Vi umas cenas promocionais do Gemini Man e imediatamente pus o filme de parte. Para mim era obviamente mais uma chachada de acção que não acrescentaria nada de novo ao reportório. No entanto, o nome de Ang Lee suscitou-me dúvidas. Depois de ver o Hulk e The Life of Pi já não dissocio tanto o Ang Lee dos efeitos especiais. Hoje, parece-me um gajo bastante à vontade para fazer um filme de efeitos. Mas um filme de acção? Com efeitos e porrada? Humm... Isso já era um pouco de desconfiar. Mas sendo assim, lá fui ver o Gemini Man apenas e só por curiosidade. De facto, é um filme de efeitos especiais, acção e porrada, a lembrar um pouco uma espécie de James Bond, mas pouco mais do isso. Já ia tão desconfiado que sinceramente foi melhor do que imaginei. Não há como ir ver um filme com as expectativas muito baixas... Ainda assim é estranho ver figuras totalmente digitais a contracenar com actores reais. E quando digo, totalmente digitais, estou a referir-me a personagens humanas reais, tipo o Will Smith, 30 anos mais novo em versão digital. Os efeitos especiais já evoluíram muito, mas para um olho treinado, ainda há uns pequeníssimos pormenores que denunciam o cambalacho digital. Mas tenho de admitir que falta muito pouco para nem sequer se notar a diferença. Nesse aspecto, acho que novamente, mais que melhorar o cinema está-se a abrir um precedente perigoso. Bem, não lhe chamaria perigoso, mas sim um precedente estranho. Basta pensar no panorama actual. Neste momento, parece que o cinema (e quando digo cinema, estou a referir-me ao cinema de grande público/blockbuster) entrou num loop de sequelas, reboots e remakes intermináveis. Trocam-se os actores e todo o restante esquema não mexe. Agora basta imaginar o que é que aconteceria se se retirar os actores de carne e osso da equação. É um loop eterno, mas sem a necessidade de trocar os actores porque eles são eternamente jovens, eternamente versáteis, eternamente disponíveis e eternamente ubíquos. Se isto não acontecer será apenas por questões meramente contratuais entre estúdios. Isto pode ser um grande negócio para os estúdios, mas quando assim acontece, normalmente a qualidade baixa e muito. Como é o caso do actual panorama que parece ter sido disneyficado, massificado, industrializado e outras coisas acabadas em "ado" que apenas lembram produtos de consumo de plástico e descartáveis. Bem, estou novamente a divagar. Vou deixar estas questões técnicas para outra ocasião. Voltando ao Gemini Man.
Não sendo totalmente banal, também não deixa de ser esquecível ou de sofrer dos mesmos males típicos deste género de filmes. A diferença é mesmo a mão mais sensível do Ang Lee que suaviza a acção e consegue dar um pouco mais de tempo para as personagens "respirarem". Mas não faz milagres, até porque existem as personagens de Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen mas estão tão secundarizadas pela acção que acabam por desaparecer da história. Por isso, Gemini Man acaba por ser um pouco melhor que o normal, mas no geral acaba por ser tão esquecível quanto os outros do mesmo género. ●●○○○
Mostrar mensagens com a etiqueta Jerry Bruckheimer. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jerry Bruckheimer. Mostrar todas as mensagens
Beverly Hills Cop III saiu em 1994 e entra directamente para a categoria de deprimente. Apesar de ter presenças de peso (cameos) como as de John Singleton, Joe Dante, Ray Harryhausen e George Lucas, Beverly Hills Cop III nunca consegue chegar sequer aos calcanhares do original. Nem sequer da sequela.
Desta vez a história gira em torno de um parque de diversões em Beverly Hills que os maus da fita usam como fachada para fazerem falsificação de dinheiro.
Vou ser directo. É mau. Tudo parece forçado e não tem piada nenhuma. Foi um desfecho inglório para uma boa série de filmes e que gerou boas personagens, uma música icónica e sempre teve associado aquela sensação de boas vibrações.
Ainda por cima, é de estranhar que seja tão mau, vindo de quem vem: John Landis. Por acaso, é mesmo estranho. Sendo um realizador com tantos créditos firmados em outros tantos sucessos anteriores, é esquisito que o filme tenha saído tão mau. Pode não ser um dos grandes nomes do cinema, mas John Landis é o senhor responsável pelos The Blues Brothers, pelo clássico An American Werewolf in London e o homem que fez o melhor videoclip de todos os tempos, o Thriller de Michael Jackson. Não é por acaso que aparece tanto realizador (e pessoal dos efeitos) conhecido pelo meio do filme. Presumo que a escolha de John Landis tenha algo que ver com o mega sucesso Jurassic Park que tinha saído no ano anterior. Há uma ligação óbvia e antiga entre John Landis e Steven Spielberg... Também é passado num parque de diversões... Ao contrário dos anteriores, Jerry Bruckheimer já não produziu este filme, por isso... Não sei. Estou a conjecturar. Mas o que é certo é que algo correu mal aqui. Beverly Hills Cop III é mau e nunca devia ter sido o fecho desta trilogia. Espera-se um remake a qualquer momento, com um cameo óbvio para a estrela principal: Eddie Murphy. ●○○○○
Desta vez a história gira em torno de um parque de diversões em Beverly Hills que os maus da fita usam como fachada para fazerem falsificação de dinheiro.
Vou ser directo. É mau. Tudo parece forçado e não tem piada nenhuma. Foi um desfecho inglório para uma boa série de filmes e que gerou boas personagens, uma música icónica e sempre teve associado aquela sensação de boas vibrações.
Ainda por cima, é de estranhar que seja tão mau, vindo de quem vem: John Landis. Por acaso, é mesmo estranho. Sendo um realizador com tantos créditos firmados em outros tantos sucessos anteriores, é esquisito que o filme tenha saído tão mau. Pode não ser um dos grandes nomes do cinema, mas John Landis é o senhor responsável pelos The Blues Brothers, pelo clássico An American Werewolf in London e o homem que fez o melhor videoclip de todos os tempos, o Thriller de Michael Jackson. Não é por acaso que aparece tanto realizador (e pessoal dos efeitos) conhecido pelo meio do filme. Presumo que a escolha de John Landis tenha algo que ver com o mega sucesso Jurassic Park que tinha saído no ano anterior. Há uma ligação óbvia e antiga entre John Landis e Steven Spielberg... Também é passado num parque de diversões... Ao contrário dos anteriores, Jerry Bruckheimer já não produziu este filme, por isso... Não sei. Estou a conjecturar. Mas o que é certo é que algo correu mal aqui. Beverly Hills Cop III é mau e nunca devia ter sido o fecho desta trilogia. Espera-se um remake a qualquer momento, com um cameo óbvio para a estrela principal: Eddie Murphy. ●○○○○
Há filmes que marcam uma pessoa. Top Gun não é um desses exemplos. Apesar do gigantesco sucesso de bilheteira, não o vi na altura da estreia (nem do lançamento em VHS). Deve ter sido um dos poucos filmes da década de 80 que não vi. Lembro-me de toda a gente falar do filme, principalmente porque tinha dois dos sex symbols masculinos da altura: Tom Cruise e Val Kilmer. As miúdas não falavam de outra coisa. Se bem que nesse filme havia outro sex symbol da época que interessava mais aos rapazes: a belíssima Kelly McGillis. Por causa destes "fatores", fiquei com a ideia errada que era um "filme de romance". Deve ter sido por essa razão que não o vi. Os anos passaram-se e Top Gun caiu no meu esquecimento. Só o vi para aí há uns 5 anos e obviamente foi de rir. Foi como ver o Rambo agora. Não faz sentido, não é verdade? É incrível. Devo ser uma das três pessoas no mundo, que sendo contemporâneo do filme, não o viu na altura. Mas teve tanto impacto que mesmo assim conhecia-o perfeitamente. Aliás, adorava a música dos Berlin filmado naquele cemitério de aviões e cheio de clips do filme. Durante anos foi apenas isso que sabia sobre o Top Gun: que tinha grande música pop (do excelente Giorgio Moroder), grandes cenas arriscadas com aviões a jacto a velocidades estonteantes e gajos super-estilosos vestidos de blusão de couro e t-shirt branca a andarem de moto com os seus óculos tipo Police... Mais 80's era impossível.
Realizado por Tony Scott (irmão do Ridley Scott), Top Gun é uma história simples de competição feroz em ambiente militar (e romance...) que ficou para a história, apesar de ser mais uma (boa) chachada dos anos 80. Dou-lhe o reconhecimento devido. À dupla sexy Cruise/Kilmer ainda se juntam uma data de gajos que curto particularmente como Tom Skerritt, Michael Ironside, Tim Robbins e até tem a Meg Ryan, que parece ter sempre a mesma idade em todos os filmes. Estranho...
É produzido por Jerry Bruckheimer... não se nota logo? O estilo está lá todo, apenas faltam os famosos lens flare... Espera. Isso é do Michael Bay... Bruckheimer, Bay... É mais ou menos a mesma coisa... Confundo-os sempre... Adiante... No geral, Top Gun nem é tão mau quanto pensava, se bem que se parece mais com uma campanha de angariação de candidatos para a Marinha do que propriamente um filme de acção. As cenas com os caças até me surpreenderam bastante pela positiva. Só que lá está, tudo tem o seu tempo próprio e este filme devia ter sido visto na altura correcta, que era nesse longínquo ano de 1986.
Já ouvi dizer que vem aí um remake ou uma sequela (mais uma prova que nos estúdios de Hollywood acabaram-se mesmo as ideias), portanto há que estar preparado mentalmente para o impacto... ●●○○○
Realizado por Tony Scott (irmão do Ridley Scott), Top Gun é uma história simples de competição feroz em ambiente militar (e romance...) que ficou para a história, apesar de ser mais uma (boa) chachada dos anos 80. Dou-lhe o reconhecimento devido. À dupla sexy Cruise/Kilmer ainda se juntam uma data de gajos que curto particularmente como Tom Skerritt, Michael Ironside, Tim Robbins e até tem a Meg Ryan, que parece ter sempre a mesma idade em todos os filmes. Estranho...
É produzido por Jerry Bruckheimer... não se nota logo? O estilo está lá todo, apenas faltam os famosos lens flare... Espera. Isso é do Michael Bay... Bruckheimer, Bay... É mais ou menos a mesma coisa... Confundo-os sempre... Adiante... No geral, Top Gun nem é tão mau quanto pensava, se bem que se parece mais com uma campanha de angariação de candidatos para a Marinha do que propriamente um filme de acção. As cenas com os caças até me surpreenderam bastante pela positiva. Só que lá está, tudo tem o seu tempo próprio e este filme devia ter sido visto na altura correcta, que era nesse longínquo ano de 1986.
Já ouvi dizer que vem aí um remake ou uma sequela (mais uma prova que nos estúdios de Hollywood acabaram-se mesmo as ideias), portanto há que estar preparado mentalmente para o impacto... ●●○○○
Labels:
1986,
acção,
anos 80,
aviões,
Berlin,
Giorgio Moroder,
Hollywood,
Jerry Bruckheimer,
Kelly McGillis,
Marinha,
Michael Bay,
militar,
nota2,
remake,
romance,
Tom Cruise,
Tom Skerritt,
Tony Scott,
Top Gun,
Val Kilmer


