouco mais sério. De resto é sempre a mesma história. Também, o que é que se poderia mudar?...
Pelo que percebo, isto é tudo uma questão de lutas de estúdios. A Sony tem os direitos para o Spider-Man e pouco mais, enquanto outros gigantes como a Fox (com os X-Men) ou a Warner (com a DC Comics) têm universos inteiros de super-heróis para desenvolver e filmar. Não é justo, não é? Daí que o Spider-Man ande sempre sozinho sem a companhia de todos os outros super-heróis fixes... Coitado. Só tem a companhia das bilheteiras e das pipocas...
The Amazing Spider-Man está xungoso? Não. Está mal feito (Marc Webb) ou é mal representado? Não. Tem maus efeitos especiais? Também não, são sempre espectaculares. Então o que falha? A originalidade. É sempre a mesma coisa. Até eu já me canso de dizer "sempre a mesma coisa". ●○○○○
Como sempre, o regresso é ligeiramente diferente. Primeiro, não se chama Spider-Man, mas sim The Amazing Spider-Man. Depois, a história de como o vulgar adolescente (Andrew Garfield) se transforma num super-herói aracnídeo é ligeiramente diferente, o super-vilão (Rhys Ifans) é um que não foi utilizado nos outros filmes e a namorada (Emma Stone) segue o mesmo padrão. Também tem aquele truque "normal" dos reboots, que é mostrar um pouco mais de dramatismo (Sally Field), falar um pouco mais do background das personagens (Denis Leary) ou dar aquele tom mais "negro" (Martin Sheen) para dizer que é diferente, um pouco mais sério. De resto é sempre a mesma história. Também, o que é que se poderia mudar?...
Pelo que percebo, isto é tudo uma questão de lutas de estúdios. A Sony tem os direitos para o Spider-Man e pouco mais, enquanto outros gigantes como a Fox (com os X-Men) ou a Warner (com a DC Comics) têm universos inteiros de super-heróis para desenvolver e filmar. Não é justo, não é? Daí que o Spider-Man ande sempre sozinho sem a companhia de todos os outros super-heróis fixes... Coitado. Só tem a companhia das bilheteiras e das pipocas...
The Amazing Spider-Man está xungoso? Não. Está mal feito (Marc Webb) ou é mal representado? Não. Tem maus efeitos especiais? Também não, são sempre espectaculares. Então o que falha? A originalidade. É sempre a mesma coisa. Até eu já me canso de dizer "sempre a mesma coisa". ●○○○○
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Quando li que o Alex Proyas ia fazer um filme sobre os deuses e mitologia egípcia fiquei curioso e empolgado. É óbvio o potencial cinematográfico da mitologia e dos antigos deuses como equivalência aos super-heróis modernos/mutantes. E para quem não tem "acesso" ao universo infindável da Marvel ou DC Comics, as mitologias são uma excelente base, com muita continuidade.
Mas como hoje em dia os realizadores e os estúdios não resistem à facilidade de "dourar a pílula" com os efeitos especiais em detrimento de tudo o resto, fico sempre apreensivo... e com medo.
E foi exactamente isso que aconteceu com Gods of Egypt. E ainda por cima com o Proyas na cadeira de realizador, um gajo que tenho em alta consideração desde o tempo dos excelentes The Crow e Dark City. Infelizmente, também tem vindo a descambar, filme após filme, e a sucumbir à febre dos efeitos digitais. Mais uma vez, um filme que até tinha imenso potencial de personagens e história, fica reduzido a colagens sucessivas de acção, explosões e efeitos digitais de fogo-de-artifício... É pena não ter mesmo mais nada. Falha até na coisa mais básica de todas que é ter uma história em que os deuses "imortais" morrem como tordos, de todas as maneiras e feitios. Se calhar até morrem mais facilmente que os próprios humanos... "mortais". Não entendo. Mas esta gente não vê a Guerra dos Tronos?
Bem, até devem ter visto porque está lá o Jamie Lannister (Nikolaj Coster-Waldau), mas devem ter passado à frente toda a parte da história que não tem lutas, monstros ou efeitos... Nem sequer a presença de bons actores como Gerard Butler, Geoffrey Rush ou Rufus Sewell salvam este filme. Aliás, parece até que estão um pouco constrangidos. Entendo-os perfeitamente.
Fico com muita pena quando vejo os "meus" realizadores de eleição reduzidos a meros tarefeiros dos estúdios e a funcionarem como comerciais de efeitos especiais e vendedores de pipocas... Desilusão total. ○○○○○
Mas como hoje em dia os realizadores e os estúdios não resistem à facilidade de "dourar a pílula" com os efeitos especiais em detrimento de tudo o resto, fico sempre apreensivo... e com medo.
E foi exactamente isso que aconteceu com Gods of Egypt. E ainda por cima com o Proyas na cadeira de realizador, um gajo que tenho em alta consideração desde o tempo dos excelentes The Crow e Dark City. Infelizmente, também tem vindo a descambar, filme após filme, e a sucumbir à febre dos efeitos digitais. Mais uma vez, um filme que até tinha imenso potencial de personagens e história, fica reduzido a colagens sucessivas de acção, explosões e efeitos digitais de fogo-de-artifício... É pena não ter mesmo mais nada. Falha até na coisa mais básica de todas que é ter uma história em que os deuses "imortais" morrem como tordos, de todas as maneiras e feitios. Se calhar até morrem mais facilmente que os próprios humanos... "mortais". Não entendo. Mas esta gente não vê a Guerra dos Tronos?
Bem, até devem ter visto porque está lá o Jamie Lannister (Nikolaj Coster-Waldau), mas devem ter passado à frente toda a parte da história que não tem lutas, monstros ou efeitos... Nem sequer a presença de bons actores como Gerard Butler, Geoffrey Rush ou Rufus Sewell salvam este filme. Aliás, parece até que estão um pouco constrangidos. Entendo-os perfeitamente.
Fico com muita pena quando vejo os "meus" realizadores de eleição reduzidos a meros tarefeiros dos estúdios e a funcionarem como comerciais de efeitos especiais e vendedores de pipocas... Desilusão total. ○○○○○
Para descrever correctamente Swamp Thing, vou socorrer-me do trailer: agentes do governo, cientistas, soldados, criminosos mascarados, fórmulas secretas, monstros e um anão. Bem, só por aqui já dá para perceber que não é flor que se cheire... E não é mesmo... A melhor parte do filme é... o cartaz.
Wes Craven, gajo que até curto particularmente, pega num dos super-heróis de segunda linha do universo da DC Comics, vai filmar para algo parecido com um pântano, atira para lá o Ray Wise (nunca o tinha visto tão novo; quase não o reconhecia), um Louis Jourdan (já em muito final de carreira) e Adrienne Barbeau (com as maminhas ao léu), e faz um filme tão horrível que mete inveja a qualquer produção (muito baixa) do SyFy. Sangue que parece xarope de groselha, actores inacreditavelmente maus, efeitos de plasticina que parecem ter sido feitos por um miúdo de 7 anos... Enfim... Ser de 1982 não é justificação. Nesse mesmo ano saiu, por exemplo, o Blade Runner, que comparativamente parece um filme realizado 20 anos depois... e noutro planeta. Não há justificação para tanta coisa mal feita e horrível. É mau demais. Lá está, é tão mau, que por vezes chega a ser engraçado. Mas é só por isso. Não tem nada que se aproveite. É pena. Este é um dos poucos filmes que espero que façam mesmo um remake. Tinha toda a lógica, porque afinal, Swamp Thing é um defensor do meio ambiente. Faria todo o sentido reinventá-lo para os dias de hoje. Se alguém tiver o contacto dos senhores da Warner Bros/DC Comics avisem-nos porque têm aqui boa uma oportunidade para fazer algo diferente. ○○○○○
Wes Craven, gajo que até curto particularmente, pega num dos super-heróis de segunda linha do universo da DC Comics, vai filmar para algo parecido com um pântano, atira para lá o Ray Wise (nunca o tinha visto tão novo; quase não o reconhecia), um Louis Jourdan (já em muito final de carreira) e Adrienne Barbeau (com as maminhas ao léu), e faz um filme tão horrível que mete inveja a qualquer produção (muito baixa) do SyFy. Sangue que parece xarope de groselha, actores inacreditavelmente maus, efeitos de plasticina que parecem ter sido feitos por um miúdo de 7 anos... Enfim... Ser de 1982 não é justificação. Nesse mesmo ano saiu, por exemplo, o Blade Runner, que comparativamente parece um filme realizado 20 anos depois... e noutro planeta. Não há justificação para tanta coisa mal feita e horrível. É mau demais. Lá está, é tão mau, que por vezes chega a ser engraçado. Mas é só por isso. Não tem nada que se aproveite. É pena. Este é um dos poucos filmes que espero que façam mesmo um remake. Tinha toda a lógica, porque afinal, Swamp Thing é um defensor do meio ambiente. Faria todo o sentido reinventá-lo para os dias de hoje. Se alguém tiver o contacto dos senhores da Warner Bros/DC Comics avisem-nos porque têm aqui boa uma oportunidade para fazer algo diferente. ○○○○○
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