Não. Não tem nada a ver com "aquela" cena dos 1% mais poderosos que controlam tudo e todos. Isto é sobre a teoria do 1 porcento (ou por cento?) dos filmes que são verdadeiras obras primas. Já por aqui expliquei como classifico todos os filmes que vi. Se alguém tiver paciência para os meus longos textos pode ler sobre isso aqui.
Dentro das avaliações, há uma classe de filmes muito particulares: aqueles que, do meu ponto de vista, preenchem todos os requisitos como obra cinematográfica e ainda têm algo mais: os filmes de "6 estrelas". (sim, estrelas, apesar de eu usar "bolas", mas isso é só porque não ainda consegui perceber como introduzir os símbolos correctos sem desconfigurar o texto...)
Ao longo do tempo, percebi que não existem assim tantos filmes deste gabarito. De todos os filmes que vi até hoje, se calhar, os de "nota 6" resumem-se a poucas dezenas. E como sou um gajo que tem sempre muitas teorias, automaticamente desenvolvi uma, que me diz que só de 100 em 100 filmes é que aparece um daqueles filmalhaços que nunca mais se esquece e que ficam para a história. Sinceramente, não sei se a teoria está certa. Nunca tive a oportunidade de a testar.
Mais uma outra coisa boa que saiu do facto de comentar os filmes num site: permite-me contabilizar e assim testar a teoria. Como o site chegou ao centésimo filme, para comemorar, vai já a seguir um desses filmes de "6 estrelas"...
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Tenho andado a pensar numa forma de classificar os filmes. Classificar, não. O termo mais correcto será quantificar os filmes.
Apesar de tudo, a classificação é bem mais fácil. Tirando os problemas óbvios dos filmes que têm vários géneros, é muito mais fácil. Um filme ou é de ficção científica ou um drama, um filme de acção ou um documentário. Há até aqueles filmes feitos especificamente para explorar o gosto do público por determinado género como o blaxpoitation. Há filmes que, apesar de não serem bons, são um marco do cinema precisamente por terem criado um novo género como o spaghetti western, por exemplo. Claro que isto não é assim tão simples. Porque o 2001: Odisseia no Espaço não é apenas um filme de ficção científica, nem o Apocalypse Now é um filme de guerra. Há filmes que pura e simplesmente não se conseguem encaixar num determinado rótulo ou género. Por estranho que possa parecer, normalmente até é o que distingue os grandes filmes dos demais. Mas sempre é mais fácil conseguir encaixar um filme num determinado género (ou vários) do que conseguir mostrar o seu valor.
Por isso é que nos jornais e afins, as atribuições dos críticos são tão díspares. Como se costuma dizer na gíria: "é conforme!". Isto é, depende de quem avalia. Se for um crítico mais "virado" para o cinema europeu, qualquer filme com o selo de Hollywood vai ser uma merda e só tem direito a 1 "estrelinha. Se for um crítico com outro interesse ou outra perspectiva diferente, a avaliação do filme muda. Isto sempre me pareceu demasiado abstracto e subjectivo. Portanto, tenho andado a pensar que tem de haver um método mais objectivo para quantificar um filme.
Primeiro pensei que as matemáticas e as médias seriam um bom método a aplicar, mas depois lembrei-me do Dead Poets Society e do sistema métrico de avaliação de poesia do Dr. J. Evans Pritchard, Ph.D.. Não me parece bem andar de regra e esquadro a fazer gráficos para avaliar o que quer que seja. Desisti dessa ideia e percebi que - mesmo que não se queira - há sempre uma grande dose de subjectividade nestas avaliações. O que não é assim tão negativo quanto pensava. Eu sei que é um contraditório afirmar isto, mas é verdade.
Da mesma forma que sempre achei que quantificar os filmes com 5 "estrelas" era demasiado redutor. Estava enganado outra vez. Após muita reflexão sobre o assunto cheguei à conclusão que É MESMO a melhor forma. (Isto acontece-me muitas vezes, contradizer as minha próprias opiniões). Com um acréscimo: a sexta "estrelinha". A "estrela" que distingue os excelentes filmes, dos filmes "fora da escala". Eis a minha lógica de pensamento.
Percebi que existem 5 tópicos (mais 1 extra) que definem a qualidade de um filme. E para tentar ser o mais objectivo possível, analiso os filmes como tendo o tópico preenchido ou não, de forma a eliminar a subjectividade o mais possível.
Primeiro: a realização geral. Na realização geral incluo a visão estética do filme, a direcção dos actores e a forma como são apresentadas as imagens. Convém não esquecer que um filme é acima de tudo uma mostra gráfica. Uma série de imagens estáticas colocadas em movimento. Neste ponto conta muito toda a equipa "visual" que um realizador junta à sua volta, como o director de fotografia, por exemplo. Mas também a visão particular do realizador. Como é que se apresentam emoções? Qual a melhor forma de mostrar arrependimento? Como se mostra à audiência que algo está para acontecer? Ou pôr-lhe os cabelos em pé? Ou dar-lhe um nó no estômago? Pois. Só um grande realizador sabe compor imagens para responder a isso. Outra coisa que se nota nos grandes realizadores é também um aspecto mais abrangente: domínio sobre o filme. Por isso mesmo, é raro um "assalariado" de estúdio conseguir fazer um grande filme. Um "assalariado" faz demasiadas concessões enquanto um grande realizador tem o filme todo na cabeça e controla todos os aspectos do filme. Isto nota-se num filme. Para o bem e para o mal.
Segundo: actores. O que é um filme sem actores? Nada. É como um actor sem público. Uma das forças motrizes de um bom filme são mesmo os actores. Mas não só. É também a escolha dos próprios actores. Alguém imaginou outro actor que não o Harrison Ford a fazer de Indiana Jones? Outro actor no The Shinning que não o Jack Nicholson? Outro Patton que não o George C. Scott? Pode não parecer, mas a escolha inicial de um determinado actor para um determinado papel é muito importante e decisivo para criar um bom filme. E, como é óbvio, o actor tem de ser mesmo bom e de ter um boa performance. Como se costuma dizer, se o actor fizer um daqueles "papelaços" inesquecíveis, mesmo um filme mediano torna-se logo bom.
Terceiro: a história. Antes de um filme existir visualmente, ele vai nascendo no papel através do seu guião. Não sei avaliar a qualidade técnica de um guião, mas mais importante do que isso é quando o realizador lhe dá vida. Mas começar com uma grande história, um tema totalmente inovador é meio caminho andado para ter em mãos um bom filme. Neste aspecto, saliento sempre um factor muito importante. O final da história. Quem escreve sabe bem que finalizar um boa história é sempre muito mais difícil do que iniciá-la. Não me estou a referir os célebres twists. Estou a referir-me àquela "boa" conclusão. Muitas vezes, os filmes têm boas histórias, desenvolvem-se bem, mas o final do filme deixa um sabor amargo. Finais demasiadamente "em aberto" (à europeu), totalmente previsíveis ou que dão tantas voltas (os tais twists) para baralhar o final óbvio, que acabam por ser novamente previsíveis.
Quarto: os aspectos técnicos. Som, luz, cor e efeitos especiais dão camadas extra a um filme. E se elas forem todas muito boas e equilibradas, a qualidade de um filme aumenta exponencialmente. Isto nota-se, pela negativa nos blockbusters. A camada dos efeitos especiais é tão espessa que por vezes tapa todo o filme. Por isso é que é raro ver um "blockbuster de efeitos" que seja um bom filme. Pelo lado positivo, aspectos técnicos bem concebidos, que ajudem a contar a história e exponenciem o trabalho dos actores, elevam os filmes à categoria de clássicos. É como a construção de um pintura: começa-se pelo esboço a carvão, lima-se os pormenores, acrescentam-se cores e finaliza-se os retoques.
Quinto: ritmo. Um dos elementos menos visível de um filme é a montagem. Pode não parecer, mas saber quando cortar uma cena ou prolongá-la faz toda a diferença. Isto é muito importante porque marca o andamento de um filme. Pode torná-lo hiper-rápido ou insuportavelmente lento. Há aqui um paralelismo directo com a música. Há que saber quando meter as guitarradas estridentes e as melodias calmas. Um bom filme tem um equilíbrio perfeito entre a acção e o diálogo. É como uma música dos Pink Floyd: não se percebe muito bem porquê, mas têm o ritmo perfeito. Um bom filme é igual. Tem de ser consistente, mas conseguir, de tempos a tempos, fazer-nos dar um salto na cadeira.
Por último: a sexta "estrela". A "estrela" que faz toda a diferença. Pensei muito no assunto e reparei que o que faz os grandes filmes é sua durabilidade. Ou seja, a capacidade de resistirem à passagem do tempo. É como toda a restante arte: a que faz a diferença é a que perdura. Fazer um filme perdurar no tempo é talvez o mais difícil. Já me aconteceu "n" de vezes rever um filme que achava excelente, mas que agora noto que ficou "marcado" no tempo. Uma pessoa percebe que aquele filme é da década de 70 ou 80, que os aspectos técnicos estão "marcados" e/ou desactualizados, que a temática só tinha validade num tempo específico ou que era dum determinado género que entretanto passou de moda. Acho que esta última "estrela" é o que faz os bons filmes saltarem para uma classe à parte. A classe dos "intemporais". Por isso é que há tão poucos.
Resumindo. Para um filme ser bom é necessário existir uma grande colaboração de talentos em volta de uma boa história, liderados por um líder exemplar. Mas para um filme ser intemporal (até resistir à crítica) é absolutamente necessário que o "homem do leme" consiga criar "aquela estrelinha" extra para colocar no final. Vou ver um filme qualquer só para experimentar esta nova classificação. Perdão. Quantificação.
Apesar de tudo, a classificação é bem mais fácil. Tirando os problemas óbvios dos filmes que têm vários géneros, é muito mais fácil. Um filme ou é de ficção científica ou um drama, um filme de acção ou um documentário. Há até aqueles filmes feitos especificamente para explorar o gosto do público por determinado género como o blaxpoitation. Há filmes que, apesar de não serem bons, são um marco do cinema precisamente por terem criado um novo género como o spaghetti western, por exemplo. Claro que isto não é assim tão simples. Porque o 2001: Odisseia no Espaço não é apenas um filme de ficção científica, nem o Apocalypse Now é um filme de guerra. Há filmes que pura e simplesmente não se conseguem encaixar num determinado rótulo ou género. Por estranho que possa parecer, normalmente até é o que distingue os grandes filmes dos demais. Mas sempre é mais fácil conseguir encaixar um filme num determinado género (ou vários) do que conseguir mostrar o seu valor.
Por isso é que nos jornais e afins, as atribuições dos críticos são tão díspares. Como se costuma dizer na gíria: "é conforme!". Isto é, depende de quem avalia. Se for um crítico mais "virado" para o cinema europeu, qualquer filme com o selo de Hollywood vai ser uma merda e só tem direito a 1 "estrelinha. Se for um crítico com outro interesse ou outra perspectiva diferente, a avaliação do filme muda. Isto sempre me pareceu demasiado abstracto e subjectivo. Portanto, tenho andado a pensar que tem de haver um método mais objectivo para quantificar um filme.
Primeiro pensei que as matemáticas e as médias seriam um bom método a aplicar, mas depois lembrei-me do Dead Poets Society e do sistema métrico de avaliação de poesia do Dr. J. Evans Pritchard, Ph.D.. Não me parece bem andar de regra e esquadro a fazer gráficos para avaliar o que quer que seja. Desisti dessa ideia e percebi que - mesmo que não se queira - há sempre uma grande dose de subjectividade nestas avaliações. O que não é assim tão negativo quanto pensava. Eu sei que é um contraditório afirmar isto, mas é verdade.
Da mesma forma que sempre achei que quantificar os filmes com 5 "estrelas" era demasiado redutor. Estava enganado outra vez. Após muita reflexão sobre o assunto cheguei à conclusão que É MESMO a melhor forma. (Isto acontece-me muitas vezes, contradizer as minha próprias opiniões). Com um acréscimo: a sexta "estrelinha". A "estrela" que distingue os excelentes filmes, dos filmes "fora da escala". Eis a minha lógica de pensamento.
Percebi que existem 5 tópicos (mais 1 extra) que definem a qualidade de um filme. E para tentar ser o mais objectivo possível, analiso os filmes como tendo o tópico preenchido ou não, de forma a eliminar a subjectividade o mais possível.
Primeiro: a realização geral. Na realização geral incluo a visão estética do filme, a direcção dos actores e a forma como são apresentadas as imagens. Convém não esquecer que um filme é acima de tudo uma mostra gráfica. Uma série de imagens estáticas colocadas em movimento. Neste ponto conta muito toda a equipa "visual" que um realizador junta à sua volta, como o director de fotografia, por exemplo. Mas também a visão particular do realizador. Como é que se apresentam emoções? Qual a melhor forma de mostrar arrependimento? Como se mostra à audiência que algo está para acontecer? Ou pôr-lhe os cabelos em pé? Ou dar-lhe um nó no estômago? Pois. Só um grande realizador sabe compor imagens para responder a isso. Outra coisa que se nota nos grandes realizadores é também um aspecto mais abrangente: domínio sobre o filme. Por isso mesmo, é raro um "assalariado" de estúdio conseguir fazer um grande filme. Um "assalariado" faz demasiadas concessões enquanto um grande realizador tem o filme todo na cabeça e controla todos os aspectos do filme. Isto nota-se num filme. Para o bem e para o mal.
Segundo: actores. O que é um filme sem actores? Nada. É como um actor sem público. Uma das forças motrizes de um bom filme são mesmo os actores. Mas não só. É também a escolha dos próprios actores. Alguém imaginou outro actor que não o Harrison Ford a fazer de Indiana Jones? Outro actor no The Shinning que não o Jack Nicholson? Outro Patton que não o George C. Scott? Pode não parecer, mas a escolha inicial de um determinado actor para um determinado papel é muito importante e decisivo para criar um bom filme. E, como é óbvio, o actor tem de ser mesmo bom e de ter um boa performance. Como se costuma dizer, se o actor fizer um daqueles "papelaços" inesquecíveis, mesmo um filme mediano torna-se logo bom.
Terceiro: a história. Antes de um filme existir visualmente, ele vai nascendo no papel através do seu guião. Não sei avaliar a qualidade técnica de um guião, mas mais importante do que isso é quando o realizador lhe dá vida. Mas começar com uma grande história, um tema totalmente inovador é meio caminho andado para ter em mãos um bom filme. Neste aspecto, saliento sempre um factor muito importante. O final da história. Quem escreve sabe bem que finalizar um boa história é sempre muito mais difícil do que iniciá-la. Não me estou a referir os célebres twists. Estou a referir-me àquela "boa" conclusão. Muitas vezes, os filmes têm boas histórias, desenvolvem-se bem, mas o final do filme deixa um sabor amargo. Finais demasiadamente "em aberto" (à europeu), totalmente previsíveis ou que dão tantas voltas (os tais twists) para baralhar o final óbvio, que acabam por ser novamente previsíveis.
Quarto: os aspectos técnicos. Som, luz, cor e efeitos especiais dão camadas extra a um filme. E se elas forem todas muito boas e equilibradas, a qualidade de um filme aumenta exponencialmente. Isto nota-se, pela negativa nos blockbusters. A camada dos efeitos especiais é tão espessa que por vezes tapa todo o filme. Por isso é que é raro ver um "blockbuster de efeitos" que seja um bom filme. Pelo lado positivo, aspectos técnicos bem concebidos, que ajudem a contar a história e exponenciem o trabalho dos actores, elevam os filmes à categoria de clássicos. É como a construção de um pintura: começa-se pelo esboço a carvão, lima-se os pormenores, acrescentam-se cores e finaliza-se os retoques.
Quinto: ritmo. Um dos elementos menos visível de um filme é a montagem. Pode não parecer, mas saber quando cortar uma cena ou prolongá-la faz toda a diferença. Isto é muito importante porque marca o andamento de um filme. Pode torná-lo hiper-rápido ou insuportavelmente lento. Há aqui um paralelismo directo com a música. Há que saber quando meter as guitarradas estridentes e as melodias calmas. Um bom filme tem um equilíbrio perfeito entre a acção e o diálogo. É como uma música dos Pink Floyd: não se percebe muito bem porquê, mas têm o ritmo perfeito. Um bom filme é igual. Tem de ser consistente, mas conseguir, de tempos a tempos, fazer-nos dar um salto na cadeira.
Por último: a sexta "estrela". A "estrela" que faz toda a diferença. Pensei muito no assunto e reparei que o que faz os grandes filmes é sua durabilidade. Ou seja, a capacidade de resistirem à passagem do tempo. É como toda a restante arte: a que faz a diferença é a que perdura. Fazer um filme perdurar no tempo é talvez o mais difícil. Já me aconteceu "n" de vezes rever um filme que achava excelente, mas que agora noto que ficou "marcado" no tempo. Uma pessoa percebe que aquele filme é da década de 70 ou 80, que os aspectos técnicos estão "marcados" e/ou desactualizados, que a temática só tinha validade num tempo específico ou que era dum determinado género que entretanto passou de moda. Acho que esta última "estrela" é o que faz os bons filmes saltarem para uma classe à parte. A classe dos "intemporais". Por isso é que há tão poucos.
Resumindo. Para um filme ser bom é necessário existir uma grande colaboração de talentos em volta de uma boa história, liderados por um líder exemplar. Mas para um filme ser intemporal (até resistir à crítica) é absolutamente necessário que o "homem do leme" consiga criar "aquela estrelinha" extra para colocar no final. Vou ver um filme qualquer só para experimentar esta nova classificação. Perdão. Quantificação.
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Já não é a primeira vez que "abro" um blog. Nem a segunda. Nem a terceira... Bem, acho já perdi a conta. E cometo sempre o mesmo erro. Justificar a abertura. Como se isso interessasse a alguém. Por isso mesmo, desta vez não o vou fazer. Também cometo outro erro grave e acho que é o mesmo de tantas outras pessoas: disperso o assunto. Eu sei o quanto é tentador abrir um "estaminé de opinião" ao mundo. Como se alguém fosse ler. Ao princípio, uma pessoa fica toda entusiasmada, escreve sobre tudo e mais alguma coisa, pesquisa sobre todos os assuntos e sempre com a esperança (infundada) de se vir a tornar um blogger famoso, estar o dia inteiro em casa de cuecas e chinelos, fazer rios de dinheiro a cada post publicado e recusar entrevistas na TV para adensar a imagem de "intelectual recluso", tipo Banksy dos blogs. Pois. Isso nunca acontece e passado pouco tempo esmorece o entusiasmo e o coitado do blog definha e morre.
Claro que passado um ou dois anos, uma pessoa lembra-se que em tempo teve um blog, vai lá dar uma vista de olhos, congratula-se com os maravilhosos textos que escreveu... e todo o processo recomeça. É o que está a acontecer neste preciso momento.
Portanto, para emendar esse erro (o de dispersar o assunto), vou centrar-me num só: filmes. É que ter um blog sobre cinema resolve alguns dos erros básicos do blogger amador.
Em primeiro lugar, porque centra o tema da escrita. Toda a gente que "abriu" um blog só porque achou que queria "mandar" uns "bitaites" que ainda não tinham sido "mandados" chega a um ponto em que percebe que todos os assuntos estão interligados. Este pormenor torna a escrita numa grande confusão. Uma pessoa começa a falar em arroz e daqui a nada já está a analisar gráficos macro-económicos da Malásia... Tudo se torna muito confuso.
Em segundo lugar, arranja-se um tema de escrita praticamente ilimitado sem estar todo interligado. Eu não sei quantos filmes vi até hoje, mas tenho a certeza que foram muitos. Tantos, que tenho a certeza que me canso novamente de escrever no blog antes de acabar o tema da conversa.
Em terceiro lugar, acaba o rol infinito de links que uma pessoa tem de colocar nos posts. Além da trabalheira gigantesca que é procurá-los. Com os filmes, é só colocar o trailer e já está!
Deixando de parte os erros básicos e as dicas de blogger, queria só deixar umas pequenas notas sobre o funcionamento do blog. Não escrevo isto para ninguém em particular. Nem contra ninguém. Escrevo-o apenas porque gosto de ver filmes (até os maus) e do simples prazer da escrita (neste caso, da "teclagem"). E assim, também, fica para a posteridade uma espécie de base de dados dos filmes que vi, já que é impossível uma pessoa guardar e coleccionar filmes. Quem começou a ver filmes em Beta, passou a VHS e depois a DVD e Blu Ray (e o próximo formato que ainda há-de vir...) percebe o que estou a dizer...
Por último, posso dar asas àquele velho sonho de todos os cinéfilos: atingir o patamar mítico de crítico. Com alguma sorte e engenho ainda chego a "estar o dia inteiro em casa de cuecas e chinelos, fazer rios de dinheiro a cada post publicado e recusar entrevistas na TV para adensar a imagem de "intelectual recluso""...
Esqueci-me dum pormenor indispensável num blog deste género: a classificação. Estou aqui a pensar como classificar os filmes... Cinco estrelas é o mais convencional, mas acho muito redutor classificar de 0 a 5. Até porque há filmes que saem da escala. Bem, como tudo o resto neste blog, logo se verá...
Claro que passado um ou dois anos, uma pessoa lembra-se que em tempo teve um blog, vai lá dar uma vista de olhos, congratula-se com os maravilhosos textos que escreveu... e todo o processo recomeça. É o que está a acontecer neste preciso momento.
Portanto, para emendar esse erro (o de dispersar o assunto), vou centrar-me num só: filmes. É que ter um blog sobre cinema resolve alguns dos erros básicos do blogger amador.
Em primeiro lugar, porque centra o tema da escrita. Toda a gente que "abriu" um blog só porque achou que queria "mandar" uns "bitaites" que ainda não tinham sido "mandados" chega a um ponto em que percebe que todos os assuntos estão interligados. Este pormenor torna a escrita numa grande confusão. Uma pessoa começa a falar em arroz e daqui a nada já está a analisar gráficos macro-económicos da Malásia... Tudo se torna muito confuso.
Em segundo lugar, arranja-se um tema de escrita praticamente ilimitado sem estar todo interligado. Eu não sei quantos filmes vi até hoje, mas tenho a certeza que foram muitos. Tantos, que tenho a certeza que me canso novamente de escrever no blog antes de acabar o tema da conversa.
Em terceiro lugar, acaba o rol infinito de links que uma pessoa tem de colocar nos posts. Além da trabalheira gigantesca que é procurá-los. Com os filmes, é só colocar o trailer e já está!
Deixando de parte os erros básicos e as dicas de blogger, queria só deixar umas pequenas notas sobre o funcionamento do blog. Não escrevo isto para ninguém em particular. Nem contra ninguém. Escrevo-o apenas porque gosto de ver filmes (até os maus) e do simples prazer da escrita (neste caso, da "teclagem"). E assim, também, fica para a posteridade uma espécie de base de dados dos filmes que vi, já que é impossível uma pessoa guardar e coleccionar filmes. Quem começou a ver filmes em Beta, passou a VHS e depois a DVD e Blu Ray (e o próximo formato que ainda há-de vir...) percebe o que estou a dizer...
Por último, posso dar asas àquele velho sonho de todos os cinéfilos: atingir o patamar mítico de crítico. Com alguma sorte e engenho ainda chego a "estar o dia inteiro em casa de cuecas e chinelos, fazer rios de dinheiro a cada post publicado e recusar entrevistas na TV para adensar a imagem de "intelectual recluso""...
Esqueci-me dum pormenor indispensável num blog deste género: a classificação. Estou aqui a pensar como classificar os filmes... Cinco estrelas é o mais convencional, mas acho muito redutor classificar de 0 a 5. Até porque há filmes que saem da escala. Bem, como tudo o resto neste blog, logo se verá...
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