London has Fallen (de Babak Najafi) é um filme para o momento actual: explosões, socos, tiros, perseguições e terroristas "maus" que querem terminar com o "nosso modo de vida"... Bem, neste caso é mais por vingança, mas vai dar ao mesmo, até porque em termos de história e personagens é praticamente nulo. A não ser que considerem "desenvolvimento de personagens" aquelas poses catitas com as armas e os olhares profundos e vingativos... London has Fallen pega na personagens do "primeiro" filme (Olympus Has Fallen) e mete-as numa situação igual, mas noutro sítio diferente. Só para não dizer que é o "2"...
Um excelente leque de actores como Gerard Butler, Aaron Eckhart, Angela Bassett e Morgan Freeman perde aqui o seu tempo a contracenar com vários duplos e muitos efeitos especiais digitais, na tentativa de salvar um filme que no fim de contas é apenas mais uma chiclete com sabor a clichê... Vê-se e esquece-se rapidamente. ●○○○○
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Um assalto a um banco que corre mal. Uma perseguição sem fim comandada por alguém muito poderoso, motivada por algo que os intervenientes não estavam à espera. Soa familiar? É porque é familiar. É a história de base para Momentum e para a maior parte dos filmes de acção. Apanhei este Momentum na TV e dei-lhe o benefício da dúvida, principalmente por causa do Morgan Freeman e do James Purefoy. (..apesar da personagem principal ser a Olga Kurylenko). Não é mau, mas também não é bom. É razoável mas a descair para o fracote previsível. Mas vê-se porque se nota que foi feito com alguma preocupação ao pormenor e com muito menos recursos do que é normal neste tipo de filmes. No seu todo, acabou por resultar num filmito de acção aceitável. Facto curioso: o realizador, Stephen Campanelli, é um verdadeiro mestre da steadicam, com mais de 100 filmes no currículo como operador de câmara. ●○○○○
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Seven é um filme excelente. Não consigo ser mais sintético. É um dos melhores policiais que já vi envolvendo o tema sempre magnético dos serial killers. Desde o genérico inicial até aos créditos finais, nota-se que cada cena foi pensada e executada ao pormenor. Seven é o filme que todos os realizadores gostariam de ter feito: é simples mas ao mesmo tempo é complexo. Tem um aspecto decadente, mas também é esteticamente belo. É um drama. Um policial negro. Um filme de suspense que também está repleto de acção.
Tecnicamente é irrepreensível. Tem a música de Howard Shore que é sempre óptima e dá uma ambiência decadente e quase mística ao filme. Mas não é só a música. Tudo está primoroso em Seven: o som, a iluminação, a montagem... Tudo perfeitamente consistente. O facto de David Fincher ser um gajo dos telediscos poderia ter destruído o filme. A anterior experiência de realização tinha sido um fracasso relativo (Alien3), mas foi mais por culpa da estrutura do próprio filme do que do Fincher. (E já agora, o Alien3 só não é o melhor de todos os Alien, porque existe um Aliens do Jim Cameron...). David Fincher surpreendeu-me imenso e tornou-se imediatamente num dos meus realizadores de eleição, precisamente por ter pegado em toda a experiência visual dos telediscos e ter transformado um policial que poderia ser banal numa quase obra prima. Mas a palavra-chave aqui não é visual. É consistência. Tudo está perfeitamente unido. É um puzzle gigante em que no final todas as peças soltas encaixam na perfeição. Lembro-me perfeitamente do detective Somerset dizer algures no meio do filme que a história não ia acabar bem...
Em termos de argumento, Seven é como um relógio suíço. É uma obra de precisão meticulosamente manufacturada em que o autor está atento ao mais ínfimo pormenor. E ainda por cima está repleto de considerações acutilantes ao funcionamento da sociedade actual, que uma pessoa sabe que são verdadeiras, mas não tem coragem de as afirmar. Sendo que a base do argumento são os 7 pecados capitais, não dar uma "tacadas moralistas", seria perder uma oportunidade de ouro, não é verdade?
Nos papéis principais, estão dois excelente actores no "pico de forma" que são tão diferentes e antagónicos que só podiam funcionar bem juntos: Morgan Freeman e Brad Pitt. Gwyneth Paltrow num papel mais secundário do que habitual como a super fragilizada mulher de Pitt está perfeita, mas quem rouba o show é sem dúvida Kevin Spacey (John Doe é sem dúvida um dos melhores serial killers da história do cinema) que apesar de só aparecer durante poucos minutos consegue ter tanto impacto no filme quando os outros actores. Muito bom.
Seven é daqueles filmes que não preciso de rever, se bem que o faço sempre que dá na TV. Não consigo resistir. Vi-o no cinema na altura da estreia. . Não sabia ao que ia. Tinha gostado imenso do filme de estreia do Fincher e fiquei curioso para ver o que iria apresentar. Logo no aspecto inicial dos créditos percebi que ia ver algo especial. Quando comecei a ouvir e a musica era NIN eu soube que vinha aí algo de único. E não me enganei-me. Mais: suplantou todas as minhas expectativas. Levei uma autêntica "pancada" na cabeça. E foi espectacular. Saí da sala de cinema e só me apetecia voltar e rever o filme... Tem cenas tão brutais, únicas e inesperadas que ficam gravadas na memória. Não é preciso lembrar ninguém do salto que deram na cadeira quando o Victor (um esquelético, mas "verdadeiro" Michael Reid MacKay) repentinamente se começa mexer naquela cama suja, pois não? Ou daquela caixa no final...
Mas como todos os filmes que são excelentes, Seven tinha de ter o final perfeito. Para mim, tem um dos melhores finais que já vi. É difícil rematar bem uma história, principalmente quando ela se vai desenvolvendo em crescendo: é preciso um daqueles finais bombásticos. Seven cumpre totalmente. Tem o remate perfeito. Seven é um daqueles raros filmes que uma pessoa tem mesmo de ver. ●●●●●
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Antes de mais queria dizer que não gosto de comédias. Acho-as constrangedoras porque normalmente não me conseguem fazer rir. ...E depois fico com pena dos actores. É verdade. É como aquelas situações em que uma pessoa está a assistir a um show de stand-up, mas a pessoa não tem graça nenhuma... É mais ou menos isso que acontece. No campo da comédia, sou um público muito, muito difícil. As únicas coisas que - nas condições certas - me consegume fazer rir são tombos/malhanços ou argumentos tipo Woody Allen. E é aqui que entra o Jim Carey, o mago das caretas estúpidas e da comédia física, digamos assim. Não sei porquê, mas é dos poucos que consigo suportar (parece-me genuinamente um bom actor, e acho uma pena que não "salte" fora das "comédias de caretas"). Mesmo assim, tenho de estar na disposição para a galhofa...
Vi o Bruce Almighty e achei-o razoavelmente... suportável. O Jim Carrey não faz demasiadas palhaçadas e a história até tem alguma margem para ter piada. Ter uma vida de porcaria e de repente ficar com todos os poderes divinos dá muito jeito para encaixar algumas piadas e foi isso mesmo que aconteceu. Soltei umas gargalhadas, não mais que isso. Lá pelo meio também tem o Steve Carell, que sei que é um actor cómico com muitos fãs, mas que nunca dei muita atenção, lá está, porque não sou entusiasta da comédia. E qualquer filme sai sempre mais elevado com a presença de Morgan Freeman. Ajuda sempre. ●●○○○
É uma sequela? É um spin-off? Não. É o mesmo filme.
No outro dia, estava a vegetar em frente à TV e vejo novamente o Morgan Freeman a fazer o papel do primeiro filme. Pensei que era uma repetição do Bruce Almighty. Mas não reconheci nada, a não ser o Morgan Freeman e o Steve Carell. Na informação do canal, dava como título do filme Evan Almighty. Pensei que tinha perdido capacidade de memória, porque tinha a certeza que o filme se chamava Bruce Almighty. Ainda por cima, não aparecia o Jim Carrey. Continuei a ver e então percebi que era outro filme. Uma espécie de... Não sei muito bem o que é, mas basicamente é o filme anterior com algumas das personagens anteriores, (Freeman faz a mesma personagem e Carell faz a personagem de Jim Carey) embrulhadas numa história parecida com a anterior. A única diferença em relação ao anterior é este filme ser (ainda) menos cómico. Aguentei ver o filme até ao fim porque estava mesmo muito cansado e não me apeteceu levantar do sofá...
(sim, podia ter mudado de canal, mas fiquei a ver como é que acabava a história... Não costumo deixar filmes a meio. Nem mesmo aquelas comédias que não me conseguem arrancar um único sorriso...) ○○○○○
Vi o Bruce Almighty e achei-o razoavelmente... suportável. O Jim Carrey não faz demasiadas palhaçadas e a história até tem alguma margem para ter piada. Ter uma vida de porcaria e de repente ficar com todos os poderes divinos dá muito jeito para encaixar algumas piadas e foi isso mesmo que aconteceu. Soltei umas gargalhadas, não mais que isso. Lá pelo meio também tem o Steve Carell, que sei que é um actor cómico com muitos fãs, mas que nunca dei muita atenção, lá está, porque não sou entusiasta da comédia. E qualquer filme sai sempre mais elevado com a presença de Morgan Freeman. Ajuda sempre. ●●○○○
É uma sequela? É um spin-off? Não. É o mesmo filme.
No outro dia, estava a vegetar em frente à TV e vejo novamente o Morgan Freeman a fazer o papel do primeiro filme. Pensei que era uma repetição do Bruce Almighty. Mas não reconheci nada, a não ser o Morgan Freeman e o Steve Carell. Na informação do canal, dava como título do filme Evan Almighty. Pensei que tinha perdido capacidade de memória, porque tinha a certeza que o filme se chamava Bruce Almighty. Ainda por cima, não aparecia o Jim Carrey. Continuei a ver e então percebi que era outro filme. Uma espécie de... Não sei muito bem o que é, mas basicamente é o filme anterior com algumas das personagens anteriores, (Freeman faz a mesma personagem e Carell faz a personagem de Jim Carey) embrulhadas numa história parecida com a anterior. A única diferença em relação ao anterior é este filme ser (ainda) menos cómico. Aguentei ver o filme até ao fim porque estava mesmo muito cansado e não me apeteceu levantar do sofá...
(sim, podia ter mudado de canal, mas fiquei a ver como é que acabava a história... Não costumo deixar filmes a meio. Nem mesmo aquelas comédias que não me conseguem arrancar um único sorriso...) ○○○○○
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Durante muito tempo fui um maluquinho por Legos. Depois cheguei aos 10 anos de idade e isso passou-me. Por isso mesmo, tinha uma grande curiosidade em ver The Lego Movie. Não desilude muito: é um filme de animação... com legos. Não é aborrecido nem irritante, dá para algumas gargalhadas e tem as vozes de grande actores como Liam Neeson ou o incomparável Morgan Freeman.
Mas o que me chamou à atenção neste filme foi a história. Já não é a primeira vez que vejo filmes de animação em que o ênfase está numa espécie de alerta anti-capitalista. A lógica é sempre a mesma: há um grande homem de negócios que quer acabar com a diversão dos gajos normais para fazer uma treta enfadonha qualquer e restrita a uma elite. Aqui o mauzão de serviço é um boneco chamado Lord Business. Não deixa de ser estranho, se pensar que estes filmes vêm dos grande grupos da indústria do cinema. Irónico, no mínimo. É estranho. Deveria haver uma reflexão profunda sobre o porquê de filmes para crianças incidirem tanto em temas como o capitalismo selvagem ou a crítica social, quando as crianças de certeza que não perceberão a história. Será uma indirecta para os pais que os acompanham? Não sei dizer...
The Lego Movie fica um pouco abaixo do mediano porque não tem nada de novo. A única coisa que o diferencia dos milhões de filmes de animação que são lançados todos os anos é que tem legos. Advinha-se uma sequela, uma prequela e mais dois ou três spin-offs... ●●○○○
Mas o que me chamou à atenção neste filme foi a história. Já não é a primeira vez que vejo filmes de animação em que o ênfase está numa espécie de alerta anti-capitalista. A lógica é sempre a mesma: há um grande homem de negócios que quer acabar com a diversão dos gajos normais para fazer uma treta enfadonha qualquer e restrita a uma elite. Aqui o mauzão de serviço é um boneco chamado Lord Business. Não deixa de ser estranho, se pensar que estes filmes vêm dos grande grupos da indústria do cinema. Irónico, no mínimo. É estranho. Deveria haver uma reflexão profunda sobre o porquê de filmes para crianças incidirem tanto em temas como o capitalismo selvagem ou a crítica social, quando as crianças de certeza que não perceberão a história. Será uma indirecta para os pais que os acompanham? Não sei dizer...
The Lego Movie fica um pouco abaixo do mediano porque não tem nada de novo. A única coisa que o diferencia dos milhões de filmes de animação que são lançados todos os anos é que tem legos. Advinha-se uma sequela, uma prequela e mais dois ou três spin-offs... ●●○○○
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Transcendence é um enorme desperdício de tempo e de esforço. É simplesmente fraco. Não porque esteja mal feito, mas porque é a mesma história de sempre, que já foi contada 50.000 vezes: cientistas criam Inteligência Artificial (IA), a IA ganha consciência, a IA domina tudo, a IA volta-se contra os cientistas, os cientistas derrotam a IA com um vírus informático, mesmo a tempo de evitar que esta destrua o planeta. Outra vez? Quantas vezes vão (re)fazer exactamente a mesma história?
Há Johnny Depp no elenco, mas que parece muito pouco à vontade sem estar vestido de forma extravagante ou falar sem sotaque de pirata. Depp é daqueles gajos que ninguém consegue imaginar sentado atrás duma secretária com um computador à frente. É um erro de casting óbvio, que se estende ao restante elenco que parecem que não fazer parte do filme. Apenas passaram por ali para dizer umas deixas... Morgan Freeman também aparece por lá. O realizador (Wally Pfister) é o director de fotografia de Christopher Nolan, por isso há muitas imagens que parecem seguir o mesmo estilo, assim como o som grave e possante que as acompanham, a típica imagem de marca de Nolan. É a única coisa positiva num filme que parece um remake. Para quem não vê muitos filmes de ficção científica até pode surpreender pela positiva, mas para quem conhece bem o tema, Transcendence entra pela retina, faz tabela no cérebro e desaparece no esquecimento... ●○○○○
Há Johnny Depp no elenco, mas que parece muito pouco à vontade sem estar vestido de forma extravagante ou falar sem sotaque de pirata. Depp é daqueles gajos que ninguém consegue imaginar sentado atrás duma secretária com um computador à frente. É um erro de casting óbvio, que se estende ao restante elenco que parecem que não fazer parte do filme. Apenas passaram por ali para dizer umas deixas... Morgan Freeman também aparece por lá. O realizador (Wally Pfister) é o director de fotografia de Christopher Nolan, por isso há muitas imagens que parecem seguir o mesmo estilo, assim como o som grave e possante que as acompanham, a típica imagem de marca de Nolan. É a única coisa positiva num filme que parece um remake. Para quem não vê muitos filmes de ficção científica até pode surpreender pela positiva, mas para quem conhece bem o tema, Transcendence entra pela retina, faz tabela no cérebro e desaparece no esquecimento... ●○○○○
Se alguém estiver à procura de um filme de acção que não seja só uma mostra de efeitos especiais/explosões, e que tenha algum "miolo", Lucy (2014) é a resposta.
Luc Besson construiu um filme muito bem ritmado, com acção constante, incerteza no que vai acontecer a seguir, encaixado numa premissa muito interessante: se só usamos 10% da nossa capacidade cerebral, o que acontecerá se usarmos todo o nosso potencial? O que acontece é Lucy, um mulher vulgar apanhada no meio de um negócio de droga extravagante. Não se trata de uma droga qualquer, mas sim de CPh4 (uma enzima naturalmente encontrada no corpo humano durante a gravidez, que potencia as capacidades cerebrais), sintetizada em grandes quantidades para tráfico.
Um pequeno à parte do filme para referir a questão dos 10% de utilização do cérebro. Eu achava que esta questão já tinha sido desmistificada, mas percorrendo um pouco a internet parece que ainda tem raízes bem sólidas... Tomando a perspectiva da evolução, não faz grande nexo o ser humano ter evoluído, tornar-se a espécie dominante - precisamente devido às suas maiores capacidades cerebrais - mas depois só 10% do cérebro funcionar. Mais do que uma questão em aberto, é uma questão que gera muito mais questões que respostas. O que é que aconteceu? O cérebro percebeu que tinha capacidade a mais e decidiu que só seria necessário usar os tais 10%? E como é que se detectou que só usamos 10%? Para isso não seria necessário identificar os restantes 90% não utilizados? Como só estudo as neurociências ao fim-de-semana, tenho pouca base para responder a estas questões. Mas se nós somos a derradeira máquina, presumo que funcione da mesma forma: para uma parte funcionar - os 10% - se calhar, os outros 90% estão em stand-by. Se calhar, só mesmo 10% funcionam de cada vez, do género, para não queimar... Com tantos estudos sobre o funcionamente humano e o desenvolvimento imparável da tecnologia, presumo que daqui a uns anos já teremos a resposta. Mas isto são questões que nada têm a ver com filme. Mas é sempre bom quando um filme nos põe a pensar sobre outra coisa que não o próprio filme...
Voltando ao filme. Lucy é recrutada como correio de droga involuntário, mas acaba por "consumir" a tal CPh4 por acidente. Isso faz com que todas as suas capacidades cerebrais adormecidas ganhem vida e ela ganhe quase super-poderes. E então ela decide contra-atacar.
Apesar de tudo isto se passar no campo hipotético, Luc Besson apresenta a história como (mais ou menos) verosímil e ainda melhor encaixada no desenrolar da acção. Notam-se muitos elementos de manga, o que para mim, é óptimo, pois sou fã incondicional e acho que mais ninguém tem tão boas ideias como os criadores deste género peculiar. Não é inocente o facto dos criminosos serem asiáticos, sendo que o destaque óbvio vai para o alucinado personagem de Min-sik Choi... Parece saído do Oldboy. Se calhar ele é mesmo assim. É assustador.
O filme é tão envolvente em termos de história e narrativa que "abafa" um pouco a actuação de Scarlett Johansson e Morgan Freeman (que aparenta já só aparecer para dar credibilidade ao enredo), mas Besson compensa com uma grande realização, especialmente no início, com a inclusão de stock footage. Apesar de se ir desenrolando em tom decrescente, e ter um final repentino demais, continua a ser um bom filme e que vale a pena ver, quanto mais não seja, porque é realmente inovador, o que traduzido quer dizer que foge totalmente à "chapa 4" do cinema de acção de Hollywood. ●●●○○
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Sou um fã incondicional do tema da ficção científica. Juntamente com o documentário, acho que é a temática mais completa para se apresentar em filme. Por isso mesmo, nunca perco a oportunidade de ver um filme destas categorias, mesmo sabendo que na maior parte dos casos o resultado final é uma desilusão. Neste caso são dois blockbusters de ficção protagonizados por Tom Cruise. A temática é a mesma, o actor é o mesmo, mas as histórias são tratadas de forma diferente, o que torna um dos filmes muito melhor que o outro.
Primeiro, o menos bom. Em Oblivion (2013), a história centra-se em Jack Harper (Tom Cruise) que faz reparações de drones num planeta Terra devastado após uma guerra com extraterrestes. Ele e a mulher são dos poucos que ainda vivem na Terra e esperam uma oportunidade para se juntar aos restantes humanos que vivem agora numa lua de Saturno. Nenhum deles tem memórias completas da sua vida passada e da devastação da Terra, mas Jack tem sonhos recorrentes. Tudo está tranquilo até ele descobrir uma nave caída com vários tripulantes mortos e... a mulher que aparece nos seus sonhos.
O tema da ficção científica com extraterrestres já está" muito batido". É o resultado de anos e anos de blockbusters, por isso dou sempre um desconto a histórias que parecem decalcadas de outros filmes. E até compreendo que seja difícil fazer algo totalmente novo, mas já não compreendo que se insista constantemente nos velhos estratagemas do "esquecimento com sonhos vagos que depois acontecem mesmo e tudo o que parecia verdade afinal é mentira e ainda por cima tem um grande twist no final". O filme que até está muito bem dirigido, tem boas actuações (Morgan Freeman está sempre bem) e que tem um design espectacular, preenche todos os requisitos para ser totalmente esquecido só porque insiste em colar-se aos clichés do blockbuster. O pior de tudo é o twist final, que por natureza é algo que supostamente não se está à espera que aconteça, mas que a meio do filme já é totalmente previsível. Oblivion podia ser um filme muito melhor se não fizesse tantas concessões. O desenrolar da história - que podia ser boa - acaba por diminuir o filme. É pena, porque o filme tem muitos e bons pormenores. ●●○○○
Outro filme de ficção com extraterrestes é Edge of Tomorrow (2014). A Terra foi invadida por extraterrestres e está em guerra. A história centra-se no major William Cage (Tom Cruise) que aparentemente fica preso no tempo, condenado a voltar ao dia anterior a uma batalha em que morre sempre. No entanto, cada vez que morre, volta ao ponto inicial e acaba por ir melhorando as suas capacidades de guerra.
Este filme é a prova que se Hollywood quer fazer algo de novo, tem de procurar inspiração fora de Hollywood. Neste caso, a inspiração vem da prolífica (e aparentemente infindável) imaginação dos criadores de manga. É a história e o seu desenrolar que tornam este filme melhor que Oblivion. Não é espectacular, mas gostei muito - o que é raro hoje em dia - simplesmente porque o filme é perfeitamente equilibrado. E acima de tudo porque é uma lufada de ar fresco. A história que por natureza é repetitiva e confusa, não cansa e é bastante fluída e rápida; o tom está preso entre momentos sérios e engraçados (o que é bastante difícil de fazer); os efeitos especiais não se apoderam do filme (cumprem a sua função, que é ajudar o argumento); os actores (Emily Blunt e Bill Paxton) estão muito bem e não parecem "acessórios" da grande estrela de cartaz; é um blockbuster mas tem alguma densidade. Edge of Tomorrow mostra que é possível fazer grandes produções sem que pareçam todas saídas do mesmo molde. Muitos produtores e estúdios de Hollywood, antes de gastarem os próximos de milhões de dólares num filme de acção vazio, deviam seguir a tagline deste filme: ver o filme; recomeçar; ver o filme; várias vezes. ●●●○○
Primeiro, o menos bom. Em Oblivion (2013), a história centra-se em Jack Harper (Tom Cruise) que faz reparações de drones num planeta Terra devastado após uma guerra com extraterrestes. Ele e a mulher são dos poucos que ainda vivem na Terra e esperam uma oportunidade para se juntar aos restantes humanos que vivem agora numa lua de Saturno. Nenhum deles tem memórias completas da sua vida passada e da devastação da Terra, mas Jack tem sonhos recorrentes. Tudo está tranquilo até ele descobrir uma nave caída com vários tripulantes mortos e... a mulher que aparece nos seus sonhos.
O tema da ficção científica com extraterrestres já está" muito batido". É o resultado de anos e anos de blockbusters, por isso dou sempre um desconto a histórias que parecem decalcadas de outros filmes. E até compreendo que seja difícil fazer algo totalmente novo, mas já não compreendo que se insista constantemente nos velhos estratagemas do "esquecimento com sonhos vagos que depois acontecem mesmo e tudo o que parecia verdade afinal é mentira e ainda por cima tem um grande twist no final". O filme que até está muito bem dirigido, tem boas actuações (Morgan Freeman está sempre bem) e que tem um design espectacular, preenche todos os requisitos para ser totalmente esquecido só porque insiste em colar-se aos clichés do blockbuster. O pior de tudo é o twist final, que por natureza é algo que supostamente não se está à espera que aconteça, mas que a meio do filme já é totalmente previsível. Oblivion podia ser um filme muito melhor se não fizesse tantas concessões. O desenrolar da história - que podia ser boa - acaba por diminuir o filme. É pena, porque o filme tem muitos e bons pormenores. ●●○○○
Outro filme de ficção com extraterrestes é Edge of Tomorrow (2014). A Terra foi invadida por extraterrestres e está em guerra. A história centra-se no major William Cage (Tom Cruise) que aparentemente fica preso no tempo, condenado a voltar ao dia anterior a uma batalha em que morre sempre. No entanto, cada vez que morre, volta ao ponto inicial e acaba por ir melhorando as suas capacidades de guerra.
Este filme é a prova que se Hollywood quer fazer algo de novo, tem de procurar inspiração fora de Hollywood. Neste caso, a inspiração vem da prolífica (e aparentemente infindável) imaginação dos criadores de manga. É a história e o seu desenrolar que tornam este filme melhor que Oblivion. Não é espectacular, mas gostei muito - o que é raro hoje em dia - simplesmente porque o filme é perfeitamente equilibrado. E acima de tudo porque é uma lufada de ar fresco. A história que por natureza é repetitiva e confusa, não cansa e é bastante fluída e rápida; o tom está preso entre momentos sérios e engraçados (o que é bastante difícil de fazer); os efeitos especiais não se apoderam do filme (cumprem a sua função, que é ajudar o argumento); os actores (Emily Blunt e Bill Paxton) estão muito bem e não parecem "acessórios" da grande estrela de cartaz; é um blockbuster mas tem alguma densidade. Edge of Tomorrow mostra que é possível fazer grandes produções sem que pareçam todas saídas do mesmo molde. Muitos produtores e estúdios de Hollywood, antes de gastarem os próximos de milhões de dólares num filme de acção vazio, deviam seguir a tagline deste filme: ver o filme; recomeçar; ver o filme; várias vezes. ●●●○○
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