A DC Comics não tem matéria prima suficiente para fazer filmes em condições. Esta é a dura realidade. Tem os dois melhores super-heróis de toda a banda desenhada (Superman e Batman), mas depois, tirando alguns vilões (tipo o Joker...) não tem mais nada que se aproveite. Daí que tenha que o pessoal da DC tenha que queimar os neurónios para tentar reunir personagens com alguma força para fazer uns filmitos e conseguir rivalizar com o gigantesco universo da Marvel.
O problema é que a DC Comics está sempre a dar tiros nos pés. Desta vez tentaram sacar um coelho da cartola... e o desfecho foi terem matado o coelho... e queimado gravemente os neurónios... O resultado é este Suicide Squad (realizado por David Ayer) que é simplesmente um insulto à inteligência. Não consigo ser mais simpático que isto. Não tem nada que se aproveite. Tirando a personagem da Harley Quinn (e é por causa da performance da Margot Robbie e não pela personagem em si), tudo é uma infantilidade que nem consigo exprimir-me correctamente. É que nem a figura do Joker se safa, e isso é mesmo difícil de conseguir... É muito mau...
Este filme deveria ser estudado nas universidades de tão mau que é. O argumento é infantil. Depois de apresentar as personagens, o resto do filme é um enorme corredor de porrada atá à cena final com o boss. É ridículo. Vamos lá a ver. O vilão é uma bruxa imortal (Cara Delevingne) com feitiços poderosos e que consegue desaparecer em fumo e efeitos especiais digitais. Também tem um irmão imortal que é um deus vivo que ninguém consegue derrotar. Nem com bazucas, nem com helicópteros, nem com tanques, nem com nada. Juntos querem-se vingar da humanidade por já não os adorarem como antigamente e decidem então criar uma máquina complexa que vai dizimar o planeta. Ninguém, nem nenhuma arma os consegue parar. Qual é então a solução da DC Comics? Ir buscar uns presos com particularidades de super-heróis... ou quase. Vejamos. Deadshot (Will Smith) adora armas e não falha um tiro. Harley Quinn (Margot Robbie) usa um bastão de madeira e roupas curtas. Killer Croc (Adewale Akinnuoye-Agbaje) é uma espécie de... crocodilo?? Captain Boomerang (Jai Courtney) tem umas faquinhas tipo boomerang?... e um unicórnio cor de rosa??? Katana (Karen Fukuhara) usa uma catana? e Diablo (Jay Hernandez) tem o poder do fogo. Tirando este último gajo, o único com super-poderes, o que raios poderia esta gente fazer contra o poderio dos super-vilões? É um pouco estranho estar a discutir lógica num filme de super-heróis, mas tem de haver uma racionalidade mínima, senão para a próxima desencantam um bebé transparente com poderes de parar o tempo e distorcer o espaço, ou outra treta estúpida qualquer... Até porque na cena final, mesmo com todos os poderes deste mundo, os super-vilões decidem andar ao soco e ao pontapé, vá-se lá perceber porquê... E depois até gozam com a inconsistência dos acontecimentos quando a senhora (Viola Davis) que os recruta, depois de estar com coisas no cérebro, numa cena metafísica qualquer, de repente já aprece normal depois dos vilões serem derrotado com uma bomba... É estúpido. E o Joker (Jared Leto)? Está aqui nesta história, porquê? Qual é a relação? Tinham posto a figura no poster promocional e depois não sabiam o que lhe fazer? Não faz sentido nenhum... Este filme é estúpido. Não faz sentido nenhum. Nem consigo pensar direito... São duas horas a ver uma história infantil, desmiolada e sem nexo nenhum. Fico de boca aberta a ver estas coisas... ○○○○○
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Joker é um excelente filme e foi totalmente inesperado. Mas também é um filme perigoso. E é perigoso porque em traços muito gerais diz: matem os ricos. O dinheiro é a raiz de todos os males e os ricos, porque têm muito dinheiro, são as folhas que brotam da raiz do mal. Não é por nada que após a estreia do filme, venderam-se milhares de máscaras do Joker e elas apareceram misturadas em manifestações juntamente com a máscara também icónica do Guy Fawkes. De certo forma, elas representam a mesma coisa: a oposição à massa elitista e reinante que menospreza o "pequeno e anónimo cidadão", que não é mais que um "criado" destinado a servir o "amo". Joker tornou-se imediatamente num símbolo. Aquele look tornou-se numa máscara para representar os oprimidos... Pensando um bocado no estado do mundo, cheira-me que, mais cedo ou mais tarde, vamos ver muitas máscaras destas por aí...
Mas deixando as questões das desigualdades económicas e sociológicas para outra altura, a personagem do Joker é talvez o melhor vilão de sempre. Já é a terceira vez que faz aparições memoráveis. Jack Nicholson (como sempre a fazer dele próprio, que é como quem diz, excepcional), Heath Legder (sem dúvida nenhuma, o melhor de todos) e agora Joaquin Phoenix (noutro registo completamente diferente). Três grandes actores a darem corpo a uma personagem que tem lentamente evoluído para algo muito maior que simplesmente ser o "mau" que se opõe ao Batman. Como personagem, a vantagem de Joker em relação a outras personagens da BD é que ele não tem uma história de fundo. Não existe a históoria de como surgiu o Joker. Cada um pode imaginar o que quiser. É por isso que ao longo do tempo, e conforme o filme em questão, Joker tem vários nomes e nunca ninguém percebeu muito bem porque é que ele é assim, porque é que tem aquela aparência ou porque é que ele tem os impulsos maníacos que tem. É um vilão sem amarras e sem história. O que o torna no mais perigoso de todos.
Mas neste filme, o Joker é muito mais que um vilão. Aqui, nem sequer parece fazer parte do universo DC Comics e do mundo fantástico dos super-heróis e super-vilões. Aqui, Joker é um gajo "normal". Ele não quer dominar o mundo, tornar-se líder do sub-mundo do crime ou perseguir os bons da fita porque é o "vilão" e é isso que uma pessoa espera. Joker é simplesmente uma figura que tenta fazer pela vida, que quer ter uma vida normal, mas que é menosprezada, espancada, espezinhada e posta de parte da sociedade, porque é diferente dos restantes. E quando uma personagem destas se "passa" da cabeça e consegue ganhar algum protagonismo e poder, eventualmente, alguém vai pagá-las. Por isso é que eu disse que Joker é um filme perigoso. É que isto já não é ficção. Isto já não é um super-vilão. Isto já alcança a realidade do dia-a-dia e isto revê-se na actualidade. De certa forma, está implícito que ao virar de uma qualquer esquina pode aparecer o próximo Joker. E pode vir armado. Ou vir acompanhado com outros Jokers. Por isso, Joker não só é um filme perigoso, como é complexo na forma como vê e mostra a sociedade e por causa disso vai ser sempre polémico. Ultrapassa a ficcionalidade do cinema e ocupa as ruas.
Não deixa de ser curioso que seja um realizador de comédia a pegar no Joker desta forma. Faz todo o sentido. Não há nada pior que um palhaço frustrado e humilhado. Acho que Todd Phillips deu um salto épico em frente, na forma como pegou no tema. O filme é excepcional pela intensidade e pela tensão constante. Muito rapidamente uma pessoa se apercebe que está a ver um drama moderno e não um vulgar filme de super-vilões.
A ambiência do filme é do melhor que já tenho visto e isso em parte é devido à banda sonora original de Hildur Guðnadóttir que é excepcional. A música é tão importante neste filme porque ela foi criada à posteriori para que pudesse dar o tom certo às próprias filmagens. E mesmo a música que não foi composta para o filme foi espectacularmente bem escolhida. Aquele Joker completamente fora da realidade, a dançar a escadaria ao som daquela música imaginária que só passa na sua cabeça... Já é uma cena icónica do cinema. Não é todos os dias que se vê uma coisa dessas acontecer. É preciso ver muitos filmes para encontrar momentos únicos deste género. Mas os pontos positivos são muitos mais. A cinematografia e a estética visual tem óbvias influências dos filmes "violentos" de rua da Nova York dos anos 70, como o Death Wish, o The French Connection ou o Taxi Driver. Foi mais uma excelente escolha, porque cria um ambiente que é imediatamente reconhecível.
O casting é todo muito bom (Zazie Beetz, Frances Conroy, Brett Cullen e com Robert De Niro à cabeça porque já é uma lenda viva), mas como é óbvio todo o destaque tem de ir para Joaquin Phoenix, porque simplesmente rouba todo o show. É mais uma daquelas interpretações que vai ficar para a história. Não só pela questão física (Phoenix absolutamente esquelético e quase irreconhecível) mas principalmente pela carga psicológica que consegue transmitir e que passa para a tela. Genial. Acho que é mais uma performance que vai deixar marcas no actor. Nota-se que aquilo foi tão emotivo, tão visceralmente profundo, que Phoenix ficará marcado pelo Joker para sempre. Há alturas que eu noto que o "Método" leva o actores um pouco longe demais; vão tão para dentro das personagens, que quando saem, um pouco da personagem vem com eles: acho que este é mais um dos casos. Mas também o Joaquin Phoenix sempre teve aquele crazy eye característico... e sempre achei que vivia muito mais gente dentro daquela cabeça. Joaquin Phoenix é um gajo à maneira...
Nos últimos tempos, não me lembro de ter visto um filme que me enchesse tanto as medidas como este Joker. Brilhante. Surpreendente. Faltam-me adjectivos. Não estava nada à espera desta pancada. Pensei que ia ver um filme normal e sem dúvida nenhuma, acabei por ver o melhor filme de 2019. We are all clowns. Obrigatório. ●●●●●
Mas deixando as questões das desigualdades económicas e sociológicas para outra altura, a personagem do Joker é talvez o melhor vilão de sempre. Já é a terceira vez que faz aparições memoráveis. Jack Nicholson (como sempre a fazer dele próprio, que é como quem diz, excepcional), Heath Legder (sem dúvida nenhuma, o melhor de todos) e agora Joaquin Phoenix (noutro registo completamente diferente). Três grandes actores a darem corpo a uma personagem que tem lentamente evoluído para algo muito maior que simplesmente ser o "mau" que se opõe ao Batman. Como personagem, a vantagem de Joker em relação a outras personagens da BD é que ele não tem uma história de fundo. Não existe a históoria de como surgiu o Joker. Cada um pode imaginar o que quiser. É por isso que ao longo do tempo, e conforme o filme em questão, Joker tem vários nomes e nunca ninguém percebeu muito bem porque é que ele é assim, porque é que tem aquela aparência ou porque é que ele tem os impulsos maníacos que tem. É um vilão sem amarras e sem história. O que o torna no mais perigoso de todos.
Mas neste filme, o Joker é muito mais que um vilão. Aqui, nem sequer parece fazer parte do universo DC Comics e do mundo fantástico dos super-heróis e super-vilões. Aqui, Joker é um gajo "normal". Ele não quer dominar o mundo, tornar-se líder do sub-mundo do crime ou perseguir os bons da fita porque é o "vilão" e é isso que uma pessoa espera. Joker é simplesmente uma figura que tenta fazer pela vida, que quer ter uma vida normal, mas que é menosprezada, espancada, espezinhada e posta de parte da sociedade, porque é diferente dos restantes. E quando uma personagem destas se "passa" da cabeça e consegue ganhar algum protagonismo e poder, eventualmente, alguém vai pagá-las. Por isso é que eu disse que Joker é um filme perigoso. É que isto já não é ficção. Isto já não é um super-vilão. Isto já alcança a realidade do dia-a-dia e isto revê-se na actualidade. De certa forma, está implícito que ao virar de uma qualquer esquina pode aparecer o próximo Joker. E pode vir armado. Ou vir acompanhado com outros Jokers. Por isso, Joker não só é um filme perigoso, como é complexo na forma como vê e mostra a sociedade e por causa disso vai ser sempre polémico. Ultrapassa a ficcionalidade do cinema e ocupa as ruas.
Não deixa de ser curioso que seja um realizador de comédia a pegar no Joker desta forma. Faz todo o sentido. Não há nada pior que um palhaço frustrado e humilhado. Acho que Todd Phillips deu um salto épico em frente, na forma como pegou no tema. O filme é excepcional pela intensidade e pela tensão constante. Muito rapidamente uma pessoa se apercebe que está a ver um drama moderno e não um vulgar filme de super-vilões.
A ambiência do filme é do melhor que já tenho visto e isso em parte é devido à banda sonora original de Hildur Guðnadóttir que é excepcional. A música é tão importante neste filme porque ela foi criada à posteriori para que pudesse dar o tom certo às próprias filmagens. E mesmo a música que não foi composta para o filme foi espectacularmente bem escolhida. Aquele Joker completamente fora da realidade, a dançar a escadaria ao som daquela música imaginária que só passa na sua cabeça... Já é uma cena icónica do cinema. Não é todos os dias que se vê uma coisa dessas acontecer. É preciso ver muitos filmes para encontrar momentos únicos deste género. Mas os pontos positivos são muitos mais. A cinematografia e a estética visual tem óbvias influências dos filmes "violentos" de rua da Nova York dos anos 70, como o Death Wish, o The French Connection ou o Taxi Driver. Foi mais uma excelente escolha, porque cria um ambiente que é imediatamente reconhecível.
O casting é todo muito bom (Zazie Beetz, Frances Conroy, Brett Cullen e com Robert De Niro à cabeça porque já é uma lenda viva), mas como é óbvio todo o destaque tem de ir para Joaquin Phoenix, porque simplesmente rouba todo o show. É mais uma daquelas interpretações que vai ficar para a história. Não só pela questão física (Phoenix absolutamente esquelético e quase irreconhecível) mas principalmente pela carga psicológica que consegue transmitir e que passa para a tela. Genial. Acho que é mais uma performance que vai deixar marcas no actor. Nota-se que aquilo foi tão emotivo, tão visceralmente profundo, que Phoenix ficará marcado pelo Joker para sempre. Há alturas que eu noto que o "Método" leva o actores um pouco longe demais; vão tão para dentro das personagens, que quando saem, um pouco da personagem vem com eles: acho que este é mais um dos casos. Mas também o Joaquin Phoenix sempre teve aquele crazy eye característico... e sempre achei que vivia muito mais gente dentro daquela cabeça. Joaquin Phoenix é um gajo à maneira...
Nos últimos tempos, não me lembro de ter visto um filme que me enchesse tanto as medidas como este Joker. Brilhante. Surpreendente. Faltam-me adjectivos. Não estava nada à espera desta pancada. Pensei que ia ver um filme normal e sem dúvida nenhuma, acabei por ver o melhor filme de 2019. We are all clowns. Obrigatório. ●●●●●
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Pode parecer que esta maluqueira com adaptações de BDe desenhos animados a chegarem ao cinema às catadupas é um fenómeno recente. Infelizmente não é. É mais um daqueles casos em que a história se repete. Depois de chegar à TVs de todo o mundo e de ter conquistado o coração de muitas crianças (e as carteiras dos pais, no caso da bonecada de plástico e restante merchandising), He-Man e restantes personagens da série Masters of the Universe chegam finalmente ao grande ecrã no (já longínquo, para não dizer dinossáurico) ano de 1987.
Para quem não conhece, He-Man e os Masters of the Universe é uma criação animada da Mattel que, pessoalmente, vi em desenhos animados nos meados do anos 80. Também deu uma série de figuras de acção e um sem fim de parafernália de plástico para a criançada. Acho que ainda tenho, tipo uns bonecos ou algo semelhante do He-Man. Era uma mistura exótica de feitiçaria medieval, lutas de espadas, tecnologia espacial e armas de raios laser. Só mesmo nos anos 80...
Apesar dos muitos méritos da criação original da Mattel, quando chegou ao grande ecrã, He-Man espalhou-se ao comprido. Logo à partida havia o preconceito dos bons actores em aparecem nestas produções "menores" de acção e aventura (sintomática a participação de Frank Langella, apenas atrás da máscara), o que fazia com que os estúdios optassem por actores desconhecidos ou de segundo plano no campo da representação (Dolph Lundgren, Meg Foster, James Tolkan, Courteney Cox), o que normalmente resultava mal.
Ainda por cima, naquela altura, o músculo e as miúdas bonitas vendiam o produto (espera! isso ainda funciona bem hoje em dia!!!), os efeitos apareciam para disfarçar as debilidades da história básica, e os guiões acrescentavam cenas de acção sem nexo para o tempo do filme ser mais comprido apenas para justificar mais uma ida ao balcão dos refrigerantes e das pipocas. Ou seja, não era muito diferente de hoje em dia, tirando o facto que estas adaptações sendo uma coisa com um target muito bem definido e especifico (apenas os teenagers) eram ainda mais mal tratados que hoje em dia. Em parte, filmes ridículos como Masters of the Universe foram a semente dos grandes blockbusters de super-heróis e restantes infindáveis adaptações que vemos aí aos montes. A diferença é que naquela altura os grandes actores não eram seduzidos por cachets milionários, os fãs apareciam timidamente e ainda não existiam como os conhecemos hoje em dia, e só então os estúdios começavam a perceber o potencial financeiro do teenager como consumidor de "produtos de cinema". Para além disso, os críticos não tinham de olhar para o resultado financeiro do box office antes de atirem estas produções para debaixo do autocarro das críticas negativas. O mundo do cinema era outro e muito mais simples. Mas foi com flops financeiros e de crítica como o Masters of the Universe que o cinema chegou ao actual estado. Seja em 1967, 1987 ou 2027 estes filmes vão sempre existir. Desde que sejam bem feitos, por mim tudo bem. Mas não é este o caso. Espera-se a qualquer momento um remake... ●○○○○
Para quem não conhece, He-Man e os Masters of the Universe é uma criação animada da Mattel que, pessoalmente, vi em desenhos animados nos meados do anos 80. Também deu uma série de figuras de acção e um sem fim de parafernália de plástico para a criançada. Acho que ainda tenho, tipo uns bonecos ou algo semelhante do He-Man. Era uma mistura exótica de feitiçaria medieval, lutas de espadas, tecnologia espacial e armas de raios laser. Só mesmo nos anos 80...
Apesar dos muitos méritos da criação original da Mattel, quando chegou ao grande ecrã, He-Man espalhou-se ao comprido. Logo à partida havia o preconceito dos bons actores em aparecem nestas produções "menores" de acção e aventura (sintomática a participação de Frank Langella, apenas atrás da máscara), o que fazia com que os estúdios optassem por actores desconhecidos ou de segundo plano no campo da representação (Dolph Lundgren, Meg Foster, James Tolkan, Courteney Cox), o que normalmente resultava mal.
Ainda por cima, naquela altura, o músculo e as miúdas bonitas vendiam o produto (espera! isso ainda funciona bem hoje em dia!!!), os efeitos apareciam para disfarçar as debilidades da história básica, e os guiões acrescentavam cenas de acção sem nexo para o tempo do filme ser mais comprido apenas para justificar mais uma ida ao balcão dos refrigerantes e das pipocas. Ou seja, não era muito diferente de hoje em dia, tirando o facto que estas adaptações sendo uma coisa com um target muito bem definido e especifico (apenas os teenagers) eram ainda mais mal tratados que hoje em dia. Em parte, filmes ridículos como Masters of the Universe foram a semente dos grandes blockbusters de super-heróis e restantes infindáveis adaptações que vemos aí aos montes. A diferença é que naquela altura os grandes actores não eram seduzidos por cachets milionários, os fãs apareciam timidamente e ainda não existiam como os conhecemos hoje em dia, e só então os estúdios começavam a perceber o potencial financeiro do teenager como consumidor de "produtos de cinema". Para além disso, os críticos não tinham de olhar para o resultado financeiro do box office antes de atirem estas produções para debaixo do autocarro das críticas negativas. O mundo do cinema era outro e muito mais simples. Mas foi com flops financeiros e de crítica como o Masters of the Universe que o cinema chegou ao actual estado. Seja em 1967, 1987 ou 2027 estes filmes vão sempre existir. Desde que sejam bem feitos, por mim tudo bem. Mas não é este o caso. Espera-se a qualquer momento um remake... ●○○○○
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Venom... Mais um spin-off, mais um derivativo qualquer do universo da BD da não sei das quantas, mais um filme de "bonecada" digital sem o menor pingo de nada... Vale pelo Tom Hardy (gajo que curto valentemente e que não percebo o que está a fazer aqui...) e pouco mais. Andam por lá outros actores (Woody Harrelson, Michelle Williams) mas tudo o resto é acessório. Só conta mesmo a acção e mais nada. É o blockbuster do costume. Bem, não vale a pena gastar o meu latim numa coisa tão fraca. Por isso vou falar de outra coisa.
Numa entrevista após a saída do filme, o co-criador da personagem Todd McFarlane, insurgiu-se com as críticas negativas e disse que os críticos são demasiado velhos para apreciar o filme. Sem ser textual, ele disse que os críticos entram no cinema com os seus 40 e tal anos e depois saem para dizer que o filme foi uma merda. Mas que quando o público tem 16 anos, vai ver o filme e acha um espectáculo. Os miúdos adoram.
É exactamente isso que eu também acho. Se tivesse 16 anos adoraria o filme. Quanto tinha 16 anos, os filmes de entretenimento nem chegavam aos calcanhares destes. Só havia um blockbuster por ano e apenas existiam heróis de acção (nem sequer tinham super-poderes) e um deles era o Van Damme... Puff! Isto agora é mesmo para meninos... Os filmes nem sequer tinham efeitos especiais, meu! Por isso, claro que os miúdos de 16 anos - de agora - adoram o filme. Tem efeitos especiais a rodos, transformações digitais, violência desnecessária, má linguagem aos pontapés, uma história linear - para ser percebida por qualquer miúdo que curta video-jogos (e são quase todos) -, gajos constantemente a voar em todas as direções, pancadaria velha e explosões a cada 3 minutos. Isto de facto, é o que qualquer miúdo de 16 anos adora. Não tenho dúvidas disso. Mas isso não invalida o facto de o crítico ter na mesma os 40 e tal anos, pois não? Nem o facto de ele achar que o filme é de facto uma merda, porque o filme não foi feito para ele; foi feito para o tal miúdo de 16 anos. Pergunta lá ao miúdo de 16 anos o que é que ele achou daquele clássico do Kubrick? Ou do novo filme do Michael Haneke? Aposto que a a resposta seria... "uma merda"! "As pessoas só falam!" "Não há socos e nem uma única explosão!"...
Se se faz um filme exclusivamente para um público não se pode querer agradar ao outro. Não se pode ter o crítico e a bilheteira na mesma mão. Ou se tem uma coisa ou se tem a outra. É tão simples como isso. É a vida. Ou será que ele prefere trocar os 900 milhões de receita de bilheteira por uma excelente crítica reconhecida internacionalmente? Não me parece... ●○○○○
Numa entrevista após a saída do filme, o co-criador da personagem Todd McFarlane, insurgiu-se com as críticas negativas e disse que os críticos são demasiado velhos para apreciar o filme. Sem ser textual, ele disse que os críticos entram no cinema com os seus 40 e tal anos e depois saem para dizer que o filme foi uma merda. Mas que quando o público tem 16 anos, vai ver o filme e acha um espectáculo. Os miúdos adoram.
É exactamente isso que eu também acho. Se tivesse 16 anos adoraria o filme. Quanto tinha 16 anos, os filmes de entretenimento nem chegavam aos calcanhares destes. Só havia um blockbuster por ano e apenas existiam heróis de acção (nem sequer tinham super-poderes) e um deles era o Van Damme... Puff! Isto agora é mesmo para meninos... Os filmes nem sequer tinham efeitos especiais, meu! Por isso, claro que os miúdos de 16 anos - de agora - adoram o filme. Tem efeitos especiais a rodos, transformações digitais, violência desnecessária, má linguagem aos pontapés, uma história linear - para ser percebida por qualquer miúdo que curta video-jogos (e são quase todos) -, gajos constantemente a voar em todas as direções, pancadaria velha e explosões a cada 3 minutos. Isto de facto, é o que qualquer miúdo de 16 anos adora. Não tenho dúvidas disso. Mas isso não invalida o facto de o crítico ter na mesma os 40 e tal anos, pois não? Nem o facto de ele achar que o filme é de facto uma merda, porque o filme não foi feito para ele; foi feito para o tal miúdo de 16 anos. Pergunta lá ao miúdo de 16 anos o que é que ele achou daquele clássico do Kubrick? Ou do novo filme do Michael Haneke? Aposto que a a resposta seria... "uma merda"! "As pessoas só falam!" "Não há socos e nem uma única explosão!"...
Se se faz um filme exclusivamente para um público não se pode querer agradar ao outro. Não se pode ter o crítico e a bilheteira na mesma mão. Ou se tem uma coisa ou se tem a outra. É tão simples como isso. É a vida. Ou será que ele prefere trocar os 900 milhões de receita de bilheteira por uma excelente crítica reconhecida internacionalmente? Não me parece... ●○○○○
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Atomic Blonde é mais uma apropriação cinematográfica do vasto mundo da BD. Ou como lhe chamam agora, novela gráfica. Existe esta diferença importante, especialmente devido à temática. Lembro-me de quando era (mais) miúdo e as BD's eram muito mais inócuas no que dizia respeito à realidade do dia-a-dia. Daí que as BD's fizessem furor e tivessem sempre sucesso. As pessoas liam BD como uma forma de escape aos problemas do dia-a-dia e aos problemas do mundo. Entrava-se num mundo de fantasia e o truque do sucesso era exactamente esse. De há uns anos para cá as coisas foram-se misturando e as BD's tornaram-se mais realistas e começaram a tocar em temas que mais ninguém tinha coragem para tocar. Neste caso particular, o pano de fundo são o final dos anos 80 (outra vez?!), a eminente queda do Muro de Berlim e uma trama de espiões com tanta traição à mistura e tão confusa que a determinado ponto pensei que estava a ficar demasiado burro para entender o filme.
O que vale é que Atomic Blonde é um filme de acção. Tem uma uma loiraça "atómica" (percebi o trocadilho; e é uma loiraça cheia de estilo) e muitas cenas de porrada, por isso a história acaba por ser mais um acessório do que propriamente o fio condutor. Percebe-se bem porquê. David Leitch, como antigo duplo e director de cenas de porrada, é o realizador perfeito para este filme e isso nota-se nas cenas de acção impecavelmente realistas. Boas cenas de acção enquadradas numa grande fotografia, muito graças ao omnipresente néon rosa evocativo dos 80's. E claro, a música ajuda sempre, porque como já disse um milhão de vezes, não há música como a dos 80's...
Charlize Theron está impecavelmente sexy como sempre a que acresce uma agressividade pouco vista, mas o restante pessoal como James McAvoy, Eddie Marsan, John Goodman ou Toby Jones também ajudam.
Atomic Blonde é mais uma chiclete de acção, mas por estar tão bem feita e por ter aquele aspecto old school, até se vê bem. ●●○○○
O que vale é que Atomic Blonde é um filme de acção. Tem uma uma loiraça "atómica" (percebi o trocadilho; e é uma loiraça cheia de estilo) e muitas cenas de porrada, por isso a história acaba por ser mais um acessório do que propriamente o fio condutor. Percebe-se bem porquê. David Leitch, como antigo duplo e director de cenas de porrada, é o realizador perfeito para este filme e isso nota-se nas cenas de acção impecavelmente realistas. Boas cenas de acção enquadradas numa grande fotografia, muito graças ao omnipresente néon rosa evocativo dos 80's. E claro, a música ajuda sempre, porque como já disse um milhão de vezes, não há música como a dos 80's...
Charlize Theron está impecavelmente sexy como sempre a que acresce uma agressividade pouco vista, mas o restante pessoal como James McAvoy, Eddie Marsan, John Goodman ou Toby Jones também ajudam.
Atomic Blonde é mais uma chiclete de acção, mas por estar tão bem feita e por ter aquele aspecto old school, até se vê bem. ●●○○○
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The Mask não precisa de grandes apresentações. Foi um sucesso estrondoso e acho que toda a gente o conhece. É sobre um desajeitado trabalhador da banca que encontra uma máscara verde que lhe dá poderes extraordinários. Um desses poderes é transformar-se numa personagem dos Looney Tunes, mas em carne e osso...
Com tantos barulhinhos, jeitos e trejeitos, é uma personagem meio irritante, mas The Mask é uma boa personagem. Por acaso, sempre pensei que era um original, mas pelos vistos é baseado nas BDs da Dark Horse. Pensando bem, só podia.
É incrível, mas apenas em 20 anos, as "cenas" digitais já começam a marcar o filme. Para a altura, estavam muito bem feitas e eram um espectáculo visual totalmente novo. Agora, já parecem "efeitos de plástico" de uma produção Sy-Fy. Mas acho que são uma boa extensão para as caretas do Jim Carrey, gajo que curto bastante. Não podia ser outro gajo a fazer este filme. Não sei porquê, mas acho que ele tem bastante potencial dramático; nunca percebi porque não deu o salto para fora das "caretas"... Também há Peter Greene, Amy Yasbeck, Peter Riegert, Richard Jeni e a Cameron Diaz em estreia absoluta no cinema.
Sei que também saiu uma sequela (acho que era o Filho da Máscara ou qualquer coisa assim do género) mas recusei-me a ver. The Mask, apesar de ter palhaçada a mais para o meu gosto, é "original" e é um filme simpático. Vê-se. ●●○○○
Com tantos barulhinhos, jeitos e trejeitos, é uma personagem meio irritante, mas The Mask é uma boa personagem. Por acaso, sempre pensei que era um original, mas pelos vistos é baseado nas BDs da Dark Horse. Pensando bem, só podia.
É incrível, mas apenas em 20 anos, as "cenas" digitais já começam a marcar o filme. Para a altura, estavam muito bem feitas e eram um espectáculo visual totalmente novo. Agora, já parecem "efeitos de plástico" de uma produção Sy-Fy. Mas acho que são uma boa extensão para as caretas do Jim Carrey, gajo que curto bastante. Não podia ser outro gajo a fazer este filme. Não sei porquê, mas acho que ele tem bastante potencial dramático; nunca percebi porque não deu o salto para fora das "caretas"... Também há Peter Greene, Amy Yasbeck, Peter Riegert, Richard Jeni e a Cameron Diaz em estreia absoluta no cinema.
Sei que também saiu uma sequela (acho que era o Filho da Máscara ou qualquer coisa assim do género) mas recusei-me a ver. The Mask, apesar de ter palhaçada a mais para o meu gosto, é "original" e é um filme simpático. Vê-se. ●●○○○
Não conhecia muito bem a BD de Dick Tracy criada por Chester Gould. Sabia que era um detective durão que combate o crime organizado numa cidade corrupta, cheia de gangsters e vilões sem escrúpulos. Lembro-me que ele tinha uma série de gadgets como por exemplo, um relógio de pulso com rádio com que comunicava com a Polícia. Isso era muito fixe. Por isso mesmo, parabéns ao Warren Beatty por trazer Dick Tracy para o grande ecrã, para o público em geral e em particular para a minha pessoa que gosta muito de filmes de gangsters...
Em 1990, os filmes de super-heróis/adaptações da BD (re)começavam a surgir no cinema com alguma regularidade, mas ainda estavam numa fase muito embrionária. Na altura, Dick Tracy, foi completamente diferente de tudo o que já tinha visto. Mas ainda hoje, é uma das melhores adaptações da BD para cinema. Continua diferente, absolutamente peculiar e único. Tenho pena que na altura o público não estivesse muito na "onda" e o filme tivesse sido um flop comercial. Mas uma coisa é a parte financeira, outra é o filme como obra de arte e de autor.
Warren Beatty, Madonna, Al Pacino, Dustin Hoffman, James Caan e outros mais secundários, mas não menos excelentes como William Forsythe, Ed O'Ross, Kathy Bates, Paul Sorvino, Dick Van Dyke e mais uma troupe interminável de bons actores. Eis o casting de Dick Tracy. Parece que toda a gente queria entrar neste filme. É normal. Warren Beatty é um gajo com muito currículo em Hollywood e Dick Tracy parecia um filme que iria ficar na história. E até acho que ficou, apesar de estar incompreensivelmente esquecido.
Warren Beatty já tinha todo o crédito cinematográfico do mundo, mas com este filme, conseguiu (re)marcar o seu estatuto como realizador. Apesar de ser um daqueles filmes que se ama ou se odeia, não se lhe consegue ficar indiferente.
Grande destaque para a genial fotografia e para o make-up que literalmente transformou os actores em personagens da BD, mas deixou-lhes margem de manobra para representar. E as cores... do outro mundo. É provavelmente um dos filmes mais coloridos de sempre. E digo isto no bom sentido. Tem uma estética excelente.
Apesar de ser por vezes exageradamente BD, Dick Tracy é um filme que tem mesmo de se ver. ●●●●○
Em 1990, os filmes de super-heróis/adaptações da BD (re)começavam a surgir no cinema com alguma regularidade, mas ainda estavam numa fase muito embrionária. Na altura, Dick Tracy, foi completamente diferente de tudo o que já tinha visto. Mas ainda hoje, é uma das melhores adaptações da BD para cinema. Continua diferente, absolutamente peculiar e único. Tenho pena que na altura o público não estivesse muito na "onda" e o filme tivesse sido um flop comercial. Mas uma coisa é a parte financeira, outra é o filme como obra de arte e de autor.
Warren Beatty, Madonna, Al Pacino, Dustin Hoffman, James Caan e outros mais secundários, mas não menos excelentes como William Forsythe, Ed O'Ross, Kathy Bates, Paul Sorvino, Dick Van Dyke e mais uma troupe interminável de bons actores. Eis o casting de Dick Tracy. Parece que toda a gente queria entrar neste filme. É normal. Warren Beatty é um gajo com muito currículo em Hollywood e Dick Tracy parecia um filme que iria ficar na história. E até acho que ficou, apesar de estar incompreensivelmente esquecido.
Warren Beatty já tinha todo o crédito cinematográfico do mundo, mas com este filme, conseguiu (re)marcar o seu estatuto como realizador. Apesar de ser um daqueles filmes que se ama ou se odeia, não se lhe consegue ficar indiferente.
Grande destaque para a genial fotografia e para o make-up que literalmente transformou os actores em personagens da BD, mas deixou-lhes margem de manobra para representar. E as cores... do outro mundo. É provavelmente um dos filmes mais coloridos de sempre. E digo isto no bom sentido. Tem uma estética excelente.
Apesar de ser por vezes exageradamente BD, Dick Tracy é um filme que tem mesmo de se ver. ●●●●○
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Angela Dodson (Rachel Weiss), uma detective céptica no que diz respeito ao mundo do oculto, investiga o misterioso suicídio da sua irmã gémea. Angela não acredita na história oficial e requisita os serviços de John Constantine (Keanu Reeves), um ocultista e exorcista que literalmente consegue passar do nosso mundo para o Inferno. A investigação leva a dupla improvável a um mundo paralelo, sombrio, repleto de simbologia escatológica, lutas de demónios e anjos e até um encontro com o próprio Lúcifer.
Constantine é baseado numa BD da DC Comics - com o dedinho de Alan Moore - e marca a estreia na realização de Francis Lawrence, depois de muitos anos a fazer videoclips. Nota-se o background, mas neste caso, no bom sentido. O aspecto visual está muito bem conseguido. Para um normal filme de acção/efeitos especiais, muitas coisas estão muito bem feitas em Constantine. A história está bem escrita e o filme tem um bom ritmo. O casting "secundário" é muito bom: Tilda Swinton, Peter Stormare, Shia LaBeouf, Djimon Hounsou, Pruitt Taylor Vince, entre outros, o que ajuda e muito para elevar o filme.
Normalmente, estes filmes entediam-me por serem totalmente previsíveis e de servirem apenas para justificar a presença de efeitos especiais, mas este Constantine é, felizmente, a excepção que confirma a regra. Vê-se muito bem. ●●●○○
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O universo de super-heróis no cinema não consegue deixar de me surpreender. Há pouco tempo vi Ant-Man e a única coisa que me passava pela cabeça era: "quem?". Como já devo ter dito mil vezes, não sou um grande fã de Marvel, daí que só conheça os super-heróis principais, mas o Ant-Man?! Nunca na vida tinha ouvido falar deste super-herói. Ainda assim o filme podia ser bom... mas não é o caso. Apesar de estar muito bem realizado pelo Jon Favreau e estar repleto de espectaculares efeitos especiais, já sofro daquele cansaço agudo de filmes de mutantes/pessoal com poderes e/ou parafernália que dá força extra-humana.
Ant-Man (Paul Rudd) é um super-herói que diminui de tamanho graças a um fato especial, ganha super-força e tem como "ajudantes" uma colónia de formigas (ou vespas... ou serão todos os insectos?!). O super-vilão já nem me lembro quem era, mas como qualquer super-vilão da Marvel, queria vingança e destruir o mundo. O que me mais há para dizer?
É um daqueles filmes: quando se está a ver até que é fixe, mas 10 minutos depois de acabar já se me varreu completamente do cérebro. É fraquinho. A coisa mais relevante do filme é a presença do Michael Douglas. ●○○○○
Ant-Man (Paul Rudd) é um super-herói que diminui de tamanho graças a um fato especial, ganha super-força e tem como "ajudantes" uma colónia de formigas (ou vespas... ou serão todos os insectos?!). O super-vilão já nem me lembro quem era, mas como qualquer super-vilão da Marvel, queria vingança e destruir o mundo. O que me mais há para dizer?
É um daqueles filmes: quando se está a ver até que é fixe, mas 10 minutos depois de acabar já se me varreu completamente do cérebro. É fraquinho. A coisa mais relevante do filme é a presença do Michael Douglas. ●○○○○
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Nada escapa à fúria cinematográfica no que toca a adaptações de BD. Nem mesmo Judge Dredd. Não conheço quase nada da BD que deu origem aos filmes, mas conheço a Wikipedia, e por isso fiquei a saber que a personagem teve como "inspiração de base", a personagem de David Carradine no filme de culto, Death Race 2000, onde por acaso, entra o Stallone... É mesmo verdade, isto está tudo ligado...
Já os filmes estão pouco "ligados". Varreram-se-me completamente da memória. São filmes de acção, com um ou outro pormenorzito engraçado aqui e ali... e é isso. Servem para a "contabilidade".
Judge Dredd é o típico filme-pipoca de bons e maus, só que em versão futurista. O que torna ainda mais impressionante a lista de actores: Sylvester Stallone, Armand Assante, Diane Lane e Max von Sydow. Um grande elenco em qualquer filme. Menos em Judge Dredd. Tenho de admitir que já não me lembro absolutamente nada do filme. Muito provavelmente, porque não tem nada para recordar. Existem filmes que vi há décadas atrás e de alguma forma ficam gravados no disco duro cerebral, enquanto que outros... simplesmente são apagados. Presumo que seja para ganhar "espaço em disco" para algo que valha mesmo a a pena... Para além das fatiotas (que em 1995 pareciam muito futuristas), do Sylvester Stallone no auge do seu típico estilo... "Stallone" e duns robots conceptualmente muito fixes, pouco ou nada resta. ●○○○○
Dredd é um filme "mais". Mais uma chiclete futurista de acção, a que se soma o facto de ser mais um remake. Já para não falar que copia descaradamente um filme indonésio de artes marciais verdadeiramente "maluco" (The Raid), além de copiar mais alguns pormenores daqui e dali, como a droga Slo-Mo obviamente tirada do excepcional livro de ficção científica Tower of Glass de Robert Silverberg. Bem, se é para copiar ao menos que se copie dos melhores... O Dredd é interpretado por Karl Urban (um gajo que tenho "debaixo de olho" desde o The Price of Milk), mas nunca se lhe vê a cara. Não entendi. E para os biliões de fãs de Game of Thrones também tem a Lena Cersei Lannister Headey... (ou a Sarah Connor, se alguém ainda for fã do Terminator). ●○○○○
+ Bónus
Quando estava a olhar para os trailers dos Dredd's alguma coisa me soou familiar. Era o Demolition Man. Para além de também ser uma chiclete de acção futurista, também tem o Sylvester Stallone. Mas vendo bem, acho que já percebi onde foram buscar as tais fatiotas futuristas do Dredd original...
O que é estranho é que destes filmes, Demolition Man é o que parece melhorzinho. Não sei se é por ter uma grande carga de sátira social ou pelo design da produção. Provavelmente é por ser um dos filmes onde vi mais futurologia... Parece que o pessoal que escreveu o guião, de facto, se empenhou (e nitidamente se divertiu) a tentar adivinhar o futuro. Num tipo de filme em que o foco normalmente é a acção pura e dura e a espectacularidade dos efeitos especiais, é um pormenor a louvar. ●●○○○
Já os filmes estão pouco "ligados". Varreram-se-me completamente da memória. São filmes de acção, com um ou outro pormenorzito engraçado aqui e ali... e é isso. Servem para a "contabilidade".
Judge Dredd é o típico filme-pipoca de bons e maus, só que em versão futurista. O que torna ainda mais impressionante a lista de actores: Sylvester Stallone, Armand Assante, Diane Lane e Max von Sydow. Um grande elenco em qualquer filme. Menos em Judge Dredd. Tenho de admitir que já não me lembro absolutamente nada do filme. Muito provavelmente, porque não tem nada para recordar. Existem filmes que vi há décadas atrás e de alguma forma ficam gravados no disco duro cerebral, enquanto que outros... simplesmente são apagados. Presumo que seja para ganhar "espaço em disco" para algo que valha mesmo a a pena... Para além das fatiotas (que em 1995 pareciam muito futuristas), do Sylvester Stallone no auge do seu típico estilo... "Stallone" e duns robots conceptualmente muito fixes, pouco ou nada resta. ●○○○○
Dredd é um filme "mais". Mais uma chiclete futurista de acção, a que se soma o facto de ser mais um remake. Já para não falar que copia descaradamente um filme indonésio de artes marciais verdadeiramente "maluco" (The Raid), além de copiar mais alguns pormenores daqui e dali, como a droga Slo-Mo obviamente tirada do excepcional livro de ficção científica Tower of Glass de Robert Silverberg. Bem, se é para copiar ao menos que se copie dos melhores... O Dredd é interpretado por Karl Urban (um gajo que tenho "debaixo de olho" desde o The Price of Milk), mas nunca se lhe vê a cara. Não entendi. E para os biliões de fãs de Game of Thrones também tem a Lena Cersei Lannister Headey... (ou a Sarah Connor, se alguém ainda for fã do Terminator). ●○○○○
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Quando estava a olhar para os trailers dos Dredd's alguma coisa me soou familiar. Era o Demolition Man. Para além de também ser uma chiclete de acção futurista, também tem o Sylvester Stallone. Mas vendo bem, acho que já percebi onde foram buscar as tais fatiotas futuristas do Dredd original...
O que é estranho é que destes filmes, Demolition Man é o que parece melhorzinho. Não sei se é por ter uma grande carga de sátira social ou pelo design da produção. Provavelmente é por ser um dos filmes onde vi mais futurologia... Parece que o pessoal que escreveu o guião, de facto, se empenhou (e nitidamente se divertiu) a tentar adivinhar o futuro. Num tipo de filme em que o foco normalmente é a acção pura e dura e a espectacularidade dos efeitos especiais, é um pormenor a louvar. ●●○○○
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Hellboy nasce de mais uma adaptação da BD. Desta vez da Dark Horse Comics. Nunca fui um grande adepto de BDs por isso o meu conhecimento é um pouco limitado. Talvez por causa disso, Hellboy não me tenha entediado tanto quanto as aventuras dos super-heróis do universo Marvel. Ser uma BD muito mais negra que o habitual provavelmente também ajuda. A não ser que alguém não considere como negro, a história do filho de um demónio, nascido nas profundezas do Inferno e que é a chave para o Apocalipse... Acho que se pode considerar como uma história bastante negra.
Em cima disso, Guillermo del Toro conseguiu criar dois filmes que têm um tom (ainda) mais descontraído do que o normal do estilo, o que faz com que sejam muito divertidos de se ver. São puro entretenimento e uma boa dose de fantasia. Del Toro afirma-se cada vez mais como o "homem" do fantástico no cinema moderno. É muito bom, porque é sempre um tema muito maltratado e que precisa de bons realizadores. O grande destaque nos dois filmes é mesmo Guillermo del Toro.
Além disso, também tem John Hurt que me leva sempre para 1984, e Ron Perlman como protagonista
principal, o que só por si já é um ponto positivo. Eu diria que o Hellboy é melhor que o Hellboy 2: The Golden Army, mas isso deve ser o efeito novidade a funcionar. Boas cenas de acção, diálogos inteligentes e histórias bem escritas são tudo menções louváveis. Os efeitos especiais vão de q.b. a exagerados, como é normal no estilo, mas não afectam muito os filmes. As caracterizações são excepcionalmente boas.
São essencialmente filmes para pipocas, mas bonzitos. São filmes para ver no sofá, num domingo chuvoso, mas ainda assim, que valem a pena perder umas horas para ver. ●●○○○
Em cima disso, Guillermo del Toro conseguiu criar dois filmes que têm um tom (ainda) mais descontraído do que o normal do estilo, o que faz com que sejam muito divertidos de se ver. São puro entretenimento e uma boa dose de fantasia. Del Toro afirma-se cada vez mais como o "homem" do fantástico no cinema moderno. É muito bom, porque é sempre um tema muito maltratado e que precisa de bons realizadores. O grande destaque nos dois filmes é mesmo Guillermo del Toro.
Além disso, também tem John Hurt que me leva sempre para 1984, e Ron Perlman como protagonista
principal, o que só por si já é um ponto positivo. Eu diria que o Hellboy é melhor que o Hellboy 2: The Golden Army, mas isso deve ser o efeito novidade a funcionar. Boas cenas de acção, diálogos inteligentes e histórias bem escritas são tudo menções louváveis. Os efeitos especiais vão de q.b. a exagerados, como é normal no estilo, mas não afectam muito os filmes. As caracterizações são excepcionalmente boas.
São essencialmente filmes para pipocas, mas bonzitos. São filmes para ver no sofá, num domingo chuvoso, mas ainda assim, que valem a pena perder umas horas para ver. ●●○○○
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Continuação daqui...
Gosto muito do Nicholas Cage. Não pela performance nestes dois filmes, mas por causa de (grande parte
dos) outros filmes onde já entrou. Sendo que estes filmes giram em torno de um motoqueiro, Peter Fonda, o eterno Easy Rider, claro está, tinha de aparecer. Dito isto, Ghost Ryder e Ghost Rider: Spirit of Vengeance (era impossível um título mais foleiro), é mais do mesmo. Adpatação da BD, capitalização do sucesso de outras adaptações da BD, grandes explosões, grandes perseguições, efeitos digitais q.b. e... mais nada. Dois filmes para ver num domingo à tarde, quando uma pessoa estiver engripada, com uma mantinha nas pernas... ●○○○○
Gosto muito do Nicholas Cage. Não pela performance nestes dois filmes, mas por causa de (grande parte
dos) outros filmes onde já entrou. Sendo que estes filmes giram em torno de um motoqueiro, Peter Fonda, o eterno Easy Rider, claro está, tinha de aparecer. Dito isto, Ghost Ryder e Ghost Rider: Spirit of Vengeance (era impossível um título mais foleiro), é mais do mesmo. Adpatação da BD, capitalização do sucesso de outras adaptações da BD, grandes explosões, grandes perseguições, efeitos digitais q.b. e... mais nada. Dois filmes para ver num domingo à tarde, quando uma pessoa estiver engripada, com uma mantinha nas pernas... ●○○○○
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Bem, vamos lá a despachar isto. É assim que estes filmes têm de ser encarados. Como tirar um penso rapidamente para não doer tanto. Primeiro, Daredevil (2003). Advogado cego, transformado em super-herói que combate criminosos. Oportunidade única para ver Ben Affleck a usar uma fatiota de cabedal ridícula e Colin Farrell a fazer de criminoso com uma marca ridícula na testa. ●○○○○
Segundo: O sucesso de Michelle Pfeiffer como Catwoman em Batman Returns, foi tão grande que deu origem a um filme autónomo. O resultado é um desastre digital chamado Catwoman (2004). É pena, porque tinha tudo para resultar bem. O realizador é Pitof, homem dos efeitos especiais de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet (Delicatessen e Alien: Resurrection, por exemplo) e também realizador do excepcional Vidocq. Como Catwoman foi escolhida Halle Berry e como super-vilã, Sharon Stone. Parece tudo perfeito. Mas infelizmente, o filme resume-se a massacrar os orgãos visuais com efeitos digitais onde tudo parece plastificado ou um jogo de computador e a mostrar durante o maior tempo possível Halle Berry de roupa interior de cabedal. E já me esqueci onde entra Sharon Stone para além do cartaz e do trailer. É uma verdadeira incógnita como é que uma tão boa conjugação de factores dá origem a um filme tão miserável. ●○○○○
Por fim, Elektra (2005). Um filme que consegue apresentar todos os clichés dos (piores) filmes de acção. A rapariga jeitosa (Jennifer Garner) que quase morre, mas que regressa anos mais tarde - com treino de artes marciais, é claro - para se vingar. Tem uns toques de algo sobrenatural, mas é mesmo só para ter hipótese de colocar efeitos digitais no trailer. Assim como colocar Garner com roupas apertadas e sexys. Não tem qualquer implicação no desenrolar da história. É monótono, entediante, enfadonho, repetitivo e... não me consigo lembrar de mais adjectivos semelhantes. Horrível. ●○○○○
Bem, vamos lá a despachar isto. É assim que estes filmes têm de ser encarados. Como tirar um penso rapidamente para não doer tanto. Primeiro, Daredevil (2003). Advogado cego, transformado em super-herói que combate criminosos. Oportunidade única para ver Ben Affleck a usar uma fatiota de cabedal ridícula e Colin Farrell a fazer de criminoso com uma marca ridícula na testa. ●○○○○
Segundo: O sucesso de Michelle Pfeiffer como Catwoman em Batman Returns, foi tão grande que deu origem a um filme autónomo. O resultado é um desastre digital chamado Catwoman (2004). É pena, porque tinha tudo para resultar bem. O realizador é Pitof, homem dos efeitos especiais de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet (Delicatessen e Alien: Resurrection, por exemplo) e também realizador do excepcional Vidocq. Como Catwoman foi escolhida Halle Berry e como super-vilã, Sharon Stone. Parece tudo perfeito. Mas infelizmente, o filme resume-se a massacrar os orgãos visuais com efeitos digitais onde tudo parece plastificado ou um jogo de computador e a mostrar durante o maior tempo possível Halle Berry de roupa interior de cabedal. E já me esqueci onde entra Sharon Stone para além do cartaz e do trailer. É uma verdadeira incógnita como é que uma tão boa conjugação de factores dá origem a um filme tão miserável. ●○○○○
Por fim, Elektra (2005). Um filme que consegue apresentar todos os clichés dos (piores) filmes de acção. A rapariga jeitosa (Jennifer Garner) que quase morre, mas que regressa anos mais tarde - com treino de artes marciais, é claro - para se vingar. Tem uns toques de algo sobrenatural, mas é mesmo só para ter hipótese de colocar efeitos digitais no trailer. Assim como colocar Garner com roupas apertadas e sexys. Não tem qualquer implicação no desenrolar da história. É monótono, entediante, enfadonho, repetitivo e... não me consigo lembrar de mais adjectivos semelhantes. Horrível. ●○○○○
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Continuação daqui...
Em 2003 saiu a adaptação para cinema de Hulk. Não é uma personagem Marvel que goste. Um monstro verde, de força raivosa incontrolável não é propriamente alguém que gere muitas simpatias, mas de alguma forma o Hulk consegue ter fãs. É obviamente uma reciclagem do velho Mr. Jekyll e Mr. Hyde, mas levado ao extremo, ou não estivéssemos a falar de super-heróis. Como não gosto muito da personagem, não conheço bem a banda desenhada, mas tenho ideia que é um daqueles casos em que não há super-vilões. Ou pelo menos, super-vilões em pé de igualdade. Logo aí, tem uma desvantagem, porque, como toda a gente sabe, se o super-heói não tiver alguém à altura, para que é que serve o super-herói? Por isso, inevitavelmente, o super-vilão tinha mesmo de ser o exército e a sua também força bruta. Ou pelo menos, aquela parte das forças militares que parece que não sabe parar e querem sempre mais e mais e mais. Este tema está presente nos dois filmes, mas é muito melhor tratado no primeiro filme.
A primeira coisa que me chamou a atenção no primeiro filme foi o realizador. Quando vi nos créditos o nome de Ang Lee, pensei que era um erro. O "senhor Sense and Sensibility" vai filmar o Hulk? O mesmo realizador que viria a chocar com Brokeback Mountain? Não podia ser. Pensei eu que devia ser um outro chinês com o mesmo nome. Mas não! Era mesmo "o" Ang Lee. Aguçou-me a curiosidade. Será que pela primeira vez, iria ver um filme de super-heróis que não fosse só explosões, perseguições, efeitos especiais e força bruta? Será que pela primeira vez, iria ver um filme de super-heróis em que no primeiro plano estivessem as implicações para a sociedade da existência de um super-humano? Nem uma coisa nem outra. Ang Lee ficou-se pelo meio. O que é óptimo. Não entrou no campo puramente filosófico da coisa, mas também não entrou no campo estritamente explosivo/efeito CGI. Dadas as circunstâncias (um super-herói "menor" com muito menos simpatizantes que outros do universo Marvel; o efeito não-novidade, dada a avalanche de outros filmes de super-heróis na altura), o que Ang Lee conseguiu fazer, foi provavelmente o melhor filme de super-heróis. Para já, porque é muito equilibrado. Não é uma maçada pseudo-filosófica da condição humana, mas também não é um ataque psicótico de CGI aos olhos e cérebro. Depois, porque até hoje, é o único filme que conseguiu verdadeiramente captar o estilo BD para uma tela de cinema. Há uma cena no meio do filme em que parece que literalmente estava a ver BD, mas animada. Um contra-senso, mas Ang Lee conseguiu fazê-lo. Este é a grande diferença entre ter um realizador maduro, com currículo fora dos filmes de acção e que tem ideias próprias, e um realizador "de estúdio", que pura e simplesmente segue o plano logístico de filmagens.
Eric Bana foi muito bem escolhido, porque de facto, parece que tem algo de Hulk escondido no seu interior. Nick Nolte está sempre bem e da Jennifer Connelly nem vou falar, porque tenho um fraquinho por ela e por isso sou totalmente parcial. Há umas cenas ridículas com uns cães gigantes em CGI que estragam um bocado o filme, mas de resto tudo bem. É desculpável. Hulk, é um filme de puro entretenimento, mas com algum miolo e com espaço para os actores. Não se pode pedir mais para um filme de super-heróis. ●●●○○
Incompreensivelmente, em 2008, saiu um reboot de Hulk. Para não confundir, chamaram-lhe The Incredible Hulk. Esta nova versão conta com Edward Norton no papel principal de Bruce Banner/Hulk e... mais nada! Ah! Esqueci-me que no início aparece o Tim Roth, que é um excelente actor até neste filme mau. Infelizmente, desaparece a meio do filme para dar lugar a uma criação horripilante em CGI, para contrapor aos poderes enfurecidos do Hulk. Também aparecem a Liv Tyler e o fantástico William Hurt mas parece que estão no filme apenas para dar um pouco de tempo de descanso ao pessoal dos efeitos especiais, que diga-se, fizeram o filme quase todo. Só por isto, deve ter tido muito mais sucesso comercial que o primeiro, porque tal como ouvi comentar na altura da estreia: "Este filme é muito melhor que o primeiro, porque tem muito menos "letra" e muito mais efeitos e acção". Isto é totalmente verdade. Então uma pessoa paga bilhete para ver gajos a falar? Claro que não! O que uma pessoa quer ver é o máximo de coisas a explodir, e de preferência, que sejam feitas em computador... Estava a ser irónico.
Do primeiro para o segundo filme as diferenças são abismais. Se o primeiro não é uma refeição completa, pelo menos é uma excelente tosta mista, bem servida de queijo e fiambre e com muita manteiga gostosa. Já o segundo é apenas uma chiclete de mentol que sabe a... chiclete de mentol. Daquelas que, independentemente da marca ou tamanho, sabem sempre igual, uma espécie de mentol artifical, e que passados cinco minutos, ficam duras, perdem todo o sabor e uma pessoa fica com aquela sensação de só estar a mastigar um pedaço de plástico. É um filme tão horripilante quanto a criação CGI do Tim Roth. ●○○○○
Em 2003 saiu a adaptação para cinema de Hulk. Não é uma personagem Marvel que goste. Um monstro verde, de força raivosa incontrolável não é propriamente alguém que gere muitas simpatias, mas de alguma forma o Hulk consegue ter fãs. É obviamente uma reciclagem do velho Mr. Jekyll e Mr. Hyde, mas levado ao extremo, ou não estivéssemos a falar de super-heróis. Como não gosto muito da personagem, não conheço bem a banda desenhada, mas tenho ideia que é um daqueles casos em que não há super-vilões. Ou pelo menos, super-vilões em pé de igualdade. Logo aí, tem uma desvantagem, porque, como toda a gente sabe, se o super-heói não tiver alguém à altura, para que é que serve o super-herói? Por isso, inevitavelmente, o super-vilão tinha mesmo de ser o exército e a sua também força bruta. Ou pelo menos, aquela parte das forças militares que parece que não sabe parar e querem sempre mais e mais e mais. Este tema está presente nos dois filmes, mas é muito melhor tratado no primeiro filme.
A primeira coisa que me chamou a atenção no primeiro filme foi o realizador. Quando vi nos créditos o nome de Ang Lee, pensei que era um erro. O "senhor Sense and Sensibility" vai filmar o Hulk? O mesmo realizador que viria a chocar com Brokeback Mountain? Não podia ser. Pensei eu que devia ser um outro chinês com o mesmo nome. Mas não! Era mesmo "o" Ang Lee. Aguçou-me a curiosidade. Será que pela primeira vez, iria ver um filme de super-heróis que não fosse só explosões, perseguições, efeitos especiais e força bruta? Será que pela primeira vez, iria ver um filme de super-heróis em que no primeiro plano estivessem as implicações para a sociedade da existência de um super-humano? Nem uma coisa nem outra. Ang Lee ficou-se pelo meio. O que é óptimo. Não entrou no campo puramente filosófico da coisa, mas também não entrou no campo estritamente explosivo/efeito CGI. Dadas as circunstâncias (um super-herói "menor" com muito menos simpatizantes que outros do universo Marvel; o efeito não-novidade, dada a avalanche de outros filmes de super-heróis na altura), o que Ang Lee conseguiu fazer, foi provavelmente o melhor filme de super-heróis. Para já, porque é muito equilibrado. Não é uma maçada pseudo-filosófica da condição humana, mas também não é um ataque psicótico de CGI aos olhos e cérebro. Depois, porque até hoje, é o único filme que conseguiu verdadeiramente captar o estilo BD para uma tela de cinema. Há uma cena no meio do filme em que parece que literalmente estava a ver BD, mas animada. Um contra-senso, mas Ang Lee conseguiu fazê-lo. Este é a grande diferença entre ter um realizador maduro, com currículo fora dos filmes de acção e que tem ideias próprias, e um realizador "de estúdio", que pura e simplesmente segue o plano logístico de filmagens.
Eric Bana foi muito bem escolhido, porque de facto, parece que tem algo de Hulk escondido no seu interior. Nick Nolte está sempre bem e da Jennifer Connelly nem vou falar, porque tenho um fraquinho por ela e por isso sou totalmente parcial. Há umas cenas ridículas com uns cães gigantes em CGI que estragam um bocado o filme, mas de resto tudo bem. É desculpável. Hulk, é um filme de puro entretenimento, mas com algum miolo e com espaço para os actores. Não se pode pedir mais para um filme de super-heróis. ●●●○○
Incompreensivelmente, em 2008, saiu um reboot de Hulk. Para não confundir, chamaram-lhe The Incredible Hulk. Esta nova versão conta com Edward Norton no papel principal de Bruce Banner/Hulk e... mais nada! Ah! Esqueci-me que no início aparece o Tim Roth, que é um excelente actor até neste filme mau. Infelizmente, desaparece a meio do filme para dar lugar a uma criação horripilante em CGI, para contrapor aos poderes enfurecidos do Hulk. Também aparecem a Liv Tyler e o fantástico William Hurt mas parece que estão no filme apenas para dar um pouco de tempo de descanso ao pessoal dos efeitos especiais, que diga-se, fizeram o filme quase todo. Só por isto, deve ter tido muito mais sucesso comercial que o primeiro, porque tal como ouvi comentar na altura da estreia: "Este filme é muito melhor que o primeiro, porque tem muito menos "letra" e muito mais efeitos e acção". Isto é totalmente verdade. Então uma pessoa paga bilhete para ver gajos a falar? Claro que não! O que uma pessoa quer ver é o máximo de coisas a explodir, e de preferência, que sejam feitas em computador... Estava a ser irónico.
Do primeiro para o segundo filme as diferenças são abismais. Se o primeiro não é uma refeição completa, pelo menos é uma excelente tosta mista, bem servida de queijo e fiambre e com muita manteiga gostosa. Já o segundo é apenas uma chiclete de mentol que sabe a... chiclete de mentol. Daquelas que, independentemente da marca ou tamanho, sabem sempre igual, uma espécie de mentol artifical, e que passados cinco minutos, ficam duras, perdem todo o sabor e uma pessoa fica com aquela sensação de só estar a mastigar um pedaço de plástico. É um filme tão horripilante quanto a criação CGI do Tim Roth. ●○○○○
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Tim Roth,
William Hurt
O que está na moda são os filmes de super-heróis. Depois do sucesso das bandas desenhadas, o cinema (re)descobriu todo o potencial dos super-heróis. Pudera. Enquanto houver teenagers com dinheiro para comprar bilhetes, é uma moda que não acabará tão cedo. Mas não é um fenómeno novo. Isto começou há umas décadas atrás e depois morreu. Aparentemente o público fartou-se do género. Ou então fartou-se da autêntica avalanche de filmes que são lançados. Nesta equação, também entra obviamente a fraquíssima qualidade da maior parte dos antigos filmes. A excepção mais visível é sem dúvida o Superman (com Christopher Reeve e Gene Hackman). E para provar a teoria que estes filmes são "usados" até à exaustão, foi sendo sucessivamente "assassinada" com filmes cada vez piores.
Para mim, o ressurgimento dos super-heróis e o ponto de viragem, foi quando Tim Burton pegou no Batman nos anos 90 (mais correctamente, em 1989) e se percebeu que filmes adaptados da BD até podiam ser bons e bem feitos. E a nova capacidade (quase) ilimitada dos efeitos especiais digitais também veio dar um grande empurrão. Depois apareceram os X-Men (filmes quase sempre bem feitos e com bons elencos). A partir daí, nunca mais parou. E, voltamos novamente à estaca da "avalanche"...
Um dos problemas que tenho com o blog, é a falta de tempo para escrever. Os filmes de super-heróis resolvem uma boa parte desse problema. Não há muito a dizer sobre estes filmes. São sempre iguais.
Os heróis já são hiper conhecidos das BD's por isso nem é preciso "criar" a personagem. As histórias são inevitavelmente as mesmas: bons de um lado, maus do outro; os bons e os maus disputam algo que pode destruir o planeta e/ou a humanidade; bons e maus confrontam-se; quando os maus estiverem quase, quase a ganhar a contenda, os bons dão a volta ao assunto e ganham no fim; os maus perdem, mas ficam em suspenso para uma possível sequela se o primeiro tiver sucesso nas bilheteiras. No caso do super-vilão morrer, no próximo filme aparece um outro super-vilão. É isto. Nos próximos tempos, irei debruçar-me sobre a tonelada de filmes com super-heróis que monopolizam as salas de cinema.
O primeiro Fantastic Four saiu em 2005. Como é o primeiro filme, tem de se mostrar como os super-heróis ganham os seus super-poderes. E com isto lá vai metade do filme. O super-vilão aparece (Dr. Doom) e ameaça o mundo. Os super-heróis salvam o mundo. O Dr. Doom fica em suspenso para a sequela. Fim.
É um filme para ver ao sábado de tarde. ●○○○○
O segundo filme da série, Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer chegou às salas de cinema em 2007. Aparece o Surfista Prateado que é o capataz de Galactus (aqui aparece como um fumo preto colossal do tamanho de meio universo, que devora mundos em segundos, mas que no final deste filme demora uma eternidade para chegar da Lua à Terra). O Dr. Doom regressa, alia-se ao mau principal e ameaça o mundo. Os super-heróis ganham quase, quase no fim. Os maus desaparecem em fumo e presume-se que regressam na (possível) sequela. E é isto. É um filme para ver ao domingo de tarde. ●○○○○
CONTINUA...
Para mim, o ressurgimento dos super-heróis e o ponto de viragem, foi quando Tim Burton pegou no Batman nos anos 90 (mais correctamente, em 1989) e se percebeu que filmes adaptados da BD até podiam ser bons e bem feitos. E a nova capacidade (quase) ilimitada dos efeitos especiais digitais também veio dar um grande empurrão. Depois apareceram os X-Men (filmes quase sempre bem feitos e com bons elencos). A partir daí, nunca mais parou. E, voltamos novamente à estaca da "avalanche"...
Um dos problemas que tenho com o blog, é a falta de tempo para escrever. Os filmes de super-heróis resolvem uma boa parte desse problema. Não há muito a dizer sobre estes filmes. São sempre iguais.
Os heróis já são hiper conhecidos das BD's por isso nem é preciso "criar" a personagem. As histórias são inevitavelmente as mesmas: bons de um lado, maus do outro; os bons e os maus disputam algo que pode destruir o planeta e/ou a humanidade; bons e maus confrontam-se; quando os maus estiverem quase, quase a ganhar a contenda, os bons dão a volta ao assunto e ganham no fim; os maus perdem, mas ficam em suspenso para uma possível sequela se o primeiro tiver sucesso nas bilheteiras. No caso do super-vilão morrer, no próximo filme aparece um outro super-vilão. É isto. Nos próximos tempos, irei debruçar-me sobre a tonelada de filmes com super-heróis que monopolizam as salas de cinema.
O primeiro Fantastic Four saiu em 2005. Como é o primeiro filme, tem de se mostrar como os super-heróis ganham os seus super-poderes. E com isto lá vai metade do filme. O super-vilão aparece (Dr. Doom) e ameaça o mundo. Os super-heróis salvam o mundo. O Dr. Doom fica em suspenso para a sequela. Fim.
É um filme para ver ao sábado de tarde. ●○○○○
O segundo filme da série, Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer chegou às salas de cinema em 2007. Aparece o Surfista Prateado que é o capataz de Galactus (aqui aparece como um fumo preto colossal do tamanho de meio universo, que devora mundos em segundos, mas que no final deste filme demora uma eternidade para chegar da Lua à Terra). O Dr. Doom regressa, alia-se ao mau principal e ameaça o mundo. Os super-heróis ganham quase, quase no fim. Os maus desaparecem em fumo e presume-se que regressam na (possível) sequela. E é isto. É um filme para ver ao domingo de tarde. ●○○○○
CONTINUA...
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