Não sou um grande fã de remakes. Mas por vezes, passam tantos anos desde que o filme original saiu que é quase uma obrigação refazê-lo. No entanto, quando se toca num clássico como The War of the Worlds é preciso ter muita atenção como se vai pegar na coisa. Dou graças por ter sido o Steven Spielberg a pegar no filme original e dar-lhe uma nova roupagem para o século XXI. Apenas uma pessoa naturalmente talentosa para o cinema e que tem grande respeito pelos filmes, é que poderia pegar nisto em condições. E Spielberg foi muito inteligente na forma como o fez.
Não só pegou na história original do livro e foi buscar os elementos que só poderiam ser criados visualmente agora, como foi buscar também todos os melhores elementos do filme original, mesmo os que não sendo da história, de certa forma foram marcantes. Seria engraçado ver os dois filmes lado a a lado, juntamente com uma leitura do livro para perceber isto melhor. Gene Barry e Ann Robinson, os actores originais do primeiro filme têm um pequeno papel no final deste, e isso só prova o quanto Spielberg elogia o filme original. Respeito é uma coisa muito bonita. Cenas inteiras, como por exemplo aquela com um Tim Robbins deliciosamente paranóico numa cave, foram recreadas magistralmente. A juntar a esta prova de inteligência cinematográfica, há um leque de muito bons actores e os melhores efeitos especiais que o dinheiro consegue comprar actualmente... dificilmente esta nova versão poderia ser má.
Steven Spielberg é um gajo que dispensa apresentações. Durante muito tempo, achei que era o melhor realizador do mundo. São tantos os êxitos e tantas as criações originais que facilmente é um gajo para ficar na história. Mas para além das questões técnicas e da visão que ele tem do cinema, há que ressalvar o pormenor de ser um dos gajos mais eclécticos da história do cinema. Vai do drama familiar às invasões extraterrestres com a mesma mestria. Neste caso, até misturou as duas e juntou um dos temas mais transversais dos seus filmes: a separação familiar.
Ray (Tom Cruise) é um trabalhador das docas, divorciado de Mary (Miranda Otto) e que fica no fim de semana com os dois filhos (Dakota Fanning e Justin Chatwin). A relação de Ray com os filhos não é das melhores, mas vai ficar ainda pior quando uma gigantesca tempestade se abate sobre a vizinhança. As coisas ficam ainda piores quando uma série de naves robóticas gigantes irrompem do chão e desatam a destruir tudo e a matar toda a gente. É o início de uma invasão extraterrestre em larga escala. O plano de Ray é levar os filhos para a segurança da casa da mãe, mas essa não vai ser um tarefa fácil, num país em total estado de guerra aberta. Pelo caminho, as relações entre o trio vão ser levadas ao limite.
Esta parte mais familiar foi a contribuição de Spielberg para esta nova versão de War of the Worlds. É uma mistura de novos elementos, partes icónicas do primeiro filme e a base estrutural do livro. Está muito bem feito a todos os níveis. O design das naves, os efeitos especiais, o som, a musica de John Williams, o ritmo da montagem do filme, as implicações sociais duma invasão deste género, a estrutura familiar em stress, o suspense e o (quase) terror quando tem de ser... War of the Worlds é mais um excelente acto de malabarismo de um mestre do cinema. Um novo clássico e um excelente cartão de visita para os remakes. Muito bom. ●●●●○
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O que dizer deste The Mummy, versão de 2017? Só há uma palavra: fraquinho. A Universal quis aproveitar o filme para fazer uma intro para uma nova série de monstros, - o que até acho bem, porque estou um bocado cansado de ver sempre os mesmos super-heróis em acção -, mas acabou apenas por revelar uma incompetência total. Basta ver o que pessoal da Marvel faz com as suas personagens e com os seus filmes. Não é assim tão difícil...
The Mummy não tem rigorosamente nada que se aproveite. Tem muito pouco ritmo, apesar de ter algumas boas cenas de acção, tem actores (Tom Cruise, Russell Crowe) que representam apenas para o cachet... bem, não tem nada que se aproveite.
Fica-se à espera de um remake... neste caso, um re-reboot. ○○○○○
The Mummy não tem rigorosamente nada que se aproveite. Tem muito pouco ritmo, apesar de ter algumas boas cenas de acção, tem actores (Tom Cruise, Russell Crowe) que representam apenas para o cachet... bem, não tem nada que se aproveite.
Fica-se à espera de um remake... neste caso, um re-reboot. ○○○○○
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Numa floresta encantada, um jovem (Tom Cruise, numa fase inicial da carreira e ainda com os dentes originais) tenta conquistar o coração da sua amada (Mia Sara), ao mesmo tempo que tem de enfrentar um poderoso demónio chamado Darkness (um irreconhecível Tim Curry), para impedir que este mergulhe toda a Humanidade na escuridão eterna. Pelo meio há unicórnios, elfos, goblins (nunca percebi a diferença...) e todo o tipo de criaturas fantasmagóricas e fantásticas. Legend é um filme pouco conhecido de Ridley Scott, mas do qual gosto imenso. Não é muito conhecido pois é do início da carreira do realizador e na altura, foi um flop enorme. Ridley Scott tinha acabado de realizar dois dos mais icónicos filmes de ficção cientifica de todos os tempos (Alien e Blade Runner) e portanto esta passagem para a fantasia/aventura seria sempre um fracasso. Este novo filme, teria de ser absolutamente espectacular para no mínimo equivaler aos dois portentos anteriores. Não foi o caso e percebe-se bem porquê.
Alguns filmes não estão destinados ao sucesso. Verdade seja dita, Legend tem alguns problemas. Vá lá, muitos problemas. Primeiro, já lhe vi 3 versões diferentes, com durações, enquadramentos e até bandas sonoras diferentes. Segundo, tem um argumento e personagens demasiado básicas: é uma história linear dum confronto do bem contra o mal em que as personagens ou são "boas" ou são "más", não tendo nenhum tipo de nuance. Terceiro, estranhamente está, por assim dizer, num limbo geracional: nem é um filme para crianças, nem para adultos; é demasiado negro para crianças e demasiado infantil para adultos. Ou seja, acabou por ficar sem público. Por último, li que Legend esteve originalmente para ser um filme de terror, e em alternativa, até um filme de acção. Percebe-se que este foi um projecto que desde o início não esteve bem definido. Há uma certa sensação de incongruência durante o filme todo. Parece que ninguém sabia muito bem o que fazer, nem a direcção que o filme levaria. Estas são as razões negativas, mas também tem um lado positivo.
A fotografia é absolutamente genial e provavelmente Ridley Scott teve aqui a sua melhor prestação atrás de uma câmara. Nunca vi um filme que retratasse aquele tom de "conto de fadas" tão bem como este. É das melhores criações de um mundo fantástico que já vi em cinema. As imagens são absolutamente maravilhosas e mágicas. E sem recurso ao CGI! É tudo verdadeiro e feito com cenários e truques de câmara. É verdadeiramente fantástico, parece que tem uma atmosfera própria. Além disso, tem excelentes criaturas e personagens originais, se bem que, lá está, não tenham grande "conteúdo". Destaco, especialmente, a figura do demónio Darkness. É uma personagem que me ficou gravada no cérebro para sempre. Aquele trabalho de makeup é soberbo e icónico. É uma concepção brilhante, tanto no campo prático e físico, como no campo estético. É mesmo de génio.
Legend é já uma pérola antiga, um artefacto arqueológico. Está tão enterrado no tempo, que provavelmente um dia destes, o próprio Scott, redescobri-o com as novas tecnologias e faz-lhe um remake mais moderno. E neste caso, acho que até merecia mesmo um facelift. Tem todo o potencial para isso. Legend não é obviamente o melhor trabalho de Ridley Scott, mas pela fantasia, pela parte técnica e pela própria inocência que emana, é um filme que nunca resisto a (re)ver. ●●○○○
Alguns filmes não estão destinados ao sucesso. Verdade seja dita, Legend tem alguns problemas. Vá lá, muitos problemas. Primeiro, já lhe vi 3 versões diferentes, com durações, enquadramentos e até bandas sonoras diferentes. Segundo, tem um argumento e personagens demasiado básicas: é uma história linear dum confronto do bem contra o mal em que as personagens ou são "boas" ou são "más", não tendo nenhum tipo de nuance. Terceiro, estranhamente está, por assim dizer, num limbo geracional: nem é um filme para crianças, nem para adultos; é demasiado negro para crianças e demasiado infantil para adultos. Ou seja, acabou por ficar sem público. Por último, li que Legend esteve originalmente para ser um filme de terror, e em alternativa, até um filme de acção. Percebe-se que este foi um projecto que desde o início não esteve bem definido. Há uma certa sensação de incongruência durante o filme todo. Parece que ninguém sabia muito bem o que fazer, nem a direcção que o filme levaria. Estas são as razões negativas, mas também tem um lado positivo.
A fotografia é absolutamente genial e provavelmente Ridley Scott teve aqui a sua melhor prestação atrás de uma câmara. Nunca vi um filme que retratasse aquele tom de "conto de fadas" tão bem como este. É das melhores criações de um mundo fantástico que já vi em cinema. As imagens são absolutamente maravilhosas e mágicas. E sem recurso ao CGI! É tudo verdadeiro e feito com cenários e truques de câmara. É verdadeiramente fantástico, parece que tem uma atmosfera própria. Além disso, tem excelentes criaturas e personagens originais, se bem que, lá está, não tenham grande "conteúdo". Destaco, especialmente, a figura do demónio Darkness. É uma personagem que me ficou gravada no cérebro para sempre. Aquele trabalho de makeup é soberbo e icónico. É uma concepção brilhante, tanto no campo prático e físico, como no campo estético. É mesmo de génio.
Legend é já uma pérola antiga, um artefacto arqueológico. Está tão enterrado no tempo, que provavelmente um dia destes, o próprio Scott, redescobri-o com as novas tecnologias e faz-lhe um remake mais moderno. E neste caso, acho que até merecia mesmo um facelift. Tem todo o potencial para isso. Legend não é obviamente o melhor trabalho de Ridley Scott, mas pela fantasia, pela parte técnica e pela própria inocência que emana, é um filme que nunca resisto a (re)ver. ●●○○○
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Há filmes que marcam uma pessoa. Top Gun não é um desses exemplos. Apesar do gigantesco sucesso de bilheteira, não o vi na altura da estreia (nem do lançamento em VHS). Deve ter sido um dos poucos filmes da década de 80 que não vi. Lembro-me de toda a gente falar do filme, principalmente porque tinha dois dos sex symbols masculinos da altura: Tom Cruise e Val Kilmer. As miúdas não falavam de outra coisa. Se bem que nesse filme havia outro sex symbol da época que interessava mais aos rapazes: a belíssima Kelly McGillis. Por causa destes "fatores", fiquei com a ideia errada que era um "filme de romance". Deve ter sido por essa razão que não o vi. Os anos passaram-se e Top Gun caiu no meu esquecimento. Só o vi para aí há uns 5 anos e obviamente foi de rir. Foi como ver o Rambo agora. Não faz sentido, não é verdade? É incrível. Devo ser uma das três pessoas no mundo, que sendo contemporâneo do filme, não o viu na altura. Mas teve tanto impacto que mesmo assim conhecia-o perfeitamente. Aliás, adorava a música dos Berlin filmado naquele cemitério de aviões e cheio de clips do filme. Durante anos foi apenas isso que sabia sobre o Top Gun: que tinha grande música pop (do excelente Giorgio Moroder), grandes cenas arriscadas com aviões a jacto a velocidades estonteantes e gajos super-estilosos vestidos de blusão de couro e t-shirt branca a andarem de moto com os seus óculos tipo Police... Mais 80's era impossível.
Realizado por Tony Scott (irmão do Ridley Scott), Top Gun é uma história simples de competição feroz em ambiente militar (e romance...) que ficou para a história, apesar de ser mais uma (boa) chachada dos anos 80. Dou-lhe o reconhecimento devido. À dupla sexy Cruise/Kilmer ainda se juntam uma data de gajos que curto particularmente como Tom Skerritt, Michael Ironside, Tim Robbins e até tem a Meg Ryan, que parece ter sempre a mesma idade em todos os filmes. Estranho...
É produzido por Jerry Bruckheimer... não se nota logo? O estilo está lá todo, apenas faltam os famosos lens flare... Espera. Isso é do Michael Bay... Bruckheimer, Bay... É mais ou menos a mesma coisa... Confundo-os sempre... Adiante... No geral, Top Gun nem é tão mau quanto pensava, se bem que se parece mais com uma campanha de angariação de candidatos para a Marinha do que propriamente um filme de acção. As cenas com os caças até me surpreenderam bastante pela positiva. Só que lá está, tudo tem o seu tempo próprio e este filme devia ter sido visto na altura correcta, que era nesse longínquo ano de 1986.
Já ouvi dizer que vem aí um remake ou uma sequela (mais uma prova que nos estúdios de Hollywood acabaram-se mesmo as ideias), portanto há que estar preparado mentalmente para o impacto... ●●○○○
Realizado por Tony Scott (irmão do Ridley Scott), Top Gun é uma história simples de competição feroz em ambiente militar (e romance...) que ficou para a história, apesar de ser mais uma (boa) chachada dos anos 80. Dou-lhe o reconhecimento devido. À dupla sexy Cruise/Kilmer ainda se juntam uma data de gajos que curto particularmente como Tom Skerritt, Michael Ironside, Tim Robbins e até tem a Meg Ryan, que parece ter sempre a mesma idade em todos os filmes. Estranho...
É produzido por Jerry Bruckheimer... não se nota logo? O estilo está lá todo, apenas faltam os famosos lens flare... Espera. Isso é do Michael Bay... Bruckheimer, Bay... É mais ou menos a mesma coisa... Confundo-os sempre... Adiante... No geral, Top Gun nem é tão mau quanto pensava, se bem que se parece mais com uma campanha de angariação de candidatos para a Marinha do que propriamente um filme de acção. As cenas com os caças até me surpreenderam bastante pela positiva. Só que lá está, tudo tem o seu tempo próprio e este filme devia ter sido visto na altura correcta, que era nesse longínquo ano de 1986.
Já ouvi dizer que vem aí um remake ou uma sequela (mais uma prova que nos estúdios de Hollywood acabaram-se mesmo as ideias), portanto há que estar preparado mentalmente para o impacto... ●●○○○
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Quando vi este filme, lembrei-me logo de um slogan muito popular há uns anos: "Punk is not dead". Percebo que este seja um slogan que só faz sentido para pessoas que viveram nos finais dos 70's/princípios de 80's e que assistiram à "morte" do movimento e da música punk. Para mim, obviamente, nunca fez muito sentido. Mas agora entro numa fase do "Rock is not dead" e começo a perceber perfeitamente o significado do slogan original.
Tinha por isso muita expectativa com este Rock of Ages. Sabia que era escrito pelo Justin Theroux, tinha visto umas imagens (aparentemente boas) com o Tom Cruise... e pouco mais.
Estou tão chateado que não me vou alongar: é uma magistral desilusão. Até em termos musicais, conseguiram arruinar o filme, que mais parece uma mistura de filme musical de Disney com uma paródia à música dos anos 80. Não é admirar: Adam Shankman é realizador de musicais e filmes light, tipo Disney. É que nem Catherine Zeta-Jones, nem Alec Baldwin e nem Paul Giamatti conseguem salvar isto. Devia ter investigado mais e devia-me ter ficado apenas pela expectativa...
Quase que me leva a acreditar que de facto "Rock is dead"... ●○○○○
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Ouvi falar bastante deste documentário. Pelo que percebi, era suposto ser o derradeiro documentário sobre a bizarra organização religiosa que dá pelo nome de Igreja da Cientologia.
Para quem não conhece, este culto religioso (?!) baseia-se nuns livros de auto-ajuda de L. Ron Hubbard que tem por base uma práticas transcendentais chamadas de Dianéticas, envolve o conceito de alma imortal e tem extraterrestes que vieram de galáxias distantes. E não, não estou a gozar. É mesmo um culto deste género. Nos últimos anos tem tido muito mais visibilidade porque se tem colado a algumas mega estrelas de Hollywood que inacreditavelmente levam isto a sério. Aliás, a "cara" mais mediática da Cientologia é o Tom Cruise... Como é possível? Não entendo...
Como li bastante crítica sobre o filme, decidi satisfazer a minha curiosidade. Foi um bocado decepcionante (ou talvez não) porque ao leme do documentário estava Louis Theroux, que é um gajo que tem aquela capacidade de se meter com as pessoas mais excentricas, digamos assim.
E o documentário é muito nessa onda. Torna-se disperso e muito pouco objectivo e é mais um documentário para quem já conhece a Cientologia e apenas quer ver os intervenientes a serem confrontados com uma câmara. E não passa disso. Fiquei basicamente a saber o mesmo que já sabia. A produção é boa (BBC), mas tudo o resto neste My Scientology Movie desiludiu-me bastante. ●○○○○
The Last Samurai, filme de Edward Zwick, com Ken Watanabe e a super-estrela Tom Cruise... Hum... Já vi este filme há tanto tempo que quase não lembro dele. Lembro-me mesmo vagamente. Não deve ter sido muito bom, senão lembrava-me bem. É isso que distingue uns filmes de outros, não é? Aqueles filmes mesmo bons, uma pessoa nunca esquece, pois não? Mas lembro-me de ser relativamente jeitoso, com boas cenas de acção de guerra e com um argumento sólido e muito bem escrito. Lembro-me de ter ficado com uma boa ideia quando o vi. Parece que tenho de o rever. ●●○○○
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Sou um fã incondicional do tema da ficção científica. Juntamente com o documentário, acho que é a temática mais completa para se apresentar em filme. Por isso mesmo, nunca perco a oportunidade de ver um filme destas categorias, mesmo sabendo que na maior parte dos casos o resultado final é uma desilusão. Neste caso são dois blockbusters de ficção protagonizados por Tom Cruise. A temática é a mesma, o actor é o mesmo, mas as histórias são tratadas de forma diferente, o que torna um dos filmes muito melhor que o outro.
Primeiro, o menos bom. Em Oblivion (2013), a história centra-se em Jack Harper (Tom Cruise) que faz reparações de drones num planeta Terra devastado após uma guerra com extraterrestes. Ele e a mulher são dos poucos que ainda vivem na Terra e esperam uma oportunidade para se juntar aos restantes humanos que vivem agora numa lua de Saturno. Nenhum deles tem memórias completas da sua vida passada e da devastação da Terra, mas Jack tem sonhos recorrentes. Tudo está tranquilo até ele descobrir uma nave caída com vários tripulantes mortos e... a mulher que aparece nos seus sonhos.
O tema da ficção científica com extraterrestres já está" muito batido". É o resultado de anos e anos de blockbusters, por isso dou sempre um desconto a histórias que parecem decalcadas de outros filmes. E até compreendo que seja difícil fazer algo totalmente novo, mas já não compreendo que se insista constantemente nos velhos estratagemas do "esquecimento com sonhos vagos que depois acontecem mesmo e tudo o que parecia verdade afinal é mentira e ainda por cima tem um grande twist no final". O filme que até está muito bem dirigido, tem boas actuações (Morgan Freeman está sempre bem) e que tem um design espectacular, preenche todos os requisitos para ser totalmente esquecido só porque insiste em colar-se aos clichés do blockbuster. O pior de tudo é o twist final, que por natureza é algo que supostamente não se está à espera que aconteça, mas que a meio do filme já é totalmente previsível. Oblivion podia ser um filme muito melhor se não fizesse tantas concessões. O desenrolar da história - que podia ser boa - acaba por diminuir o filme. É pena, porque o filme tem muitos e bons pormenores. ●●○○○
Outro filme de ficção com extraterrestes é Edge of Tomorrow (2014). A Terra foi invadida por extraterrestres e está em guerra. A história centra-se no major William Cage (Tom Cruise) que aparentemente fica preso no tempo, condenado a voltar ao dia anterior a uma batalha em que morre sempre. No entanto, cada vez que morre, volta ao ponto inicial e acaba por ir melhorando as suas capacidades de guerra.
Este filme é a prova que se Hollywood quer fazer algo de novo, tem de procurar inspiração fora de Hollywood. Neste caso, a inspiração vem da prolífica (e aparentemente infindável) imaginação dos criadores de manga. É a história e o seu desenrolar que tornam este filme melhor que Oblivion. Não é espectacular, mas gostei muito - o que é raro hoje em dia - simplesmente porque o filme é perfeitamente equilibrado. E acima de tudo porque é uma lufada de ar fresco. A história que por natureza é repetitiva e confusa, não cansa e é bastante fluída e rápida; o tom está preso entre momentos sérios e engraçados (o que é bastante difícil de fazer); os efeitos especiais não se apoderam do filme (cumprem a sua função, que é ajudar o argumento); os actores (Emily Blunt e Bill Paxton) estão muito bem e não parecem "acessórios" da grande estrela de cartaz; é um blockbuster mas tem alguma densidade. Edge of Tomorrow mostra que é possível fazer grandes produções sem que pareçam todas saídas do mesmo molde. Muitos produtores e estúdios de Hollywood, antes de gastarem os próximos de milhões de dólares num filme de acção vazio, deviam seguir a tagline deste filme: ver o filme; recomeçar; ver o filme; várias vezes. ●●●○○
Primeiro, o menos bom. Em Oblivion (2013), a história centra-se em Jack Harper (Tom Cruise) que faz reparações de drones num planeta Terra devastado após uma guerra com extraterrestes. Ele e a mulher são dos poucos que ainda vivem na Terra e esperam uma oportunidade para se juntar aos restantes humanos que vivem agora numa lua de Saturno. Nenhum deles tem memórias completas da sua vida passada e da devastação da Terra, mas Jack tem sonhos recorrentes. Tudo está tranquilo até ele descobrir uma nave caída com vários tripulantes mortos e... a mulher que aparece nos seus sonhos.
O tema da ficção científica com extraterrestres já está" muito batido". É o resultado de anos e anos de blockbusters, por isso dou sempre um desconto a histórias que parecem decalcadas de outros filmes. E até compreendo que seja difícil fazer algo totalmente novo, mas já não compreendo que se insista constantemente nos velhos estratagemas do "esquecimento com sonhos vagos que depois acontecem mesmo e tudo o que parecia verdade afinal é mentira e ainda por cima tem um grande twist no final". O filme que até está muito bem dirigido, tem boas actuações (Morgan Freeman está sempre bem) e que tem um design espectacular, preenche todos os requisitos para ser totalmente esquecido só porque insiste em colar-se aos clichés do blockbuster. O pior de tudo é o twist final, que por natureza é algo que supostamente não se está à espera que aconteça, mas que a meio do filme já é totalmente previsível. Oblivion podia ser um filme muito melhor se não fizesse tantas concessões. O desenrolar da história - que podia ser boa - acaba por diminuir o filme. É pena, porque o filme tem muitos e bons pormenores. ●●○○○
Outro filme de ficção com extraterrestes é Edge of Tomorrow (2014). A Terra foi invadida por extraterrestres e está em guerra. A história centra-se no major William Cage (Tom Cruise) que aparentemente fica preso no tempo, condenado a voltar ao dia anterior a uma batalha em que morre sempre. No entanto, cada vez que morre, volta ao ponto inicial e acaba por ir melhorando as suas capacidades de guerra.
Este filme é a prova que se Hollywood quer fazer algo de novo, tem de procurar inspiração fora de Hollywood. Neste caso, a inspiração vem da prolífica (e aparentemente infindável) imaginação dos criadores de manga. É a história e o seu desenrolar que tornam este filme melhor que Oblivion. Não é espectacular, mas gostei muito - o que é raro hoje em dia - simplesmente porque o filme é perfeitamente equilibrado. E acima de tudo porque é uma lufada de ar fresco. A história que por natureza é repetitiva e confusa, não cansa e é bastante fluída e rápida; o tom está preso entre momentos sérios e engraçados (o que é bastante difícil de fazer); os efeitos especiais não se apoderam do filme (cumprem a sua função, que é ajudar o argumento); os actores (Emily Blunt e Bill Paxton) estão muito bem e não parecem "acessórios" da grande estrela de cartaz; é um blockbuster mas tem alguma densidade. Edge of Tomorrow mostra que é possível fazer grandes produções sem que pareçam todas saídas do mesmo molde. Muitos produtores e estúdios de Hollywood, antes de gastarem os próximos de milhões de dólares num filme de acção vazio, deviam seguir a tagline deste filme: ver o filme; recomeçar; ver o filme; várias vezes. ●●●○○
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