Li algures aí pela net que Leonardo da Vinci inventou as tesouras. E que também levou dez anos a pintar os lábios da Mona Lisa....
Sinceramente, até acredito que tivesse inventado as tesouras. Mas dez anos para pintar os lábios da Mona Lisa e esquecer-se de pintar as sobrancelhas? Acho difícil de acreditar.
Mas ainda tive mais dificuldade em acreditar neste The Three Musketeers. Só pensava: porquê? É para ter uma hipótese de filmar algo em 3D? Havia uma lacuna de mercado para histórias com mosqueteiros e lutas com espadas? Alguém queria destruir a excelente história de Dumas com desnecessários efeitos digitais? Seria preciso um concorrente aos Piratas das Caraíbas? Não faço a mínima ideia...
O que sei é isto: The Three Musketeers é mau. Muito mau. Tem a acção do costume, cenas de espadas, uns navios-balão digitais, a presença da heroína do Resident Evil (Milla Jovovich) e uma cópia descarada da música dos Piratas das Caraíbas. Uma das personagens até aparece e tudo (Orlando Bloom). E como este é (ou parece) um filme para miúdos, o D'Artagnan é um miúdo que ficou conhecido por entrar noutro filme para miúdos (Logan Lerman). Volta e meia aparecem por lá uns actores que até são bastante jeitosos (Luke Evans, Mads Mikkelsen, Christoph Waltz), mas é só de vez em quando.
Penso que a intenção de Paul W. Anderson não era estragar totalmente a enésima versão deste clássico. Mas conseguiu-o... Apesar de reconhecer todo o aparato técnico e humano envolvido na criação dum filme destes, já não consigo suportar estes filmes-chiclete... ●○○○○
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O Conde de Monte Cristo foi um dos primeiros livros que li por vontade própria. Desde então, tornou-se numa das minhas histórias favoritas. É que tem tudo: uma história de amor e traição, acusações infundadas e castigos injustos, reclusão numa ilha isolada, fuga impossível da prisão, aventura no mar, piratas, caça ao tesouro, sede de vingança e um final como deve ser. Até tem um padre português... Uma história intemporal, e diria mesmo, perfeita do grande Alexandre Dumas.
Em relação a este The Count of Monte Cristo de Kevin Reynolds, a única coisa que posso dizer é que é bastante jeitoso. Jim Caviezel e especialmente Guy Pearce fazem uma dupla de antagonistas muito boa, mas o resto do elenco (Richard Harris, James Frain, Dagmara Dominczyk e o Michael Wincott, gajo muito menosprezado mas que curto bastante) também é bom. O filme "rola" bem e não há propriamente nada que possa apontar como estando mal. Apesar disso, não deixa de ser apenas mais uma versão da história. Torna tudo muito... previsível, não é verdade?
E a única coisa que não gostei foi precisamente a alteração da história. Não é que esteja mal "reajustada", mas neste caso específico, deu-me para o purismo. Não acho que se deva alterar uma história perfeita, mas até pela questão anterior da previsibilidade, compreendo perfeitamente a opção. ●●○○○
Em relação a este The Count of Monte Cristo de Kevin Reynolds, a única coisa que posso dizer é que é bastante jeitoso. Jim Caviezel e especialmente Guy Pearce fazem uma dupla de antagonistas muito boa, mas o resto do elenco (Richard Harris, James Frain, Dagmara Dominczyk e o Michael Wincott, gajo muito menosprezado mas que curto bastante) também é bom. O filme "rola" bem e não há propriamente nada que possa apontar como estando mal. Apesar disso, não deixa de ser apenas mais uma versão da história. Torna tudo muito... previsível, não é verdade?
E a única coisa que não gostei foi precisamente a alteração da história. Não é que esteja mal "reajustada", mas neste caso específico, deu-me para o purismo. Não acho que se deva alterar uma história perfeita, mas até pela questão anterior da previsibilidade, compreendo perfeitamente a opção. ●●○○○

