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Na década de 30, Bobby, um jovem do Bronx muda-se para Hollywood para trabalhar com o tio na produção de filmes e acaba envolvido com a sua secretária que também anda metida com ele. Apesar de ser a típica trama de Woody Allen e quase a fazer lembrar os filmes do "antigo Woody", nota-se que a chama de outros tempos já se foi. Café Society é um filme competente, vindo de uma pessoa que simplesmente respira cinema... mas é relativamente inócuo. A comédia é muito subtil e as típicas "confusões" são já muito previsíveis e sem grande fulgor. Kristen Stewart e Steve Carell fazem os seus papéis num tom muito cinzento e monótono e Jesse Eisenberg é o que destaca mais pela positiva, ainda que mais uma vez numa nova versão moderna de "Woody Allen". Compreendo que Allen tenha uma paixão enorme por fazer filmes e sei que tem mais capacidades de realizador numa só perna do que a maioria dos realizadores tem no corpo todo. É daqueles gajos que consegue escrever um guião num guardanapo enquanto espera pelo hambúrguer e que faz um filme com o telemóvel enquanto espera pela sobremesa. Mas se calhar o Woody Allen devia repensar a sua estratégia de a torto e a direito "despachar" anualmente filmes mediano e se calhar fazer apenas filmes de 3 em 3 anos mas em condições aceitáveis. Ainda assim, não trocava um Woody Allen "mediano" destes por dez filmes de entretenimento da treta... ●●○○

Década de 30. Bonnie Parker é uma empregada de mesa farta da sua vida quotidiana. Clyde Barrow é um criminoso que acaba de cumprir pena e é libertado da prisão. Quando os dois se cruzam, a chama é imediata. A partir daí, juntos, semeiam o pânico e o caos enveredando por uma corrida mortal de assaltos a bancos e assassinato que nunca poderia acabar bem...
Há filmes que são revolucionários e que marcam uma era. Não porque são muito avançados em ideias ou questões técnicas, mas porque dão voz ou se ligam ao público da altura e que por determinados motivos se sente excluído de tudo o resto. Bonnie and Clyde é nitidamente um desses filmes. É um clássico e uma peça de história cinematográfica que, na altura, redefiniu todo o conceito de "filme de Hollywood" para um nova geração de público, que já estava farta dos "velhos" filmes de polícias a perseguir gangsters.
Numa altura em que os estereótipos do "bom" e do "mau" definia quem ia ficar com a rapariga no fim e quem iria morrer, eis que aparece Bonnie and Clyde, muda todos os conceitos e surpreende pela empatia com que põe o público do lado dos supostos maus. Ter o público a "puxar" pelo ladrão e pelos fugitivos, e de alguma forma, os polícias é que são os "maus" que merecem morrer por estarem a interromper o romance maldito deste casal perdido de amores, tornaria Bonnie and Clyde como derradeiro filme anti-establishment. Com todas estas condicionantes, ou seria um flop total ou seria uma referência para próximos filmes e realizadores. Em vez disso, tornou-se num clássico.
Actores monstruosos e icónicos como Warren Beatty, Faye Dunaway, Michael J. Pollard, Gene Hackman (e um novíssimo Gene Wilder, em estreia absoluta) protagonizam um dos grandes filmes do cinema, dirigidos pelo mítico Arthur Penn. Um clássico totalmente obrigatório. ●●●●●

 
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