Eddie Murphy interpreta um detective com uma capacidade fora do normal para encontrar crianças desaparecidas. Um dia é contactado para tentar encontrar uma criança muito especial. O destino do mundo depende da salvação da criança ou não. E só ele a pode encontrar, porque é "O Escolhido"...
Acho que tive uma sorte do caraças em começar a ver filmes nos anos 80. O público que via cinema era mais jovem do que nunca e como tal, queria ver coisas novas. Isto levou a que os estúdios apostassem cada vez mais em ideias completamente diferentes, e às vezes totalmente disparatadas. The Golden Child é um destes casos em que uma mistura exótica de temas, dá em algo completamente diferente.
Temos aqui um detective do género Beverly Hills Cop, misturado com misticismo budista, cenários de aventura no Tibete tipo Indiana Jones, demónios alados milenares vindos do Inferno, e uma criança com poder suficiente para salvar ou destruir o planeta. Resumindo, The Golden Child é um filme que se pode considerar como sendo de detectives, acção, aventura, comédia, fantasia, mistério e terror?!? Não se sabe muito bem. Mas eu gostei na altura (e ainda gosto...) e apesar de ser uma fantochada antigola é um dos filmes que nunca me saiu da memória. Acho que é mesmo pela junção estranha de elementos tão díspares.
Pelo que li, o filme supostamente era para ser mais sério e com outro casting totalmente diferente, mas a inclusão de Eddie Murphy, pelos vistos mudou radicalmente o guião para uma coisa mais... à Eddie Murphy. Daí que muita crítica classifique The Golden Child como o Beverly Hills Cop no Tibete. Tem lógica... até porque parece mesmo. O Eddie Murphy estava no auge e aquele riso era mundialmente reconhecido... Apesar de Murphy ser obviamente o grande nome no cartaz, o actor que mais me surpreendeu na altura foi o Charles Dance. Acho que foi a primeira vez que o vi num filme, mas no entanto ficou-me marcado. O homem tem um estilo único. É uma mistura estranha de um cavalheiro inglês com um psicopata muito avariado da cabeça. Consegue fazer uns olhares que transmitem algo de muito errado e maligno. É um gajo fantástico. Ao longo dos tempos, fui acompanhando alguns dos filmes em que entrou para ver se dava um grande salto, o que nunca aconteceu. Só mais recentemente, no Game of Thrones é que acho que chegou ao grande público. Mais vale arde que nunca, mas é um pena, porque sempre gostei muito do Charles Dance. Dois grandes polegares para cima para o Charles.
O resto do casting é um pouco a descair para o fracote com Charlotte Lewis e Victor Wong, Randall 'Tex' Cobb, James Hong que para além deste filme também entraram no Big Trouble in Little China, que curiosamente estreou na mesma altura.
The Golden Child (de Michael Ritchie) é um dos filmes que gosto de recordar e rever. É cómico e é ridículo na aproximação à história, que apesar de tudo acaba por ser original. Mas isso é que faz o filme ser divertido e um bom entretenimento. Um entretenimento estranho, místico, levezinho e inocente. Já me está a dar vontade de rever... O que se pode pedir mais? ●●●○○
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Another 48 Hours tentou capitalizar o enorme sucesso que foi o 48 Hours. Cai em termos de qualidade, porque é mais do mesmo, excluindo tudo o que eram bons pormenores do primeiro filme. Não houve progressão. Foi quase como um novo episódio da série. Está à vista que isto foi uma manobra de estúdio: Vamos fazer uma sequela e vender mais bilhetes, e não uma questão de haver mais alguma coisa para contar ou acrescentar. Do ponto de vista da intenção do estúdio foi uma estupidez porque entretanto passaram-se 8 anos entre os dois filmes. O público provavelmente já nem era o mesmo do primeiro filme. Basicamente, criaram aqui um episódio seguinte, um bocado como acontece hoje em dia. Mas no principio dos anos 90 o público não estava para estas coisas. O pessoal queria ver coisas novas e não repetições ou continuações de histórias. E não perdoava. A dupla acabou, mas ficou o conceito e ainda não parou de ser explorado. Se no primeiro filme elogiei todas as pessoas envolvidas acho que é justo virar o argumento ao contrário e não atirar todas as culpas para a ganancia infinita dos estúdios. Walter Hill, Eddie Murphy, Nick Nolte e toda a restante equipa estiveram mal. Foram simplesmente atrás do dinheiro e pronto, foi isso. Portanto vou dar todo o destaque para os secundários Brion James, Kevin Tighe e Ed O'Ross, gajos que nunca tiveram protagonismo, mas que sempre reconheci como muito bons actores. Entretanto esquecidos pelo tempo, estes três acompanharam-me ao longo de anos e junto têm mais de 300 filmes no currículo. Três pancadas no peito para os grandes secundários do mundo do cinema e de Hollywood.
Another 48 Hours é a sequela típica, precursora dos fenómenos comerciais de hoje em dia: sem nada para acrescentar, sem nada de novo, apenas uma reciclagem de uma fórmula anterior que teve sucesso. Fraquinho, mas ainda se vê. ●○○○○
Another 48 Hours é a sequela típica, precursora dos fenómenos comerciais de hoje em dia: sem nada para acrescentar, sem nada de novo, apenas uma reciclagem de uma fórmula anterior que teve sucesso. Fraquinho, mas ainda se vê. ●○○○○
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Um detective de rua, um duro, é o único sobrevivente de um tiroteio que matou os seus companheiros. Pelo caminho cruza-se com um espertalhão das ruas que vai em busca de uma fortuna escondida. As duas histórias interligam-se de um forma inesperada, e apesar de todas as diferenças, acabam por formar uma dupla absolutamente improvável. Juntos semeiam o caos na cidade.
Walter Hill praticamente inventou um novo conceito com esta pequena série de filmes: o conceito dos protagonistas antagónicos. É aquela coisa já tão batida do polícia bom e o polícia mau. Mas aqui não há o bom e o mau polícia; aqui são todos bons e maus ao mesmo tempo. Confuso? Nem por isso. É mais a realidade. A diferença entre os bons e os maus é muito ténue, e às vezes, a única diferença é que uns têm um distintivo da polícia e os outros não. Os dois parceiros têm uma linguagem baixa, tratam geralmente mal todas as outras pessoas, bebem em demasia, são violentos, têm vidas lixadas e são corruptos quando têm de ser para se desenrascarem. Mas principalmente dão-se mal um com o outro. A única coisa que os une é a promessa de dinheiro fácil e vingança. Não é propriamente a coisa mais bonita do mundo, mas é o que é. E de alguma forma estranha, uma pessoa começa a sentir alguma empatia por aquelas personagens tão distorcidas.
O look sujo da noite está muito captado pela lente de Walter Hill, um gajo super habituado a esta temática. Um dos meus realizadores preferidos. Aqui dirige um dos gajos que nitidamente poderia ser um dos grandes actores de Hollywood, mas que por alguma razão que desconheço nunca se quis mostrar muito: Nick Nolte. Com um mau feitio inesquecível, Nolte imortalizou a personagem e criou uma série de estereótipos para todos os futuros "maus polícias". Do outro lado, Eddie Murphy, um estreante desconhecido - para a maior parte das pessoas (que não viam o Saturday Night Live)-, mas com um lado cómico tão diferente de tudo o que já se tinha visto, que só podia estar destinado ao sucesso. A química de atracção/repulsa entre dois é tão potente que marcou toda uma geração de filmes à posteriori. Como era normal na altura, no suporte aos dois nomes principais, um grande grupo de omnipresentes secundários de luxo: David Patrick Kelly, Sonny Landham, Annette O'Toole, Frank McRae e James Remar.
Néons com fartura (não era cenário, era a realidade...), as típicas deixas dos filmes de acção dos anos 80 (simplesmente, as melhores!), politicamente incorrecto, perseguições de carros à "moda antiga", boa banda sonora e uma história com pés e cabeça fazem de 48 Hours, um filmito policial muito aceitável. ●●●○○
Walter Hill praticamente inventou um novo conceito com esta pequena série de filmes: o conceito dos protagonistas antagónicos. É aquela coisa já tão batida do polícia bom e o polícia mau. Mas aqui não há o bom e o mau polícia; aqui são todos bons e maus ao mesmo tempo. Confuso? Nem por isso. É mais a realidade. A diferença entre os bons e os maus é muito ténue, e às vezes, a única diferença é que uns têm um distintivo da polícia e os outros não. Os dois parceiros têm uma linguagem baixa, tratam geralmente mal todas as outras pessoas, bebem em demasia, são violentos, têm vidas lixadas e são corruptos quando têm de ser para se desenrascarem. Mas principalmente dão-se mal um com o outro. A única coisa que os une é a promessa de dinheiro fácil e vingança. Não é propriamente a coisa mais bonita do mundo, mas é o que é. E de alguma forma estranha, uma pessoa começa a sentir alguma empatia por aquelas personagens tão distorcidas.
O look sujo da noite está muito captado pela lente de Walter Hill, um gajo super habituado a esta temática. Um dos meus realizadores preferidos. Aqui dirige um dos gajos que nitidamente poderia ser um dos grandes actores de Hollywood, mas que por alguma razão que desconheço nunca se quis mostrar muito: Nick Nolte. Com um mau feitio inesquecível, Nolte imortalizou a personagem e criou uma série de estereótipos para todos os futuros "maus polícias". Do outro lado, Eddie Murphy, um estreante desconhecido - para a maior parte das pessoas (que não viam o Saturday Night Live)-, mas com um lado cómico tão diferente de tudo o que já se tinha visto, que só podia estar destinado ao sucesso. A química de atracção/repulsa entre dois é tão potente que marcou toda uma geração de filmes à posteriori. Como era normal na altura, no suporte aos dois nomes principais, um grande grupo de omnipresentes secundários de luxo: David Patrick Kelly, Sonny Landham, Annette O'Toole, Frank McRae e James Remar.
Néons com fartura (não era cenário, era a realidade...), as típicas deixas dos filmes de acção dos anos 80 (simplesmente, as melhores!), politicamente incorrecto, perseguições de carros à "moda antiga", boa banda sonora e uma história com pés e cabeça fazem de 48 Hours, um filmito policial muito aceitável. ●●●○○
Por vezes é bom ver qualquer coisa sem queimar muito os neurónios e simplesmente passar um bom momento. Foi por isso que se inventaram as comédias, não é verdade?
O professor Julius Kelp é um génio da química, mas no que diz respeito a relacionamentos sociais é um verdadeiro desastre. é introvertido, desastrado e entra em parafuso quando tem que lidar com outros seres humanos... Decidido a mudar esta situação, Kelp recorre à ciência e inventa uma poção que o altera radicalmente. Tal como na história de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, depois de tomar a fórmula mágica, Julius Kelp transforma-se em Buddy Love, um machão irritante cheio de auto-confiança. Claro que, sendo The Nutty Professor uma comédia, as transformações vão sempre ocorrer na pior e mais inoportuna altura.
Realizado e duplamente interpretado por Jerry Lewis, The Nutty Professor é o protótipo das comédias dos anos 60: leves, inteligentes e originais. Acima de tudo, originais. Apesar de não ser grande adepto das comédias, são grande fã do Jerry Lewis. Cresci a ver os filmes dele e continua a ser o meu standard para avaliar todas as comédias. Tenho um especial apreço pelo Jim Carey precisamente porque me lembra sempre o Jerry Lewis. Com as devidas diferenças, é como se fosse uma nova versão moderna do velho mestre.
Em termos de actores, para além do Jerry Lewis, também há Stella Stevens e Del Moore, mas o meu destaque vai para Kathleen Freeman, umas daquelas actrizes que tem décadas e décadas de trabalho como secundário. Acho que é sempre bom mencionar os actores de suporte porque muitas vezes são eles que seguram o filme para além do casting principal.
The Nutty Professor pode ser considerado uma paródia, uma comédia, um romance e, esticando muito o género, um filme de ficção científica. Bem, se calhar estou a exagerar um pouco... Mas seja como for, mesmo estando bastante marcado pelo tempo, acima de tudo, é um filme com o Jerry Lewis, um gajo que será sempre totalmente à maneira. Isso para mim basta. ●●○○○
PS: Há uns anos saiu um remake com o Eddie Murphy.
PS2: Este pedido peculiar do trailer, para não se revelar o meio do filme é uma brincadeira com o trailer de Psico, de Alfred Hitchcock que na altura pedia para se ver o filme apenas do início. Quem chegasse mais tarde à sala de cinema não poderia entrar...
O professor Julius Kelp é um génio da química, mas no que diz respeito a relacionamentos sociais é um verdadeiro desastre. é introvertido, desastrado e entra em parafuso quando tem que lidar com outros seres humanos... Decidido a mudar esta situação, Kelp recorre à ciência e inventa uma poção que o altera radicalmente. Tal como na história de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, depois de tomar a fórmula mágica, Julius Kelp transforma-se em Buddy Love, um machão irritante cheio de auto-confiança. Claro que, sendo The Nutty Professor uma comédia, as transformações vão sempre ocorrer na pior e mais inoportuna altura.
Realizado e duplamente interpretado por Jerry Lewis, The Nutty Professor é o protótipo das comédias dos anos 60: leves, inteligentes e originais. Acima de tudo, originais. Apesar de não ser grande adepto das comédias, são grande fã do Jerry Lewis. Cresci a ver os filmes dele e continua a ser o meu standard para avaliar todas as comédias. Tenho um especial apreço pelo Jim Carey precisamente porque me lembra sempre o Jerry Lewis. Com as devidas diferenças, é como se fosse uma nova versão moderna do velho mestre.
Em termos de actores, para além do Jerry Lewis, também há Stella Stevens e Del Moore, mas o meu destaque vai para Kathleen Freeman, umas daquelas actrizes que tem décadas e décadas de trabalho como secundário. Acho que é sempre bom mencionar os actores de suporte porque muitas vezes são eles que seguram o filme para além do casting principal.
The Nutty Professor pode ser considerado uma paródia, uma comédia, um romance e, esticando muito o género, um filme de ficção científica. Bem, se calhar estou a exagerar um pouco... Mas seja como for, mesmo estando bastante marcado pelo tempo, acima de tudo, é um filme com o Jerry Lewis, um gajo que será sempre totalmente à maneira. Isso para mim basta. ●●○○○
PS: Há uns anos saiu um remake com o Eddie Murphy.
PS2: Este pedido peculiar do trailer, para não se revelar o meio do filme é uma brincadeira com o trailer de Psico, de Alfred Hitchcock que na altura pedia para se ver o filme apenas do início. Quem chegasse mais tarde à sala de cinema não poderia entrar...
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Beverly Hills Cop III saiu em 1994 e entra directamente para a categoria de deprimente. Apesar de ter presenças de peso (cameos) como as de John Singleton, Joe Dante, Ray Harryhausen e George Lucas, Beverly Hills Cop III nunca consegue chegar sequer aos calcanhares do original. Nem sequer da sequela.
Desta vez a história gira em torno de um parque de diversões em Beverly Hills que os maus da fita usam como fachada para fazerem falsificação de dinheiro.
Vou ser directo. É mau. Tudo parece forçado e não tem piada nenhuma. Foi um desfecho inglório para uma boa série de filmes e que gerou boas personagens, uma música icónica e sempre teve associado aquela sensação de boas vibrações.
Ainda por cima, é de estranhar que seja tão mau, vindo de quem vem: John Landis. Por acaso, é mesmo estranho. Sendo um realizador com tantos créditos firmados em outros tantos sucessos anteriores, é esquisito que o filme tenha saído tão mau. Pode não ser um dos grandes nomes do cinema, mas John Landis é o senhor responsável pelos The Blues Brothers, pelo clássico An American Werewolf in London e o homem que fez o melhor videoclip de todos os tempos, o Thriller de Michael Jackson. Não é por acaso que aparece tanto realizador (e pessoal dos efeitos) conhecido pelo meio do filme. Presumo que a escolha de John Landis tenha algo que ver com o mega sucesso Jurassic Park que tinha saído no ano anterior. Há uma ligação óbvia e antiga entre John Landis e Steven Spielberg... Também é passado num parque de diversões... Ao contrário dos anteriores, Jerry Bruckheimer já não produziu este filme, por isso... Não sei. Estou a conjecturar. Mas o que é certo é que algo correu mal aqui. Beverly Hills Cop III é mau e nunca devia ter sido o fecho desta trilogia. Espera-se um remake a qualquer momento, com um cameo óbvio para a estrela principal: Eddie Murphy. ●○○○○
Desta vez a história gira em torno de um parque de diversões em Beverly Hills que os maus da fita usam como fachada para fazerem falsificação de dinheiro.
Vou ser directo. É mau. Tudo parece forçado e não tem piada nenhuma. Foi um desfecho inglório para uma boa série de filmes e que gerou boas personagens, uma música icónica e sempre teve associado aquela sensação de boas vibrações.
Ainda por cima, é de estranhar que seja tão mau, vindo de quem vem: John Landis. Por acaso, é mesmo estranho. Sendo um realizador com tantos créditos firmados em outros tantos sucessos anteriores, é esquisito que o filme tenha saído tão mau. Pode não ser um dos grandes nomes do cinema, mas John Landis é o senhor responsável pelos The Blues Brothers, pelo clássico An American Werewolf in London e o homem que fez o melhor videoclip de todos os tempos, o Thriller de Michael Jackson. Não é por acaso que aparece tanto realizador (e pessoal dos efeitos) conhecido pelo meio do filme. Presumo que a escolha de John Landis tenha algo que ver com o mega sucesso Jurassic Park que tinha saído no ano anterior. Há uma ligação óbvia e antiga entre John Landis e Steven Spielberg... Também é passado num parque de diversões... Ao contrário dos anteriores, Jerry Bruckheimer já não produziu este filme, por isso... Não sei. Estou a conjecturar. Mas o que é certo é que algo correu mal aqui. Beverly Hills Cop III é mau e nunca devia ter sido o fecho desta trilogia. Espera-se um remake a qualquer momento, com um cameo óbvio para a estrela principal: Eddie Murphy. ●○○○○
Beverly Hills Cop II estreou em 1987 e desta vez foi realizado pelo Tony Scott, um gajo que sempre gostei de ver trabalhar. Continuam as "aventuras despropositadas" de Eddie Murphy, Judge Reinhold, John Ashton e Ronny Cox, que desta vez têm de enfrentar um violento grupo de assaltantes em Beverly Hills, encabeçado pelo carismático Jürgen Prochnow e pela escultural Brigitte Nielsen. E ainda há pelo meio uma presença de Hugh Hefner...
Tony Scott ainda consegue aguentar a história e as personagens neste segundo capítulo, mas como acontece (quase) sempre nas sequelas de grandes êxitos, está um furo abaixo do original. Não acrescenta nada mas também não tira nada. É tudo mais ou menos como o original... só que não é o original. Mas ainda é aceitável e suportável de se ver. ●●○○○
Tony Scott ainda consegue aguentar a história e as personagens neste segundo capítulo, mas como acontece (quase) sempre nas sequelas de grandes êxitos, está um furo abaixo do original. Não acrescenta nada mas também não tira nada. É tudo mais ou menos como o original... só que não é o original. Mas ainda é aceitável e suportável de se ver. ●●○○○
Beverly Hills Cop é um filme de acção/comédia de Martin Brest, que saiu em 1984 para os cinemas e dispensa apresentações. Quem não conhece o Axel Foley, o detective espertalhão e mal amanhado de Detroit, que para tentar descobrir o assassino do seu colega de profissão, vai fazer a cabeça em água aos polícias engravatadinhos de Beverly Hills? Eddie Murphy, Judge Reinhold, John Ashton e Ronny Cox dão corpo a personagens tão fixes que ficaram até hoje. Mas ainda há Lisa Eilbacher, Steven Berkoff e Jonathan Banks em papéis secundários. Todas as personagens são muito bem conseguidas. Por exemplo, Bronson Pinchot, como Serge, o recepcionista gay de uma galeria de arte é uma personagem tão boa, tão completa, tão cómica, que deveria ter tido um filme só para ele. (mas teve uma série de tv mais tarde, vá lá...)
Beverly Hills Cop foi um sucesso estrondoso de bilheteira. É um filme despretensioso, com acção, cómico e fixe, como muitos dos filmes dos anos 80. Eram bons porque eram simples e genuínos. O pessoal que hoje em dia faz filmes de acção, deveria sentar-se um bocadinho e ver uns filmitos "menores" dos anos 80 para perceber que por vezes (quase sempre) menos é mais. Beverly Hills Cop é um exemplo disso.
Uma das coisas que mais falta sinto nos filmes actuais é uma particularidade dos filmes dos anos 80: a música original. Fosse qual fosse o filme, a produção tentava sempre arranjar um tema que fosse identificativo do próprio filme. Era obviamente uma forma de promoção, porque a música podia tornar-se um hit mesmo antes do próprio filme o conseguir. E reparando bem, quase todos os filmes de grande sucesso dos 80's têm a "sua" música associada, que por acaso ou não, são sempre fixes. Beverly Hills Cop não é excepção. A música original do filme ("Axel F" de Harold Faltermeyer) é tão icónica que ainda hoje é facilmente reconhecida. Toda a gente conhece a música do Beverly Hills Cop, não é verdade? Se calhar até é mais reconhecida que o próprio filme... Tal como a banda sonora, Beverly Hills Cop é um clássico pop que nunca vai ficar fora de moda. ●●●●○
Beverly Hills Cop foi um sucesso estrondoso de bilheteira. É um filme despretensioso, com acção, cómico e fixe, como muitos dos filmes dos anos 80. Eram bons porque eram simples e genuínos. O pessoal que hoje em dia faz filmes de acção, deveria sentar-se um bocadinho e ver uns filmitos "menores" dos anos 80 para perceber que por vezes (quase sempre) menos é mais. Beverly Hills Cop é um exemplo disso.
Uma das coisas que mais falta sinto nos filmes actuais é uma particularidade dos filmes dos anos 80: a música original. Fosse qual fosse o filme, a produção tentava sempre arranjar um tema que fosse identificativo do próprio filme. Era obviamente uma forma de promoção, porque a música podia tornar-se um hit mesmo antes do próprio filme o conseguir. E reparando bem, quase todos os filmes de grande sucesso dos 80's têm a "sua" música associada, que por acaso ou não, são sempre fixes. Beverly Hills Cop não é excepção. A música original do filme ("Axel F" de Harold Faltermeyer) é tão icónica que ainda hoje é facilmente reconhecida. Toda a gente conhece a música do Beverly Hills Cop, não é verdade? Se calhar até é mais reconhecida que o próprio filme... Tal como a banda sonora, Beverly Hills Cop é um clássico pop que nunca vai ficar fora de moda. ●●●●○
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