Lucy é uma bonita estudante universitária que tem uma série de empregos, mas ainda assim continua com dificuldades financeiras. Um dia, decide responder a um anúncio que pedia uma empregada interna e sem querer entra num perigoso e estranho mundo erótico. A sua primeira função é simples: servir em lingerie os requintadíssimos senhores do dinheiro em jantares de gabarito. A sua segunda função já não é assim tão linear: envolve tomar uma droga que a deixa inconsciente, ficando assim à total mercê dos senhores de fino trato. Fácil e rapidamente se percebe que os requintadíssimos senhores não são assim de tão fino trato...
Dito assim parece que uma pessoa vai ver uma extensão daquela parte da orgia com máscaras do Eyes Wide Shut. E em alguns momentos, de facto lembra mesmo isso. Mas a parecença fica-se por aí. Para ser verdadeiro, houve momentos no início em que pensei: "isto é muito bom"... mas depois o filme foi-se desenrolando e tudo se desmoronou totalmente: aquele amigo/namorado estranho que está apaixonado por ela; as cenas fora da casa que parecem ser de outro filme; mas especialmente as cenas com a Lucy... Muito mau. É curioso. Ainda há pouco tempo falava aqui do Lars Von Trier, que como toda gente sabe, é um gajo marado do capacete que tem um curso superior em magoar pessoas. Mas para fazer o que o Lars faz, é preciso ter uma certa mestria macabra e saber enquadrar o sofrimento, a falta de empatia ou a humilhação para terem uma lógica que crie um determinado sentimento no espectador ou que vá de encontro ao desfecho de uma história. Julia Leigh nitidamente não possui essa mestria...
O que vi em Sleeping Beauty não tem lógica nenhuma. É simplesmente uma agressão contínua sobre uma sujeita passiva, deprimida e desprovida de emoções e sentimentos. Isto tudo regado com um ar muito "artsy" para parecer mais inteligente do que é, e muito provavelmente tentar ganhar uns prémios em Cannes. Para mim, é este tipo de filmes enganadores, pseudo-intelectuais, que estragam os chamados filmes de autor. Isto faz-me lembrar aquelas instalações artísticas em museus em que o pessoal da limpeza destrói a "obra de arte" porque a confunde com lixo esquecido num canto... porque é mesmo lixo esquecido num canto. E só é arte porque um otário qualquer o considerou assim. A minha opinião neste tipo de coisas é muito vincada. As coisas são o que são e isto não é nada. Não há aqui nada que valha a pena ver. Quer dizer, por acaso até há. A cinematografia é lindíssima e não tenho nada a apontar. E obviamente tenho de destacar a jovem Emily Browning que de facto dá tudo o que tem e o que não tem para este filme. É uma performance... daquelas que não tem explicação. O que a rapariga se sujeita neste filme não é para todos. E Rachael Blake como Clara, também está bem. Mas o conceito-base do filme e a forma como o argumento desliza para um canto e se deixa lá ficar, arruína tudo.
Estava a ver o IMDB para saber mais sobre o filme e reparei que na sinopse: "A haunting portrait of Lucy, a young university student drawn into a mysterious hidden world of unspoken desires". Isto é nitidamente a versão muito branda e embelezada da coisa. Se tivesse que fazer um resumo curto do filme, o que eu diria era: "Uma miúda deprimida deixa-se drogar todas a noites a troco de dinheiro para ser violentada por velhotes marados e nojentos". Acho que assim estaria mais apropriado, porque na realidade é mesmo isso que acontece. Não nego que Sleeping Beauty tenha momentos visuais brilhantes, mas no geral acho que é simplesmente uma pura agressão gratuita. Para mim não dá. Não gostei nada. Podia ter sido muito melhor, e se é memorável, é apenas pelo desconforto e pelo choque. Fico muito dividido entre ●○○○○ e (sem nota)...
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"No início é o ruído, o desespero e o abuso. Mariana quer sair do Inferno. Estende a mão a um homem meio morto, Leão. Mariana, plena de vida, pensa que talvez possam escapar juntos do inferno. Acredita que pode trazer o homem morto para o mundo dos vivos. Sete dias e sete noites mais tarde percebe que estava enganada. Trouxe um homem vivo para o meio dos mortos."
Esta é a sinopse oficial de "Casa de Lava". A história até é boa e, teoricamente, poderia dar um bom filme.
Não é este o caso. Tudo aqui é tão pobremente péssimo que se torna horrível. É penoso de ver. É o exemplo mais gritante de um daqueles filmes pseudo-intelectuais que dá mau nome aos filmes pseudo-intelectuais. Chateiam-me estes filmes esotéricos de festival internacional, que não são mais do que filmes da treta. Irritam-me. Tiram-me do sério. Isto é o quê? Um drama abstracto? Um filme-documentário? O que é isto? É que eu não consigo classificar. A narrativa é praticamente inexistente. O som é péssimo. A imagem e a fotografia são horríveis, apesar das paisagens serem deslumbrantes. Os actores, coitados, nem sequer consigo comentar. É um estilo de cinema que me passa totalmente ao lado. A mim e ao resto do mundo, sendo que a excepção são os outros pseudo-intelectuais que têm de viver de subsídios estatais para fazer "cinema-arte" - porque ninguém entra com o dinheiro para produzir estas coisas que têm literalmente zero de audiência - o elenco envolvido, a restante equipa de produção e o júri de Cannes. E o Paulo Branco..
Conheço perfeitamente esta lógica cinematográfica. Colar ruídos mecânicos às coisas más e deixar rolar a câmara serenamente para dar a sensação de conforto e passividade. Mostrar rostos humanos. Planos excruciantemente longos e estáticos para mostrar a "crueldade do momento". Já vi esse estratagema milhentas vezes e de todas as vezes que vejo, detesto. Há quem diga que é a "arte do cinema", mas eu chamo-lhe vazio e pseudo-intelectual. Para mim, isto não é nada. Vale zero. Isto é quase como dizer que a simplicidade é uma parede branca, portanto vamos ficar 2 horas a olhar para a parede branca e assim imaginamos o filme que quisermos. Bem, já houve um gajo que pôs toda a gente a olhar para uma tela negra a imaginar como seria o filme, portanto... Mas esse era tolo e tinha outras intenções que são bem conhecidas... Mas isto é outra coisa. É treta "moderna", o que não deixa de ser uma treta, mesmo que tenha milhentos prémios internacionais. É tão vazio como os filmes de super-heróis da Marvel, se bem que esses, pelo menos, levam pessoas aos cinemas e dão lucro.
Este é o verdadeiro filme de eleição do "crítico profissional de cinema". É que estou mesmo a ver. "A rudeza dos planos, a inexistência de contextos aplicáveis, a desconexão emocional. O realizador filma a vida como se estivesse coberta por um lençol de cinzas que abafa o quotidiano, a estética, a materialidade e a forma..." Tretas, tretas, tretas e mais tretas pseudo-intelectuais... Eu avisei logo de início que estes filmes me irritam... "Obriguei-me" a despender duas horas da minha vida, só para confirmar aquilo que já estava à espera. Irritou-me tanto, que o gravei na televisão só para ter o prazer de o apagar logo de seguida... ●○○○○ E dou-lhe uma "bolinha", porque de facto, o filme até tem subjacente uma boa história e que podia e deveria ter sido bem aproveitada. Pode ser que alguém se lembre de pegar nela e fazer algo que valha mesmo a pena ver...
Não é este o caso. Tudo aqui é tão pobremente péssimo que se torna horrível. É penoso de ver. É o exemplo mais gritante de um daqueles filmes pseudo-intelectuais que dá mau nome aos filmes pseudo-intelectuais. Chateiam-me estes filmes esotéricos de festival internacional, que não são mais do que filmes da treta. Irritam-me. Tiram-me do sério. Isto é o quê? Um drama abstracto? Um filme-documentário? O que é isto? É que eu não consigo classificar. A narrativa é praticamente inexistente. O som é péssimo. A imagem e a fotografia são horríveis, apesar das paisagens serem deslumbrantes. Os actores, coitados, nem sequer consigo comentar. É um estilo de cinema que me passa totalmente ao lado. A mim e ao resto do mundo, sendo que a excepção são os outros pseudo-intelectuais que têm de viver de subsídios estatais para fazer "cinema-arte" - porque ninguém entra com o dinheiro para produzir estas coisas que têm literalmente zero de audiência - o elenco envolvido, a restante equipa de produção e o júri de Cannes. E o Paulo Branco..
Conheço perfeitamente esta lógica cinematográfica. Colar ruídos mecânicos às coisas más e deixar rolar a câmara serenamente para dar a sensação de conforto e passividade. Mostrar rostos humanos. Planos excruciantemente longos e estáticos para mostrar a "crueldade do momento". Já vi esse estratagema milhentas vezes e de todas as vezes que vejo, detesto. Há quem diga que é a "arte do cinema", mas eu chamo-lhe vazio e pseudo-intelectual. Para mim, isto não é nada. Vale zero. Isto é quase como dizer que a simplicidade é uma parede branca, portanto vamos ficar 2 horas a olhar para a parede branca e assim imaginamos o filme que quisermos. Bem, já houve um gajo que pôs toda a gente a olhar para uma tela negra a imaginar como seria o filme, portanto... Mas esse era tolo e tinha outras intenções que são bem conhecidas... Mas isto é outra coisa. É treta "moderna", o que não deixa de ser uma treta, mesmo que tenha milhentos prémios internacionais. É tão vazio como os filmes de super-heróis da Marvel, se bem que esses, pelo menos, levam pessoas aos cinemas e dão lucro.
Este é o verdadeiro filme de eleição do "crítico profissional de cinema". É que estou mesmo a ver. "A rudeza dos planos, a inexistência de contextos aplicáveis, a desconexão emocional. O realizador filma a vida como se estivesse coberta por um lençol de cinzas que abafa o quotidiano, a estética, a materialidade e a forma..." Tretas, tretas, tretas e mais tretas pseudo-intelectuais... Eu avisei logo de início que estes filmes me irritam... "Obriguei-me" a despender duas horas da minha vida, só para confirmar aquilo que já estava à espera. Irritou-me tanto, que o gravei na televisão só para ter o prazer de o apagar logo de seguida... ●○○○○ E dou-lhe uma "bolinha", porque de facto, o filme até tem subjacente uma boa história e que podia e deveria ter sido bem aproveitada. Pode ser que alguém se lembre de pegar nela e fazer algo que valha mesmo a pena ver...
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