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Fury é um filmito de guerra muito aceitável aceitável, com a mão de David Ayer, ao nível de um episódio da mítica mini-série Band of Brothers. Um sucedâneo de boa qualidade de Saving Private Ryan. Quando se faz um filme como Fury, que vai buscar tanto da imagética original destas referências, não há como fugir aos rótulos. Mas está tudo bem feito. A principal crítica que lhe faria é que lhe falta intensidade. Falta-lhe aqueles momentos dramáticos e marcantes em que um gajo agarra-se ao sofá ou fica com um nó na garganta. Os únicos momentos em que o filme acelera um pouco mais, são algumas cenas de guerra - fantasticamente bem feitas, principalmente ao nível do som - e algumas vezes em que entra em cena o Brad Pitt que domina qualquer ecrã com aquele carisma e aquela classe toda. O restante pessoal (Shia LaBeouf - cada vez melhor [e também com ar mais "maluco"] -, Logan Lerman, Michael Peña e Jon Bernthal) aguenta-se bastante bem mas têm muito pouco "tempo de antena". Tem algumas coisas que podiam ser melhores, mas vê-se bem. ●●○○○

Li algures aí pela net que Leonardo da Vinci inventou as tesouras. E que também levou dez anos a pintar os lábios da Mona Lisa....
Sinceramente, até acredito que tivesse inventado as tesouras. Mas dez anos para pintar os lábios da Mona Lisa e esquecer-se de pintar as sobrancelhas? Acho difícil de acreditar.
Mas ainda tive mais dificuldade em acreditar neste The Three Musketeers. Só pensava: porquê? É para ter uma hipótese de filmar algo em 3D? Havia uma lacuna de mercado para histórias com mosqueteiros e lutas com espadas? Alguém queria destruir a excelente história de Dumas com desnecessários efeitos digitais? Seria preciso um concorrente aos Piratas das Caraíbas? Não faço a mínima ideia...
O que sei é isto: The Three Musketeers é mau. Muito mau. Tem a acção do costume, cenas de espadas, uns navios-balão digitais, a presença da heroína do Resident Evil (Milla Jovovich) e uma cópia descarada da música dos Piratas das Caraíbas. Uma das personagens até aparece e tudo (Orlando Bloom). E como este é (ou parece) um filme para miúdos, o D'Artagnan é um miúdo que ficou conhecido por entrar noutro filme para miúdos (Logan Lerman). Volta e meia aparecem por lá uns actores que até são bastante jeitosos (Luke Evans, Mads Mikkelsen, Christoph Waltz), mas é só de vez em quando.
Penso que a intenção de Paul W. Anderson não era estragar totalmente a enésima versão deste clássico. Mas conseguiu-o... Apesar de reconhecer todo o aparato técnico e humano envolvido na criação dum filme destes, já não consigo suportar estes filmes-chiclete... ●○○○○

 
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