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Ora bem, como é que eu hei-de explicar isto? Tomb Raider é um filme que é um remake baseado num reboot do jogo que lhe deu origem... Humm... Já me perdi um bocado...
Mais uma versão do Tomb Raider, agora com Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins a representarem papéis num filme realizado por Roar Uthaug.
Tomb Raider é igual ao jogo. Mesmo igual. Tudo copiadinho. Só que mais passivo, menos interessante e com mais pipocas. ●○○○○ pelo esforço técnico...

Burnt foi mais uma agradável surpresa. Quase que diria que Burnt é uma comédia romântica. Mas não é. É mais uma espécie de romance dramático. conta a história de um chef de topo, que depois de entrar numa espiral descendente de drogas e comportamento imprevisível, retorna mais tarde, sóbrio e empenhado para tentar ganhar o "santo graal" da culinária que é a apetecível estrela Michelin. Neste caso, recuperá-la.

Mas brincadeiras à parte, surpreendeu-me pela positiva. Está muito bem feito (John Wells), muito bem escrito e tem alto ritmo, se bem que muitas vezes pareça quase um telefilme. Mas para mim isso não é problema; desde que seja bem feito, tudo bem. Muito bons actores secundários (Omar Sy, Sienna Miller, Daniel Brühl, Alicia Vikander e duas pequenas aparições cheias de classe de Emma Thompson e Uma Thurman) e dois bons principais (Matthew Rhys e Bradley Cooper). Curiosamente, Bradley Cooper nem é um gajo que curto. Não sei muito bem porquê, mas não vou muito à bola com ele. Nem é por nada especial... é simplesmente daquelas coisas... daquelas sensações de falta de empatia. Mas aqui, diga-se, está muitíssimo bem e é ele que segura totalmente o filme. Muita tensão, muitas emoções à flor da pele, muito ritmo. Sem dúvida, Burnt (excelente título...) é para ver. ●●●○○

Após muita insistência dos estúdios e dos fãs, Matt Damon finalmente volta à personagem de Bourne. Jason Bourne. Mas está tão zangado com a situação que passa a maior parte do filme a esmurrar pessoas que lhe lembram precisamente que ele não quer voltar. Ele, Matt, está farto do Bourne. Ele já se lembra de tudo, os maus já morreram todos, a história já acabou, então porquê voltar? Ele só quer que o deixem em paz, que o deixar participar nos seus concursos de boxe amador contra musculados bruta-montes nas estepes geladas de um antigo país comunista qualquer...
Toda a gente sabia que Matt Damon estava em todo o lado, mas ninguém sabia que ele já não queria ser mais o Jason Bourne.
Até Paul Greengrass voltou aos comandos dos filmes Bourne para ver se dava a volta ao Matt Damon, mas ele... nada. Disseram-lhe que também lá estariam o senhor Tommy Lee Jones, a Alicia Vikander e o Vincent Cassel, um dos poucos gajos que parece, de facto, um verdadeiro mau da fita sem ser ridículo, mas mesmo assim, nada. Matt Damon não quer voltar. Não quer fazer mais de Bourne. E isso até se nota no filme. Está ali contrariado, a pensar que poderia estar a fazer novos filmes com novos argumentos, com novas personagens... Podia estar a fazer coisas diferentes... Desta vez ele até voltou à personagem, mas apenas para dizer que não volta nunca mais. ●●○○○


Quando se tem tudo, o que é que se pode querer mais? Mais que tudo. Pode-se ver o filme nesta perspectiva, mas essencialmente Ex Machina conta a história de um jovem programador que ganha uma viagem de sonho quando vence um concurso na empresa tecnológica onde trabalha. Ele irá encontrar-se com o CEO/génio eremita da empresa e participar numa experiência revolucionária: avaliar as capacidades (supostamente) humanas de um robot humanóide com Inteligência Artificial.
Ex Machina, apesar de ser mais um filme sobre AI, é positivamente um bom filme. Nota-se que Alex Garland realizou o filme com todas as influências absorvidas do tempo em colaborou com Danny Boyle, mas principalmente muita influência de Kubrick. Aliás, em determinados momentos, fiquei nitidamente com a ideia que se o Kubrick tivesse feito um filme sobre AI (e parece que esteve quase a fazê-lo) seria, quase de certeza, muito parecido com este Ex Machina. Pelo menos no aspecto estético, acho que saíria semelhante. Mas isso são conjecturas minhas...
O estreante realizador Alex Garland é um nome a estar atento. Apesar do ritmo por vezes descer demasiado, deu muito boas indicações neste thriller de ficção científica. A paranóia e a dúvida latente sobre quem afinal é humano e quem não é, e pequenos pormenores como a frieza e não-emoção numa cena com facas é simplesmente muito bom. Os actores são poucos (Domhnall Gleeson, Oscar Isaac e Alicia Vikander) mas muito bons e com muita intensidade. Uma lufada de ar fresco no género. Sem dúvida, para ver. ●●●○○


 
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