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Tal como me acontece muitas vezes, estava eu a fazer "zlooping" quando tropeço num filme de animação que tinha esteticamente algo que me lembrou "Monty Phyton", "Yellow Submarine" e coisas do género assim meio surrealistas e/ou psicadélicas. Não sabia o nome do filme nem do que se tratava, mas imediatamente pus a gravar para ver mais tarde. O filme em questão chamava-se The Congress e estranhamente, de início, nem sequer era em animação. Suscitou-me algumas dúvidas se tinha posto a gravar o filme correcto, até porque não estava a perceber a ligação do título com o que estava a ver: uma actriz nos seus 40 e tal anos (uma versão(?) diferente da verdadeira Robin Wright) está com problemas de carreira e a ser criticada pelo seu agente (Harvey Keitel) por não dar o próximo passo que é basicamente ceder eternamente os direitos de imagem para o estúdio poder digitalizá-la completamente e usar dali em diante apenas a sua versão digital. Para isso poder acontecer, ela nunca mais poderia aparecer em palco. É uma decisão difícil para a actriz, mas na realidade, apesar da premissa interessante do filme, eu só pensava onde é que entraria a parte da animação e continuava  sem perceber a lógica do título. Após uma hora (l-e-n-t-a) de filme, finalmente fez-se luz. E o que me parecia ser o início de um excelente filme, lentamente começou a complicar-se e a descambar negativamente. Afinal, a parte de animação é outra coisa completamente diferente e baseada no livro "The Futurological Congress" de Stanislaw Lem. Daí o título. Mas aqui é que começam os problemas.
Acho que Ari Folman foi ambicioso demais. Para além de pegar em temas complexos como o de avatares, identidade e realidades alternativas, ainda quis misturar a questão tecnológica - que está a esmagar a parte humana do cinema, mas não só - e, por tabela, mostrar a sua visão quase neo-fascista dos modernos estúdios de cinema, que ignoram pontos de vista éticos e morais e não olham a meios para conseguir os seus fabulosos lucros, na realidade, o único propósito daquela indústria. Acho que as duas ideias (em separado) são muito boas. Mas também achei que o mix das duas foi muito mal feito. Faz todo o sentido equiparar as duas situações porque na base o conceito é o mesmo: mostrar que as pessoas preferem ignorar a realidade-realidade (mesmo que ela continue a existir como extremamente negra, degradante e destrutiva) e viver numa outra realidade-virtual em que tudo é cor-de-rosa, divertido, positivo e libertário, nem que para isso tenham de abdicar de tudo o que as faz ser realmente humanas. Os dois conceitos são profundos, extremamente distópicos e dão que pensar, porque em certa parte, mesmo hoje em dia, há indícios que isso começa a acontecer, e mais grave ainda, pode mesmo acontecer tal como estas histórias distópicas.
Mas para além dos conceitos - que me dariam horas de divagação - há o filme. E para mim, o filme não funcionou. A mistura dos dois temas foi mal feita, talvez por serem tão complexas e abrangentes, e por tabela as ligações ficaram um pouco desconexas. Para além disso, o ritmo do filme é demasiado lento para o meu gosto, apesar de eu perceber que é propositado e que neste caso está implícito os efeitos da sedação, do "deixar-se ir", do "i don't give a fuck. I prefer the other side, anyway." Percebo, mas não gosto.
O melhor deste The Congress é mesmo a técnica de animação (já tinha saudade de ver coisas não polidas em 3D), mas principalmente os actores (Robin Wright, Harvey Keitel, Danny Huston [brilhante actor e constantemente relegado para papéis secundários, porque tem mais de 16 anos, portanto está praticamente "morto" para o cinema, tal como a lógica do filme...], Paul Giamatti e a voz de Jon Hamm. Comecei muito empolgado pela temática, mas confesso que acabei bastante desiludido com o resultado final. Apesar de tudo, é algo que recomendaria uma visão atenta. ●●●○○

The Amazing Spider-Man 2 é a sequela de The Amazing Spider-Man. E basicamente é isso. É "sempre a mesma coisa". Volta todo o pessoal do primeiro filme (Andrew Garfield, Emma Stone, Sally Field) e também algumas novidades como Paul Giamatti que aparece como... Já nem sei quem ele é suposto ser. Acho que só aparece porque este filme já não conta com o Martin Sheen e eram precisos actores com algum nome no "lado dramático". Ou então não...
Há um jovem actor (Dane DeHaan parece promissor [mas também pode ter sido do corte de cabelo estranho...]) a fazer Harry Osborn, que quase, quase no final do filme lá se transforma no Green Goblin. E há também Jamie Foxx, como Electro, um super-herói azul eléctrico que só quer que gostem dele e que suga o poder da electricidade mas que acaba por morrer porque toma uma dose demasiado elevada de... electricidade. É triste. Mas não tão triste como The Amazing Spider-Man 2... Filme bom para se ver num domingo à tarde quando uma pessoa está com uma grande gripe e não pode sair da cama... ●○○○○


Quando vi este filme, lembrei-me logo de um slogan muito popular há uns anos: "Punk is not dead". Percebo que este seja um slogan que só faz sentido para pessoas que viveram nos finais dos 70's/princípios de 80's e que assistiram à "morte" do movimento e da música punk. Para mim, obviamente, nunca fez muito sentido. Mas agora entro numa fase do "Rock is not dead" e começo a perceber perfeitamente o significado do slogan original.
Tinha por isso muita expectativa com este Rock of Ages. Sabia que era escrito pelo Justin Theroux, tinha visto umas imagens (aparentemente boas) com o Tom Cruise... e pouco mais.
Estou tão chateado que não me vou alongar: é uma magistral desilusão. Até em termos musicais, conseguiram arruinar o filme, que mais parece uma mistura de filme musical de Disney com uma paródia à música dos anos 80. Não é admirar: Adam Shankman é realizador de musicais e filmes light, tipo Disney. É que nem Catherine Zeta-Jones, nem Alec Baldwin e nem Paul Giamatti conseguem salvar isto. Devia ter investigado mais e devia-me ter ficado apenas pela expectativa...
Quase que me leva a acreditar que de facto "Rock is dead"... ●○○○○

Mascar chicletes faz com que não se chore enquanto se cortam cebolas...
Ouvi dizer que é um facto científico. Interessante. E esta é a única coisa interessante neste post... Quanto ao filme, nem vale a pena alongar muito os comentários, de tão mau que é...
Não tem nada que se aproveite. É o típico blockbuster de Hollywood, com terramotos e tsunamis monstruosos, repleto de efeitos especiais, com uns lindíssimos actores desconhecidos e sem queda nenhuma para a coisa, para compensar o cachet elevado de actores conhecidos e bons, de forma a ter um cartaz atractivo para tentar levar as pessoas a ir ao cinema comprar refrigerantes e pipocas. Isto é um verdadeiro desastre. Começa e acaba exactamente da mesma maneira que todos os outros blockbusters-clichês.
Parece uma repetição do 2012 apenas com a diferença de... não! É igual ao 2012! É um conjunto de clichês enrolado em cenas hiper-exageradas de efeitos especiais digitais totalmente desnecessários. É (quase) preferível estar cortar cebolas sem mascar chiclete do que ver este San Andreas... ○○○○○

 
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