Uma série de eventos leva a que o executivo Nick Halloway (Chevy Chase) fique acidentalmente invisível. Apercebendo-se do potencial para suas as investigações, David Jenkins (Sam Neill) um obstinado agente da CIA persegue-o sem tréguas. Nick recorre à ajuda de Alice Monroe (Daryl Hannah) para permanecer em fuga. Em termos gerais, é esta a história de Memoirs of an Invisible Man. Vindo de quem vem, o filme deveria chamar-se John Carpenter's Memoirs of an Invisible Man. Mas nota-se que este não é um filme do John Carpenter. É mais um filme do Chevy Chase. Está mais a tombar para o romance cómico do que para a ficção científica. O guião pega na temática do homem invisível mas leva o filme noutra direcção completamente diferente.
Se tivesse que escolher uma palavra para classificar este filme acho que seria... difuso. Tal como as moléculas do Nick Halloway, tudo no filme parece desagregado e fora do sítio. O Carpenter a fazer uma espécie de comédia. O Chase a fazer uma espécie de ficção científica. No geral, nem parece uma coisa nem outra. Faz-me lembrar aqueles filmes que são para adultos mas têm demasiada fantasia ou aqueles outros que são para crianças mas são demasiado assustadores e depois não agradam ao público dos miúdos nem dos graúdos. Este Memoirs of an Invisible Man sofre do mesmo mal. Demasiadas cabeças a pensar (e a mandar) normalmente causam tantos danos como muito poucas. Até eu já começo a ficar meio confuso com isto... Adiante.
Chevy Chase, um gajo que nunca foi propriamente do meu agrado, e que normalmente está associado à comédia de palhaçada, aparece aqui mais comedido e mais sério. A Daryl Hannah estava no apogeu de tudo, e portanto não preciso de dizer mais nada. E o Sam Neil é um daqueles gajos que dispensa apresentações e que simplesmente nunca está mal.
Memoirs of an Invisible Man não é um clássico, mas é um filme que me ficou na memória. Em 1992 não havia assim tantos filmes de efeitos especiais aceitáveis e os que havia eram sempre bem-vindos. Mas apesar do pessoal dos efeitos se ter esmerado, já na altura, Memoirs of an Invisible Man pareceu algo fora de tempo, como se tivesse sido feito uns anos antes. Gosto sempre de rever o Memoirs of an Invisible Man, mas é apenas por puro saudosismo. ●●○○○
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Desde sempre que houve um género de filme que explora um baixo orçamento para tentar maximizar o número na plateia e a consequente receita de bilheteira. Há uns anos atrás eram "série B" e os "slashers", depois passaram para o gore e agora são claramente os "filmes de horror/demónios". Neste campo também entram os "siege movies" que pelas razões óbvias (mínimo de actores, poucos cenários e exteriores, facilidade de filmar em espaços fechados e controlados) também têm sido bastantes explorados, especialmente os mais violentos. Todos eles têm um público específico, o target "jovem", que por natureza se sente atraído para estes filmes, onde se podem ver coisas... "diferentes", digamos assim.
São às carradas e é-me impossível vê-los todos, até porque nem me apetece. Já tive a minha dose. Com as devidas diferenças, são sempre a mesma coisa. É quase uma regra. No entanto, há sempre aquela pequena excepção que confirma a regra. The Purge, realizado por James DeMonaco, é uma dessas excepções.
Primeiro parece um filme de terror/gore para adolescentes, mas depois passa para um "filme de cerco" muito bem arranjado e montado para adultos. A premissa é estranha: em 2022 (muitas vezes aparece esta data em cenas distópicas...) a América está devastada pelo crime descontrolado e com as cadeias a transbordar decide auto regular-se, permitindo que num período anual de 12 horas, todo o crime sem excepção saia sem punição. As ajudas da polícia e dos hospitais estão suspensas, portanto é a selvajaria total. O melhor é arranjar abrigo e esperar que passe. Uma família de classe média americana faz isso mesmo, mas as coisas nunca correm como planeado... Isto faz-me lembrar mesmo alguns filmes antigolas dos anos 70/80, tipo John Carpenter e afins.
The Purge vê-se bem e o que mais se destaca são os actores principais (os sempre ótimos Ethan Hawke e Lena Headey) e a consistência geral da coisa, que descamba para um bom thriller à moda antiga. Muito melhor do que esperava. Uma agradável surpresa. ●●○○○
São às carradas e é-me impossível vê-los todos, até porque nem me apetece. Já tive a minha dose. Com as devidas diferenças, são sempre a mesma coisa. É quase uma regra. No entanto, há sempre aquela pequena excepção que confirma a regra. The Purge, realizado por James DeMonaco, é uma dessas excepções.
Primeiro parece um filme de terror/gore para adolescentes, mas depois passa para um "filme de cerco" muito bem arranjado e montado para adultos. A premissa é estranha: em 2022 (muitas vezes aparece esta data em cenas distópicas...) a América está devastada pelo crime descontrolado e com as cadeias a transbordar decide auto regular-se, permitindo que num período anual de 12 horas, todo o crime sem excepção saia sem punição. As ajudas da polícia e dos hospitais estão suspensas, portanto é a selvajaria total. O melhor é arranjar abrigo e esperar que passe. Uma família de classe média americana faz isso mesmo, mas as coisas nunca correm como planeado... Isto faz-me lembrar mesmo alguns filmes antigolas dos anos 70/80, tipo John Carpenter e afins.
The Purge vê-se bem e o que mais se destaca são os actores principais (os sempre ótimos Ethan Hawke e Lena Headey) e a consistência geral da coisa, que descamba para um bom thriller à moda antiga. Muito melhor do que esperava. Uma agradável surpresa. ●●○○○
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Estamos numa era de tsunamis de remakes, sequelas e afins, por isso, inevitavelmente a onda chegaria à Antártida e ao clássico de terror de The Thing, de John Carpenter.
Este novo The Thing (2011 [como agora os filmes são quase todos remakes ou sequelas, têm de vir acompanhados com designações de número ou subtítulo para uma pessoa perceber de que filme é que se trata, senão teriam todos os mesmos nomes]), de Matthijs van Heijningen só tem uma coisa de bom, que é ser fácil de comentar: basicamente, não presta. Parece que é uma prequela do original, mas é exactamente a mesma coisa só que não tem nada do que era bom no primeiro filme. A mesma história, o mesmo desenrolar, zero novidades, mas agora com muito mais gore e sangue. Que perda de tempo... ○○○○○
Este novo The Thing (2011 [como agora os filmes são quase todos remakes ou sequelas, têm de vir acompanhados com designações de número ou subtítulo para uma pessoa perceber de que filme é que se trata, senão teriam todos os mesmos nomes]), de Matthijs van Heijningen só tem uma coisa de bom, que é ser fácil de comentar: basicamente, não presta. Parece que é uma prequela do original, mas é exactamente a mesma coisa só que não tem nada do que era bom no primeiro filme. A mesma história, o mesmo desenrolar, zero novidades, mas agora com muito mais gore e sangue. Que perda de tempo... ○○○○○
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Christine é mais um dos grandes filmes de John Carpenter. Infelizmente, este é um daqueles gajos que só vai ter reconhecimento como grande cineasta que é quando morrer. É verdade que nos últimos anos tem andado desaparecido e quando aparece, os filmes são muito fraquinhos. Mas tem um reportório anterior que mete respeito. Christine é um desses exemplos. Tenho que dizer que a Christine é um carro muito, muito fixe. É verdadeiramente uma personagem. Tudo é fixe neste filme: desde as boas interpretações dum elenco jovem e totalmente desconhecido (Keith Gordon, John Stockwell e Alexandra Paul, ajudados por veteraníssimos como Robert Prosky e Harry Dean Stanton), até à grande banda sonora que acompanha cada momento do filme.
A base é (mais) uma excelente história de Stephen King sobre um carro-assassino-psicopata que aparentemente tem vida própria. Mas é mais do que isso. É sobre a emancipação na adolescência. É sobre despegar-se das rédeas familiares. É sobre o poder que é ter algo verdadeiramente nosso. É sobre a revolta dos nerds. É sobre como o sobrenatural aparece despercebido no quotidiano. Christine tem tudo. Tem cenas verdadeiramente inesquecíveis, como por exemplo a Christine a rolar vagarosamente em chamas numa estrada tipo Lost Highway ou ver o carro a reconstruir-se à frente dos nossos olhos. Agora parece um pouco idiota dizer isto, mas em 1983, sem computadores para gerar efeitos digitais, isso era verdadeiramente cinema sobrenatural. Christine é John Carpenter vintage. Um clássico de terror, "bad to the bone" e muito fixe. ●●●●○
Os filmes, como tudo nesta vida, influenciam e são influenciados pelo nosso humor...
Estes são exemplos de filmes que, se estiver bem disposto, até gosto. Pelo contrário, se estiver num daqueles dias em que tudo corre mal...
Normalmente, os "filmes medianos" são relativamente bem feitos, bem escritos, têm actores que se desenrascam bem, mas - lá está - como tudo na vida, não têm o que é preciso para chegar ao topo. Passam por pouco a fasquia do médio ou estão praticamente lá. É um tipo de filme que não aborrece mas também não fica para o história. São medianos, lá está...
Nesta primeira incursão, três filmes dentro da temática "ficção científica e terror dos 80's" que representam bem o que são filmes medianos. Starman, do mítico John Carpenter e com Jeff Bridges conta a história de um extraterrestre que cai na Terra, assume a forma humana do marido morto da personagem de Karen Allen (sim, a "namorada" do Indiana Jones fez mais filmes...) e que tenta desesperadamente regressar ao seu mundo. Pelo caminho, cruza-se com o nosso lado bom e também com o mau, ficando assim a conhecer um pouco melhor a humanidade. ●●●○○
Mais virado para o terror/gore do que propriamente para a ficção científica é From Beyond, do lendário Stuart Gordon, e com o não menos lendário Jeffrey Combs. From Beyond surge numa altura em que o cinema de terror ganhou uma nova vida e começou a enveredar por caminhos estranhos, digamos assim. Tudo gira em volta de um cientista louco que em busca do derradeiro prazer, decide explorar outras realidades normalmente imperceptíveis e que descobre da pior maneira que há algo mais escondido do "lado de lá"... Mais uma colaboração do produtor Brian Yuzna e das histórias "maradas" de H.P. Lovecraft. Mas cuidado, este é um daqueles filmes macabros, cheio de vísceras e coisas pegajosas que causam mesmo pesadelos. ●●○○○
Por último, The Philadelphia Experiment, uma pérola esquecida dos 80's, realizado por Stewart Raffill. Um filme de ficção científica com bastante "miolo" com Michael Paré e Nancy Allen nos principais papéis. É baseado na suposta "história verídica" de uma experiência secreta do exército americano (só podia...) que tentou fazer com que um navio ficasse invisível aos radares inimigos. A experiência corre mal e o navio de guerra desaparece por completo. Na "realidade", o navio e os tripulantes são projectados para o "futuro" ano de 1984. Apesar de não ser grande adepto da ideia das viagens no tempo, esta é uma das histórias mais consistentes que já vi. Ainda tem um dedinho de John Carpenter, mas desta vez como produtor. Pura ficção científica. ●●●○○
Estes são exemplos de filmes que, se estiver bem disposto, até gosto. Pelo contrário, se estiver num daqueles dias em que tudo corre mal...
Normalmente, os "filmes medianos" são relativamente bem feitos, bem escritos, têm actores que se desenrascam bem, mas - lá está - como tudo na vida, não têm o que é preciso para chegar ao topo. Passam por pouco a fasquia do médio ou estão praticamente lá. É um tipo de filme que não aborrece mas também não fica para o história. São medianos, lá está...
Nesta primeira incursão, três filmes dentro da temática "ficção científica e terror dos 80's" que representam bem o que são filmes medianos. Starman, do mítico John Carpenter e com Jeff Bridges conta a história de um extraterrestre que cai na Terra, assume a forma humana do marido morto da personagem de Karen Allen (sim, a "namorada" do Indiana Jones fez mais filmes...) e que tenta desesperadamente regressar ao seu mundo. Pelo caminho, cruza-se com o nosso lado bom e também com o mau, ficando assim a conhecer um pouco melhor a humanidade. ●●●○○
Mais virado para o terror/gore do que propriamente para a ficção científica é From Beyond, do lendário Stuart Gordon, e com o não menos lendário Jeffrey Combs. From Beyond surge numa altura em que o cinema de terror ganhou uma nova vida e começou a enveredar por caminhos estranhos, digamos assim. Tudo gira em volta de um cientista louco que em busca do derradeiro prazer, decide explorar outras realidades normalmente imperceptíveis e que descobre da pior maneira que há algo mais escondido do "lado de lá"... Mais uma colaboração do produtor Brian Yuzna e das histórias "maradas" de H.P. Lovecraft. Mas cuidado, este é um daqueles filmes macabros, cheio de vísceras e coisas pegajosas que causam mesmo pesadelos. ●●○○○
Por último, The Philadelphia Experiment, uma pérola esquecida dos 80's, realizado por Stewart Raffill. Um filme de ficção científica com bastante "miolo" com Michael Paré e Nancy Allen nos principais papéis. É baseado na suposta "história verídica" de uma experiência secreta do exército americano (só podia...) que tentou fazer com que um navio ficasse invisível aos radares inimigos. A experiência corre mal e o navio de guerra desaparece por completo. Na "realidade", o navio e os tripulantes são projectados para o "futuro" ano de 1984. Apesar de não ser grande adepto da ideia das viagens no tempo, esta é uma das histórias mais consistentes que já vi. Ainda tem um dedinho de John Carpenter, mas desta vez como produtor. Pura ficção científica. ●●●○○
"This is Jack Burton in the Pork Chop Express, and I'm talking to whoever's listening out there".Big Trouble in Little China é um filme velhinho, do tempo em que se faziam cartazes para promoção. Traduzido para português como Jack Burton nas Garras do Mandarim, é um daqueles filmes que (quase) tenho vergonha de gostar. É uma verdadeira obra-prima... do cinema de série B. Ou série C.
Na altura da estreia foi um fracasso total. Mas assim que chegou ao inovador mercado caseiro do VHS foi espectacular. John Carpenter estava no auge e Kurt Russell também, como grande herói de acção. Sim, Kurt Russell já foi novo e um dos grandes heróis de acção dos anos 80. E quando se fala 80's é preciso perceber que "estar no auge", quer dizer "estar em declínio". É uma coisa muito própria daquela década...
Pelo filme ainda aparecem algumas caras conhecidas como a Kim Cattrall, a boazona da série Sexo e a Cidade e James Hong, aquele actor americano que toda a gente pensa que é chinês. O mesmo vale para Victor Wong.
Na altura, para quem tinha mais de 10 anos, já foi um bocadinho mau, mas visto agora, parece uma anedota. Os efeitos especiais têm aspecto de amador, a história e o seu desenrolar é totalmente disparatada, as deixas são cómicas de tão ridículas. Se calhar por isso mesmo, os actores parece que estavam numa comédia ou numa sátira ao género acção/fantástico com laivos de filme de artes marciais, muito em voga na altura.
A classificação é totalmente parcial e é mais baseada no saudosismo que outra coisa. É o factor "saudade" a funcionar. Gosto mais do filme pelo facto de se notar o quanto John Carpenter gosta de fazer filmes, do que do filme propriamente dito. Big Trouble in Little China é um daqueles filmes que acaba por ser bom de tão mau que é. Como obra cinematográfica pode não valer nada, mas tem imenso valor sentimental. ●●●○○
Por vezes dá-me para ver filmes ostensivamente maus. Nomeadamente os mais antigos. Filmes que vi quando era miúdo e que na altura ficava maravilhado. É o que dá ter 15 anos (ou menos) e ainda não ter visto nenhumas das obras primas do mundo do cinema. Tenho um gosto especial em rever velharias e perceber como eu próprio evoluí em termos de gosto e apreciação cinematográfica.
Um canal de cinema por cabo fez uma retrospectiva do mítico John Carpenter. Por isso, tive a oportunidade de (re)ver alguns dos clássicos do suspense. Um dos filmes foi o Assalto à 13.ª Esquadra. Tenho de admitir que quando o vi pela primeira vez - há décadas atrás - pareceu-me muito melhor. Francamente, agora parece-me um filme amador. Se este filme ainda tem algum valor, ele vem directamente daquele sítio estranho chamado nostalgia. Mas apesar de tudo, o esqueleto do filme é bom. Tem uma história tão simples que acaba por funcionar, e pouco mais que alguns pormenores interessantes de realização. Por isso mesmo, não é de estranhar que Hollywood tenha pegado no esqueleto e tenha feito um remake com nova carne e actores conhecidos que levem pessoas aos cinemas. Ainda não vi este remake, mas desconfio que será muito difícil piorar o original do Carpenter.
Curiosamente, revi mais ou menos na mesma altura outro "clássico" de série B, que nada tem que ver com este: Cyborg, com Jean-Claude Van Damme. É o filme típico de artes marciais que precisa de uma história de vingança que "segure" o máximo possível de proezas de pancadaria. Este, em particular, mistura vingança, ficção científica (futuro apocalíptico derivado dum vírus incontrolável e um cyborg com a cura) e obviamente altas doses de porrada. Apesar do filme ser também muito mau e não passar duma enorme colagem de clichés dos "filmes de porrada e explosões" custa-me a perceber porque é que ainda ninguém se lembrou de fazer o "obrigatório" remake. Com um ou dois actores de renome e a disponibilidade dos efeitos digitais de hoje em dia, este seria mais um blockbuster.
Em termos de filmes, acredito que todos têm algo de bom. Nem que seja para aproveitar a história e lhe dar um novo fôlego. No pior dos casos, uma pessoa pode ser aprender o que não se deve fazer num filme...
Um canal de cinema por cabo fez uma retrospectiva do mítico John Carpenter. Por isso, tive a oportunidade de (re)ver alguns dos clássicos do suspense. Um dos filmes foi o Assalto à 13.ª Esquadra. Tenho de admitir que quando o vi pela primeira vez - há décadas atrás - pareceu-me muito melhor. Francamente, agora parece-me um filme amador. Se este filme ainda tem algum valor, ele vem directamente daquele sítio estranho chamado nostalgia. Mas apesar de tudo, o esqueleto do filme é bom. Tem uma história tão simples que acaba por funcionar, e pouco mais que alguns pormenores interessantes de realização. Por isso mesmo, não é de estranhar que Hollywood tenha pegado no esqueleto e tenha feito um remake com nova carne e actores conhecidos que levem pessoas aos cinemas. Ainda não vi este remake, mas desconfio que será muito difícil piorar o original do Carpenter.
Curiosamente, revi mais ou menos na mesma altura outro "clássico" de série B, que nada tem que ver com este: Cyborg, com Jean-Claude Van Damme. É o filme típico de artes marciais que precisa de uma história de vingança que "segure" o máximo possível de proezas de pancadaria. Este, em particular, mistura vingança, ficção científica (futuro apocalíptico derivado dum vírus incontrolável e um cyborg com a cura) e obviamente altas doses de porrada. Apesar do filme ser também muito mau e não passar duma enorme colagem de clichés dos "filmes de porrada e explosões" custa-me a perceber porque é que ainda ninguém se lembrou de fazer o "obrigatório" remake. Com um ou dois actores de renome e a disponibilidade dos efeitos digitais de hoje em dia, este seria mais um blockbuster.
Em termos de filmes, acredito que todos têm algo de bom. Nem que seja para aproveitar a história e lhe dar um novo fôlego. No pior dos casos, uma pessoa pode ser aprender o que não se deve fazer num filme...
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