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Depois de andar a dar umas voltas pelo Universo, a tripulação da USS Enterprise é atacada e presa num planeta desconhecido. Ainda não sabem, mas o culpado é o Idris Elba. Deviam ter visto os outros filmes, porque tal como o episódio anterior, isto é uma cópia mais ou menos surrupiada de um episódio da série de filmes anterior. Seja como for, Shatner, Nimoy,... perdão!..., Kirk, Spock e restante tripulação têm de fugir do planeta e salvar novamente a Federação dos Planetas Unidos. E assim se chega a Star Trek: Beyond... o décimo terceiro filme da saga Star Trek., desta vez pela mãos de Justin Lin. Se alguém achava que era um exagero o Star Wars já ir para o 9.º ou 10.º filme então ainda não percebeu que isto nunca mais vai parar enquanto se venderem pipocas nos cinemas. Haverá mais aventuras da USS Enterprise? Que pergunta. Claro que vai haver. Pode mudar o elenco, o design da nave, os nomes dos planetas, a qualidade dos efeitos especiais, os conceitos de espaço e tempo, e até pode mudar toda a existência do Universo, mas há uma coisa que nunca muda: o desejo infinito dos estúdios de cinema em facturar. E para além disso, ainda há uma serie de temas que não foram abordados neste reboot: a nova equipa ainda não veio para Terra dos dias de hoje através de uma máquina do tempo; não trouxeram à baila os cyborgs e as máquinas "pensantes"; e ainda não foi abordada a questão ecológica que até está tão na moda hoje em dia... Quer dizer... Falta ainda tanta coisa para filmar... Por isso mesmo tenho a certeza absoluta que haverá um Star Trek IV, um V e mesmo um Star Trek VI... antes de fazerem um novo reboot. ●○○○○ P.S. Originalmente ia-lhe dar só uma bolinha, porque já tinha entrado no loop do sucesso sem fazer nada de novo... Mas tenho de lhe melhorar a classificação. Porque alguém que escolhe a Sabotage dos Beastie Boys sobe sempre na minha consideração... ●●○○○

Em Star Trek: Into Darkness, James T. Kirk, um eterno rebelde contra as autoridades superiores, volta a fazer das suas e desrespeita as ordens da Frota Estelar. Mas como qualquer bom rebelde, fá-lo por motivos maiores: salvar o seu fiel companheiro de aventuras, Spock. Por causa deste acto perde o comando da USS Enterprise para o Almirante Pike (Bruce Greenwood), que compreendendo a verdadeira razão, consegue colocá-lo novamente a bordo da mítica nave. É então que aparece um terrorista interplanetário, o super-humano geneticamente aperfeiçoado, Khan. Star Trek regressa com o novo elenco para se cimentar como um dos grandes blockbusters do momento. No papel de vilão, está o Benedict Cumberbatch, que até num vulgar filme de acção e explosões se consegue destacar. J.J. Abrams continua na cadeira da realização e demonstra claramente que é um dos melhores gajos neste ramo dos filmes de entretenimento-pipoca. ●●○○○

J.J. Abrams pegou na sua varinha mágica e fez um reboot (totalmente necessário, diga-se) que re-apresenta os personagens da série de televisão original mas interpretados por um novo elenco. Agora seguimos James T. Kirk (Chris Pine) e um novo Spock (Zachary Quinto) e a tripulação da USS Enterprise enquanto combatem Nero (Eric Bana), um romulano do futuro que viajou no tempo com o objetivo de destruir a Federação dos Planetas Unidos. Bem, isto praticamente ainda nem começou e já estamos na onda das viagens no tempo?!? Isto não começa bem... Entrar numa realidade alternativa, foi a solução encontrada para libertar o guião (e o novo casting [Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho e Anton Yelchin]) da continuidade do franchise anterior (até aparece o verdadeiro Spock para fazer a transição (Leonard Nimoy) e a homenagem, já agora), enquanto tenta preservar os principais elementos das histórias originais. Para reboot, até não está nada mal. Tem aquele toque divertido que relembra a série e os filmes originais e está feito para o século XXI, repleto de acção, efeitos especiais e lutas exemplarmente bem coreografadas. É entretenimento puro, mas é um bom entretenimento e goza do factor novidade para se estabelecer como um dos melhores Star Treks das últimas décadas. Um bom começo. ●●○○○


Sempre que vejo filmes de acção com super-heróis, tenho sempre presente uma pergunta que me acompanha desde o início do filme até ao final: "porque é eu vejo estes filmes?" Normalmente acabo por ver as imensas letrinhas dos créditos finais e enquanto ouço aquelas músicas para desocupar salas de cinema, aquela pergunta vai ecoando no meu cérebro, enquanto abano negativamente com a cabeça. Acho que já falei aqui desta sensação desconfortável e da sua resposta que é: inconscientemente, procuro pela excepção que confirma a regra.
Wonder Woman é essa excepção. É um bom filmito de acção e efeitos especiais. Muito bem feito e muito bem filmado. Tem grandes e espectaculares cenas de acção sem ser exagerado, como é costume neste tipo de filmes. E ainda bem que alguém se lembrou de mostrar algo sobre a 1.ª Guerra Mundial, que estranhamente é um tópico muito pouco explorado. Vá-se lá perceber...
Gal Gadot, como seria de esperar, tem todos os focos virados para si. É normal, até porque o papel assenta-lhe como uma luva. É daqueles castings perfeitos. Não consigo imaginar outra actriz neste papel. Também tem alguns actores de "segunda linha", mas que são muito bons como Chris Pine, Danny Huston, Connie Nielsen ou Ewen Bremner, o que ajuda sempre.
Apesar da realização "à super-herói" de Patty Jenkins é notória a influência de Zack Snyder. Por vezes, quase parece um mix do 300 com o Man of Steel. Mas achei isso totalmente normal. Afinal de contas, a Wonder Woman faz parte da Justice League... E a DC Comics deve tudo ao Zack Snyder, há que dizê-lo. Destaque para um pormenor que nos últimos anos tem sido menosprezado mas que era uma imagem de marca dos grandes filmes de acção e aventura do passado: o tema musical. Regressou em força em Wonder Woman.
Não é o melhor filme do mundo (como curiosamente ouvi alguém dizer...), mas dentro deste tipo de filmes-pipoca de super-heróis e efeitos especiais, é um dos mais equilibrados e dos melhores que já vi. ●●●○○

 
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