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Se o primeiro Kingsman (The Secret Service) era "comestível", o segundo é, como de costume, pior. Kingsman: The Golden Circle é a confirmação do padrão: um filmito (o primeiro) mais ou menos engraçado, bem escrito e com algum nexo, que depois do sucesso de bilheteira, leva com a inevitável sequela e é literalmente afogado em patetices, explosões, perseguições e porrada. As cenas de acção são o melhor do filme, mas acabam por se tornarem repetitivas e entediantes porque são imensas!!! Um gajo para ir à casa de banho, tem de se envolver numa luta! Um gajo vai ao frigorífico buscar um iogurte... tem de haver uma perseguição com pelo menos duas lutas. É a demência total em cinema. Parece até que os actores se sentem constrangidos em participar. O Colin Firth, por exemplo, parece estar no filme contrariado, como se estivesse ali apenas a cumprir um contrato de trabalho e a pensar como não pagar tantos impostos... Channing Tatum, Halle Berry, só aparecem para ser chamariz de cartaz... Elton John entra apenas para ser ridicularizado... Uma panóplia de bons actores (Mark Strong, Taron Egerton, Julianne Moore, Michael Gambon, Jeff Bridges, Pedro Pascal) desperdiçados num guião vazio e num filme que... Oh! Não vale a pena. Nem sequer vou perder mais tempo a escrever sobre isto... É estúpido o que fazem com (est)as sequelas e, pior que tudo, é entediante. ●○○○○


Rest in Peace Department é um departamento especial que combate demónios na vida depois da morte. Os novos recrutas são polícias que morrem em acção. Daí o R.I.P.D.
Poderia ser mais um autêntico desastre, mas de vez em quando, quando acertam no tom cómico e não exageram na pirotécnia, estes filmes de efeitos/acção/explosões até são engraçados de se ver. É o caso. Robert Schwentke exagerou na pirotécnia, mas pelo menos acertou no tom. Destaca-se a dupla de detectives Jeff Bridges (velho detective com velhos hábitos)/Ryan Reynolds (novo recruta com novos métodos) que é uma comédia andante. Eles e os seus avatares terrenos. Só vendo, mesmo. E ainda tem Kevin Bacon e James Hong, dois gajos que admiro simplesmente porque sim... A história desenrola-se e termina como em todos os outros filmes do género, mas vê-se. ●○○○○

Os filmes, como tudo nesta vida, influenciam e são influenciados pelo nosso humor...
Estes são exemplos de filmes que, se estiver bem disposto, até gosto. Pelo contrário, se estiver num daqueles dias em que tudo corre mal...
Normalmente, os "filmes medianos" são relativamente bem feitos, bem escritos, têm actores que se desenrascam bem,  mas - lá está - como tudo na vida, não têm o que é preciso para chegar ao topo. Passam por pouco a fasquia do médio ou estão praticamente lá. É um tipo de filme que não aborrece mas também não fica para o história. São medianos, lá está...

Nesta primeira incursão, três filmes dentro da temática "ficção científica e terror dos 80's" que representam bem o que são filmes medianos. Starman, do mítico John Carpenter e com Jeff Bridges conta a história de um extraterrestre que cai na Terra, assume a forma humana do marido morto da personagem de Karen Allen (sim, a "namorada" do Indiana Jones fez mais filmes...) e que tenta desesperadamente regressar ao seu mundo. Pelo caminho, cruza-se com o nosso lado bom e também com o mau, ficando assim a conhecer um pouco melhor a humanidade. ●●●○○


Mais virado para o terror/gore do que propriamente para a ficção científica é From Beyond, do lendário Stuart Gordon, e com o não menos lendário Jeffrey Combs. From Beyond surge numa altura em que o cinema de terror ganhou uma nova vida e começou a enveredar por caminhos estranhos, digamos assim. Tudo gira em volta de um cientista louco que em busca do derradeiro prazer, decide explorar outras realidades normalmente imperceptíveis e que descobre da pior maneira que há algo mais escondido do "lado de lá"... Mais uma colaboração do produtor Brian Yuzna e das histórias "maradas" de H.P. Lovecraft. Mas cuidado, este é um daqueles filmes macabros, cheio de vísceras e coisas pegajosas que causam mesmo pesadelos. ●●○○○


Por último, The Philadelphia Experiment, uma pérola esquecida dos 80's, realizado por Stewart Raffill. Um filme de ficção científica com bastante "miolo" com Michael Paré e Nancy Allen nos principais papéis. É baseado na suposta "história verídica" de uma experiência secreta do exército americano (só podia...) que tentou fazer com que um navio ficasse invisível aos radares inimigos. A experiência corre mal e o navio de guerra desaparece por completo. Na "realidade", o navio e os tripulantes são projectados para o "futuro" ano de 1984. Apesar de não ser grande adepto da ideia das viagens no tempo, esta é uma das histórias mais consistentes que já vi. Ainda tem um dedinho de John Carpenter, mas desta vez como produtor. Pura ficção científica. ●●●○○

Na Idade das Trevas - aquele período da História muito parecido com a Idade Média -, o sétimo filho do sétimo filho protege os coitados dos aldeões, de dragões, bruxas, demónios e ainda mais alguns bichos e monstros. Agora que está a ficar mais velhote e se quer reformar, o sétimo filho do sétimo filho precisa dum aprendiz que... bah! Não interessa! Seventh Son é um daqueles filmes de acção/fantástico/efeitos especiais que só servem para passar o tempo. É igualzinho a todos os outros filmes que envolvem a Idade Média, aldeões, dragões, bruxas, demónios, bichos e monstros.
Se no elenco não estivessem nomes como Julianne Moore e Kit "Jon Snow" Harington, provavelmente nem chegaria às salas de cinema... Mas por outro lado, é exactamente por isso mesmo que estão no elenco, nao é verdade?
O melhor deste filme e o seu grande trunfo é mesmo o Jeff Bridges. Só a presença dele faz o filme valer a pena. Acho até que deveriam renomear o filme para "The Dude goes to the Middle Ages". Só ficava a ganhar. ●○○○○

 
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