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The Mask não precisa de grandes apresentações. Foi um sucesso estrondoso e acho que toda a gente o conhece. É sobre um desajeitado trabalhador da banca que encontra uma máscara verde que lhe dá poderes extraordinários. Um desses poderes é transformar-se numa personagem dos Looney Tunes, mas em carne e osso...
Com tantos barulhinhos, jeitos e trejeitos, é uma personagem meio irritante, mas The Mask é uma boa personagem. Por acaso, sempre pensei que era um original, mas pelos vistos é baseado nas BDs da Dark Horse. Pensando bem, só podia.
É incrível, mas apenas em 20 anos, as "cenas" digitais já começam a marcar o filme. Para a altura, estavam muito bem feitas e eram um espectáculo visual totalmente novo. Agora, já parecem "efeitos de plástico" de uma produção Sy-Fy. Mas acho que são uma boa extensão para as caretas do Jim Carrey, gajo que curto bastante. Não podia ser outro gajo a fazer este filme. Não sei porquê, mas acho que ele tem bastante potencial dramático; nunca percebi porque não deu o salto para fora das "caretas"... Também há Peter Greene, Amy Yasbeck, Peter Riegert, Richard Jeni e a Cameron Diaz em estreia absoluta no cinema.
Sei que também saiu uma sequela (acho que era o Filho da Máscara ou qualquer coisa assim do género) mas recusei-me a ver. The Mask, apesar de ter palhaçada a mais para o meu gosto, é "original" e é um filme simpático. Vê-se. ●●○○○

Hellboy nasce de mais uma adaptação da BD. Desta vez da Dark Horse Comics. Nunca fui um grande adepto de BDs por isso o meu conhecimento é um pouco limitado. Talvez por causa disso, Hellboy não me tenha entediado tanto quanto as aventuras dos super-heróis do universo Marvel. Ser uma BD muito mais negra que o habitual provavelmente também ajuda. A não ser que alguém não considere como negro, a história do filho de um demónio, nascido nas profundezas do Inferno e que é a chave para o Apocalipse... Acho que se pode considerar como uma história bastante negra.
Em cima disso, Guillermo del Toro conseguiu criar dois filmes que têm um tom (ainda) mais descontraído do que o normal do estilo, o que faz com que sejam muito divertidos de se ver. São puro entretenimento e uma boa dose de fantasia. Del Toro afirma-se cada vez mais como o "homem" do fantástico no cinema moderno. É muito bom, porque é sempre um tema muito maltratado e que precisa de bons realizadores. O grande destaque nos dois filmes é mesmo Guillermo del Toro.
Além disso, também tem John Hurt que me leva sempre para 1984, e Ron Perlman como protagonista
principal, o que só por si já é um ponto positivo. Eu diria que o Hellboy é melhor que o Hellboy 2: The Golden Army, mas isso deve ser o efeito novidade a funcionar. Boas cenas de acção, diálogos inteligentes e histórias bem escritas são tudo menções louváveis. Os efeitos especiais vão de q.b. a exagerados, como é normal no estilo, mas não afectam muito os filmes. As caracterizações são excepcionalmente boas.
São essencialmente filmes para pipocas, mas bonzitos. São filmes para ver no sofá, num domingo chuvoso, mas ainda assim, que valem a pena perder umas horas para ver. ●●○○○


 
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