0219 Excalibur
Posted by artzzz333
Posted on 16:41
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Uther Pendragon aceita a ajuda do mago Merlin para vencer o Duque de Cornwall. Uther quebra o pacto com Merlin e tem uma relação com Igraine, a mulher do Duque. Dessa noite de paixão, nasce um bastardo, Arthur que acaba por ficar ao cuidado de Merlin. Depois de perseguido por clãs leais ao Duque e mesmo antes de morrer, Uther Pendragon enterra a sua espada numa pedra, afirmando que só quem a conseguisse retirar poderia ser o próximo rei. Ninguém consegue retirar a espada da pedra. E assim começa o mito da espada do poder, Excalibur. Anos mais tarde, um jovem Arthur aproxima-se da espada e o inesperado acontece.
Eis Excalibur, a espada mágica forjada por um deus, prevista por um feiticeiro e encontrada por um Rei. Esta não é só mais uma versão cinematográfica da mítica espada: esta "é" a versão. Já vi muitas tentativas de contar a história do Rei Artur, mas Excalibur, de John Boorman, é sem dúvida nenhuma a melhor de todas.
O filme tem uma estranha aura à sua volta. E não estou a falar daquele glow verde... Tem mesmo uma qualidade visual mística. É estranho. A forma como está produzido e realizado quase que nos leva para o mundo alternativo, atmosférico de Camelot, dos Cavaleiros, da Távola Redonda e da demanda pelo Santo Graal.
Para mim, a razão é simples: é um filme de fantasia, mas não tem praticamente efeitos especiais. É tudo realista e muito baseado no trabalho de câmara e especialmente no trabalho com os actores. Basta reparar que que muitos dos nomes conhecidos nos dias de hoje deram o primeiro passo precisamente em Excalibur: Gabriel Byrne (Uther), Helen Mirren (Morgana), Liam Neeson (Gawain), Patrick Stewart (Leondegrance). E depois ainda há um outro bom leque de actores que apenas nunca deram o "grande" salto como Nigel Terry (Rei Arthur), Nicholas Clay (Launcelot), Cherie Lunghi (Guenevere) e Nicol Williamson (Merlin).
Toda esta envolvência mágica está embrulhada numa banda sonora portentosa de Richard Wagner e Carl Orff. E aqui, a música faz para aí um 1/3 do filme. É brilhante. John Boorman não precisa de muitos comentários: é um artesão brilhante de filmes. Basta dizer isso...
Misticismo e mitologia, reinos e demandas, mundos mágicos e submundos, ninfas e Damas do Lago, cavaleiros leais e insurgentes, lutas de espadas e de honra, amor, traição, sexo, sangue e entranhas... há de tudo em Excalibur, uma história intemporal que mostra a transição da Era da Magia para a Era da Razão. Um dos meus filmes preferidos de aventura e fantasia... de sempre. ●●●●○
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