Depois de ver um filme, o meu cérebro começa automaticamente a elaborar uma crítica. No caso de Vice, o meu cérebro desligou-se. Uma vazio de opinião. Nada. Zip. Nicles. Mentalmente falando, o meu cérebro eclipsou-se. Enquanto pensava no que dizer sobre Vice fui ao IMDB pesquisar e perceber se o filme que tinha acabado de ver era mesmo verdadeiro ou uma alucinação esquisita, e por acaso encontrei esta crítica fantástica: "Porno quality acting, porno quality actresses, porno quality dialog. gigantic plot holes, zero internal logic, ridiculous overuse of automatic weapons, bad science and disrespect for the laws of physics, poor CGI, rotten set design, bad lighting, yada, yada. Oddly enough, the sound, editing and cinematography were professionally acceptable." E é mesmo isto. Resume perfeitamente o que achei sobre o filme. É incrivelmente mau. Uma cópia descarada do Westworld (mais uma história do robot que se torna consciente... [outra vez?!?]) que sempre que esbarra num buraco do argumento, resolve-o com uma cena de acção disparatada (basicamente alguém aparece e desata aos tiros para todo o lado), filmado em cenários de outros filmes e séries de TV, interpretado maioritariamente por actores com capacidades de representação ao nível de um filme porno mediano, e dois actores de renome (Thomas Jane e Bruce Willis [o que é que vocês estão a aqui a fazer, meus?!?]) tão embaraçados por estarem ali que tentam a todo o custo esconder-se das câmaras e interagir o mínimo possível no filme. Isto não é um filme. É... uma "coisa". É que nem consigo articular um insulto de tão mau que é. Não entendo como estas "coisas" conseguem passar por todo o processo de criação e produção e ainda assim chegar ao grande público. Quer dizer, até percebo... Arranja-se uma história da treta, põe-se uns tiroteios jeitosos pelo meio e junta-se-lhe um ou dois nomes conhecidos para dar a cara no trailer. Isto é mais um caso de fraude do que propriamente cinema, mas tudo bem... É deprimente. É raro, mas é um rotundo zero. ○○○○○
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Há dois tipos de filmes sobre os quais é fácil de escrever: os muito maus e os muito bons. Westworld é do segundo tipo por isso não me vou alongar muito. Já deve ter havido teses de mestrado sobre o assunto e qualquer livro de cinema já escrutinou o filme (ou pelo menos a história) ao milímetro do frame. É um clássico da ficção científica que toda a gente deveria ver. Foi totalmente revolucionário e um marco até hoje.
Mas o que mais me surpreende em Westworld é o salto mental. Michael Crichton é um gajo com uma cabeça muito à frente do seu tempo. Como é que nos anos 70, quando 99,99% das pessoas nem sequer sabia o que era um computador (que tinham uma capacidade de processamento de uma actual calculadora) consegue imaginar coisas como parques de diversão com autómatos iguais a humanos? É um salto mental absolutamente gigante. É a mente de alguém que está décadas à frente dos restantes. É preciso ter muita visão. E muita imaginação.
Mas se por um lado, a história é fantástica, o filme no seu todo deixa algo a desejar. Crichton sempre escreveu grandes histórias, mas quando se mudou para a cadeira do realizador, os resultados nunca foram os melhores... E para uma ideia tão avançada como esta, os efeitos (que deveriam ser imaculados) até são aceitáveis, mas estão sempre a descair para o lado mau. Mesmo nessa altura já havia coisinhas mais bem feitas... Depois a escolha do actor principal também não ajudou (sem grande carisma ) e o restante casting fica-se quase pela mesma medida (Richard Benjamin, James Brolin). Fica o destaque para um grande senhor, Yul Brynner, um ícone do cinema que diz mais calado que muitos actores juntos a falar pelos cotovelos.
Como não sou fundamentalista, acho que este é um daqueles poucos casos que estava mesmo a pedir um remake. Seria totalmente justificado. Face à actual falta de ideias e ao risco zero que os estúdios querem ter nos seus investimentos, presumo que não deva estar muito longe... ●●●●○
Mas agora que penso melhor no assunto... O que é que será que o Crichton tem contra parques temáticos ou cenas de férias? O Westworld é um parque temático; o Jurassic Park também é; o Jaws passa-se numa colónia de férias... Hum.. Pode ser coincidência, mas acho que algo traumático lhe aconteceu enquanto passava férias... Ou talvez não...
Mas o que mais me surpreende em Westworld é o salto mental. Michael Crichton é um gajo com uma cabeça muito à frente do seu tempo. Como é que nos anos 70, quando 99,99% das pessoas nem sequer sabia o que era um computador (que tinham uma capacidade de processamento de uma actual calculadora) consegue imaginar coisas como parques de diversão com autómatos iguais a humanos? É um salto mental absolutamente gigante. É a mente de alguém que está décadas à frente dos restantes. É preciso ter muita visão. E muita imaginação.
Mas se por um lado, a história é fantástica, o filme no seu todo deixa algo a desejar. Crichton sempre escreveu grandes histórias, mas quando se mudou para a cadeira do realizador, os resultados nunca foram os melhores... E para uma ideia tão avançada como esta, os efeitos (que deveriam ser imaculados) até são aceitáveis, mas estão sempre a descair para o lado mau. Mesmo nessa altura já havia coisinhas mais bem feitas... Depois a escolha do actor principal também não ajudou (sem grande carisma ) e o restante casting fica-se quase pela mesma medida (Richard Benjamin, James Brolin). Fica o destaque para um grande senhor, Yul Brynner, um ícone do cinema que diz mais calado que muitos actores juntos a falar pelos cotovelos.
Como não sou fundamentalista, acho que este é um daqueles poucos casos que estava mesmo a pedir um remake. Seria totalmente justificado. Face à actual falta de ideias e ao risco zero que os estúdios querem ter nos seus investimentos, presumo que não deva estar muito longe... ●●●●○
Mas agora que penso melhor no assunto... O que é que será que o Crichton tem contra parques temáticos ou cenas de férias? O Westworld é um parque temático; o Jurassic Park também é; o Jaws passa-se numa colónia de férias... Hum.. Pode ser coincidência, mas acho que algo traumático lhe aconteceu enquanto passava férias... Ou talvez não...
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