Bem, vou-me socorrer da Wikipedia para esta, porque já não aguento mais Star Trek. É uma exagero de filmes. Em Star Trek: Nemesis (décimo filme!!!) a "nova" missão da tripulação da nave estelar USS Enterprise é lidar com uma ameaça da Federação Unida dos Planetas vinda de um clone maléfico do Capitão Picard, chamado de Shinzon (ha!?!), que tomou o controle no Império Estelar Romulano depois de um golpe de estado. Nemesis é o final!!! Finalmente!!!! Este também deve ter sido o grito de despedida do elenco de The Next Generation, como pode ser visto no subtítulo do filme: "Começa a última jornada de uma geração". Stuart Baird realiza esta última entrega. Tom Hardy e Ron Perlman estão sempre bem, seja qual foi o filme, em pequenos ou grandes papéis, e aqui não é excepção. Um final jeitoso para uma saga quase interminável... Porque como é óbvio ninguém iria deixar a "galinha dos ovos de ouro" da bilheteira em sossego. Lá longe, nos confins do Universo, onde estão os estúdios de cinema proprietários dos grandes blockbusters, um reboot estava a caminho... ●○○○○
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Em Star Trek: Insurrection (ou episódio IX), além do elenco principal da série, também há F. Murray Abraham, Donna Murphy e Anthony Zerbe a aparecerem em papéis de destaque. No enredo básico, a tripulação da USS Enterprise rebela-se contra a Frota Estelar depois de descobrir que existe uma conspiração com uma espécie chamada Son'a para roubar o planeta da pacífica espécie Ba'ku. Depois a Entreprise deslizou pelo espaço sideral em busca de novas ideias...
Há uma razão para eu não ter aqui no site (ainda) inseridas as grandes sagas do cinema como o James Bond, os Star Wars e todos os outros. Para além disto dar uma trabalheira do caraças, com o tempo, estas sagas trabalham apenas para os fãs, que sendo um pouco cegos - fanáticos, lá está -, não conseguem ver que isto se repete indefinidamente. Até os cartazes começam a sair parecidos uns com os outros. Percebo. Ao fim de 10 ou 12 filmes é difícil de arranjar novas ideias... Chegando a este ponto, se fosse eu a mandar na saga, parava-se com isto e desenvolvia-se novas ideias, novos conceitos e partia-se noutra direcção completamente diferente. Mas os fãs provavelmente deixavam-me uma cabeça decepada de cavalo espacial na cama... É melhor estar quieto e continuar a fazer sempre a mesma coisa... ●○○○○
Há uma razão para eu não ter aqui no site (ainda) inseridas as grandes sagas do cinema como o James Bond, os Star Wars e todos os outros. Para além disto dar uma trabalheira do caraças, com o tempo, estas sagas trabalham apenas para os fãs, que sendo um pouco cegos - fanáticos, lá está -, não conseguem ver que isto se repete indefinidamente. Até os cartazes começam a sair parecidos uns com os outros. Percebo. Ao fim de 10 ou 12 filmes é difícil de arranjar novas ideias... Chegando a este ponto, se fosse eu a mandar na saga, parava-se com isto e desenvolvia-se novas ideias, novos conceitos e partia-se noutra direcção completamente diferente. Mas os fãs provavelmente deixavam-me uma cabeça decepada de cavalo espacial na cama... É melhor estar quieto e continuar a fazer sempre a mesma coisa... ●○○○○
Em Star Trek: First Contact as ideias começaram a faltar e então entram novamente em cena as viagens no tempo. Neste caso, Picard e a tripulação da USS Enterprise regressam ao século XXI para salvar o futuro depois dos Borg terem conquistado a Terra e alterado a linha do tempo. James Cromwell faz um papel de cientista bêbado e Alice Krige por acaso até faz muito bem de Borg Queen, provavelmente a melhor coisa deste filme. De resto, este novo episódio é mesmo só material para fãs. Esta nova série com os Borg teve o mérito de cunhar um novo e icónico chavão: "Resistance is futile". Parabéns por isto. É pena o resto do filme... ●○○○○
Star Trek Generations é a sétima longa metragem do universo Star Trek, ou episódio VII, como lhe quiserem chamar. Foi uma pequena lufada de ar fresco por ser o primeiro com o elenco da série Star Trek: The Next Generation. Nesta história, o novo capitão da nova USS Enterprise - o já também icónico Jean-Luc Picard (Patrick Stewart) - e a sua tripulação (Jonathan Frakes, Brent Spiner, LeVar Burton, Michael Dorn) tentam impedir que um cientista louco de nome Tolian Soran e muito parecido com o Malcolm McDowell destrua um planeta inteiro para criar uma passagem para um universo paralelo. Whoopi Goldberg decidiu aparecer por breves momentos, mas foi mesmo só isso... James T. Kirk morre (de vez!) e a passagem de testemunho é feita para o Picard. O resto da formação original da Entreprise irá continuar calmamente a gozar a reforma das aventuras estelares, cantado junto ao lago ou no conforto da lareira na cabana. Vale pela renovação do elenco e pouco mais. De resto, parece um episódio muito quitado da série. Aliás, a partir deste momento, dá a impressão que os filmes funcionam mais como apresentações de novas séries que estão para chegar ou como remates de séries que irão terminar. Nunca percebi esta aproximação à saga. ●●○○○
O que acontece com os super-heróis quando ficam velhos? Será que envelhecem? O que acontece quando tiverem filhos? As mutações genéticas passam para a geração seguinte? Podem sequer ter filhos? No mundo fantástico dos super-heróis, sempre foram as questões mundanas e lógicas que me intrigaram. Mas sempre me intrigou mais saber se é possível fazer um filme de super-heróis para o público adulto? É bem possível. Logan é a prova disso. Está muito bem feito. Digo mais, surpreendentemente bom. James Mangold com esta apresentação, é um realizador a ter debaixo de olho.
É violento, visceral, realista, estranhamente humano e recheado de claras alusões religiosas.
A história de Logan passa-se em 2029, numa altura em que o Wolverine (Hugh Jackman) está algo debilitado porque desenvolve uma alergia ao adamantium que tem por todo o corpo. O Professor Xavier (um impressionante Patrick Stewart), devido à idade avançada, tem uma doença degenerativa que torna os seus poderes incontroláveis, o que leva a que esteja dependente de medicamentos e isolado do resto do mundo. A juntar a tudo isto, os outros mutantes - vistos como indesejáveis - estão quase todos mortos, desaparecidos ou são mal tratados. Aqui também não há vilões extravagantes e cheios de poderes e raios laser. Quer dizer, não há super-vilões, apenas há vilões, mas esses são os "normalíssimos" humanos, implacáveis e tão ou mais cruéis que qualquer super-vilão digital.
Fiquei com a impressão que Logan é uma experiência. Tipo um teste às audiências, para ver a reacção a um novo começo, com novos super-heróis. Não sei se a ideia da Marvel é fazer um reboot diferente (com menos foguetório digital e mais dramático) ao tema do super-heróis. É que isto dos remakes e reboots constantes, sempre iguais, também não podia durar para sempre, não é verdade?
Para não estragar o efeito surpresa de quem não o viu, resumindo, Logan é um filme de acção e super-heróis, mas estranhamente é um bom filme. Diria mesmo, muito bom. Para mim, o melhor filme de super-heróis de sempre. Dentro da temática, acho que será difícil fazer melhor.
Uma última palavra para Hugh Jackman. Há actores que quando fazem um papel popular e icónico, passado uns anos fartam-se da personagem que encarnam e simplesmente, por questões de gestão de carreira e por não quererem ficar conotados para sempre com a imagem da própria personagem, querem ver-se livre dela a todo o custo. É o chamado Bond Effect. Nem sei se o termo existe, mas basicamente é isso. Jackman fez uma coisa única: apesar do óbvio cansaço a fazer de Wolverine, abraçou a sua personagem até ao fim. É raro. E é de louvar. Obrigatório ver. ●●●●○
É violento, visceral, realista, estranhamente humano e recheado de claras alusões religiosas.
A história de Logan passa-se em 2029, numa altura em que o Wolverine (Hugh Jackman) está algo debilitado porque desenvolve uma alergia ao adamantium que tem por todo o corpo. O Professor Xavier (um impressionante Patrick Stewart), devido à idade avançada, tem uma doença degenerativa que torna os seus poderes incontroláveis, o que leva a que esteja dependente de medicamentos e isolado do resto do mundo. A juntar a tudo isto, os outros mutantes - vistos como indesejáveis - estão quase todos mortos, desaparecidos ou são mal tratados. Aqui também não há vilões extravagantes e cheios de poderes e raios laser. Quer dizer, não há super-vilões, apenas há vilões, mas esses são os "normalíssimos" humanos, implacáveis e tão ou mais cruéis que qualquer super-vilão digital.
Fiquei com a impressão que Logan é uma experiência. Tipo um teste às audiências, para ver a reacção a um novo começo, com novos super-heróis. Não sei se a ideia da Marvel é fazer um reboot diferente (com menos foguetório digital e mais dramático) ao tema do super-heróis. É que isto dos remakes e reboots constantes, sempre iguais, também não podia durar para sempre, não é verdade?
Para não estragar o efeito surpresa de quem não o viu, resumindo, Logan é um filme de acção e super-heróis, mas estranhamente é um bom filme. Diria mesmo, muito bom. Para mim, o melhor filme de super-heróis de sempre. Dentro da temática, acho que será difícil fazer melhor.
Uma última palavra para Hugh Jackman. Há actores que quando fazem um papel popular e icónico, passado uns anos fartam-se da personagem que encarnam e simplesmente, por questões de gestão de carreira e por não quererem ficar conotados para sempre com a imagem da própria personagem, querem ver-se livre dela a todo o custo. É o chamado Bond Effect. Nem sei se o termo existe, mas basicamente é isso. Jackman fez uma coisa única: apesar do óbvio cansaço a fazer de Wolverine, abraçou a sua personagem até ao fim. É raro. E é de louvar. Obrigatório ver. ●●●●○
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"Estás prestes a entrar num mundo onde o inesperado, o desconhecido e o inacreditável se encontram. Um mundo onde os reinos são construídos em terras movediças, e os céus estão cheios de fogo. Um mundo que contém o maior tesouro da criação ... e os maiores terrores. Um mundo onde o poder, a loucura e o fantástico enfrentam-se numa batalha final. Uma viagem espetacular através das maravilhas do espaço e dos mistérios do tempo, desde os limites do incrível até as fronteiras do impossível. Um mundo onde minhocas da areia com mil metros de comprimento guardam o maior tesouro da criação - a especiaria que prolonga a vida - que permite que a mente dobre o espaço e atrase o tempo. Onde uma profecia será cumprida. É o campo de batalha onde um jovem líder emergirá para comandar um exército de cinco milhões de guerreiros contra a força tirânica que ameaça escravizar o universo. O planeta chama-se Dune. O evento cinematográfico de 1984."
Acho que esta descrição do Dune - na realidade é uma adaptação livre das taglines do filme - assenta-lhe que nem uma luva. Se tivesse que resumir Dune a única palavra, a primeira coisa que vem à cabeça é... estranho. É estranho, de facto, mas bom... É tão único e estranho que ao longo do tempo percebi que este é um filme que as pessoas ou adoram ou detestam. Por várias razões, incluo-me no primeiro grupo, se bem que tenha algumas reservas.
É um filme de David Lynch, por muito que ele diga que não gosta da sua obra, que este foi o maior falhanço da sua carreira e inclusivé que se recuse a falar dele. Nota-se a quilómetros. É negro, distorcido e cheio daquelas "coisas" estranhas à maneira de Lynch. E isto, misturado com a própria estranheza da história dá um resultado final absolutamente marado. Daí que muita gente não o consiga suportar. Ainda "é" demasiado à frente no tempo, quanto mais no longínquo ano de 1984.
Há duas versões do filme e por acaso já consegui ver as duas. Uma versão mais curta, assinada por Lynch e outra, com mais minutos e uma introdução diferente que conta a história anterior ao próprio filme para contextualizar, assinada por Alan Smithee. Para quem não sabe, Alan Smithee (li que é um anagrama do título "The Alias Men") é um pseudónimo normalmente usado pelos realizadores que não querem o seu nome associado ao filme que realizaram. Isto pode parecer estranho, mas acontece. Neste caso, David Lynch não quis ter o nome associado à versão "maior" de Dune, porque não concordava com a edição final. Aliás, pelo que dá para perceber, ele nem sequer quer ter o nome em nenhuma das versões. Ele lá deve saber o porquê, mas conhecendo as ingerências normais dos estúdios no trabalho dos realizadores, dá para perceber que a "visão" Lynch deve ter sido um bocado "condicionada". Imagino só o que seria o Dune com Lynch à frente e total liberdade criativa. É provável que tivesse saído uma obra prima ou então algo completamente impossível de ver... e perceber. Se calhar foi melhor assim...
Seja qual a for a versão (e eu gosto mais da "versão do realizador"), Dune é mesmo um evento cinematográfico. Não que tenha grandes inovações tecnológicas ou revolucionários efeitos especiais, mas simplesmente por causa da história. É tão diferente de tudo o que já vi, que é por si só um marco. Eu sei que a história original vem dos livros de Frank Herbert, mas a forma como Lynch a visualiza é absolutamente única. É o David Lynch, lá está. Poderia dizer que é o Twin Peaks no espaço, ou o Game of Thrones sob a influência de psicotrópicos, mas é muito mais que isso.
A história tem lugar no inimaginável ano de 10191, numa realidade tão distante do que conhecemos, que roça a magia. Na versão "longa", a história é contextualizada através de ilustrações, para mostrar um pouco como se chegou até ali. Ao longo do tempo, o homem e a tecnologia evolui para um ponto tal, que máquinas pensantes começaram a reinar sobre o universo e mais importante ainda, sobre o próprio Homem, o que levou a uma revolta contra as máquinas e estabeleceu toda a estranha ordem de castas e as suas escolas que agora se degladiam pelo controlo e pelo poder do Universo e da Especiaria. A Especiaria é um elemento que só existe no planeta Arrakis e é crucial para as viagens do tempo e para prolongar a vida. O resto é tão estranho e fantástico que só mesmo vendo.
O casting é enorme e conta com Sean Young, Brad Dourif, José Ferrer, Linda Hunt, Jürgen Prochnow, Virginia Madsen, Jack Nance, Max von Sydow, Dean Stockwell, Patrick Stewart e até Sting, entre muitos outros, e em estreia, um jovem e desconhecido actor de nome Kyle MacLachlan, que apareceria muitas vezes nos trabalhos seguintes de Lynch.
Dune não é para todos os estômagos, nem para todos os cérebros. É mesmo um mundo para além da imaginação, num lugar além dos sonhos, onde a loucura, o fantástico, o inesperado, o desconhecido e o inacreditável se encontram. Uma viagem espetacular através das maravilhas do espaço e dos mistérios do tempo, desde os limites do incrível até as fronteiras do impossível. É realmente alternativo e um dos trabalhos que mais gosto de Lynch. Uma trip unica que convém ver. ●●●●○
Acho que esta descrição do Dune - na realidade é uma adaptação livre das taglines do filme - assenta-lhe que nem uma luva. Se tivesse que resumir Dune a única palavra, a primeira coisa que vem à cabeça é... estranho. É estranho, de facto, mas bom... É tão único e estranho que ao longo do tempo percebi que este é um filme que as pessoas ou adoram ou detestam. Por várias razões, incluo-me no primeiro grupo, se bem que tenha algumas reservas.
É um filme de David Lynch, por muito que ele diga que não gosta da sua obra, que este foi o maior falhanço da sua carreira e inclusivé que se recuse a falar dele. Nota-se a quilómetros. É negro, distorcido e cheio daquelas "coisas" estranhas à maneira de Lynch. E isto, misturado com a própria estranheza da história dá um resultado final absolutamente marado. Daí que muita gente não o consiga suportar. Ainda "é" demasiado à frente no tempo, quanto mais no longínquo ano de 1984.
Há duas versões do filme e por acaso já consegui ver as duas. Uma versão mais curta, assinada por Lynch e outra, com mais minutos e uma introdução diferente que conta a história anterior ao próprio filme para contextualizar, assinada por Alan Smithee. Para quem não sabe, Alan Smithee (li que é um anagrama do título "The Alias Men") é um pseudónimo normalmente usado pelos realizadores que não querem o seu nome associado ao filme que realizaram. Isto pode parecer estranho, mas acontece. Neste caso, David Lynch não quis ter o nome associado à versão "maior" de Dune, porque não concordava com a edição final. Aliás, pelo que dá para perceber, ele nem sequer quer ter o nome em nenhuma das versões. Ele lá deve saber o porquê, mas conhecendo as ingerências normais dos estúdios no trabalho dos realizadores, dá para perceber que a "visão" Lynch deve ter sido um bocado "condicionada". Imagino só o que seria o Dune com Lynch à frente e total liberdade criativa. É provável que tivesse saído uma obra prima ou então algo completamente impossível de ver... e perceber. Se calhar foi melhor assim...
Seja qual a for a versão (e eu gosto mais da "versão do realizador"), Dune é mesmo um evento cinematográfico. Não que tenha grandes inovações tecnológicas ou revolucionários efeitos especiais, mas simplesmente por causa da história. É tão diferente de tudo o que já vi, que é por si só um marco. Eu sei que a história original vem dos livros de Frank Herbert, mas a forma como Lynch a visualiza é absolutamente única. É o David Lynch, lá está. Poderia dizer que é o Twin Peaks no espaço, ou o Game of Thrones sob a influência de psicotrópicos, mas é muito mais que isso.
A história tem lugar no inimaginável ano de 10191, numa realidade tão distante do que conhecemos, que roça a magia. Na versão "longa", a história é contextualizada através de ilustrações, para mostrar um pouco como se chegou até ali. Ao longo do tempo, o homem e a tecnologia evolui para um ponto tal, que máquinas pensantes começaram a reinar sobre o universo e mais importante ainda, sobre o próprio Homem, o que levou a uma revolta contra as máquinas e estabeleceu toda a estranha ordem de castas e as suas escolas que agora se degladiam pelo controlo e pelo poder do Universo e da Especiaria. A Especiaria é um elemento que só existe no planeta Arrakis e é crucial para as viagens do tempo e para prolongar a vida. O resto é tão estranho e fantástico que só mesmo vendo.
O casting é enorme e conta com Sean Young, Brad Dourif, José Ferrer, Linda Hunt, Jürgen Prochnow, Virginia Madsen, Jack Nance, Max von Sydow, Dean Stockwell, Patrick Stewart e até Sting, entre muitos outros, e em estreia, um jovem e desconhecido actor de nome Kyle MacLachlan, que apareceria muitas vezes nos trabalhos seguintes de Lynch.
Dune não é para todos os estômagos, nem para todos os cérebros. É mesmo um mundo para além da imaginação, num lugar além dos sonhos, onde a loucura, o fantástico, o inesperado, o desconhecido e o inacreditável se encontram. Uma viagem espetacular através das maravilhas do espaço e dos mistérios do tempo, desde os limites do incrível até as fronteiras do impossível. É realmente alternativo e um dos trabalhos que mais gosto de Lynch. Uma trip unica que convém ver. ●●●●○
Uther Pendragon aceita a ajuda do mago Merlin para vencer o Duque de Cornwall. Uther quebra o pacto com Merlin e tem uma relação com Igraine, a mulher do Duque. Dessa noite de paixão, nasce um bastardo, Arthur que acaba por ficar ao cuidado de Merlin. Depois de perseguido por clãs leais ao Duque e mesmo antes de morrer, Uther Pendragon enterra a sua espada numa pedra, afirmando que só quem a conseguisse retirar poderia ser o próximo rei. Ninguém consegue retirar a espada da pedra. E assim começa o mito da espada do poder, Excalibur. Anos mais tarde, um jovem Arthur aproxima-se da espada e o inesperado acontece.
Eis Excalibur, a espada mágica forjada por um deus, prevista por um feiticeiro e encontrada por um Rei. Esta não é só mais uma versão cinematográfica da mítica espada: esta "é" a versão. Já vi muitas tentativas de contar a história do Rei Artur, mas Excalibur, de John Boorman, é sem dúvida nenhuma a melhor de todas.
O filme tem uma estranha aura à sua volta. E não estou a falar daquele glow verde... Tem mesmo uma qualidade visual mística. É estranho. A forma como está produzido e realizado quase que nos leva para o mundo alternativo, atmosférico de Camelot, dos Cavaleiros, da Távola Redonda e da demanda pelo Santo Graal.
Para mim, a razão é simples: é um filme de fantasia, mas não tem praticamente efeitos especiais. É tudo realista e muito baseado no trabalho de câmara e especialmente no trabalho com os actores. Basta reparar que que muitos dos nomes conhecidos nos dias de hoje deram o primeiro passo precisamente em Excalibur: Gabriel Byrne (Uther), Helen Mirren (Morgana), Liam Neeson (Gawain), Patrick Stewart (Leondegrance). E depois ainda há um outro bom leque de actores que apenas nunca deram o "grande" salto como Nigel Terry (Rei Arthur), Nicholas Clay (Launcelot), Cherie Lunghi (Guenevere) e Nicol Williamson (Merlin).
Toda esta envolvência mágica está embrulhada numa banda sonora portentosa de Richard Wagner e Carl Orff. E aqui, a música faz para aí um 1/3 do filme. É brilhante. John Boorman não precisa de muitos comentários: é um artesão brilhante de filmes. Basta dizer isso...
Misticismo e mitologia, reinos e demandas, mundos mágicos e submundos, ninfas e Damas do Lago, cavaleiros leais e insurgentes, lutas de espadas e de honra, amor, traição, sexo, sangue e entranhas... há de tudo em Excalibur, uma história intemporal que mostra a transição da Era da Magia para a Era da Razão. Um dos meus filmes preferidos de aventura e fantasia... de sempre. ●●●●○
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