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Um jovem casal (Kelly Reilly e Michael Fassbender) faz uma viagem de férias até ao idílico Eden Lake. O sítio é espectacular, com um lago de águas calmas rodeado de uma belíssima paisagem natural. Tudo corria perfeitamente bem até que os gunas do local (Jack O'Connell e restantes miúdos) aparecem para estragar tudo... E aí a paisagem muda da beleza natural para a dor, para a frustração, para a raiva e para a sobrevivência. Tenho que admitir que tive de parar o filme a meio. Estava a dar-me cabo dos nervos e do estômago. Na ruralidade mais profunda deste país já estive perante situações que parecem o início de Eden Lake, daí que o filme estivesse a "afectar-me" psicologicamente e até fisicamente. Mas lá retomei o filme e fiquei ainda mais desconcertado. O guião exagera nas peripécias, na imprevisibilidade e tudo o que pode correr mal, corre ainda pior, mais violento e mais gore. James Watkins, o realizador, parece que tem prazer em fazer aqueles dois personagens sofrer... e a mim também.
Resumidamente, Eden Lake é uma dor contínua de filme, muito difícil de ver até ao fim. Já agora, odiei o final. Mas odiei no "bom sentido". É uma espécie de Deliverance brit, exagerado mas bem feito. Uma agradável surpresa desagradável. Vendo o final percebe-se o que quero dizer... Recomendado apenas a mentes e estômagos mais fortes... ●●●○○


Estava a ver TV e ia começar um filme com o nome estranho de Kiss Kiss Bang Bang e onde contracenavam o Robert Downey Jr. e o Val Kilmer. Como o genérico inicial tinha bom aspecto e o nome do filme era estranho, deixei-me ficar a ver. Confirmou-se, o filme era de facto estranho. É um daqueles filmes com muitas peripécias que lembra o After Hours de Martin Scorsese. Até está bem escrito e bem realizado por Shane Black mas por ter tantas peripécias a acontecer e a alterar o curso da história acaba por ficar algo desconexo. Em alguns momentos é mesmo muito bom, mas também tem partes em que chega a roçar a comédia fatelosa.
O que notei de mais estranho é o facto dos dois actores parecerem que não estavam ali a representar nenhum papel. Robert Downey Jr. está como peixe na água; não estava a representar, estava só ali, a ser ele próprio, a dizer umas deixas na sua maneira muito particular. Já Val Kilmer parece que entrou no filme para gozar consigo próprio, com o papel e, já agora, com toda a sua carreira. Pareceu-me mais um acto de reabilitação para os dois actores do que outra coisa. As piadas constantes entre os dois actores não são nada inocentes...
Kiss Kiss Bang Bang é um filme divertido, estranho, desequilibrado e imprevisível mas que se vê bem. ●●○○○

 
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