0236 Apocalypto
Posted by artzzz333
Posted on 12:21
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A primeira coisa que aparece em Apocalypto é uma frase que diz: "A great civilization is not conquered from without until it has destroyed itself from within", Will Durant Com base em tudo o que lá li sobre História, parece-me que não podia ser mais verdadeira. Sempre me intrigou a queda dos grandes impérios. Como é possível que os Maias, os Romanos, os Babilónios e outros grandes impérios tenham dominado o seu mundo mas no final tenham sucumbido e praticamente desaparecido da face de Terra? Neste aspecto, e sem ser uma obra filosófica (muito pelo contrário), Apocalypto responde a algumas questões.
No período final da civilização Maia, uma tribo indígena vive os seus dias pacificamente, aproveitando o que a Natureza tem para lhes oferecer. Até ao dia em que são brutalmente atacados, mortos ou levados à força por guerreiros de outro sítio que desconhecem. Arrastados pela floresta densa até uma povoação gigante, mais "citadina", repleta de templos e grandes pirâmides, as mulheres acabam vendidas como escravas e os homens são sacrificados vivos aos deuses Maias. Tudo isto tem uma "razão" de ser: os sacrifícios servem para apaziguar o descontentamento dos deuses que exigem sangue. Na realidade, é mais o descontrolo humano e ambiental, secundado por uma ignorância profunda e por uma necessidade de controlo social.
Entre eles está Jaguar Paw, um jovem que milagrosamente consegue fugir graças a um eclipse solar. Mas a fuga é apenas o primeiro passo. Agora ele tem de regressar à sua vila para salvar a mulher grávida e o filho que escondeu dos guerreiros num buraco profundo. E começa uma perseguição sem descanso pela floresta...
Mais do que dar grandes respostas filosóficas sobre como terminam os impérios, Apocalypto é um filme de acção, que tem como pano de fundo o fim de uma civilização. Até acaba por responder a essas questões, mas acima de tudo é um grande filme de acção. Assim que começa, nunca mais abranda. É rápido, visceral e incrivelmente realista. Excepcionalmente bem dirigido pelo Mel Gibson (mais uma vez), que aqui parece juntar todo o conhecimento técnico, visual e argumentativo de Braveheart e Passion of Christ, muito bem escrito, bem montado, com boa fotografia e grandes prestações de actores amadores/desconhecidos (Rudy Youngblood, Jonathan Brewer e especialmente Raoul Trujillo). Sinceramente, até fiquei na dúvida. Pensei mesmo que eram actores profissionais com próteses ou algo assim do género. Mas não. Provavelmente, é mesmo o melhor filme que já vi com actores totalmente desconhecidos ou amadores. Muito bom. A ver com atenção. ●●●●○

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