Após a explosão da sua lua Praxis, o Império Klingon encontra-se à beira do colapso. A única solução é a paz com a Federação dos Planetas Unidos. Kirk e a sua trupe irão mediar as negociações de paz, mas são enganados e envolvidos numa conspiração militarista que ameaça tornar-se numa nova guerra e eventualmente presos num planeta gelado. Star Trek VI: The Undiscovered Country não acrescenta muito ao historial da serie. Parece mais um episódio da série que propriamente um filme. Para além do pessoal do costume, que nitidamente já estava "velho demais para aquelas merdas" e farto daquele mesmo cenário de sempre da Entreprise, há também uma jovem Kim Cattrall, o Kurtwood Smith de sempre e um senhor do cinema que dá pelo nome de Christopher Plummer , mas que aqui decidiu disfarçar-se de klingon-pirata. Na cadeira do realizador, desta vez estava mesmo um realizador a sério (Nicholas Meyer) que curiosamente, abre e fecha o ciclo da trupe original do Star Trek. Foi uma viagem longa, desde os anos 60 até à década de 90. Por muito que não se goste dos filmes, há que reconhecer o impacto cultural da saga e a sua longevidade. Mas, sinceramente, acho que o "cansaço" já obrigava a uma paragem, ou pelo menos, a uma mudança. E foi exactamente isso que aconteceu a seguir. ●○○○○
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4:44 Last Day on Earth foi o último filme do Abel Ferrara que vi e não gostei nada. O Abel Ferrara até é um gajo que curto. Tudo o que vi até hoje da sua autoria, foi no mínimo aceitável, sendo que tem muito bons filmes no currículo. E eu ainda funciono um bocado assim: quando vejo um filme de um realizador que gosto, reservo-o para ver, mesmo não sabendo rigorosamente nada sobre o que se trata. Deste filme, a única coisa que sabia é que se passava no último dia da Terra. Não sabia mais nada. A premissa era boa, o realizador também, por isso, estava bastante curioso para ver.
Tenho de admitir que foi uma enorme desilusão. 4:44 Last Day on Earth é por vezes entediante e tem muitos momentos que pareciam quase amadores. Tive de ir confirmar se este Abel Ferrara, era de facto, o Abel Ferrara que eu conhecia. Infelizmente, era o mesmo.
Apesar de tudo o que tem de mau, 4:44 Last Day on Earth é um filme curioso porque pode ter várias apreciações. Ou é uma produção normal, dita "comercial" e está bastante abaixo do que é normal para o "standard Ferrara", ou então é uma minúscula produção e acaba por ser um bom filme, feito praticamente sem dinheiro e apenas com 2 actores e muito recurso a stock footage.
Se for o caso da baixa produção (que é o que parece), o argumento acaba por ser inteligente porque arranja uma premissa enorme (o fim do mundo programado, chegando ao cúmulo de se saber as horas e minutos do fim) e fecha-se no enfoque que é o pequeno mundo de uma relação conjugal e como isso a afecta. Mas se for o caso de uma produção comercial, acaba por ser uma fraude e pouco inteligente, porque arranja uma premissa enorme, mas só mostra a reação de apenas um casal, ignorando tudo o resto.
Seja qual for a situação financeira, não gostei, porque estava à espera de mais. Fiquei desiludido. Mas nem tudo é mau. Nota-se que há gajos na cadeira do realizador que são muito bons a filmar em espaços pequenos, a arranjar planos diferentes e contrastes de luzes interessantes, e que fazem um filme quer tenham muito ou pouquíssimo dinheiro. Eles arranjam sempre uma solução artística ou técnica para conseguirem fazer um filme no mínimo aceitável, como apesar de tudo, é o caso. Destaque para os actores principais, que suportam e dão vida a um argumento algo entediante: Shanyn Leigh, mas especialmente para o Willem Dafoe que é um daqueles gajos que está cá dentro... Se não fossem estes dois, o filme seria quase insuportável de ver.
Não consegui encontrar dados sobre os valores de produção. Mas nem tudo se pode resumir a custos e dinheiro. A realidade é que Abel Ferrara conseguiu criar o fim do mundo, tal como é visto na TV por duas personagens e que quase nunca saem do seu apartamento. Como tudo na vida, isto podia ser bem ou mal feito. Neste caso, toca os dois pontos: tem algumas coisas boas, mas tem muito mais coisas más. Por isso mesmo, 4:44 Last Day on Earth, nunca seria um filme que recomendasse a alguém. O trailer é melhor que o filme! Vindo de quem vem, podia e deveria ser muito melhor. ●○○○○
Tenho de admitir que foi uma enorme desilusão. 4:44 Last Day on Earth é por vezes entediante e tem muitos momentos que pareciam quase amadores. Tive de ir confirmar se este Abel Ferrara, era de facto, o Abel Ferrara que eu conhecia. Infelizmente, era o mesmo.
Apesar de tudo o que tem de mau, 4:44 Last Day on Earth é um filme curioso porque pode ter várias apreciações. Ou é uma produção normal, dita "comercial" e está bastante abaixo do que é normal para o "standard Ferrara", ou então é uma minúscula produção e acaba por ser um bom filme, feito praticamente sem dinheiro e apenas com 2 actores e muito recurso a stock footage.
Se for o caso da baixa produção (que é o que parece), o argumento acaba por ser inteligente porque arranja uma premissa enorme (o fim do mundo programado, chegando ao cúmulo de se saber as horas e minutos do fim) e fecha-se no enfoque que é o pequeno mundo de uma relação conjugal e como isso a afecta. Mas se for o caso de uma produção comercial, acaba por ser uma fraude e pouco inteligente, porque arranja uma premissa enorme, mas só mostra a reação de apenas um casal, ignorando tudo o resto.
Seja qual for a situação financeira, não gostei, porque estava à espera de mais. Fiquei desiludido. Mas nem tudo é mau. Nota-se que há gajos na cadeira do realizador que são muito bons a filmar em espaços pequenos, a arranjar planos diferentes e contrastes de luzes interessantes, e que fazem um filme quer tenham muito ou pouquíssimo dinheiro. Eles arranjam sempre uma solução artística ou técnica para conseguirem fazer um filme no mínimo aceitável, como apesar de tudo, é o caso. Destaque para os actores principais, que suportam e dão vida a um argumento algo entediante: Shanyn Leigh, mas especialmente para o Willem Dafoe que é um daqueles gajos que está cá dentro... Se não fossem estes dois, o filme seria quase insuportável de ver.
Não consegui encontrar dados sobre os valores de produção. Mas nem tudo se pode resumir a custos e dinheiro. A realidade é que Abel Ferrara conseguiu criar o fim do mundo, tal como é visto na TV por duas personagens e que quase nunca saem do seu apartamento. Como tudo na vida, isto podia ser bem ou mal feito. Neste caso, toca os dois pontos: tem algumas coisas boas, mas tem muito mais coisas más. Por isso mesmo, 4:44 Last Day on Earth, nunca seria um filme que recomendasse a alguém. O trailer é melhor que o filme! Vindo de quem vem, podia e deveria ser muito melhor. ●○○○○
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