0595 Another 48 hours

Another 48 Hours tentou capitalizar o enorme sucesso que foi o 48 Hours. Cai em termos de qualidade, porque é mais do mesmo, excluindo tudo o que eram bons pormenores do primeiro filme. Não houve progressão. Foi quase como um novo episódio da série. Está à vista que isto foi uma manobra de estúdio: Vamos fazer uma sequela e vender mais bilhetes, e não uma questão de haver mais alguma coisa para contar ou acrescentar. Do ponto de vista da intenção do estúdio foi uma estupidez porque entretanto passaram-se 8 anos entre os dois filmes. O público provavelmente já nem era o mesmo do primeiro filme. Basicamente, criaram aqui um episódio seguinte, um bocado como acontece hoje em dia. Mas no principio dos anos 90 o público não estava para estas coisas. O pessoal queria ver coisas novas e não repetições ou continuações de histórias. E não perdoava. A dupla acabou, mas ficou o conceito e ainda não parou de ser explorado. Se no primeiro filme elogiei todas as pessoas envolvidas acho que é justo virar o argumento ao contrário e não atirar todas as culpas para a ganancia infinita dos estúdios. Walter Hill, Eddie Murphy, Nick Nolte e toda a restante equipa estiveram mal. Foram simplesmente atrás do dinheiro e pronto, foi isso. Portanto vou dar todo o destaque para os secundários Brion James, Kevin Tighe e Ed O'Ross, gajos que nunca tiveram protagonismo, mas que sempre reconheci como muito bons actores. Entretanto esquecidos pelo tempo, estes três acompanharam-me ao longo de anos e junto têm mais de 300 filmes no currículo. Três pancadas no peito para os grandes secundários do mundo do cinema e de Hollywood.
Another 48 Hours é a sequela típica, precursora dos fenómenos comerciais de hoje em dia: sem nada para acrescentar, sem nada de novo, apenas uma reciclagem de uma fórmula anterior que teve sucesso. Fraquinho, mas ainda se vê. ○○○

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