Highlander II: The Quickening... O que dizer desta "coisa"? Não é fácil... Depois de 6 anos de interregno, alguém se apercebeu que um filmito sem grande sucesso comercial, lentamente começava a ganhar fãs. E então, porque não fazer um sequela, e dar ao público o que ele quer? Pois então, tomem lá Highlander II: The Quickening. Esta sequela basicamente rasga toda a história do primeiro filme e atira-a para o lixo. Afinal o imortal já não é imortal. Afinal os imortais são extraterrestres e afinal aquela coisa do "haver só um no final" nunca existiu. E quanto à história? Ora deixa-me cá inventar uma coisa estúpida... Por exemplo. Vamos para o ano 2024 e vamos pegar numa coisa da moda, o desaparecimento da camada de ozono. Não sei se alguém ainda se lembra, mas na década de 90, um dos grandes temas da humanidade era o planeta ficar sem a camada de ozono... Comparativamente ao que se passa hoje em dia, é caso para dizer: bons velhos tempos, não?...
A seguir vamos pôr o Connor MacLeod como o engenheiro responsável pela criação de um escudo que protege a Terra. E o MacLeod vai lutar com quem? Já que ele era o último dos imortais, como se viu no último filme... Humm... deixa lá ver... Já sei. Afinal há mais imortais mas estão noutro planeta. Boa Ideia! Bem... Já nem sequer consigo gozar com isto. É tão ridículo e tão mal feito que nem tem graça. Podia chegar ao ponto de ser tão mau que acaba por ser bom, mas acho que até vai para além disso. É simplesmente ridículo. Lembro-me de o ter visto na altura e ter ficado com a sensação de ser roubado. Isto não tem nada a ver com o Highlander. É simplesmente um fraude de bilheteira.
Regressa uma parte do elenco original (Christopher Lambert e Sean Connery), mas de forma claramente chateada e a olhar para a conta bancária com mais atenção do que para o próprio filme. Estrearam-se Virginia Madsen, Michael Ironside e John C. McGinley, mas mais valia terem ficado em casa a ver o primeiro filme. Não há nada que se aproveite aqui. Não sei o que aconteceu com Russell Mulcahy, mas deve ter sido muito grave...
Highlander II: The Quickening é o exemplo mais marcante de tudo o que uma sequela não deve ser. É uma nulidade completa e um desrespeito à originalidade dos filmes. Um rotundo zero. ○○○○○
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Connor MacLeod é um escocês imortal que terá inevitavelmente que confrontar o seu inimigo, também imortal, numa luta final pelo "Prémio". E a única forma de derrotar um imortal é cortar-lhe literalmente a cabeça com uma espada... Acho que toda a gente com mais de 30 anos já viu o Highlander ou pelo menos já ouviu falar do filme. Highlander é um filme que gosto bastante. E não é só pela questão do saudosismo. Acho realmente que o filme é bom. Tem uma história excelente, original, bons actores e no geral é um bom filme de entretenimento, que passados tantos anos, para um filme de acção e efeitos especiais, ainda se aguenta bastante bem e está actual. Talvez o melhor filme de Russell Mulcahy. Claro que não tem os fantasiosos e gigantescos efeitos de CGI dos filmes do momento, mas mesmo assim, aguenta-se bem.
Já não o vejo há alguns anos, mas mesmo assim continua cá bem "gravado". Por um lado, o "arquivo mental" foi por causa da história. A imortalidade! O derradeiro Santo Graal da Humanidade. Imortais, um prémio final, decapitações e uma história cheia de flashbacks ao longo de centenas de anos, tudo muito bem misturado e com muito nexo. Russell Mulcahy fez quase um videoclip gigant , muito bem ritmado, com excelentes imagens e muito bem misturadas com uma banda sonora portentosa. Depois, foi por causa dos efeitos. Na altura, foram um fenómeno. Eram outros tempos. Já vi um documentário sobre os efeitos especiais do filme e faziam-se coisas que seriam impensáveis hoje em dia. Algumas das cenas de espadas em que saltam raios... são mesmo raios! Os técnicos ligavam as espadas a baterias e quando estas se tocavam faziam arcos eléctricos. É inacreditável. A gigantesca explosão de vidros no beco, é mesmo uma explosão de vidros... Não haviam computadores nem efeitos digitais mas se as coisas tinham de acontecer... tinham de acontecer.
Como sempre, para além da história, é preciso que os filmes tenham actores em condições. Logo à partida, Sean Connery. É preciso dizer mais? Um lenda viva. Pode parecer estranho ver o Sean Connery de kilt em vez de smoking, mas de alguma forma estranha, acaba por estar perfeito. Mas o papel principal é de facto de Christopher Lambert, que contariamente ao que pensava, não é um actor americano, mas sim essencialmente francês. Descobri que apesar de ter nascido na América, emigrou para a Suiça muito novo e falava francês... Na realidade, aquele sotaque estranho que tem no filme, deriva precisamente do facto de andar a aprender a falar inglês. Isto é uma vantagem para as versões dobradas, porque na versão francesa é o Christopher Lambert a dobrar-se a ele próprio... Estranho, não é? Mas ainda há, entre outros, James Cosmo, Jon Polito, Alan North, Roxanne Hart e Beatie Edney, mais uns eternos secundários. Mas não podia deixar de desatacar Clancy Brown, "o" Kurgan. Na altura, esta personagem metia-me verdadeiramente medo. O gajo, para além de parecer gigantesco, era assustador. É um dos melhores maus da fita de sempre com grandes deixas.
E para finalizar, os Queen. Uma banda sonora inteira dos Queen eleva qualquer filme e não é um qualquer filme que tem uma banda sonora especificamente criada pelos Queen. E não foram quaisquer musicazinhas... foram hits internacionais como Princes Of The Universe, Hammer To Fall, A Kind Of Magic e Who Wants To Live Forever, uma das minhas cenas favoritas de todo o filme e uma das melhores músicas de sempre dos Queen.
Apesar de tudo, Highlander não foi nenhum sucesso imediato de bilheteira. Ao longo dos tempos foi ganhando fãs até chegar ao ponto de hoje em dia, ser praticamente um filme de culto. Não é um fenómeno isolado. Acontece muitas vezes. Como tal, era suposto que Highlander ficasse por aqui. Na realidade, não foi isso que aconteceu. Uns anos depois surgiu uma sequela, que apesar de ridícula teve mais sucesso na bilheteira que este filme. Vá-se lá perceber o gosto do público. Aainda teve mais outro filme e mais umas séries na TV. Gerou todo um novo universo de imortais e histórias de continuidade. Pensando bem, isto não faz sentido nenhum porque em teoria tudo acabou quando o Connor MacLeod matou o último imortal e recebeu o tão almejado "Prémio". O que se passou a seguir na mitologia Highlander só confirma toda a lógica deste filme: só final só poderá haver apenas um... Certíssimo. ●●●●○
Já não o vejo há alguns anos, mas mesmo assim continua cá bem "gravado". Por um lado, o "arquivo mental" foi por causa da história. A imortalidade! O derradeiro Santo Graal da Humanidade. Imortais, um prémio final, decapitações e uma história cheia de flashbacks ao longo de centenas de anos, tudo muito bem misturado e com muito nexo. Russell Mulcahy fez quase um videoclip gigant , muito bem ritmado, com excelentes imagens e muito bem misturadas com uma banda sonora portentosa. Depois, foi por causa dos efeitos. Na altura, foram um fenómeno. Eram outros tempos. Já vi um documentário sobre os efeitos especiais do filme e faziam-se coisas que seriam impensáveis hoje em dia. Algumas das cenas de espadas em que saltam raios... são mesmo raios! Os técnicos ligavam as espadas a baterias e quando estas se tocavam faziam arcos eléctricos. É inacreditável. A gigantesca explosão de vidros no beco, é mesmo uma explosão de vidros... Não haviam computadores nem efeitos digitais mas se as coisas tinham de acontecer... tinham de acontecer.
Como sempre, para além da história, é preciso que os filmes tenham actores em condições. Logo à partida, Sean Connery. É preciso dizer mais? Um lenda viva. Pode parecer estranho ver o Sean Connery de kilt em vez de smoking, mas de alguma forma estranha, acaba por estar perfeito. Mas o papel principal é de facto de Christopher Lambert, que contariamente ao que pensava, não é um actor americano, mas sim essencialmente francês. Descobri que apesar de ter nascido na América, emigrou para a Suiça muito novo e falava francês... Na realidade, aquele sotaque estranho que tem no filme, deriva precisamente do facto de andar a aprender a falar inglês. Isto é uma vantagem para as versões dobradas, porque na versão francesa é o Christopher Lambert a dobrar-se a ele próprio... Estranho, não é? Mas ainda há, entre outros, James Cosmo, Jon Polito, Alan North, Roxanne Hart e Beatie Edney, mais uns eternos secundários. Mas não podia deixar de desatacar Clancy Brown, "o" Kurgan. Na altura, esta personagem metia-me verdadeiramente medo. O gajo, para além de parecer gigantesco, era assustador. É um dos melhores maus da fita de sempre com grandes deixas.
E para finalizar, os Queen. Uma banda sonora inteira dos Queen eleva qualquer filme e não é um qualquer filme que tem uma banda sonora especificamente criada pelos Queen. E não foram quaisquer musicazinhas... foram hits internacionais como Princes Of The Universe, Hammer To Fall, A Kind Of Magic e Who Wants To Live Forever, uma das minhas cenas favoritas de todo o filme e uma das melhores músicas de sempre dos Queen.
Apesar de tudo, Highlander não foi nenhum sucesso imediato de bilheteira. Ao longo dos tempos foi ganhando fãs até chegar ao ponto de hoje em dia, ser praticamente um filme de culto. Não é um fenómeno isolado. Acontece muitas vezes. Como tal, era suposto que Highlander ficasse por aqui. Na realidade, não foi isso que aconteceu. Uns anos depois surgiu uma sequela, que apesar de ridícula teve mais sucesso na bilheteira que este filme. Vá-se lá perceber o gosto do público. Aainda teve mais outro filme e mais umas séries na TV. Gerou todo um novo universo de imortais e histórias de continuidade. Pensando bem, isto não faz sentido nenhum porque em teoria tudo acabou quando o Connor MacLeod matou o último imortal e recebeu o tão almejado "Prémio". O que se passou a seguir na mitologia Highlander só confirma toda a lógica deste filme: só final só poderá haver apenas um... Certíssimo. ●●●●○
Depois dos filmes baseados em livros de sucesso, tinham de aparecer os filmes baseados em jogos de grande sucesso. Resident Evil é sem dúvida um desses jogos e tem uma gigantesca legião de fãs. Era inevitável o filme... Eu até sou um grande fã de jogos, mas nunca gostei muito do Resident Evil. Mas o que importa aqui são os filmes. Uma série de filmes quase infindável: Resident Evil, Resident Evil: Apocalypse, Resident Evil: Extinction, Resident Evil: Afterlife e Resident Evil: Retribution. Se visse tudo de seguida, de certeza que tinha um aneurisma...
Enquanto der lucro na bilheteira, continuarão a chegar às salas de cinema mais Resident Evil's. E como parece que são grandes sucessos na venda de bilhetes...
Tirando o primeiro filme, que ganha qualquer coisita porque vive do efeito novidade, os restantes filmes são sempre iguais: grandes cenas de porrada, efeitos digitais marados, zombies, mutantes, zombies mutantes, mutantes zombies e a Milla Jovovich. (por vezes, também aparece a Michelle Fast n'Furious Rodriguez e o Iain Game of Thrones Glen) Como o argumento se apoia na luta contra zombies, cenas esquisitas biotecnologicamente manipuladas e uma pérfida Inteligência Artificial, tudo criações secretas de uma (mais uma) malvada mega-corporação global que domina tudo e todos (onde é que já vi isto?), o manancial de sequelas é praticamente infinito. E se a Umbrella Corporation desenvolver uma máquina do tempo e fizer sucessivos reboots à série de filmes, então o número de sequelas é mesmo infinito. Aliás, já deve estar mais uma no "forno"... E desta vez, para ser diferente (até porque já passou de moda) não é em 3D: é em 4D. E a sequela seguinte vai ser com "aromas"... (como é que chamarão a essa "nova" tecnologia? AromaScope? ScentCinema? Smell-O-Rama?...)
Quem se safou bem com toda esta situação foi Paul W. Anderson, que pode estar sempre a fazer o mesmo filme e ganhar uma carrada de pasta... A vida nos grandes estúdios de cinema é mesmo assim. Anderson esteve de descanso em dois filmes da série e "passou a pasta" ao novato Alexander Witt e ao "velhote" Russell Mulcahy.
Para terminar, fica a pergunta no ar. Será mesmo possível distinguir uns filmes dos outros só pelo trailer? Eu não consigo... ●○○○○
Enquanto der lucro na bilheteira, continuarão a chegar às salas de cinema mais Resident Evil's. E como parece que são grandes sucessos na venda de bilhetes...
Tirando o primeiro filme, que ganha qualquer coisita porque vive do efeito novidade, os restantes filmes são sempre iguais: grandes cenas de porrada, efeitos digitais marados, zombies, mutantes, zombies mutantes, mutantes zombies e a Milla Jovovich. (por vezes, também aparece a Michelle Fast n'Furious Rodriguez e o Iain Game of Thrones Glen) Como o argumento se apoia na luta contra zombies, cenas esquisitas biotecnologicamente manipuladas e uma pérfida Inteligência Artificial, tudo criações secretas de uma (mais uma) malvada mega-corporação global que domina tudo e todos (onde é que já vi isto?), o manancial de sequelas é praticamente infinito. E se a Umbrella Corporation desenvolver uma máquina do tempo e fizer sucessivos reboots à série de filmes, então o número de sequelas é mesmo infinito. Aliás, já deve estar mais uma no "forno"... E desta vez, para ser diferente (até porque já passou de moda) não é em 3D: é em 4D. E a sequela seguinte vai ser com "aromas"... (como é que chamarão a essa "nova" tecnologia? AromaScope? ScentCinema? Smell-O-Rama?...)
Quem se safou bem com toda esta situação foi Paul W. Anderson, que pode estar sempre a fazer o mesmo filme e ganhar uma carrada de pasta... A vida nos grandes estúdios de cinema é mesmo assim. Anderson esteve de descanso em dois filmes da série e "passou a pasta" ao novato Alexander Witt e ao "velhote" Russell Mulcahy.
Para terminar, fica a pergunta no ar. Será mesmo possível distinguir uns filmes dos outros só pelo trailer? Eu não consigo... ●○○○○
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