Indiana Jones (Harrison Ford) volta a defrontar os Nazis, mas para além do habitual artefacto mítico que é o centro da aventura, desta vez a questão é bem mais pessoal. O desaparecimento do seu pai, Henry Jones, Sr (Sean Connery) que procurava o Santo Graal para um rico industrial (Julian Glover), desencadeia uma série de acontecimentos, acção e aventuras sem paralelo. Há perseguições para todos os gostos, desde aviões, carros, motas, barcos, a pé e até de comboio. Ah! E também há cavalos e tanques de guerra! É só escolher. Dá-me a impressão que depois do desagrado generalizado com o anterior Temple of Doom, Steven Spielberg e George Lucas tentaram compensar o público com o máximo de diversão possível. E verdade seja dita, conseguiram-no totalmente, pois esta é a maior e a mais completa aventura do Indiana Jones. Só não suplanta o original, porque lá está... é o original.
Logo à partida nota-se uma carga muito mais positiva em torno de todo o filme. A fotografia é mais ampla e mais luminosa também. E depois a história centra-se mais entre o Jones, Pai e filho que é obviamente uma história de reconciliação, tema omnipresente no cinema de Spielberg. Antes mesmo de entrar na narrativa e nesta história de busca pela vida eterna que o Santo Graal pode proporcionar, há até um pequeno bónus para mostrar como um jovem intrépido se irá transformar no Indiana Jones (um saudoso River Phoenix) que todos conhecemos. Com isso ficamos a saber mais alguns segredos de como Jones se tornou Indiana Jones e assim fortalece e dá mais "chão" a umas das melhores personagens ficcionais de todo o cinema. The Last Crusade é uma saca cheia de prendas para os fãs. Têm-se acesso à história, aos questões pessoais, à família e vai até ao pormenor de dar a conhecer o porquê do "apelido" Indiana. Se Raiders of The Lost Ark, criou a figura e o mito Indiana Jones, The Last Crusade cristalizou-o na mente do público e fez-lhe um pequeno pedestal. Acho que se pode dizer que foram claramente estes dois filmes que realmente criaram o "universo" Indiana Jones e que os outros dois filmes são apenas interlúdios e pequenas aventuras secundárias...
Steven Spielberg quase que dá a mão à palmatória e presenteia toda a gente com o máximo de trabalho e truques possível. Dificilmente um filme de acção e aventura pode ser melhor que este. Não parece, mas este ainda um produto dos anos 80. Hoje em dia, num qualquer cinema, dificilmente alguém conseguiria identificar o ano de produção deste filme porque na realidade (como aconteceu tantas outras vezes com o cinema de Spielberg) The Last Crusade é um filme "moderno"... parece que estreou a semana passada.
Para além da presença de Alison Doody no papel de belísima mas dúbia agente secundária, ainda temos o regresso de algum do casting original (Denholm Elliott, John Rhys-Davies) que para além de lhe dar uma credibilidade ainda traz uma carga light e quase cómica. Foi uma excelente escolha e muito bem pensado. Não há praticamente nada a apontar como negativo neste filme. A par do primeiro filme, The Last Crusade é o meu preferido nesta saga Indiana Jones. Um remate perfeito para uma trilogia (quase) perfeita. ●●●●●
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Depois da vergonha que foi Highlander II: The Quickening, os estúdios quiseram fazer as pazes com o crescente número de fãs da história imortal de Connor MacLeod, e para isso lançaram Highlander III: The Sorcerer, que basicamente ignora (e bem) o filme anterior. Foi um bocado como dar a mão à palmatória. O problema é que o filme continua a ser mau. Melhor que a porcaria do 2, mas mesmo assim é irrelevante. Uma típica sequela.
A história regressa ao filme original, na parte em que ele perde a primeira mulher. Depois disso ele vagueia pelo planeta até chegar ao Japão dos samurais e aí conhece um feiticeiro que também é imortal. Mas um inimigo novo aparece e mata o velho mestre. O mauzão fica aprisionado numa cave e séculos depois, na actualidade, consegue fugir para finalmente se vingar de MacLeod... O resto já se me varreu da mente. É mais ou menos isto. É ridículo... É tentar inventar uma nova história quando a história original já estava fechada.
Não sendo um insulto à inteligência dos espectadores como foi o segundo filme, esta nova sequela... é uma sequela. Já tem mais algum nexo em termos de narrativa, mas também era totalmente desnecessária.
Christopher Lambert regressa e está um bocadinho melhor na pele da personagem. Mario Van Peebles é o vilão de serviço e apesar de ser um actor caído no esquecimento, na altura era muito requisitado, vá-se lá perceber porquê. Ainda há Deborah Kara Unger, uma actriz que sempre gostei mas que por qualquer motivo nunca colou no mainstream. E por fim há Mako, um "senhor" com milhentos filmes no currículo mas que também nunca passou de secundário.
Highlander III: The Sorcerer não foi o final da saga. Ainda deu mais uns dois filmes (que nunca vi) e uma série de TV bastante popular com outro actor (Adrian Paul). No máximo poderiam ter expandido este "universo" na série, mas de um ponto de visto lógico, esta história deveria ter ficado pelo primeiro filme. ●○○○○
PS: É favor não estranhar a diferença do título original em relação ao poster promocional, porque para além do título Highlander III: The Sorcerer, o filme também é foi distribuído com o nome de Highlander III: The Magician, Highlander III: The Final Dimension e Highlander III: The Final Conflict. É só para se ter uma noção de como a confusão estava instalada nestas sequelas...
A história regressa ao filme original, na parte em que ele perde a primeira mulher. Depois disso ele vagueia pelo planeta até chegar ao Japão dos samurais e aí conhece um feiticeiro que também é imortal. Mas um inimigo novo aparece e mata o velho mestre. O mauzão fica aprisionado numa cave e séculos depois, na actualidade, consegue fugir para finalmente se vingar de MacLeod... O resto já se me varreu da mente. É mais ou menos isto. É ridículo... É tentar inventar uma nova história quando a história original já estava fechada.
Não sendo um insulto à inteligência dos espectadores como foi o segundo filme, esta nova sequela... é uma sequela. Já tem mais algum nexo em termos de narrativa, mas também era totalmente desnecessária.
Christopher Lambert regressa e está um bocadinho melhor na pele da personagem. Mario Van Peebles é o vilão de serviço e apesar de ser um actor caído no esquecimento, na altura era muito requisitado, vá-se lá perceber porquê. Ainda há Deborah Kara Unger, uma actriz que sempre gostei mas que por qualquer motivo nunca colou no mainstream. E por fim há Mako, um "senhor" com milhentos filmes no currículo mas que também nunca passou de secundário.
Highlander III: The Sorcerer não foi o final da saga. Ainda deu mais uns dois filmes (que nunca vi) e uma série de TV bastante popular com outro actor (Adrian Paul). No máximo poderiam ter expandido este "universo" na série, mas de um ponto de visto lógico, esta história deveria ter ficado pelo primeiro filme. ●○○○○
PS: É favor não estranhar a diferença do título original em relação ao poster promocional, porque para além do título Highlander III: The Sorcerer, o filme também é foi distribuído com o nome de Highlander III: The Magician, Highlander III: The Final Dimension e Highlander III: The Final Conflict. É só para se ter uma noção de como a confusão estava instalada nestas sequelas...
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Bem, vou-me socorrer da Wikipedia para esta, porque já não aguento mais Star Trek. É uma exagero de filmes. Em Star Trek: Nemesis (décimo filme!!!) a "nova" missão da tripulação da nave estelar USS Enterprise é lidar com uma ameaça da Federação Unida dos Planetas vinda de um clone maléfico do Capitão Picard, chamado de Shinzon (ha!?!), que tomou o controle no Império Estelar Romulano depois de um golpe de estado. Nemesis é o final!!! Finalmente!!!! Este também deve ter sido o grito de despedida do elenco de The Next Generation, como pode ser visto no subtítulo do filme: "Começa a última jornada de uma geração". Stuart Baird realiza esta última entrega. Tom Hardy e Ron Perlman estão sempre bem, seja qual foi o filme, em pequenos ou grandes papéis, e aqui não é excepção. Um final jeitoso para uma saga quase interminável... Porque como é óbvio ninguém iria deixar a "galinha dos ovos de ouro" da bilheteira em sossego. Lá longe, nos confins do Universo, onde estão os estúdios de cinema proprietários dos grandes blockbusters, um reboot estava a caminho... ●○○○○
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Depois da recusa do verdadeiro Bourne (Matt Damon) em continuar a saga de espiões, teve de se inventar um novo protagonista na esperança de conseguir fazer uma nova trilogia.
A lógica é a mesma, o tom é o mesmo, apesar de mais "polido". Portanto, The Bourne Legacy, é como estar a ver um qualquer filme do Bourne, mas sem o actor principal. Por muito bom que o filme fosse (e neste caso, nem é um filme bom ou mau; está naquela classe de filme bem feito - por Tony Gilroy -, mas desinteressante), iria sempre sofrer do "efeito Lazenby"... A cara simplesmente não bate com a careta. Por muito que tentem, Bourne é o Matt Damon e ponto final. Tentar mudar isso é retirar uma grande parte do filme. Jeremy Renner até nem está mal, mas simplesmente parece deslocado. Parece que entrou no filme errado e está a tentar imitar o Matt Damon. Ajuda ter ao lado nomes como Rachel Weisz, Scott Glenn, Stacy Keach e Edward Norton, mas não resolve tudo.
Apesar de até ter pegado bem na história anterior e dar-lhe uma certa continuidade, The Bourne Legacy é mais uma tentativa de facturar do que propriamente um "novo" filme. É um filme "normal", mas totalmente esquecível. É apenas facturação, mas até se vê bem. ●●○○○
A lógica é a mesma, o tom é o mesmo, apesar de mais "polido". Portanto, The Bourne Legacy, é como estar a ver um qualquer filme do Bourne, mas sem o actor principal. Por muito bom que o filme fosse (e neste caso, nem é um filme bom ou mau; está naquela classe de filme bem feito - por Tony Gilroy -, mas desinteressante), iria sempre sofrer do "efeito Lazenby"... A cara simplesmente não bate com a careta. Por muito que tentem, Bourne é o Matt Damon e ponto final. Tentar mudar isso é retirar uma grande parte do filme. Jeremy Renner até nem está mal, mas simplesmente parece deslocado. Parece que entrou no filme errado e está a tentar imitar o Matt Damon. Ajuda ter ao lado nomes como Rachel Weisz, Scott Glenn, Stacy Keach e Edward Norton, mas não resolve tudo.
Apesar de até ter pegado bem na história anterior e dar-lhe uma certa continuidade, The Bourne Legacy é mais uma tentativa de facturar do que propriamente um "novo" filme. É um filme "normal", mas totalmente esquecível. É apenas facturação, mas até se vê bem. ●●○○○



