Durante a II Guerra Mundial, os alemães decidem mostrar que são superiores em todos os aspectos e por isso montam um evento de propaganda para mostrar supremacia também no desporto, neste caso no futebol. A ideia é fazer um jogo entre os melhores nazis e uma equipa composta por prisioneiros aliados. O jogo é marcado e está potencialmente viciado à partida, mas não é simplesmente um "jogo de futebol". Os prisioneiros aproveitam a oportunidade para fazer uma "Fuga para a Vitória".
Dirigido pelo mestre John Huston já quese no final da carreira, Victory é um filme estranho. Para falar um pouco sobre John Houston tinha de criar um novo blog: com 50 anos de carreira e com outros tantos filmes, sendo que muitos são lendas do mundo do cinema dava pano para mangas. Só vi para aí um décimo dos seus filmes... Portanto, fico-me por aqui, até porque paralelamente ainda tem toda uma carreira de actor e argumentista. É uma lenda de Hollywood. Mas estranho a razão que terá levado Houston (americano) a fazer um filme sobre futebol... Vendo o filme, percebe-se facilmente que ele não entende minimamente o desporto nem sabe muito bem como filmá-lo. Se se juntar futebolistas profissionais - que são péssimos actores -, está reunido o conteúdo perfeito para um filme ridículo. Então porque é que isso não acontece? Não sei dizer. Apesar de todos os problemas, Victory acaba por ser um filme bem jeitoso. Mesmo tendo o Sylvester Stallone a fazer de guarda-redes...
Não é o melhor filme de guerra e decidamente não é o melhor filme sobre futebol. Mas é uma oportunidade para ver lendas vivas do futebol (na altura) como Pelé, Bobby Moore e Osvaldo Ardiles em acção. E a acção é real, visto que foi o próprio "rei" Pelé que coreografou as cenas de futebol como se fossem cenas de acção. O resto do casting também são jogadores internacionais da altura. É engraçado... os jogadores tiveram de aprender a representar, mas os actores tiveram de aprender a jogar à bola... Mas à parte dos nomes grandes do desporto também há dois nomes grandes da representação: Michael Caine e Max Von Sydow. São os grandes actores do filme e dão toda a credibilidade ao filme. Para além de serem dois autênticos "senhores"...
Vi o Victory (Fuga para a Vitória, no título original português) quando era miúdo e nunca pensei muito no filme pelo filme. A única coisa que eu queria era fazer aquelas fintas e fazer aquele pontapé de bicicleta do Pelé. Acho que ainda tenho lesões nas costas dessa altura... Tirando os jogos de futebol propriamente ditos, não existiam filmes com o tema futebol. Os americanos nem sabiam o que isso era, portanto não havia (quase) filmes para ninguém. Mas com este filme, finalmente havia a dramatização do cinema a tingir o futebol e a excitação do futebol a chegar ao grande ecrã. E esta é a história perfeita. Os mais fracos a jogar contra os mais fortes, a jogar em desvantagem numérica, a perderem perto do fim... e um penalty contra mesmo no final... Bem... já me estou a entusiasmar com o jogo...
Victory não é um grande filme e muito menos é um filme sobre prisioneiros de guerra nazis. Obviamente que não. É uma relíquia perdida no tempo que fala basicamente de outra coisa: quando se juntam pessoas, por muito diferentes que sejam, mas com um objectivo inabalável comum, mesmo contra todas as adversidades é muito difícil pará-las. É sobre querer ganhar mesmo quando parece impossível. Victory é sobre o esforço, a humildade e a perseverança. Como outros filmes de fugas aos nazis, Victory é um filmito que me ficou para sempre gravado. ●●●○○
PS: Nos bastidores do filme ficou célebre uma cena. Teoricamente, Sylvester Stallone era o grande nome de cartaz (Rocky já era uma instituição...) e por isso queria ter a grande cena do filme que era marcar o golo da vitória... no entanto tinha o papel de guarda-redes. Os jogadores profissionais, incluindo Pelé achavam a ideia absolutamente ridícula... Um guarda-redes a marcar golos, onde é que já se viu?... No entanto em tempos mais recentes, os guarda-redes começaram a sair das áreas e a marcar golos... E se alguém ainda se lembra, o Ricardo um dia tirou as luvas e defendeu um penalty. Mas para além de defender ainda foi marcar o penalty decisivo... Afinal o Stallone é que percebia disto...
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The Martian é um filme sobre o qual não vou perder muito tempo, porque me irritou bastante. Detesto ser enganado... e fui totalmente enganado. Detesto que me façam isso. Antes de ver o filme, venderam-me a coisa como o "melhor filme de ficção científica dos últimos anos". E pior, venderam-me a coisa como o melhor filme do Ridley Scott desde o Alien. Isto são coisas que ouvi e li na crítica (e do público) da altura. Face à vulgaridade recente dos filmes de ficção cientifica (e ainda os há?...) e à massificação dos blockbusters, fiquei super-entusiasmado. Finalmente ia ver qualquer coisa em condições. Recentemente até tinha tido uma boa surpresa com o Gravity (de 2013) e por isso pensei mesmo que o género da ficção científica finalmente tinha regressado aos bons velhos tempos...
Grande erro. The Martian parece um filme de propaganda à NASA. E à ideia marada de irmos todos para Marte. Aquilo é tudo uma maravilha. Podemos ir para lá à vontade. Tem tudo o que uma pessoa precisa. Dá para plantar lá batatas, a electricidade é de borla, o clima é agradável. O problema do astronauta é ter ficado sozinho. Se tivesse companhia, The Martian teria sido uma espécie de Blue Lagoon do espaço. Bem, estou a exagerar e a fugir do contexto. Mas isso é porque me senti verdadeiramente enganado. Ficção científica? Aqui está ela! Atira-se para o guião tudo o que são fórmulas matemáticas e números complexos e assim tudo parece muito sério e académico. E depois, para culminar, aquela coisa da nave espacial chinesa secreta... Porra. Só faltava ter o planeta todo a bater palmas no final...
Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Michael Peña e Sean Bean esforçam-se pouco porque dedicaram todo o esforço a decorar capas e capas com fórmulas matemáticas que nitidamente não entendem o que querem dizer... Isso nota-se no facto de o Sean Bean nem sequer morrer no final como é costume. Acho que esse foi mesmo o momento mais surpreendente de todo o filme...
Se alguém gostar muito de ver video logs, cálculos matemáticos complexos, variados clichés do mundo do cinema e o mais típico filme de Hollywood que possa existir, The Martian é uma excelente escolha. ●○○○○
Grande erro. The Martian parece um filme de propaganda à NASA. E à ideia marada de irmos todos para Marte. Aquilo é tudo uma maravilha. Podemos ir para lá à vontade. Tem tudo o que uma pessoa precisa. Dá para plantar lá batatas, a electricidade é de borla, o clima é agradável. O problema do astronauta é ter ficado sozinho. Se tivesse companhia, The Martian teria sido uma espécie de Blue Lagoon do espaço. Bem, estou a exagerar e a fugir do contexto. Mas isso é porque me senti verdadeiramente enganado. Ficção científica? Aqui está ela! Atira-se para o guião tudo o que são fórmulas matemáticas e números complexos e assim tudo parece muito sério e académico. E depois, para culminar, aquela coisa da nave espacial chinesa secreta... Porra. Só faltava ter o planeta todo a bater palmas no final...
Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Michael Peña e Sean Bean esforçam-se pouco porque dedicaram todo o esforço a decorar capas e capas com fórmulas matemáticas que nitidamente não entendem o que querem dizer... Isso nota-se no facto de o Sean Bean nem sequer morrer no final como é costume. Acho que esse foi mesmo o momento mais surpreendente de todo o filme...
Se alguém gostar muito de ver video logs, cálculos matemáticos complexos, variados clichés do mundo do cinema e o mais típico filme de Hollywood que possa existir, The Martian é uma excelente escolha. ●○○○○
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Uma série de eventos leva a que o executivo Nick Halloway (Chevy Chase) fique acidentalmente invisível. Apercebendo-se do potencial para suas as investigações, David Jenkins (Sam Neill) um obstinado agente da CIA persegue-o sem tréguas. Nick recorre à ajuda de Alice Monroe (Daryl Hannah) para permanecer em fuga. Em termos gerais, é esta a história de Memoirs of an Invisible Man. Vindo de quem vem, o filme deveria chamar-se John Carpenter's Memoirs of an Invisible Man. Mas nota-se que este não é um filme do John Carpenter. É mais um filme do Chevy Chase. Está mais a tombar para o romance cómico do que para a ficção científica. O guião pega na temática do homem invisível mas leva o filme noutra direcção completamente diferente.
Se tivesse que escolher uma palavra para classificar este filme acho que seria... difuso. Tal como as moléculas do Nick Halloway, tudo no filme parece desagregado e fora do sítio. O Carpenter a fazer uma espécie de comédia. O Chase a fazer uma espécie de ficção científica. No geral, nem parece uma coisa nem outra. Faz-me lembrar aqueles filmes que são para adultos mas têm demasiada fantasia ou aqueles outros que são para crianças mas são demasiado assustadores e depois não agradam ao público dos miúdos nem dos graúdos. Este Memoirs of an Invisible Man sofre do mesmo mal. Demasiadas cabeças a pensar (e a mandar) normalmente causam tantos danos como muito poucas. Até eu já começo a ficar meio confuso com isto... Adiante.
Chevy Chase, um gajo que nunca foi propriamente do meu agrado, e que normalmente está associado à comédia de palhaçada, aparece aqui mais comedido e mais sério. A Daryl Hannah estava no apogeu de tudo, e portanto não preciso de dizer mais nada. E o Sam Neil é um daqueles gajos que dispensa apresentações e que simplesmente nunca está mal.
Memoirs of an Invisible Man não é um clássico, mas é um filme que me ficou na memória. Em 1992 não havia assim tantos filmes de efeitos especiais aceitáveis e os que havia eram sempre bem-vindos. Mas apesar do pessoal dos efeitos se ter esmerado, já na altura, Memoirs of an Invisible Man pareceu algo fora de tempo, como se tivesse sido feito uns anos antes. Gosto sempre de rever o Memoirs of an Invisible Man, mas é apenas por puro saudosismo. ●●○○○
Se tivesse que escolher uma palavra para classificar este filme acho que seria... difuso. Tal como as moléculas do Nick Halloway, tudo no filme parece desagregado e fora do sítio. O Carpenter a fazer uma espécie de comédia. O Chase a fazer uma espécie de ficção científica. No geral, nem parece uma coisa nem outra. Faz-me lembrar aqueles filmes que são para adultos mas têm demasiada fantasia ou aqueles outros que são para crianças mas são demasiado assustadores e depois não agradam ao público dos miúdos nem dos graúdos. Este Memoirs of an Invisible Man sofre do mesmo mal. Demasiadas cabeças a pensar (e a mandar) normalmente causam tantos danos como muito poucas. Até eu já começo a ficar meio confuso com isto... Adiante.
Chevy Chase, um gajo que nunca foi propriamente do meu agrado, e que normalmente está associado à comédia de palhaçada, aparece aqui mais comedido e mais sério. A Daryl Hannah estava no apogeu de tudo, e portanto não preciso de dizer mais nada. E o Sam Neil é um daqueles gajos que dispensa apresentações e que simplesmente nunca está mal.
Memoirs of an Invisible Man não é um clássico, mas é um filme que me ficou na memória. Em 1992 não havia assim tantos filmes de efeitos especiais aceitáveis e os que havia eram sempre bem-vindos. Mas apesar do pessoal dos efeitos se ter esmerado, já na altura, Memoirs of an Invisible Man pareceu algo fora de tempo, como se tivesse sido feito uns anos antes. Gosto sempre de rever o Memoirs of an Invisible Man, mas é apenas por puro saudosismo. ●●○○○
Há coisas que não entendo neste mundo. Uma delas é: porquê fazer um remake de um clássico? Aliás, porquê correr o risco de refazer um clássico? Não sei responder. Tinham a sequela do livro (Banco) para adaptar... Porque é que não pegaram numa história nova? Porquê esta lógica de remexer em coisas que estão tão bem feitas e já cristalizadas na psique do mundo cinematográfico? A sério que não entendo.
Mas vamos lá a ver isto objectivamente. Este novo Papillon (de Michael Noer) está mal feito? Não. É uma mau filme. Nem por isso. O actor principal (Charlie Hunnam) aguente-se bem a fazer de Steve McQueen e Rami Malek fica muito bem a imitar os tiques de Dustin Hoffman.
Nada está mal feito aqui, mas continuo sem perceber a lógica do remake, ainda por cima de um clássico intemporal como este.
Tem pelo menos a vantagem de dar a conhecer a história a um público mais jovem. Continuo sem perceber a lógica, mas ao fim e ao cabo, vê-se bem. ●●○○○
Mas vamos lá a ver isto objectivamente. Este novo Papillon (de Michael Noer) está mal feito? Não. É uma mau filme. Nem por isso. O actor principal (Charlie Hunnam) aguente-se bem a fazer de Steve McQueen e Rami Malek fica muito bem a imitar os tiques de Dustin Hoffman.
Nada está mal feito aqui, mas continuo sem perceber a lógica do remake, ainda por cima de um clássico intemporal como este.
Tem pelo menos a vantagem de dar a conhecer a história a um público mais jovem. Continuo sem perceber a lógica, mas ao fim e ao cabo, vê-se bem. ●●○○○
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O Papillon (de Franklin J. Schaffner) é um dos filmes da minha vida. Vi-o muito novo e marcou-me profundamente. De certa forma teve o dom de me "educar". Tive situações da minha vida em que já não aguentava mais e lembrava-me do Papillon e conseguia "fazer mais um esforço". Quando tinha vontade de desistir, lembrava-me do Papillon e continuava mais uma vez. Papillon é isto. Uma história épica de perseverança, de capacidades sobre-humanas, de aguentar o impossível, de atingir o inalcançável, de resiliência imparável, de superação absoluta para lá de todas as capacidade físicas e mentais. Tenho uma aversão natural à injustiça. Ver um homem sofrer castigos
intermináveis por um crime que não cometeu, causa-me náuseas. Por isso, é que Papillon é para mim um épico inesquecível, que me lembra sempre que não há prisão forte o suficiente para segurar a determinação inabalável de um injustiçado.
Papillon é baseado na história verídica de Henri "Papillon" Charrière, que depois de injustamente condenado por um assalto a um banco, é enviado para uma prisão de alta segurança na colónia penal da Guiana Francesa. Lá, acabaria por sofrer os tratamentos mais desumanos que se podem imaginar. Anos fechado em solitária, muitos deles em escuridão total, fome e torturas constantes. Não admira que o seu único propósito fosse a fuga. Curiosamente, há pouco tempo descobri que tenho o livro mas nunca o li. É uma falha enorme. Espero ter tempo nas férias para o ler com atenção. Pelo que li, percebi que o filme se desvia consideravelmente da história original, assim como a história original do livro se afasta da verdadeira história de Charrière. Depois de ler o livro, já terei uma ideia do desfasamento "dramático", mas isso não vai mudar nada em relação ao que sinto pelo filme.
Se o filme é muito bom e intemporal, deve-o principalmente à realização impecável de Schaffner, mas especialmente ao argumento exemplarmente bem escrito da lenda de Hollywood que foi Dalton Trumbo. Já não se fazem pessoas assim. Já não se escreve com esta qualidade para fazer um filme. Agora tem de ser tudo muito mais imediato, mais atractivo e com mais acção. É uma pena. Mas o que acho que elevou este Papillon a filme de culto foi mesmo a dupla principal de actores, Steve McQueen e Dustin Hoffman. O restante casting é muito bom, mas esta dupla foi um evento único. Hoffman é desde então um dos meus actores favoritos, mas o Steve Mcqueen está num nível ainda superior. Há ali um carisma, um falar sem abrir a boca que é único. É daqueles actores que têm uma força visual tão grande que só aparecem de décadas a décadas na história do cinema. Um dos maiores de sempre e um dos meus preferidos de todos os tempos. Não me canso de o ver. Na minha memória ficou gravado aquele salto do penhasco para oceano e o grito seco no final, enquanto flutuava nos sacos de cocos em direcção à tão esperada liberdade: "Hey you bastards, i'm still here". Estou contigo, Papillon. ●●●●● + ●
Papillon é baseado na história verídica de Henri "Papillon" Charrière, que depois de injustamente condenado por um assalto a um banco, é enviado para uma prisão de alta segurança na colónia penal da Guiana Francesa. Lá, acabaria por sofrer os tratamentos mais desumanos que se podem imaginar. Anos fechado em solitária, muitos deles em escuridão total, fome e torturas constantes. Não admira que o seu único propósito fosse a fuga. Curiosamente, há pouco tempo descobri que tenho o livro mas nunca o li. É uma falha enorme. Espero ter tempo nas férias para o ler com atenção. Pelo que li, percebi que o filme se desvia consideravelmente da história original, assim como a história original do livro se afasta da verdadeira história de Charrière. Depois de ler o livro, já terei uma ideia do desfasamento "dramático", mas isso não vai mudar nada em relação ao que sinto pelo filme.
Se o filme é muito bom e intemporal, deve-o principalmente à realização impecável de Schaffner, mas especialmente ao argumento exemplarmente bem escrito da lenda de Hollywood que foi Dalton Trumbo. Já não se fazem pessoas assim. Já não se escreve com esta qualidade para fazer um filme. Agora tem de ser tudo muito mais imediato, mais atractivo e com mais acção. É uma pena. Mas o que acho que elevou este Papillon a filme de culto foi mesmo a dupla principal de actores, Steve McQueen e Dustin Hoffman. O restante casting é muito bom, mas esta dupla foi um evento único. Hoffman é desde então um dos meus actores favoritos, mas o Steve Mcqueen está num nível ainda superior. Há ali um carisma, um falar sem abrir a boca que é único. É daqueles actores que têm uma força visual tão grande que só aparecem de décadas a décadas na história do cinema. Um dos maiores de sempre e um dos meus preferidos de todos os tempos. Não me canso de o ver. Na minha memória ficou gravado aquele salto do penhasco para oceano e o grito seco no final, enquanto flutuava nos sacos de cocos em direcção à tão esperada liberdade: "Hey you bastards, i'm still here". Estou contigo, Papillon. ●●●●● + ●
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Depois de ver um filme, o meu cérebro começa automaticamente a elaborar uma crítica. No caso de Vice, o meu cérebro desligou-se. Uma vazio de opinião. Nada. Zip. Nicles. Mentalmente falando, o meu cérebro eclipsou-se. Enquanto pensava no que dizer sobre Vice fui ao IMDB pesquisar e perceber se o filme que tinha acabado de ver era mesmo verdadeiro ou uma alucinação esquisita, e por acaso encontrei esta crítica fantástica: "Porno quality acting, porno quality actresses, porno quality dialog. gigantic plot holes, zero internal logic, ridiculous overuse of automatic weapons, bad science and disrespect for the laws of physics, poor CGI, rotten set design, bad lighting, yada, yada. Oddly enough, the sound, editing and cinematography were professionally acceptable." E é mesmo isto. Resume perfeitamente o que achei sobre o filme. É incrivelmente mau. Uma cópia descarada do Westworld (mais uma história do robot que se torna consciente... [outra vez?!?]) que sempre que esbarra num buraco do argumento, resolve-o com uma cena de acção disparatada (basicamente alguém aparece e desata aos tiros para todo o lado), filmado em cenários de outros filmes e séries de TV, interpretado maioritariamente por actores com capacidades de representação ao nível de um filme porno mediano, e dois actores de renome (Thomas Jane e Bruce Willis [o que é que vocês estão a aqui a fazer, meus?!?]) tão embaraçados por estarem ali que tentam a todo o custo esconder-se das câmaras e interagir o mínimo possível no filme. Isto não é um filme. É... uma "coisa". É que nem consigo articular um insulto de tão mau que é. Não entendo como estas "coisas" conseguem passar por todo o processo de criação e produção e ainda assim chegar ao grande público. Quer dizer, até percebo... Arranja-se uma história da treta, põe-se uns tiroteios jeitosos pelo meio e junta-se-lhe um ou dois nomes conhecidos para dar a cara no trailer. Isto é mais um caso de fraude do que propriamente cinema, mas tudo bem... É deprimente. É raro, mas é um rotundo zero. ○○○○○
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Deadfall é um thriller que conta a história de dois irmãos, Addison (Eric Bana) e Lisa (Olivia Wilde) que depois de terem um acidente de carro após um assalto a um casino, decidem que é melhor fugir, seguindo caminhos separados até passarem a fronteira. No final, depois de muitas atribulações, acabam por se juntar num estranho Jantar de Acção de Graças com a família de um pugilista (Charlie Hunnam), também ele fugido da polícia.
Apesar da minha sinopse ser muita confusa, Deadfall até está muito bem escrito. Tudo encaixa perfeitamente. Aliás, o filme é bom, mas falta-lhe qualquer "coisa" que não sei muito bem o que é, para ser muito bom. A história é boa, complexa e bem escrita, tem drama sem ser forçado, a realização é boa (Stefan Ruzowitzky), todos os actores são bons (Kris Kristofferson, Sissy Spacek, Kate Mara, Treat Williams) mas falta-lhe "algo"...
Deadfall fez-me lembrar aquelas alturas em que uma pessoa vai a um restaurante, come uma refeição muito bem confeccionada - como estava à espera -, mas que lhe falta sal... Ou não há sobremesa... Neste caso, não sei bem o que lhe falta, mas vê-se bem. ●●○○○
Apesar da minha sinopse ser muita confusa, Deadfall até está muito bem escrito. Tudo encaixa perfeitamente. Aliás, o filme é bom, mas falta-lhe qualquer "coisa" que não sei muito bem o que é, para ser muito bom. A história é boa, complexa e bem escrita, tem drama sem ser forçado, a realização é boa (Stefan Ruzowitzky), todos os actores são bons (Kris Kristofferson, Sissy Spacek, Kate Mara, Treat Williams) mas falta-lhe "algo"...
Deadfall fez-me lembrar aquelas alturas em que uma pessoa vai a um restaurante, come uma refeição muito bem confeccionada - como estava à espera -, mas que lhe falta sal... Ou não há sobremesa... Neste caso, não sei bem o que lhe falta, mas vê-se bem. ●●○○○






