Em 2005 um grupo de investigadores financeiros apercebe-se de uma série de falhas graves no sistema americano de crédito à habitação. Para além das dívidas dos americanos serem impagáveis, o grupo apercebe-se da corrupção e da estupidez que gere este mercado escondido e decide apostar tudo o que têm na queda do próprio mercado. Os grandes banqueiros não percebem a jogada e inclusive ajudam-nos a angariar fundos para apostar contra os seus próprios clientes, julgando que estavam a fazer negócio com investidores estúpidos... O resto é história. E como a realidade é sempre mais estranha que a ficção, esta é uma história verídica. Os nomes foram alterados, mas as personagens são verdadeiras. Toda a história é verdadeira. Não parece verdade que haja pessoas na penumbra a ganhar rios de dinheiro com a pobreza dos outros, mas a realidade é o que é...
Alguém por aqui sabe-me explicar o que são derivativos, dívida subprime, credit default swaps, obrigações de dívida colaterizada (CDOs), CDOs sintéticos ou outras destas "cenas" técnico-financeiras? Pois... não é fácil. Até mesmo para quem as criou e lucra com isso. O panorama, a desregularização sistemática e o ecossistema financeiro surreal criado à volta das dívidas "quase" eternas das pessoas comuns levaram a um descontrolo total, que levou ao colapso de economias inteiras. O mais inacreditável é que depois de tudo isto começar a arder, os gajos que criaram o fogo safaram-se sem culpa, atirando-a para cima das pessoas normais, e mais importante, no final, receberam ajudas gigantescas dos Estados (que ele detestam visceralmente) e ainda lucraram com isso. Nesse aspecto é notável a história contada no filme de como o Goldman Sachs atrasou o colapso financeiro o suficiente para vender activos tóxicos aos seus próprios clientes mais desatentos e apostar que eles iam perder dinheiro... tirando lucro disso mesmo. Um autêntico canibalismo financeiro em que nada, mas mesmo nada tem valor... a não ser fazer dinheiro. Inacreditável a lata destes gajos. E uma pessoa pergunta-se? Mas porque é que as pessoas não se revoltam como este tipo de situações? Acho que a resposta está nos parágrafos acima... ninguém faz a mínima ideia do que se passa atrás da cortina onde esta gente se move. Só mesmo quando há um fogo e o fumo chega perto é que as "pessoas normais" têm noção de que existe uma outra realidade para além da vidinha normal de pagar as dívidas no final do mês. E para aprofundar ainda mais as crises sociais, como parece que uma parte do pessoal que por cá anda é meio estúpida, passado pouco tempo, estão todos a atirar culpas uns para outros e os verdadeiros responsáveis, para além de se safarem sem verem as caras expostas nas primeiras páginas, vão para os seus iates beberem umas margaritas de borla... A verdade é que cada um tem o o que merece... Bem, parece que estou novamente a divagar...
Poderia aproveitar a oportunidade de falar deste The Big Short, para relembrar o perigo iminente das dívidas do subprime, dos derivativos, dos MBSs ou das CDOs, mas acho que não é preciso. Uma das coisas que The Big Short tem de bom é que para além de ser um bom filme, também é uma excelente aula de finanças avançadas. Explicam isto tudo muito bem explicado. Um gajo até começa a ter ideias malucas e a penasr se não seria melhor vestir um fatinho, meter uma "forca ao pescoço" e atirar-se de cabeça num destes esquemas financeiros marados... Adam McKay fez um trabalho soberbo, mas também tem de se dar os parabéns ao argumento que está espectacularmente bem escrito. Não é nada fácil criar uma narrativa assim com base em acontecimentos tão surreiais e tão repleto de terminologia que parece saído de um filme de ficção científica...
Está tão bem escrito que decidi guardar para mim uma citação do filme que acho que é absolutamente fantástica e que em certa parte acho que resume bem o mundo em que vivemos... "A verdade é como a poesia. E a maior parte das pessoas está-se a cagar para a poesia"... tradução livre, obviamente.
Para além de ser um grande filme, The Big Short junta outros pontos positivos como estar espectacularmente bem escrito, muito bem dirigido e ser interpretado por uma trupe de excelentes actores (Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling e Brad Pitt) que verdadeiramente sabem o que estão a fazer. Mas a verdadeira importância do filme não está no filme propriamente dito: toda a importância está na mensagem. E a mensagem é muito simples: algures, por aí, por trás da cortina, há uma série de abutres financeiros que vão tramar toda a gente com a sua ganancia estúpida. E quando isto acontecer, toda a gente vai ficar pobre (outra vez) e estes gajos vão ficar (ainda) mais ricos. O sistema está mal construído e estas pessoas aproveitam-se disso, até porque são elas próprias que, à partida, constroem estas falhas no próprio sistema, para lucrarem com isso mesmo que toda a gente perca. Estas pessoas são perigosas porque só têm um propósito: fazer dinheiro. Tudo o resto é... nada. Zero. Nicles. Não interessa para nada... É por isso que The Big Short é tão importante. Quando acontecer outra vez, e vai acontecer outra vez (a vergonha juntamente com a ganância nunca termina - Greed is good! ...alguém ainda se lembra da frase?) é bom (re)ver o filme e perceber o que raios acabou de acontecer... novamente. ●●●●○
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Alfred Borden e a usa mulher são assistentes de Robert Angier, um mágico em ascensão de carreira. Depois de um trágico acidente em que a mulher dele morre, os dois tornam-se inimigos. Com o tempo, tornam-se os dois famosos e disputam o melhor truque de magia, chegando ao ponto de sabotar os truques um do outro. Quando Alfred concebe um truque de magia fantástico, Robert fica obcecado em tentar descobrir o segredo por detrás do truque. Esta obsessão resultará em pesadas e trágicas consequências.
The Prestige é capaz de ser o filme menos conhecido dos irmãos Nolan, mas é um dos meus favoritos. Jonathan Nolan, novamente, escreve um guião fantástico. É um verdadeiro génio na sombra. Christopher Nolan mostra todo o potencial, desta vez, num filme sem grandes efeitos especiais, sem correrias e que no entanto tem tanta acção quanto um filme de super-heróis. Assim, de repente, criaram um clássico instantâneo. Faz-me sempre lembrar aqueles filmes antigos dos anos 20 e 30, com monstros, cientistas loucos e mistério.
Nos papéis principais, um casting de peso: Hugh Jackman, Christian Bale, Andy Serkis, Michael Caine e Scarlett Johansson. Mas o destaque tem de ir para o David Bowie no papel do misterioso Tesla. Para além da carreira na música, Bowie também teve alguns papéis de relevo no mundo do cinema. Não porque fosse um grande actor, mas porque encarnou sempre personagens um pouco à sua imagem: estranhos e misteriosos. Um pequeno à parte sobre a personagem do Nikola Tesla. Um nome agora tão em voga por causa dos carros eléctricos, em 2006 era um perfeito desconhecido. Foi graças a este filme que conheci a figura do mítico cientista e não acreditei que era verdadeira. Era uma figura tão obscura, com tão pouca informação disponível e tão revolucionária no pensamento que pensei que era uma personagem inventada.
The Prestige é uma pequena jóia, já perdida no tempo. Uma mistura improvável de drama, mistério e ficção cientifica, que de certa forma apontou o caminho futuro do melhor realizador do momento que é sem dúvida o Christopher Nolan. O gajo não falha uma. Não me lembro de ver um filme que não tivesse gostado. E isso não é nada fácil. The Prestige é um dos meus filmes preferidos. ●●●●○
The Prestige é capaz de ser o filme menos conhecido dos irmãos Nolan, mas é um dos meus favoritos. Jonathan Nolan, novamente, escreve um guião fantástico. É um verdadeiro génio na sombra. Christopher Nolan mostra todo o potencial, desta vez, num filme sem grandes efeitos especiais, sem correrias e que no entanto tem tanta acção quanto um filme de super-heróis. Assim, de repente, criaram um clássico instantâneo. Faz-me sempre lembrar aqueles filmes antigos dos anos 20 e 30, com monstros, cientistas loucos e mistério.
Nos papéis principais, um casting de peso: Hugh Jackman, Christian Bale, Andy Serkis, Michael Caine e Scarlett Johansson. Mas o destaque tem de ir para o David Bowie no papel do misterioso Tesla. Para além da carreira na música, Bowie também teve alguns papéis de relevo no mundo do cinema. Não porque fosse um grande actor, mas porque encarnou sempre personagens um pouco à sua imagem: estranhos e misteriosos. Um pequeno à parte sobre a personagem do Nikola Tesla. Um nome agora tão em voga por causa dos carros eléctricos, em 2006 era um perfeito desconhecido. Foi graças a este filme que conheci a figura do mítico cientista e não acreditei que era verdadeira. Era uma figura tão obscura, com tão pouca informação disponível e tão revolucionária no pensamento que pensei que era uma personagem inventada.
The Prestige é uma pequena jóia, já perdida no tempo. Uma mistura improvável de drama, mistério e ficção cientifica, que de certa forma apontou o caminho futuro do melhor realizador do momento que é sem dúvida o Christopher Nolan. O gajo não falha uma. Não me lembro de ver um filme que não tivesse gostado. E isso não é nada fácil. The Prestige é um dos meus filmes preferidos. ●●●●○
Algures no futuro, depois de uma III Guerra Mundial que quase eliminou a Humanidade, um regime fascista usa como pretexto para a eliminação da guerra a supressão de todas as emoções, assim como tudo que possa fazê-las aparecer no ser humano: arte, livros, música. Para além deste "conteúdo sensitivo" que é totalmente proibido, também os sentimentos são punidos por lei. Na utópica metrópole reconstruída de Libria, para eliminar as emoções, todas as pessoas tomam um medicamento chamado Prozium. Os Clerics são a força policial de elite que implementa esta nova mentalidade.
Quando um desses agentes deixa de tomar a sua dose diária, começa a perceber que nem tudo é o que parece e torna-se o único capaz de derrubar o regime.
Não sendo nada de novo (ou se calhar é mesmo por causa disso), Equilibrium, realizado por Kurt Wimmer, é bastante... mediano. Para um filme de ficção científica/pancadaria é bem bom. Pareceu-me uma mistura da lógica política de controlo mental do 1984 com as cenas de porrada/tiroteio e o aspecto cool de Matrix. O que não é nada mau.
Christian Bale, Sean Bean (a aparecer e a morrer, como de costume), Emily Watson, Angus Macfadyen e William Fichtner ajudam à festa porque são todos muito bons actores. Também ajuda muito aquele look cinzento misturado num design de produção a ir buscar muito ao clássico intemporal Metropolis.
Não tenho nada contra com o ir buscar inspiração aos grandes clássicos, desde que sejam os bons. Mas fico sempre com aquela sensação de déjà vu... Passei metade do filme distraído a tentar perceber de que filme é que tinham tirado ideias, iluminação ou planos de filmagem...
Por estranho que possa parecer, não percebi foi o título do filme: Equilibrium? Porquê? A cidade chama-se Libria, o medicamento é Prozium (um óbvio Prozac com Valium), a parte da organização quase religiosa é o Tetragrammaton e também há os agentes que são os Clerics... Não percebi. Devo ter saltado alguma parte... Não interessa. Tem algum "miolo" e não é só porrada. Vê-se bem. ●●○○○
Quando um desses agentes deixa de tomar a sua dose diária, começa a perceber que nem tudo é o que parece e torna-se o único capaz de derrubar o regime.
Não sendo nada de novo (ou se calhar é mesmo por causa disso), Equilibrium, realizado por Kurt Wimmer, é bastante... mediano. Para um filme de ficção científica/pancadaria é bem bom. Pareceu-me uma mistura da lógica política de controlo mental do 1984 com as cenas de porrada/tiroteio e o aspecto cool de Matrix. O que não é nada mau.
Christian Bale, Sean Bean (a aparecer e a morrer, como de costume), Emily Watson, Angus Macfadyen e William Fichtner ajudam à festa porque são todos muito bons actores. Também ajuda muito aquele look cinzento misturado num design de produção a ir buscar muito ao clássico intemporal Metropolis.
Não tenho nada contra com o ir buscar inspiração aos grandes clássicos, desde que sejam os bons. Mas fico sempre com aquela sensação de déjà vu... Passei metade do filme distraído a tentar perceber de que filme é que tinham tirado ideias, iluminação ou planos de filmagem...
Por estranho que possa parecer, não percebi foi o título do filme: Equilibrium? Porquê? A cidade chama-se Libria, o medicamento é Prozium (um óbvio Prozac com Valium), a parte da organização quase religiosa é o Tetragrammaton e também há os agentes que são os Clerics... Não percebi. Devo ter saltado alguma parte... Não interessa. Tem algum "miolo" e não é só porrada. Vê-se bem. ●●○○○
Pequena coleção de filmes medianamente jeitosos dentro da temática utópicos. Ou melhor, fazem parte daquela categoria muito boa que começa por: what if...?
E se por acidente alguém encontrasse dragões (dos "verdadeiros") e os despertasse, o que aconteceria ao mundo? A resposta está em Reign of Fire. O melhor vem do trio de actores (Christian Bale, Matthew McConaughey e Izabella Scorupco) e do uso q.b. de efeitos especiais. O pior é a total previsibilidade do argumento. É daquelas histórias sempre em frente. É um filme fixe com dragões (o que não é fácil de encontrar), mas não tem nada de novo. ●●○○○
E se por acaso, inexplicavelmente, todas as mulheres ficassem inférteis? O que aconteceria ao mundo? Uma resposta parece ser Children of Men de Alfonso Cuarón. Sem dúvida, o melhor desta tripla de filmes. Bem engendrado, bem interpretado (Michael Caine, Clive Owen e Julianne Moore) e com muito bom andamento. Se o filme não é melhor, é talvez porque é um filme em decrescendo: começa a abrir, promete imenso com uma premissa verdadeiramente original, mas facilmente se percebe que vai perdendo gás. Precisava de um bocado mais de temperos e passava logo para outro nível. ●●●○○
Por fim, e se se inventasse uma persona robótica que fizesse de substituto social de cada pessoa? O que aconteceria? Aparentemente, em Surrogates (com Bruce Willis e Rosamund Pike), o crime desaparece e tudo fica perfeito. Até que por fim o crime volta novamente... Este é o mais fraco destes filmes. É feito de propósito para ter o máximo de cenas de acção possíveis e usar as potencialidades dos efeitos digitais sem ligar grande importância à história. É um frankenstein: uma mistura retalhada de I, Robot com outros filmes futuristas. Filme para domingo à tarde... se não estiver a dar mais nada de jeito. ●○○○○
E se por acidente alguém encontrasse dragões (dos "verdadeiros") e os despertasse, o que aconteceria ao mundo? A resposta está em Reign of Fire. O melhor vem do trio de actores (Christian Bale, Matthew McConaughey e Izabella Scorupco) e do uso q.b. de efeitos especiais. O pior é a total previsibilidade do argumento. É daquelas histórias sempre em frente. É um filme fixe com dragões (o que não é fácil de encontrar), mas não tem nada de novo. ●●○○○
E se por acaso, inexplicavelmente, todas as mulheres ficassem inférteis? O que aconteceria ao mundo? Uma resposta parece ser Children of Men de Alfonso Cuarón. Sem dúvida, o melhor desta tripla de filmes. Bem engendrado, bem interpretado (Michael Caine, Clive Owen e Julianne Moore) e com muito bom andamento. Se o filme não é melhor, é talvez porque é um filme em decrescendo: começa a abrir, promete imenso com uma premissa verdadeiramente original, mas facilmente se percebe que vai perdendo gás. Precisava de um bocado mais de temperos e passava logo para outro nível. ●●●○○
Por fim, e se se inventasse uma persona robótica que fizesse de substituto social de cada pessoa? O que aconteceria? Aparentemente, em Surrogates (com Bruce Willis e Rosamund Pike), o crime desaparece e tudo fica perfeito. Até que por fim o crime volta novamente... Este é o mais fraco destes filmes. É feito de propósito para ter o máximo de cenas de acção possíveis e usar as potencialidades dos efeitos digitais sem ligar grande importância à história. É um frankenstein: uma mistura retalhada de I, Robot com outros filmes futuristas. Filme para domingo à tarde... se não estiver a dar mais nada de jeito. ●○○○○
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Exodus: Gods ans Kings é um filme sobre o qual não quero falar muito, porque foi uma desilusão muito grande. Como sou um fã do Ridley Scott, tinha algumas expectactivas e o espantoso é que conseguiram sair todas furadas. Apesar de ser um grande espectáculo visual, não gostei nada do filme. E, precisamente, por isso mesmo: é apenas e só, mais um enorme espectáculo visual sem nada que o suporte. É caso para dizer: até tu, Ridley Scott? Temo que o Scott já não recupere mais. É que já desde Black Hawk Down que não vejo nada melhor que mediano... Mas vou continuar à espera.
Há duas coisas muito negativas neste filme. Primeiro, tem um conjunto de actores bastante respeitável (Christian Bale, John Turturro, Sigourney Weaver, Ben Kingsley), todos com provas dadas, mas pareceu-me que estavam no filme exactamente por terem "nomes de cartaz"...
Mas o pior de tudo é a história. Ou melhor, a forma como pegaram na história. Posso parecer algo "quadrado" a dizer isto, mas não gosto mesmo nada que peguem na melhor história do mundo e façam adaptações livres. Pior ainda, é refazer uma história destas, dar-lhe uma perspectiva contemporânea e deixar de fora as partes que não podem ser cientificamente explicadas. (Podia ser pior: podiam considerar essas partes "desconfortáveis" como milagres... científicos.) Para mim isso é ridículo. Chamem-me "velhadas", conservador, ou outra coisa, mas não percebo porque é que se pega numa história bíblica tão importante e depois se ignora completamente essa ligação. Isto para não falar do "elemento estranho" no argumento, que é o facto dos dois opositores chegarem a ser inimigos mortais, mas que por qualquer motivo estão sempre a encontrar-se para uma conversa amena, antes que um deles desapareça na escuridão da noite. Mas são muito inimigos... Pior que tudo isto é Moisés e o Faraó levarem com um tsunami (?!) na cabeça (tinha de ser um fenómeno cientificamente reconhecível) e sobreviverem. Sim, a célebre cena do Mar Vermelho, afinal foi um vulgar tsunami...
Como já começa a ser regra hoje em dia, só se safam os efeitos digitais, eles sim, verdadeiramente épicos, mas aí os méritos vão para os geeks que estão meses "agarrados às maquinas" a comporem o espectáculo.
Para mim, Exodus: Gods ans Kings não valeu nada. Fica a pergunta no ar: é este o homem do Blade Runner? Do Alien? ●○○○○
Há duas coisas muito negativas neste filme. Primeiro, tem um conjunto de actores bastante respeitável (Christian Bale, John Turturro, Sigourney Weaver, Ben Kingsley), todos com provas dadas, mas pareceu-me que estavam no filme exactamente por terem "nomes de cartaz"...
Mas o pior de tudo é a história. Ou melhor, a forma como pegaram na história. Posso parecer algo "quadrado" a dizer isto, mas não gosto mesmo nada que peguem na melhor história do mundo e façam adaptações livres. Pior ainda, é refazer uma história destas, dar-lhe uma perspectiva contemporânea e deixar de fora as partes que não podem ser cientificamente explicadas. (Podia ser pior: podiam considerar essas partes "desconfortáveis" como milagres... científicos.) Para mim isso é ridículo. Chamem-me "velhadas", conservador, ou outra coisa, mas não percebo porque é que se pega numa história bíblica tão importante e depois se ignora completamente essa ligação. Isto para não falar do "elemento estranho" no argumento, que é o facto dos dois opositores chegarem a ser inimigos mortais, mas que por qualquer motivo estão sempre a encontrar-se para uma conversa amena, antes que um deles desapareça na escuridão da noite. Mas são muito inimigos... Pior que tudo isto é Moisés e o Faraó levarem com um tsunami (?!) na cabeça (tinha de ser um fenómeno cientificamente reconhecível) e sobreviverem. Sim, a célebre cena do Mar Vermelho, afinal foi um vulgar tsunami...
Como já começa a ser regra hoje em dia, só se safam os efeitos digitais, eles sim, verdadeiramente épicos, mas aí os méritos vão para os geeks que estão meses "agarrados às maquinas" a comporem o espectáculo.
Para mim, Exodus: Gods ans Kings não valeu nada. Fica a pergunta no ar: é este o homem do Blade Runner? Do Alien? ●○○○○


