Mark e David Schultz são dois irmãos que são também campeões olímpicos de luta greco-romana. Apesar das vitórias, Mark leva uma vida fora da ribalta, treinando na obscuridade e praticamente no anonimato. A juntar a esta falta de reconhecimento, Mark sente que vai estar sempre na sombra do irmão que talvez por ser mais sociável acaba por ser mais apoiado. A determinado ponto entra em cena o milionário excêntrico John du Pont, uma misteriosa personagem que sente que Mark não é suficientemente reconhecido e por isso quer mudar todo o paradigma desportivo, trazê-lo para a ribalta e mostrá-lo ao mundo (americano) como um exemplo do trabalhador dedicado e do que a América faz de melhor. Para isso, monta uma equipa (Equipa Foxcatcher) e toda a estrutura de treino na sua enorme mansão com o intuito de participar nos Jogos Olímpicos de 1988 e vencer a medalha de ouro. Só que à medida que Mark e John se tornam mais íntimos, a difícil conciliação de personalidades, faz com que tanto Mark como John acabem por trilhar um caminho de tragédia.
Foxcatcher é um filme estranho. Para já porque é baseado numa história verídica e como toda a gente sabe, a realidade é mais estranha que a ficção. Todos os eventos inacreditáveis do filme são realmente verdadeiros. Li e confirmei a história e parece-me... inacreditável. É daquelas coisas que uma pessoa só consegue pensar: "isto é mesmo verdade?", "isto aconteceu mesmo assim?". E é. É mesmo verdade. Por isso a história é um dos pontos positivos e basilares deste Foxcatcher. A outra coisa boa é o ritmo/tom do filme. Só quando me informei melhor do assunto é que percebi porque é que o filme parece destinado apenas a ser visto por pessoas fortemente medicadas com Prozac. É que tem um ambiência e um tom mesmo estranho. É beje, mas tem uma qualidade quase onírica... Parece que o próprio filme está sob o efeito de uma droga qualquer. Encaixa perfeitamente bem no tema. É (muito) monótono mas ao mesmo tempo é tenso. Nota-se algo no ar, como se uma pessoa estivesse muito calma mas prestes a explodir num violento episódio psicótico. Calmo, mas desconfortável. É essa a sensação. Nota-se que se passa algo de errado e que aquelas personagens estão a caminho de algo mau, mas não se percebe o quê nem porquê nem quando. Só faz sentido no final. Um grande polegar levantado para Bennett Miller. Excelente realização.
Um outro ponto muito positivo são os actores. Channing Tatum (muitíssimo bem), Mark Ruffalo e Vanessa Redgrave dão cartas na representação, mas quem partiu a louça toda foi o Steve Carell. Uma surpresa de tamanho olímpico. Uma transformação total e completa e não estou a falar da parte das próteses faciais. É mesmo da parte psicológica. Ver Steve Carell a fazer papéis cómicos e vê-lo a fazer de alucinado milionário John du Pont é como ver pessoas/actores totalmente diferentes. Até o olhar é diferente. Está irreconhecível... para melhor.
Foxcatcher surpreendeu-me imenso pela positiva. Sem dúvida nenhuma um filme para ver. ●●●○○
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Se há gajo que raramente falha é o Steven Soderbergh. Até num filme menor, como é o caso deste Side Effects. Não vale a pena dourar a pílula: o filme é fracote. Tendo em conta que é um "Soderbergh". Não fossem os actores serem mesmo bons (Rooney Mara, Catherine Zeta-Jones, Channing Tatum, Jude Law), diria que é quase um telefilme. Aliás, em partes da história, pareceu-me quase que estava a ver um episódio da mítica série Alfred Hitchcock Presents.
É o principal problema do filme: a história é confusa e tem demasiados "side effects". O que começa por ser uma história de psicólogo estável /paciente deprimida, rapidamente se torna numa paranóia com medicamentos experimentais e depois passa a drama pessoal/familiar com contornos escondidos... é um bocadinho confuso, mas mais do que isso é incoerente.
Mas o que me ficou mais visível aqui, é a facilidade que o Soderbergh tem em realizar um filme. Até é irritante. Dá a impressão que fez isto num fim-de-semana em que estava aborrecido e sem nada para fazer, lembrou-se: "vou fazer um filmito para me entreter; e vou escrevendo-o à medida que o vou filmando... Depois vê-se no que isto dá..." E, se calhar, até foi mesmo assim que aconteceu... Apesar de todas as falhas, é melhor que muita coisa que tenho visto. ●●○○○
É o principal problema do filme: a história é confusa e tem demasiados "side effects". O que começa por ser uma história de psicólogo estável /paciente deprimida, rapidamente se torna numa paranóia com medicamentos experimentais e depois passa a drama pessoal/familiar com contornos escondidos... é um bocadinho confuso, mas mais do que isso é incoerente.
Mas o que me ficou mais visível aqui, é a facilidade que o Soderbergh tem em realizar um filme. Até é irritante. Dá a impressão que fez isto num fim-de-semana em que estava aborrecido e sem nada para fazer, lembrou-se: "vou fazer um filmito para me entreter; e vou escrevendo-o à medida que o vou filmando... Depois vê-se no que isto dá..." E, se calhar, até foi mesmo assim que aconteceu... Apesar de todas as falhas, é melhor que muita coisa que tenho visto. ●●○○○
O que é que acabou de acontecer? Alguém me explica? A grande questão aqui é: sobre o que é que se trata Jupiter Ascending? A resposta mais simples seria que se trata de uma empregada de limpeza de Chicago que se torna Imperatriz do Universo e Dona do Planeta Terra, depois de estar envolvida numa disputa palaciana. A resposta mais complexa será que é uma grande incógnita.
Porque na realidade Jupiter Ascending não tem propriamente um guião. Não tem história. É um trailer gigante de duas horas, tão cheio de efeitos especiais e cenas de acção desencontradas da narrativa que mais parece uma apresentação de um jogo de computador.
Fico à espera que o filme saia completo numa próxima edição especial e que dessa venha com a história.
É um filme que não tem absolutamente nada de original. É uma mistura esquisita de Star Wars com elementos do Star Trek, os cenários e algumas naves do Dune e outros filmes que os irmãos Wachowskis têm andado a ver. Ainda não percebi se os últimos filmes são homenagens aos clássicos da ficção científica ou se são meramente cópias descaradas. Não acredito que eles nunca tenham visto os filmes mencionados. Mas é estranho que o façam. Tem um cena envolvendo burocracia que foi tão obviamente copiada do Brazil que até arrepia. Até a questão da colheita dos humanos são eles a copiarem-se a eles próprios em Matrix. Mas há mais. Em vez de ver o filme, acabei por me divertir a tentar encontrar referências a outros filmes. Quando isso acontece nunca é bom sinal. Jupiter Ascending é um desperdício galático de trabalho, recursos e dinheiro.
Channing Tatum, é o típico anti-herói de serviço, só que parece que está a fazer o favor de fazer o filme. Vá lá que o Sean Bean acaba o filme vivo! Deve ser a única grande surpresa do filme...
E para terminar em grande, a rapariga Jupiter (Mila Kunis) que acaba como dona da Terra, acaba a história feliz por voltar ao planeta com o seu antigo trabalho a limpar sanitas... a sério?! Demasiado pobre para ser verdade. Este filme só pode ser um enorme glitch na Matrix... ●○○○○
Porque na realidade Jupiter Ascending não tem propriamente um guião. Não tem história. É um trailer gigante de duas horas, tão cheio de efeitos especiais e cenas de acção desencontradas da narrativa que mais parece uma apresentação de um jogo de computador.
Fico à espera que o filme saia completo numa próxima edição especial e que dessa venha com a história.
É um filme que não tem absolutamente nada de original. É uma mistura esquisita de Star Wars com elementos do Star Trek, os cenários e algumas naves do Dune e outros filmes que os irmãos Wachowskis têm andado a ver. Ainda não percebi se os últimos filmes são homenagens aos clássicos da ficção científica ou se são meramente cópias descaradas. Não acredito que eles nunca tenham visto os filmes mencionados. Mas é estranho que o façam. Tem um cena envolvendo burocracia que foi tão obviamente copiada do Brazil que até arrepia. Até a questão da colheita dos humanos são eles a copiarem-se a eles próprios em Matrix. Mas há mais. Em vez de ver o filme, acabei por me divertir a tentar encontrar referências a outros filmes. Quando isso acontece nunca é bom sinal. Jupiter Ascending é um desperdício galático de trabalho, recursos e dinheiro.
Channing Tatum, é o típico anti-herói de serviço, só que parece que está a fazer o favor de fazer o filme. Vá lá que o Sean Bean acaba o filme vivo! Deve ser a única grande surpresa do filme...
E para terminar em grande, a rapariga Jupiter (Mila Kunis) que acaba como dona da Terra, acaba a história feliz por voltar ao planeta com o seu antigo trabalho a limpar sanitas... a sério?! Demasiado pobre para ser verdade. Este filme só pode ser um enorme glitch na Matrix... ●○○○○
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