Porquê? Porquê? PORQUÊ? Estou preso num eterno loop de box hits e parece que nunca mais vou sair desta moda estúpida de reboots e re-coisos... Tento desesperadamente arranjar algo positivo para dizer mas não consigo. Fico-me por aqui... Apenas uma referência para o David "Stranger Things" Harbour e para o Ian McShane que mereciam melhor que este Hellboy. Como é mais gore que as entregas anteriores lembraram-se de ir buscar a Milla Jovovich. A evitar. ●○○○○
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The Shape of Water conta a história de amor entre um ser anfíbio (mitológico?!) preso num laboratório secreto e uma mulher muda que também lá trabalha. Ambientado na década de 60 é uma história estranha e diferente. Acaba por funcionar um pouco como uma homenagem aos grandes monstros clássicos do cinema assim como aos desajustados e outsiders deste mundo.
Gostei do tom geral mas também tenho de dizer que não gostei do início com aquele tom exageradamente sexual. Parece deslocado do resto do filme e inclusive vai decrescendo até desaparecer totalmente. Acho que a lógica dessa inclusão sexual foi uma forma de mandar alguns pais com filhos para fora da sala de cinema. É que o filme tem um tom inegavelmente de fábula e parece que Del Toro quis um público exclusivamente adulto. Por mim, Del Toro, pode fazer o que quiser. Tem crédito para isso, porque é simplesmente o melhor realizador do fantástico do momento. Aliás, já o é há alguns anos. Se ainda existe a temática da fantasia no cinema moderno - sem ser aparvalhado ou disneyficado - isso deve-se em grande parte ao Guillermo del Toro. É um gajo impecável. Tão impecável que foi o primeiro gajo na história a ganhar um Óscar para melhor filme com um filme de ficção científica. Tem uma realização tão segura, de uma precisão e de uma qualidade que é de louvar. Tem sempre uma belíssima história para contar, sempre muito bem escrita e sempre muito contada por excelentes actores. Neste caso o destaque vai para Sally Hawkins, Richard Jenkins e Octavia Spencer, sendo que nunca consigo deixar de mencionar o Michael Shannon como (provavelmente) o melhor actor da actualidade, ou pelo menos, o mais multifacetado.
A única coisa que me "chateou" no Shape of Water é exactamente a personagem do anfíbio. Apesar da negação de Del Toro, não consigo descolar da personagem Abe Sapien do HellBoy. Talvez seja a "fatiota" e a aparência geral, talvez seja porque o actor que lhe dá corpo é o mesmo: Doug Jones. Mas pensando bem, também é muito parecido com a criatura de Creature from the Black Lagoon. Pode ser só coincidência ou apenas uma inspiração inconsciente, mas quem sabe? O que sei é que é bom voltar atrás no tempo, a um altura em que ainda existiam fábulas e fantasia... Não é o melhor filme de sempre - como ouvi muita gente dizer!(?!) - mas é muito bom. ●●●●○
Gostei do tom geral mas também tenho de dizer que não gostei do início com aquele tom exageradamente sexual. Parece deslocado do resto do filme e inclusive vai decrescendo até desaparecer totalmente. Acho que a lógica dessa inclusão sexual foi uma forma de mandar alguns pais com filhos para fora da sala de cinema. É que o filme tem um tom inegavelmente de fábula e parece que Del Toro quis um público exclusivamente adulto. Por mim, Del Toro, pode fazer o que quiser. Tem crédito para isso, porque é simplesmente o melhor realizador do fantástico do momento. Aliás, já o é há alguns anos. Se ainda existe a temática da fantasia no cinema moderno - sem ser aparvalhado ou disneyficado - isso deve-se em grande parte ao Guillermo del Toro. É um gajo impecável. Tão impecável que foi o primeiro gajo na história a ganhar um Óscar para melhor filme com um filme de ficção científica. Tem uma realização tão segura, de uma precisão e de uma qualidade que é de louvar. Tem sempre uma belíssima história para contar, sempre muito bem escrita e sempre muito contada por excelentes actores. Neste caso o destaque vai para Sally Hawkins, Richard Jenkins e Octavia Spencer, sendo que nunca consigo deixar de mencionar o Michael Shannon como (provavelmente) o melhor actor da actualidade, ou pelo menos, o mais multifacetado.
A única coisa que me "chateou" no Shape of Water é exactamente a personagem do anfíbio. Apesar da negação de Del Toro, não consigo descolar da personagem Abe Sapien do HellBoy. Talvez seja a "fatiota" e a aparência geral, talvez seja porque o actor que lhe dá corpo é o mesmo: Doug Jones. Mas pensando bem, também é muito parecido com a criatura de Creature from the Black Lagoon. Pode ser só coincidência ou apenas uma inspiração inconsciente, mas quem sabe? O que sei é que é bom voltar atrás no tempo, a um altura em que ainda existiam fábulas e fantasia... Não é o melhor filme de sempre - como ouvi muita gente dizer!(?!) - mas é muito bom. ●●●●○
Hellboy nasce de mais uma adaptação da BD. Desta vez da Dark Horse Comics. Nunca fui um grande adepto de BDs por isso o meu conhecimento é um pouco limitado. Talvez por causa disso, Hellboy não me tenha entediado tanto quanto as aventuras dos super-heróis do universo Marvel. Ser uma BD muito mais negra que o habitual provavelmente também ajuda. A não ser que alguém não considere como negro, a história do filho de um demónio, nascido nas profundezas do Inferno e que é a chave para o Apocalipse... Acho que se pode considerar como uma história bastante negra.
Em cima disso, Guillermo del Toro conseguiu criar dois filmes que têm um tom (ainda) mais descontraído do que o normal do estilo, o que faz com que sejam muito divertidos de se ver. São puro entretenimento e uma boa dose de fantasia. Del Toro afirma-se cada vez mais como o "homem" do fantástico no cinema moderno. É muito bom, porque é sempre um tema muito maltratado e que precisa de bons realizadores. O grande destaque nos dois filmes é mesmo Guillermo del Toro.
Além disso, também tem John Hurt que me leva sempre para 1984, e Ron Perlman como protagonista
principal, o que só por si já é um ponto positivo. Eu diria que o Hellboy é melhor que o Hellboy 2: The Golden Army, mas isso deve ser o efeito novidade a funcionar. Boas cenas de acção, diálogos inteligentes e histórias bem escritas são tudo menções louváveis. Os efeitos especiais vão de q.b. a exagerados, como é normal no estilo, mas não afectam muito os filmes. As caracterizações são excepcionalmente boas.
São essencialmente filmes para pipocas, mas bonzitos. São filmes para ver no sofá, num domingo chuvoso, mas ainda assim, que valem a pena perder umas horas para ver. ●●○○○
Em cima disso, Guillermo del Toro conseguiu criar dois filmes que têm um tom (ainda) mais descontraído do que o normal do estilo, o que faz com que sejam muito divertidos de se ver. São puro entretenimento e uma boa dose de fantasia. Del Toro afirma-se cada vez mais como o "homem" do fantástico no cinema moderno. É muito bom, porque é sempre um tema muito maltratado e que precisa de bons realizadores. O grande destaque nos dois filmes é mesmo Guillermo del Toro.
Além disso, também tem John Hurt que me leva sempre para 1984, e Ron Perlman como protagonista
principal, o que só por si já é um ponto positivo. Eu diria que o Hellboy é melhor que o Hellboy 2: The Golden Army, mas isso deve ser o efeito novidade a funcionar. Boas cenas de acção, diálogos inteligentes e histórias bem escritas são tudo menções louváveis. Os efeitos especiais vão de q.b. a exagerados, como é normal no estilo, mas não afectam muito os filmes. As caracterizações são excepcionalmente boas.
São essencialmente filmes para pipocas, mas bonzitos. São filmes para ver no sofá, num domingo chuvoso, mas ainda assim, que valem a pena perder umas horas para ver. ●●○○○
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