Dois bandidos de meia tigela decidem fazer um golpe extraordinário: assaltar o que é nada mais nada menos que o local onde os mafiosos jogam cartas com avultadas somas de dinheiro. A ideia é arrojada e em princípio até é uma boa ideia, porque assaltar alguém que não pode ir à polícia fazer queixa não é assim tão descabido. Obviamente, as coisas não vão correr como planeado, até porque este golpe "simples" acaba por abalar economicamente toda a estrutura da própria Máfia. Para resolver toda esta confusão, os mafiosos recorrem aos serviços de Jackie Cogan, um justiceiro implacável mas que parece estar do lado errado da barricada.
Brad Pitt, Scoot McNairy, Ben Mendelsohn, Ray Liotta, Richard Jenkins e James Gandolfini dão corpo a uma série de personagens muito bem construídas. Se no caso de Pitt esta foi (mais) uma mudança de ares, para o restante elenco é quase como voltar a casa para comer um prato de pasta da nona Giona acompanhado de um copo de Chianti... Mas todos sem excepção estão muito bem e estão especialmente bem dirigidos.
Killing Them Softly tem uma narrativa simples e muito pouco original mas está muito bem feito. A fotografia é exemplar. Andrew Dominik tem uma realização sem mácula. Não o conhecia até esta altura, mas foi um nome que listei para ficar debaixo de olho. Apesar da crítica constante ao modo de vida e ao sonho americano (a crise financeira de 2008/09 era uma realidade bem palpável), a história de base é um dejá vu constante, e por isso é o olhar, os enquadramentos e os movimentos de câmara de Dominik que salvam literalmente o filme da irrelevância. Isto só prova que por muito banal que uma história seja, ter um bom realizador e bons diálogos interpretados por bons actores salvam logo um filme.
Killing Them Softly fez-me lembrar aquele aspecto mais negro, violento e sujo dos antigos filmes policiais (e mafiosos) dos anos 70, e quanto mais não fosse, só por causa disso já é totalmente aceitável. Um bom filmito de ladrões e mafiosos. ●●●○○
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Uns anos depois da Terra ser invadida por extraterrestres, um jornalista perdido pelo continente sul-americano decide ajudar uma turista americana a voltar em segurança para casa.
Por vezes dou classificações altas a filmes medianos apenas porque são feitos com muito amor pela arte e praticamente nenhuns recursos. Um desses exemplos é este Monsters. Um filme quase a fazer lembrar um road movie, mas que também é um drama, um thriller e um excelente filme de ficção científica. Rodado completamente "on location", com diálogos praticamente improvisados e em que os extras são pessoas verdadeiras que simplesmente estavam ali na sua vida (basicamente é para isso que contratam extras). O realismo da coisa dá um salto qualitativo enorme. A juntar a isto, para além de realizar, Gareth Edwards criou também todos os efeitos especiais do filme... no seu computador em casa com programas que se podem comprar na net.
Isto tinha todos os condimentos para dar uma salgalhada tipo "Série C" da pior espécie, mas é precisamente assim que se separa o "trigo do joio". Gareth Edwards é muito bom e Monsters também. É uma óptima história, com dois protagonistas muito bem dirigidos (Scoot McNairy e Whitney Able), com poucos, mas bons efeitos especiais, mas especialmente um óptimo filme que gostei muito de ver. Esta é a prova de que com muito pouco se consegue fazer muito boas coisas, se se tiver o talento suficiente. Parabéns ao Gareth Edwards pela audácia, pelo empenho e por Monsters. ●●●●○
Por vezes dou classificações altas a filmes medianos apenas porque são feitos com muito amor pela arte e praticamente nenhuns recursos. Um desses exemplos é este Monsters. Um filme quase a fazer lembrar um road movie, mas que também é um drama, um thriller e um excelente filme de ficção científica. Rodado completamente "on location", com diálogos praticamente improvisados e em que os extras são pessoas verdadeiras que simplesmente estavam ali na sua vida (basicamente é para isso que contratam extras). O realismo da coisa dá um salto qualitativo enorme. A juntar a isto, para além de realizar, Gareth Edwards criou também todos os efeitos especiais do filme... no seu computador em casa com programas que se podem comprar na net.
Isto tinha todos os condimentos para dar uma salgalhada tipo "Série C" da pior espécie, mas é precisamente assim que se separa o "trigo do joio". Gareth Edwards é muito bom e Monsters também. É uma óptima história, com dois protagonistas muito bem dirigidos (Scoot McNairy e Whitney Able), com poucos, mas bons efeitos especiais, mas especialmente um óptimo filme que gostei muito de ver. Esta é a prova de que com muito pouco se consegue fazer muito boas coisas, se se tiver o talento suficiente. Parabéns ao Gareth Edwards pela audácia, pelo empenho e por Monsters. ●●●●○

