Baseado no best-seller de Cormac McCarthy (No Country for Old Men), The Road conta a história de um pai e o filho na sua longa e lenta viagem até ao mar. A viagem vai ser dura porque terão de atravessar um mundo pós-apocalítico, destruído, sem vida, cinzento, repleto de canibais, malfeitores e pessoas que lutam a qualquer custo pela sua sobrevivência.
Se há filmes que me surpreendem pela positiva, há outros..., lá está, que é exactamente o oposto. Neste caso, foi com The Road, realizado por John Hillcoat. O filme não tem propriamente nada de mal feito. Acho que neste caso, o problema foram as expectativas demasiado elevadas. Já antes sequer de haver um trailer, ouvia falar do The Road como "o grande", "o melhor", "o derradeiro" filme apocalíptico. Isto não ajuda nada. Estive "em pulgas" para o ver, e quando finalmente isso aconteceu... decepcionou-me. Fiquei com a sensação que podia ser melhor. Ou pelo menos, não era assim tão bom quanto tinha lido noutras críticas. É... Acho que foram as expectativas altas.
Fora isso, até escapa bastante bem. Uma colecção de bons actores (Viggo Mortensen, Charlize Theron, Robert Duvall e Guy Pearce), com uma boa realização e uma história que é, de facto, diferente do habitual festim de fim do mundo de Hollywood. Vê-se bem, apesar de achar que as críticas foram demasiado positivas para o filme que é. ●●○○○
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O Conde de Monte Cristo foi um dos primeiros livros que li por vontade própria. Desde então, tornou-se numa das minhas histórias favoritas. É que tem tudo: uma história de amor e traição, acusações infundadas e castigos injustos, reclusão numa ilha isolada, fuga impossível da prisão, aventura no mar, piratas, caça ao tesouro, sede de vingança e um final como deve ser. Até tem um padre português... Uma história intemporal, e diria mesmo, perfeita do grande Alexandre Dumas.
Em relação a este The Count of Monte Cristo de Kevin Reynolds, a única coisa que posso dizer é que é bastante jeitoso. Jim Caviezel e especialmente Guy Pearce fazem uma dupla de antagonistas muito boa, mas o resto do elenco (Richard Harris, James Frain, Dagmara Dominczyk e o Michael Wincott, gajo muito menosprezado mas que curto bastante) também é bom. O filme "rola" bem e não há propriamente nada que possa apontar como estando mal. Apesar disso, não deixa de ser apenas mais uma versão da história. Torna tudo muito... previsível, não é verdade?
E a única coisa que não gostei foi precisamente a alteração da história. Não é que esteja mal "reajustada", mas neste caso específico, deu-me para o purismo. Não acho que se deva alterar uma história perfeita, mas até pela questão anterior da previsibilidade, compreendo perfeitamente a opção. ●●○○○
Em relação a este The Count of Monte Cristo de Kevin Reynolds, a única coisa que posso dizer é que é bastante jeitoso. Jim Caviezel e especialmente Guy Pearce fazem uma dupla de antagonistas muito boa, mas o resto do elenco (Richard Harris, James Frain, Dagmara Dominczyk e o Michael Wincott, gajo muito menosprezado mas que curto bastante) também é bom. O filme "rola" bem e não há propriamente nada que possa apontar como estando mal. Apesar disso, não deixa de ser apenas mais uma versão da história. Torna tudo muito... previsível, não é verdade?
E a única coisa que não gostei foi precisamente a alteração da história. Não é que esteja mal "reajustada", mas neste caso específico, deu-me para o purismo. Não acho que se deva alterar uma história perfeita, mas até pela questão anterior da previsibilidade, compreendo perfeitamente a opção. ●●○○○
The Rover é um filme estranho. Não consigo classificá-lo muito bem e nem sequer percebo se gostei ou não. É estranho. Não sei muito bem se é um filme pós-apocalíptico, se é um western moderno ou um thriller. Se calhar é um daqueles western-thriller-pós-apocalípticos... Por vezes pareceu-me algo original e outras vezes pareceu-me uma prequela de Mad Max. Gostei muito dos actores e da história mas não consegui suportar o ritmo do filme. É estranho.
Num futuro próximo, a sociedade colapsa, a lei desintegra-se e a Austrália mergulha na anarquia. (Eu disse que parecia uma prequela do Mad Max...) A história segue o percurso de Eric (Guy Pearce), um homem de pouquíssimas palavras e endurecido (à velha maneira dos westerns) pela perda da mulher e basicamente tudo o resto que fazia parte da vida anterior ao colapso. A única coisa que lhe resta é o carro, que acaba por ser roubado por um gangue de desordeiros. Nesse incidente, ganha a companhia de Reynolds (Robert Pattinson), um rapaz com alguns "problemas", que pertencia ao gangue, mas que foi deixado para trás como morto. Um vai tentar recuperar o seu carro, o outro vai tentar encontrar o irmão que o abandonou.
Não é propriamente uma história muito original, mas até está bem tratada em termos de narrativa. O principal problema é o ritmo do filme. Quase que se me parou o coração. O filme literalmente a a r r a a s s t a - s s e n n o t t e m m p o o. Para mim, é exagerado. Devido ao ritmo extremamente lento, The Rover acaba por se transformar num gigantesco anti-clímax sem fim. Chega a ser exasperante. Se calhar a intenção era mesmo essa, mas para mim não funcionou...
O sinal mais vai claramente para as prestações dos dois actores principais que estão soberbos. Fazem o filme praticamente sozinhos. Guy Pearce já há muito que mostrou ser um bom actor e dispensa apresentações, mas o que me surpreendeu mais foi mesmo o Robert Pattinson. Afinal, o rapaz não é apenas um teenager-vampiro... Está excelente.
O realizador, David Michôd, pelos vistos, teve uma excelente crítica ao anterior filme, Animal Kingdom, mas ainda não o vi. É a única coisa que conheço deste realizador. Pelo que vi em The Rover, até parece que é um autor que promete. Há muito bons pormenores espalhados por aqui e uma visão diferente do normal. Mas o ritmo do filme... estraga tudo. ●●○○○
Num futuro próximo, a sociedade colapsa, a lei desintegra-se e a Austrália mergulha na anarquia. (Eu disse que parecia uma prequela do Mad Max...) A história segue o percurso de Eric (Guy Pearce), um homem de pouquíssimas palavras e endurecido (à velha maneira dos westerns) pela perda da mulher e basicamente tudo o resto que fazia parte da vida anterior ao colapso. A única coisa que lhe resta é o carro, que acaba por ser roubado por um gangue de desordeiros. Nesse incidente, ganha a companhia de Reynolds (Robert Pattinson), um rapaz com alguns "problemas", que pertencia ao gangue, mas que foi deixado para trás como morto. Um vai tentar recuperar o seu carro, o outro vai tentar encontrar o irmão que o abandonou.
Não é propriamente uma história muito original, mas até está bem tratada em termos de narrativa. O principal problema é o ritmo do filme. Quase que se me parou o coração. O filme literalmente a a r r a a s s t a - s s e n n o t t e m m p o o. Para mim, é exagerado. Devido ao ritmo extremamente lento, The Rover acaba por se transformar num gigantesco anti-clímax sem fim. Chega a ser exasperante. Se calhar a intenção era mesmo essa, mas para mim não funcionou...
O sinal mais vai claramente para as prestações dos dois actores principais que estão soberbos. Fazem o filme praticamente sozinhos. Guy Pearce já há muito que mostrou ser um bom actor e dispensa apresentações, mas o que me surpreendeu mais foi mesmo o Robert Pattinson. Afinal, o rapaz não é apenas um teenager-vampiro... Está excelente.
O realizador, David Michôd, pelos vistos, teve uma excelente crítica ao anterior filme, Animal Kingdom, mas ainda não o vi. É a única coisa que conheço deste realizador. Pelo que vi em The Rover, até parece que é um autor que promete. Há muito bons pormenores espalhados por aqui e uma visão diferente do normal. Mas o ritmo do filme... estraga tudo. ●●○○○
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