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Men in Black II recomeça sem Tommy Lee "K" Jones que foi "neuralizado" e encontra-se a trabalhar nos Correios sem saber nada da sua vida anterior. Como sempre, a Terra está em perigo de ser invadida por malvados extraterrestres, e Will "J" Smith, mesmo rodeado dos mais estapafúrdios gadgets, não consegue dar conta do recado sozinho. Precisa do seu fiel parceiro. Até porque desta vez, o inimigo é uma espécie de serpente galática que se divide (!?), interpretada pela sexy Lara Flynn Boyle, numa altura em que Twin Peaks ainda estava fresco na memória.
Men in Black II, como o próprio título revela, é relativamente igual ao anterior e poderia sofrer de sequelite aguda, mas Barry Sonnenfeld teve mais uma vez a inteligência de fazer, de facto, uma continuação da primeira história, invés de fazer um segundo filme seguindo a sagrada fórmula da sequela: "igual, mas maior, mais rápido e mais explosivo". Pode parecer a mesma coisa, mas não é. É apenas um pequeno pormenor que transforma uma "sequela" numa "segunda parte". E esta é uma verdadeira segunda parte.
Continua a existir a "química" original entre os dois actores principais e continua a ser muito divertido, se bem que comece a repetir-se em algumas cenas. Barry Sonnefeld decidiu dar a cara e tem um cameo numa cena.
Quem também aparece brevemente é Michael Jackson como Agente M. Todas aquelas operações plásticas (desnecessárias) deram-lhe uma aparência tão estranha que se calhar o melhor seria ter feito papel de extraterrestre...
Men in Black II está "naturalmente" um patamar abaixo do primeiro - porque perdeu o efeito novidade -, mas continua a ser um filme divertido que se vê muito bem. ●●●○○

Há filmes que me marcaram e dos quais nunca mais esqueci, nem que seja apenas porque uma cena foi tão surpreendente que ficou cá para sempre. An American Werewolf in London, filme mítico dos anos 80 (devido aos efeitos especiais; ganhou o primeiro Óscar para esta categoria!), é um desses casos. Revi-o há pouco tempo, porque não me lembrava bem do filme. Só me lembrava daquela transformação de homem em lobisomem. Foi espectacular e algo nunca antes visto.
Para além dessa cena brutal, An American Werewolf in London é um filme muito particular, diria mesmo, estranhíssimo para os padrões actuais. Nem sei se teria algum sucesso hoje em dia, ou sequer se passaria num cinema comercial. É de uma espécie diferente: é um filme de terror com algum gore à mistura, e uma comédia com algum power sexual. Basta ver que a derradeira cena do filme se passa num cinema porno recheado de mortos-vivos que parecem saídos do videoclip de Thriller. (Que por acaso até foi realizado pelo mesmo John Landis. Li que depois de ver o filme, Michael Jackson ficou tão impressionado que decidiu contratar Landis para o dirigir o também mítico clip.)
A história é do mais simples e directo que existe. Dois amigos (David Naughton e Griffin Dunne) viajam de mochila às costas pelas zonas rurais inglesas quando são atacados por um lobisomem. Um deles morre e transforma-se num zombie (que só pode ser visto por lobisomens [??!]) e o outro, após conhecer uma enfermeira sexy (para os padrões da altura...) (Jenny Agutter) e um longo processo de transformação, torna-se num lobisomem sedento de presas e sangue...
An American Werewolf in London é um filme vintage. É uma raridade. É mais um dos grandes representantes dos filmes do anos 80, com a vincada característica dos filmes (e não só) dessa altura, em que tudo parecia possível, tudo parecia permitido. Simplesmente não havia limites. O pessoal queria ver algo novo e diferente. E com An American Werewolf in London foi exactamente isso que tiveram. Apesar de toda a estranheza e sanguinolência é imperdível. ●●○○○

 
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