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Alguém aqui já viu o Wreck-it Ralph? Pois é provável. Bem, isto é a sequela. E é a mesma coisa. Só que em vez de se passar no cenário dos jogos arcade, agora passa-se no mundo da Internet, daí o nome...  Ralph Breaks the Internet. Mas tem piada? Tem alguma, muito esporadicamente, aqui e ali. Esta nova "entrega de fascículo" da dupla Phil Johnston e Rich Moore acrescenta alguma coisa à "entrega" anterior? Nada. Absolutamente nada. Melhorou em algum aspecto? Nem por isso e, pelo contrário, até acho que piorou. Safam-se as vozes empenhadas de John C. Reilly, Sarah Silverman, Gal Gadot e Alfred Molina para dar alguma vida e alma a um produto industrial para vender pipocas. Ralph Breaks the Internet existe apenas e só por motivos financeiro-contabilísticos. E isso eu nunca consigo perdoar. ○○○
Depois de andar a dar umas voltas pelo Universo, a tripulação da USS Enterprise é atacada e presa num planeta desconhecido. Ainda não sabem, mas o culpado é o Idris Elba. Deviam ter visto os outros filmes, porque tal como o episódio anterior, isto é uma cópia mais ou menos surrupiada de um episódio da série de filmes anterior. Seja como for, Shatner, Nimoy,... perdão!..., Kirk, Spock e restante tripulação têm de fugir do planeta e salvar novamente a Federação dos Planetas Unidos. E assim se chega a Star Trek: Beyond... o décimo terceiro filme da saga Star Trek., desta vez pela mãos de Justin Lin. Se alguém achava que era um exagero o Star Wars já ir para o 9.º ou 10.º filme então ainda não percebeu que isto nunca mais vai parar enquanto se venderem pipocas nos cinemas. Haverá mais aventuras da USS Enterprise? Que pergunta. Claro que vai haver. Pode mudar o elenco, o design da nave, os nomes dos planetas, a qualidade dos efeitos especiais, os conceitos de espaço e tempo, e até pode mudar toda a existência do Universo, mas há uma coisa que nunca muda: o desejo infinito dos estúdios de cinema em facturar. E para além disso, ainda há uma serie de temas que não foram abordados neste reboot: a nova equipa ainda não veio para Terra dos dias de hoje através de uma máquina do tempo; não trouxeram à baila os cyborgs e as máquinas "pensantes"; e ainda não foi abordada a questão ecológica que até está tão na moda hoje em dia... Quer dizer... Falta ainda tanta coisa para filmar... Por isso mesmo tenho a certeza absoluta que haverá um Star Trek IV, um V e mesmo um Star Trek VI... antes de fazerem um novo reboot. ●○○○○ P.S. Originalmente ia-lhe dar só uma bolinha, porque já tinha entrado no loop do sucesso sem fazer nada de novo... Mas tenho de lhe melhorar a classificação. Porque alguém que escolhe a Sabotage dos Beastie Boys sobe sempre na minha consideração... ●●○○○

Em Star Trek: Into Darkness, James T. Kirk, um eterno rebelde contra as autoridades superiores, volta a fazer das suas e desrespeita as ordens da Frota Estelar. Mas como qualquer bom rebelde, fá-lo por motivos maiores: salvar o seu fiel companheiro de aventuras, Spock. Por causa deste acto perde o comando da USS Enterprise para o Almirante Pike (Bruce Greenwood), que compreendendo a verdadeira razão, consegue colocá-lo novamente a bordo da mítica nave. É então que aparece um terrorista interplanetário, o super-humano geneticamente aperfeiçoado, Khan. Star Trek regressa com o novo elenco para se cimentar como um dos grandes blockbusters do momento. No papel de vilão, está o Benedict Cumberbatch, que até num vulgar filme de acção e explosões se consegue destacar. J.J. Abrams continua na cadeira da realização e demonstra claramente que é um dos melhores gajos neste ramo dos filmes de entretenimento-pipoca. ●●○○○

O sol está a morrer e Terra está ameaçada. A única solução é construir gigantescos motores por todo o mundo e literalmente deslocar a Terra para outro sistema solar. Por sorte há um novinho em folha a apenas 2500 anos de distância. Nada que assuste o carácter empreendedor dos nossos jovens heróis... e já agora dos argumentistas. Isto é que se chama pensar em grande. Daí o nome The Wandering Earth, ou no seu título original: Liu lang di qiu... (acho eu... [o meu mandarim anda um pouco enferrujado...])
Um filme para provar que nem só os americanos conseguem gastar rios de dinheiro para fazer filmes de chacha. Um sucedâneo americano do filme-desastre de acção, só que feito na China. Tem mais qualquer coisa que o normal, porque tem traços de anime. Por vezes fez-me lembrar uma conversão de anime para imagem real. Mas também posso ser só eu a ser mentalmente desencaminhado pela sonoridade oriental... Tirando isso, o costume. Verborreia digital, muita acção e fogo de artifício, muito pouco "sumo", o inevitável sacrifício do herói e um final feliz, miraculosamente conseguido quando faltam 3 segundos para o fim.
O que se destaca mais é o muito bom design da produção. Por acaso até está muito acima da média. Mas de resto é um pouco fracote. Medianamente bem realizado por Frant Gwo e pobremente interpretado por actores com nomes muitos sugestivos, tais como Jing Wu, Chuxiao Qu, Guangjie Li e Man-Tat Ng... Vê-se e esquece-se rapidamente, tal como os restantes "produtos" americanos do mesmo género. Apenas se diferencia um pouco da chachada habitual por causa dos sabores exóticos... ●○○○○

Ora bem, como é que eu hei-de explicar isto? Tomb Raider é um filme que é um remake baseado num reboot do jogo que lhe deu origem... Humm... Já me perdi um bocado...
Mais uma versão do Tomb Raider, agora com Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins a representarem papéis num filme realizado por Roar Uthaug.
Tomb Raider é igual ao jogo. Mesmo igual. Tudo copiadinho. Só que mais passivo, menos interessante e com mais pipocas. ●○○○○ pelo esforço técnico...

Uma das razões porque continuo a ver filmes Marvel é porque espero uma surpresa. Mas não. É sempre a mesma coisa. A mesma estrutura de argumento, a mesma história, as mesmas cenas de acção, os mesmo efeitos super-especiais, o mesmo tudo. É sempre igual. O que é totalmente normal. Há milhões de fãs que querem ver sempre a mesma coisa, portanto porquê mudar? É que ainda perdiam a clientela... Não faz sentido mudar e eu entendo.
E assim chegamos a Black Panther, super-herói menor da Marvel que ganhou muita visibilidade (e bilheteira) porque há um problema racial crescente nos EUA. Tremendo êxito de bilheteira, integralmente criado pelo hype mediático e pelo momento social da América. Só por causa disto. Porque o filme é exactamente igual às restantes "entregas" da Marvel. É um filme de super-heróis, blá, blá, blá, tudo igual aos outros. A principal diferença deste para os restantes, é que praticamente não tem actores brancos. Quer dizer, há dois, mas aparecem tão poucas vezes, que quase não conta. Seguem-se os próximos capítulos, que por este andar serão dedicados a outros "grupos" ou minorias étnicas, se os estudos de mercado que são previamente encomendados antes de se fazer estes filmes assim o "mandarem". Uma palhaçada de Ryan Coogler com Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Martin Freeman, Angela Bassett, Forest Whitaker e Andy Serkis em montes de papéis redundantes... mas uma palhaçada que dá muuuuuito dinheiro. Daí que também o elenco também tenha de ser extenso... É para continuar igual. Sem surpresas... ●○○○○

Uma das melhores coisas que os recentes filmes de super-heróis têm é que me poupam imenso tempo. É que dar uma de crítico de cinema, na actualidade, é um trabalho a tempo inteiro. Um gajo ainda está a acabar de ver um filme e já saiu outro novo. "Novo", que é como quem diz, porque na realidade é sempre o mesmo filme... "novo". O panorama actual é alucinante: são lançamentos constantes, uns atrás dos outros. Uma pessoa nem tem tempo para escrever. Isto de fazer uma avaliação a todos os filmes que se viu, acaba por se tornar uma profissão a tempo inteiro, senão não dá escoamento.
Daí que, nesse aspecto, estes filmes de super-heróis sejam muito melhores que os outros filmes "normais" que têm histórias e tudo o resto. Um gajo não precisa de aprofundar muito a questão. É só pôr mais pipocas a estalar e está pronto.

Guardians of the Galaxy (de James Gunn) é o filme típico de acção, explosões e super-heróis da Marvel. Como é divertido, ainda se consegue ver. Tem boas piadas e a banda sonora dos 80's ajuda como sempre, porque, tal como a década em si, é a melhor de sempre. Tem uns actores simpáticos (Chris Pratt, Zoe Saldana, Michael Rooker, mais as vozes de Vin Diesel e Bradley Cooper), a mesma história batida de sempre (isto é para duas horitas de diversão sem estar a pensar em mais nada, não é para debates filosóficos), o mesmo final feliz em aberto (caso o lucro de bilheteira exija uma sequela)... e é isso. Pipoca, com o sabor agradável do costume. ●○○○○




Já o Guardians of the Galaxy, vol. 2 (também de James Gunn) é simplesmente intragável. Exageraram no açúcar, e pior ainda, nem sequer conseguiram arranjar música fixe dos anos 80. É preciso ser mesmo incompetente... Não tem pés, cabeça, história, nada... Só tem mesmo fogo de artifício. É uma colagem de cenas de acção com uma suposta história pelo meio que nunca chega verdadeiramente a sê-la porque a montagem é tão rápida e tão entrecruzada com cenas de acção desnecessárias que não dá tempo. É isso. Aliás, é dos argumentos mais idiotas que alguma vez vi. É de uma leviandade que nem tenho palavras. Basicamente, o man principal é filho de Deus (sim, o "Deus" omnipotente que criou todo o universo...) e como não está de acordo com a sua actuação e pretensões para o futuro da humanidade, mata-o... Hã!? Nem me vou alongar mais neste assunto. Parece-me que o pessoal da Marvel perdeu um bocadinho a noção do rídículo, mas tudo bem. Lá está, isto não é para pensar, isto é para consumir. É para meter a mão no balde das pipocas e mais nada. É que o foguetório dos efeitos especiais digitais são ilimitados, mas a estupidez parece que não... Ou será ao contrário? Estes filmes "epilépticos" deixam-me sempre confuso...
Mas na realidade isso nem sequer interessa para nada. O que interessa é o saldo final. Pagou a produção e deu lucro? Se não, fica por aqui... ou faz-se um reboot. Se sim, então venha daí o Vol. 3 que deve ser ainda mais espectacular. Parece que o próximo filme vai estrear em 4D, com um ligeiro cheiro a pipocas banhadas em manteiga queimada e canela... ○○○○○

As maiores trilobites do mundo foram encontradas na freguesia de Canelas, concelho de Arouca...
Acho que as trilobites não são do mesmo tempo que o Hércules, mas ainda assim é um facto científico e histórico interessante. E esta é a única coisa interessante neste post... Quanto aos filmes, nem vale a pena alongar muito os comentários de tão maus que são... Hércules, mesmo sendo uma personagem mitológica, deve estar bastante chateado pela forma como foi tratado aqui...

Hercules foi feito exclusivamente para vender pipocas e, vá lá, Brett Ratner ainda se dá ao trabalho de tentar criar algo novo. Tem alguns actores interessantes que podem de facto (tentar) fazer o seu trabalho, como Rufus Sewell, Joseph Fiennes, Dwayne Johnson (que é aquela máquina de músculos do costume) e John Hurt que é um senhor em qualquer filme. Tem muitos efeitos especiais e muita acção. O costume do género.  ●○○○○


The Legend of Hercules é uma tentativa descarada de levar as pessoas a comprar pipocas a pensar que é o outro filme. Parece uma mistura de 300 com Gladiator, mas sem bons actores, sem uma história em condições e basicamente... sem nada que valha a pena ver. É daqueles filmes que quando chega ao fim, uma pessoa encolhe os ombros... e fica sem palavras. ○○○○○

 
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