0242 Outcast

Este Outcast, de Nick Powell, é um filme estranho... e mau. Logo para começar é realizado por um coordenador de duplos... E isso nota-se bastante, mas enfim... Se alguém quiser que também realize um filme - apesar de não estar tecnicamente dentro do assunto -, por favor dar uma apitadela para o número de telemóvel seguinte...
Depois, a história é um bocadito confusa. Outcast começa nas conquistas dos templários no Médio Oriente. Nicolas Cage e Hayden Christensen são bons com as espadas, mas desentendem-se a meio de uma luta e separam-se. A seguir o filme passa para uma sucessão de trono chinesa conturbada em que o filho mais novo do imperador começa a ser perseguido pelo outro irmão mais velho que deseja o trono. Em fuga com a irmã, os dois jovens acabam por encontrar o templário Hayden Christensen refugiado num bar. Este acede em ajudá-los numa longa viagem até... já nem sei muito bem onde. Mas também não interessa. É confuso.
Aliás, a palavra que melhor caracteriza Outcast é mesmo confusão. Metade do filme é passado em ritmo de confusão: ou há lutas corpo-a-corpo muito perto da câmara e não se consegue ver nada, ou o Hayden Christensen está a desmaiar (ou a acordar de um desmaio) com a vista desfocada, ou então está a alucinar (desfocando a imagem) com o consumo de ópio. Está sempre tudo muito turvo, muito confuso. Pelo meio, tem uns episódios de luta que não acrescentam nada à história e parece que só estão lá para o filme não ser uma curta metragem.
E no final lá volta a aparecer o Nicolas Cage, como templário transformado em guru/ninja proscrito (?!) mas que estranhamente parece um actor Syfy, com uma cicatriz no olho, obviamente falsa. Não sei o que se passa com o Nicolas Cage. Deve ter feito uma maldade muito grande com o seu agente. Aparece em cada barracada que não se entende...
Até havia aqui uma boa ideia de base, mas perdeu-se tudo na... confusão. É o que dá fazer filmes em co-produções do género "visto gold"... Salva-se o Hayden Christensen (até está mais ou menos bem, quando está consciente), e a fotografia que é muito boa. De resto, é para esquecer. ●○○○○

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