0040 Olympus Has Fallen; 0041 White House Down
Posted by artzzz333
Posted on 10:58
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É tão difícil distinguir estes filmes como criticá-los. A crítica é difícil porque estes filmes não valem nada como obra cinematográfica, mas preenchem uma lacuna muito importante. Quem é que não gosta de ver coisas a explodir? Quem é que não gosta de ver perseguições espectaculares? Aposto que até o mais snob dos críticos de cinema se esconde numa sala de cinema para se deliciar com estes filmes. E, tenho que admitir, tecnicamente, estes filmes são um portento. Seja ao nível de efeitos especiais, seja ao nível de som ou montagem, estes filmes são quase perfeitos. O problema é que são sempre a mesma coisa. A história é completamente prescindível e os actores só lá estão para darem boas fotos para os cartazes promocionais. Daqui por uns anos (ou meses), alguém faz outro filme do género e é exactamente a mesma coisa. A única coisa que muda é o tamanho das explosões, porque o público está à espera de algo ainda maior.Eu vi estes dois filmes mais ou menos na mesma altura e teve imensa dificuldade em distinguir os dois. Estava a ver um filme e parece que estava a ver o outro. Só perguntava porque é que o Gerard Butler tinha deixado de aparecer ou porque é que o Jamie Foxx estava a aparecer noutro filme. Foi confuso. Vendo agora os trailers nem consigo lembrar-me muito bem qual dos filmes estou a comentar. Olympus Has Fallen e White House Down fazem-me lembrar uma altura em que os estúdios disputavam argumentos e todos os anos havia dois filmes com o mesmo tema. Ou eram vulcões ou situações em arranha-céus ou outro filme-catástrofe qualquer. Só mudavam os protagonistas e os cartazes. Parecia que um estúdio descobria que outro estúdio estava a fazer um filme do género x e não queriam ficar atrás. "Quem é que têm no papel principal? É o fulano. Então nós arrajamos o cicrano. E quanto explosões têm? Sete. Ui, então nós temos que ter oito." Parece a típíca competição peniana do secundário, só com a diferença que é tudo medido a película.
Dito isto, nunca consigo resistir ao efeito Roland Emmerich, que é rebentar com o máximo de coisas possível. Também não consigo resistir ao efeito Antoine Fuqua que é espancar o máximo de pessoas possível numa só sala. É por isso que toda a gente vê estes filmes, não é verdade? Ver grandes aviões em chamas e a embaterem no chão, helicópteros a explodir, tiroteios infindáveis, perseguições humanamente impossíveis, cenas de grande pancadaria e os maus a levarem uma grande sova no fim, ou a morrerem de forma atroz no final. É conforme a vontade do realizador. Ou dum painel de estudo de mercado. Ou do estúdio, não se sabe bem. Estes filmes são como um medicamento: preenchem aquela lacuna que é o vazio de acção que há em cada um de nós. São o antídoto possível para a rotina diária. Pessoalmente, mesmo sabendo de antemão que são uma nulidade artística e que não vou encontrar absolutamente nada de novo, eu preciso destes filmes e nunca perco a oportunidade de os ver. E só por causa disso, levam ●●○○○.
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