Na generalidade as séries de TV entediam-me. São lentas no desenvolvimento e são longas demais. Pior ainda, quando são boas, os produtores não conseguem tirar o "doce aos fãs" e acabam por prolongar artificialmente a coisa para lá do aceitável. Por isso, para mim as séries são para evitar porque, ou não acabam ou não acabam quando e como deveriam.
Apesar de este ser um site/blog de filmes - e de eu praticamente nunca ver séries, pelas razões enumeradas anteriormente - de vez em quando há algo que se destaca pela positiva. Neste caso, Chernobyl, um original da HBO. Como este estaminé acaba também por funcionar como um baú do tempo, achei que era justo mencioná-la aqui. Sendo uma mini-série de 5 episódios (logo, o meu tipo de séries) vi-a como se fosse um filme longo que teve de ser cortado em partes. E tenho de dizer que é dez vezes melhor que a maior parte dos filmes que vi ultimamente. Mesmo muito bom. Uma série muito bem feita e com muita atenção ao pormenor. Oscila perfeitamente bem entre a realidade factual da ciência e a realidade virtual da política. Excelente "tensão no ar" do princípio ao fim. Deixou-me agarrado ao sofá, com as duas mãos, noites a fio. E isso não é fácil. Excelente grupo de actores (Jared Harris, Stellan Skarsgård, Adam Nagaitis, Emily Watson e Jessie Buckley, entre tantos outros [não me lembro de ver sequer uma má interpretação de um secundário...]) e muitíssimo bem dirigidos por Johan Renck, em cima de um guião exemplar de Craig Mazin, os masterminds de toda esta espectacular operação de recriar Chernobyl e o maior e mais grave acidente da Humanidade. Sinceramente, fico à espera que esta dupla se volte a encontrar e apareça aí num estúdio para fazer uma longa metragem, porque fiquei muito bem impressionado. Chernobyl é uma das melhores série de TV que já vi. Totalmente recomendado. ●●●●●
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Aqui há uns tempos li algures uma frase que me ficou gravada. "Toda a geração tem o Jaws que merece". Parece-me uma frase absoutamente verdadeira.
O final dos anos 90 tiveram este Deep Blue Sea... para o bem e para o mal. A história é no mínimo estranha: um grupo de cientistas isolado numas instalações aquático-futuristas, tenta encontrar a cura para a doença de Alzheimer, fazendo experiências com tubarões vivos para lhe retirar do cérebro a tal cura. As experiências têm por base tornar os tubarões maiores e mais inteligentes, o que obviamente leva a que acabem por se virar contra os cientistas. Podia ser mais estranho mas era difícil. Mas também isso pouco interessa porque é apenas o disparo para as cenas de ação com tubarões digitais. E para poder dizer com toda a moralidade: "não deviam mexer com a natureza das coisas. Agora a presa tornou-se no caçador". É um enorme cliché mas também não é importante.
O que é mais estranho neste filme, é que apesar de ser ostensivamente uma chachada, de alguma forma entretém sem chatear. Tem acção. Tem suspense. Tem choque. E até uns toquezinhos cómicos aqui e ali. Na altura, a única grande estrela do elenco era o Samuel L. Jackson. E a personagem, chocantemente, nem sequer chega ao fim do filme. O restante pessoal, a funcionar apenas como "carne para canhão" (ou neste caso, "carne para tubarão") eram todos ilustres secundários (Thomas Jane, Saffron Burrows, Michael Rapaport, Stellan Skarsgård, LL Cool J) mas que funcionam perfeitamente bem. Renny Harlin é um bom realizador para este tipo de filmes de acção. Tem ritmo e introduz habilmente alguns elementos de comédia para o meio da tensão, o que eficazmente atenua a sanguinolência... E diga-se, até há bastante...
Apesar de toda a deficiência científica (para não dizer falhas graves), dos já maus efeitos especiais digitais (eram muito bons em 1999) e da história sem pés nem cabeça, Deep Blue Sea é um filme que estranhamente não me chateia nada (re)ver. Não tenho nenhuma explicação para este fenómeno. Deve ser só saudosismo... ●●○○○
O final dos anos 90 tiveram este Deep Blue Sea... para o bem e para o mal. A história é no mínimo estranha: um grupo de cientistas isolado numas instalações aquático-futuristas, tenta encontrar a cura para a doença de Alzheimer, fazendo experiências com tubarões vivos para lhe retirar do cérebro a tal cura. As experiências têm por base tornar os tubarões maiores e mais inteligentes, o que obviamente leva a que acabem por se virar contra os cientistas. Podia ser mais estranho mas era difícil. Mas também isso pouco interessa porque é apenas o disparo para as cenas de ação com tubarões digitais. E para poder dizer com toda a moralidade: "não deviam mexer com a natureza das coisas. Agora a presa tornou-se no caçador". É um enorme cliché mas também não é importante.
O que é mais estranho neste filme, é que apesar de ser ostensivamente uma chachada, de alguma forma entretém sem chatear. Tem acção. Tem suspense. Tem choque. E até uns toquezinhos cómicos aqui e ali. Na altura, a única grande estrela do elenco era o Samuel L. Jackson. E a personagem, chocantemente, nem sequer chega ao fim do filme. O restante pessoal, a funcionar apenas como "carne para canhão" (ou neste caso, "carne para tubarão") eram todos ilustres secundários (Thomas Jane, Saffron Burrows, Michael Rapaport, Stellan Skarsgård, LL Cool J) mas que funcionam perfeitamente bem. Renny Harlin é um bom realizador para este tipo de filmes de acção. Tem ritmo e introduz habilmente alguns elementos de comédia para o meio da tensão, o que eficazmente atenua a sanguinolência... E diga-se, até há bastante...
Apesar de toda a deficiência científica (para não dizer falhas graves), dos já maus efeitos especiais digitais (eram muito bons em 1999) e da história sem pés nem cabeça, Deep Blue Sea é um filme que estranhamente não me chateia nada (re)ver. Não tenho nenhuma explicação para este fenómeno. Deve ser só saudosismo... ●●○○○
Sabia que este filme era um remake de um filme sueco de grande sucesso, baseado numa trilogia de livros também de grande sucesso. (Tanto sucesso junto põe-me logo de pé atrás) Mas depois quando vi que era realizado pelo David Fincher e como não costuma falhar, fiquei logo mais sossegado. Infelizmente, The Girl with the Dragon Tattoo foi mais uma decepção. Não é que o filme seja mau, eu é que pelos vistos tenho expectactivas muito elevadas quando vejo o nome dos realizadores. Desde o início da carreira que Fincher me enche totalmente as medidas. Mas também é verdade que após alguns filmes e mais recentemente, a coisa tem vindo a descambar... Estranhei imediatamente quando vi aquele genérico "maluco" plastificado com música de Led Zeppelin/Trent Reznor. Eu até gosto bastante de Led Zeppelin e de NIN, mas... o que é aquilo? O que é aquele genérico tem que ver com o resto do filme? Não percebi...
A história bem construída, dividida entre o policial negro e o thriller é pouco usual para o "standard americano" recente e por isso é muito fixe. OJames Bond Daniel Craig está ok, assim como a Rooney Mara, o Christopher Plummer, o Stellan Skarsgård e o restante pessoal. Mas tudo isto se eclipsou na minha cabeça... É que continuo a questionar-me: onde é que está o antigo David Fincher? ●●○○○
A história bem construída, dividida entre o policial negro e o thriller é pouco usual para o "standard americano" recente e por isso é muito fixe. O


