Los Últimos Días é um filme espanhol de ficção científica. Ou será um filme apocalíptico espanhol? O mais correcto será dizer que é um filme espanhol muito bem feito sobre os últimos dias da Humanidade.
Sem recorrer ao habitual foguetório de Hollywood, este filme da dupla de irmãos David/Alex Pastor consegue mostrar de forma muito verosímil o que acontecerá se se der um colapso mundial. (nunca passei por uma situação dessas, mas imagino que seja algo semelhante) Neste caso, provocado por ataques de pânico em massa, uma espécie de histeria colectiva faz com que todas as pessoas tenham pânico de sair à rua e consequentemente o mundo acaba por parar. A única solução é movimentar-se por túneis de metro de forma a evitar pôr um pé na rua. Se isso acontece, inexplicavelmente, as pessoas veem-se confrontadas com uma espécie de agorafobia e acabam por morrer de ataques de coração ou por puro pânico. Porque é que isso acontece? Ninguém sabe ao certo.
Pode ter sido um agente patogénico libertado no ar, alienígenas escondidos ou pode ter sido o "governo". Quem sabe? Ninguém. E tem toda a lógica. Se acontecesse um colapso civilizacional abrupto, o mais provável era a informação deixar de circular, tal como tudo o resto. A explicação nunca seria totalmente objectiva e isso passa bem no filme. Isto mostra como Los Últimos Días foi bem escrito e especialmente bem dirigido.
A história é simples: dois homens (Quim Gutiérrez e José Coronado) têm de chegar aos seus destinos: um quer ver o pai que ficou retido num hospital, o outro quer ver a namorada (Marta Etura) que ficou em casa. Numa realidade normal, seria uma tarefa fácil, mas quando não se pode andar a céu aberto, até atravessar uma rua é um feito heróico. A história é contada com recurso a flashbacks e, em termos de montagem, está excelente.
Apesar de não ser o típico filme apocalíptico de acção, Los ultimos Dias nunca pára. É uma sucessão de acontecimentos muito bem encaixados uns nos outros, uma espécie de tapete rolante que os protagonistas têm de acompanhar ou então ficam para trás.
A única coisa verdadeiramente negativa é uma rídicula e completamente desnecessária luta com um urso. (?!) Nitidamente, foi um piscar de olhos ao cinema blockbuster de Hollywood. E isso leva-me à questão fundamental: não estarão os efeitos digitais e a facilidade que os realizadores têm à disposição para incorporar qualquer elemento (como o urso), a "matar" a criatividade de Hollywood no que diz respeito às histórias? Para mim, a resposta é sim.
Este filme em particular vem provar essa teoria. Se David/Alex Pastor em vez de uma produção espanhola de 5 milhões, tivessem à disposição uma produção "de Hollywood" com recursos muito maiores, Los Últimos Días seria um filme melhor? Com uma história mais desenvolvida? Não me parece. Acho seria exactamente ao contrário e caminharia para o "costume": mais umas explosões, uns cenários apocalípticos digitais mais prolongados e "espectaculares", o que tornaria o filme noutro 2012 ou noutro San Andreas. Provavelmente a história nem precisaria de tanto enredo nem tanto background, porque estaria cheio de cenas de acção e perseguições. E em vez de uma cena com um urso, se calhar seria com o zoo inteiro. E estou a especular...
Los Últimos Días vê-se bem. ●●○○○
Mostrar mensagens com a etiqueta San Andreas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta San Andreas. Mostrar todas as mensagens
Mascar chicletes faz com que não se chore enquanto se cortam cebolas...
Ouvi dizer que é um facto científico. Interessante. E esta é a única coisa interessante neste post... Quanto ao filme, nem vale a pena alongar muito os comentários, de tão mau que é...
Não tem nada que se aproveite. É o típico blockbuster de Hollywood, com terramotos e tsunamis monstruosos, repleto de efeitos especiais, com uns lindíssimos actores desconhecidos e sem queda nenhuma para a coisa, para compensar o cachet elevado de actores conhecidos e bons, de forma a ter um cartaz atractivo para tentar levar as pessoas a ir ao cinema comprar refrigerantes e pipocas. Isto é um verdadeiro desastre. Começa e acaba exactamente da mesma maneira que todos os outros blockbusters-clichês.
Parece uma repetição do 2012 apenas com a diferença de... não! É igual ao 2012! É um conjunto de clichês enrolado em cenas hiper-exageradas de efeitos especiais digitais totalmente desnecessários. É (quase) preferível estar cortar cebolas sem mascar chiclete do que ver este San Andreas... ○○○○○
Ouvi dizer que é um facto científico. Interessante. E esta é a única coisa interessante neste post... Quanto ao filme, nem vale a pena alongar muito os comentários, de tão mau que é...
Não tem nada que se aproveite. É o típico blockbuster de Hollywood, com terramotos e tsunamis monstruosos, repleto de efeitos especiais, com uns lindíssimos actores desconhecidos e sem queda nenhuma para a coisa, para compensar o cachet elevado de actores conhecidos e bons, de forma a ter um cartaz atractivo para tentar levar as pessoas a ir ao cinema comprar refrigerantes e pipocas. Isto é um verdadeiro desastre. Começa e acaba exactamente da mesma maneira que todos os outros blockbusters-clichês.
Parece uma repetição do 2012 apenas com a diferença de... não! É igual ao 2012! É um conjunto de clichês enrolado em cenas hiper-exageradas de efeitos especiais digitais totalmente desnecessários. É (quase) preferível estar cortar cebolas sem mascar chiclete do que ver este San Andreas... ○○○○○
Labels:
2015,
acção,
Carla Gugino,
clichê,
Dwayne Johnson,
efeitos especiais,
Hollywood,
Ioan Gruffudd,
nota0,
Paul Giamatti,
San Andreas,
terramoto,
tsunami
